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Aula 04 Direito Tributário Jurisprudencial p/ AFRFB - 2016 Professor: Fábio Dutra 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!1!()!21! AULA 04: Leg. Tributária, Obrig. Tributária, Resp. Tributária, Crédito Tributário e Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário SUMÁRIO PÁGINA Observações sobre a aula 01 Legislação Tributária 02 Interpretação e integração da legislação tributária 07 Obrigação tributária 08 Responsabilidade Tributária 16 Crédito Tributário e Lançamento 25 Suspensão da exigibilidade do crédito tributário 29 Lista das Questões Comentadas em Aula 34 Gabarito das Questões Comentadas em Aula 41 Observações sobre a Aula Olá, meu amigo(a)! Tudo bem? Como vão os estudos? Este já é nosso quinto encontro. Como passou rápido, não é mesmo? Na aula de hoje, estudaremos muita jurisprudência! A aula será muito proveitosa, pois são assuntos certos na sua prova. Não duvide disso! Estudaremos desde a Legislação Tributária até o Crédito Tributário e outros temas relativos a este. Caro aluno, é sempre bom reforçar que nós estamos aqui para aprender Direito Tributário de verdade! Sendo assim, se você encontrar questões interessantes que versem sobre jurisprudência, não deixe de entrar em contato comigo! Teremos o maior prazer em comentá-las na próxima aula! Beleza? E aí, pronto para começar mais uma aula? 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!3!()!21! 1 – LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA É importante ressaltar que boa parte da jurisprudência sobre legislação tributária gira em torno do art. 98 do CTN, o qual elenca algumas matérias capazes de serem estabelecidas apenas pela lei. Como nós já vimos o que há de mais importante sobre o assunto, ao tratar do princípio da legalidade, não vejo razões para fazermos nova análise sobre o tema. Portanto, partiremos para a análise dos tratados internacionais. Inicialmente, é válido dizer que os tratados internacionais não podem tratar de matéria reservada à lei complementar: “(...) TRATADO INTERNACIONAL E RESERVA CONSTITUCIONAL DE LEI COMPLEMENTAR. - O primado da Constituição, no sistema jurídico brasileiro, é oponível ao princípio pacta sunt servanda, inexistindo, por isso mesmo, no direito positivo nacional, o problema da concorrência entre tratados internacionais e a Lei Fundamental da República, cuja suprema autoridade normativa deverá sempre prevalecer sobre os atos de direito internacional público. Os tratados internacionais celebrados pelo Brasil - ou aos quais o Brasil venha a aderir - não podem, em conseqüência, versar matéria posta sob reserva constitucional de lei complementar. É que, em tal situação, a própria Carta Política subordina o tratamento legislativo de determinado tema ao exclusivo domínio normativo da lei complementar, que não pode ser substituída por qualquer outra espécie normativa infraconstitucional, inclusive pelos atos internacionais já incorporados ao direito positivo interno. (...)” (STF, ADI 1.480-MC/DF, Plenário, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento em 04/09/1997) Dito isso, acompanhe o que diz o art. 98 do CTN: Art. 98. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha. Na visão da doutrina, o conflito entre a lei interna e o tratado deve ser resolvido em favor da norma especial, que é o tratado: “O conflito entre a lei interna e o tratado resolve-se, pois, a favor da norma especial (do tratado), que excepciona a norma geral (da lei interna), tornando-se indiferente que a norma interna seja anterior ou posterior ao tratado. Este prepondera em ambos os casos (abstraída a discussão sobre se ele é ou não superior à lei interna) porque traduz preceito especial, harmonizável com a norma geral.” 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!4!()!21! (AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 14ª Ed. Saraiva, 2008, p.181) Nesse sentido, diante desse conflito, resolvido em favor da norma especial, ocorreria, então, a revogação da lei interna? Não! Na verdade, segundo a doutrina, haveria suspensão da eficácia da norma nacional: “... não se trata, a rigor, de revogação da legislação interna, mas de suspensão da eficácia da norma tributária nacional, que readquirirá a sua aptidão para produzir efeitos se e quando o tratado for denunciado.” (TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Financeiro e Tributário. 16ª Ed. Renovar, 2009, p.49) Portanto, se o tratado algum dia vier a ser denunciado, deixando de produzir efeitos internos, a lei interna readquire sua eficácia, isto é, volta a produzir efeitos normalmente. Na contramão da redação dada pelo CTN, o STF já se posicionou no sentido da paridade normativa entre os tratados internacionais e as leis ordinárias: "(...) PARIDADE NORMATIVA ENTRE ATOS INTERNACIONAIS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS DE DIREITO INTERNO. - Os tratados ou convenções internacionais, uma vez regularmente incorporados ao direito interno, situam-se, no sistema jurídico brasileiro, nos mesmos planos de validade, de eficácia e de autoridade em que se posicionam as leis ordinárias, havendo, em conseqüência, entre estas e os atos de direito internacional público, mera relação de paridade normativa. (...)" (STF, ADI 1.480-MC/DF, Plenário, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento em 04/09/1997) Observação: Existe a possibilidade de esse entendimento mudar, quando do julgamento do RE 460.320. O Min. Gilmar Mendes já demonstrou o entendimento a respeito da prevalência dos tratados internacionais, em seu voto. Por hora, o que devemos levar para a prova é a paridade, salvo, em último caso, se a banca fizer menção a esse voto do ministro relator. Segundo o STF, se há paridade normativa entre tratado internacional e as leis ordinárias, estas podem alterar aqueles. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!2!()!21! Questão 01 – ESAF/PFN/2007 Segundo o Código Tributário Nacional (CTN), os tratados internacionais precisam ser observados pelo legislador, que, assim, não poderá alterá-los por normas com eles incompatíveis? Comentário: O candidato que tem conhecimento de jurisprudência, deve saber quando utilizá-la, sob pena de errar questões que outros candidatos, menos preparados, não errariam. Se a questão disser “Segundo o CTN”, resposta segundo o CTN. Então, a assertiva está correta, de acordo com o art. 98 do Código Tributário Nacional. Destaque-se que o STJ já fez distinção quanto às formas modalidades de tratado internacional: tratados-contratos e tratados-leis. No entanto, há divergência quanto a qual deles se refere o art. 98 do CTN, tendo a Primeira Turma decidido de uma forma, e a Segunda, de outra. Julgo ser temerária a cobrança do tema em provas. A única questão sobre o tema foi cobrada na prova da PFN em 2007. Não foi possível conhecer os gabaritos definitivos, pois a prova foi completamente anulada (se você souber de outraquestão sobre o tema, envie pra mim no fórum de dúvidas, ok?). No entanto, partindo-se do pressuposto de que o gabarito provisório demonstra o posicionamento da banca sobre o tema, vamos transcrevê-la: Questão 02 – ESAF/PFN/2007 O STJ, em matéria de direito internacional tributário, tem entendido que os tratados-leis, diferentemente dos tratados-contratos, não podem ser alterados pela legislação interna. Comentário: A questão foi elaborada com base no REsp 426.945/PR, segundo o qual não se permite que os tratados-leis sejam alterados pela legislação interna. Questão correta, com as ressaltas que fizemos acima. Súmula STF 575 - À mercadoria importada de país signatário do (GATT), ou membro da (ALALC), estende-se a isenção do imposto de circulação de mercadorias concedida a similar nacional. Muito embora o art. 111, II, do CTN, afirme que a outorga de isenção deve ser interpretada literalmente, o GATT prevê o princípio do tratamento nacional, que foi explicado pelo ilustre professor Ricardo Vale nos seguintes termos: 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!5!()!21! “Em linhas gerais, o princípio do tratamento nacional (também chamado de princípio da paridade) proíbe os membros da OMC de conceder tratamento mais favorável aos produtos domésticos do que aos produtos de outros membros da OMC, uma vez que estes últimos tenham adentrado o território aduaneiro.” (Curso de Comércio Internacional, Prof. Ricardo Vale) Conforme a súmula acima citada, percebemos que este é o posicionamento da Suprema Corte (e do STJ também) no sentido da extensão do benefício fiscal. Destaque-se que o art. 152 da CF/88 também preceitua que é vedado aos Estados, Distrito Federal e Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. Questão 03 – ESAF/AFRF/2005 A lei instituidora da isenção de mercadorias, mesmo que nada diga a respeito, é extensiva às mercadorias estrangeiras, quando haja previsão da lei mais favorecida, porque para não ofender o disposto no art. 98 do CTN ela tem de ser interpretada como aplicável a todos os casos que não os ressalvados, em virtude de extensão de isenção pelos tratados internacionais. Comentário: A questão estaria errada, caso se referisse à extensão de isenções de forma genérica, tendo em vista a restrição do art. 111, II, do CTN. Contudo, como se trata de tratados internacionais, há a referida extensão, e a questão está correta. Meu aluno, minha aluna, por favor, não se esqueça do que vimos nas aulas anteriores: o Presidente da República, ao firmar tratados internacionais, age em nome da República Federativa do Brasil, podendo, inclusive, conceder isenções a tributos estaduais e municipais, sem que se caracterize isenções heterônomas. Antes de encerrar este tópico, vejamos mais uma jurisprudência acerca de legislação tributária: 3. O art. 3º da LC 118/2005, a pretexto de interpretar os arts. 150, § 1º, 160, I, do CTN, conferiu-lhes, na verdade, um sentido e um alcance diferente daquele dado pelo Judiciário. Ainda que defensável a “interpretação” dada, não há como negar que a Lei inovou no plano normativo, pois retirou das disposições interpretadas um dos seus sentidos possíveis, justamente aquele tido como correto pelo STJ, 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!6!()!21! intérprete e guardião da legislação federal. Portanto, o art. 3º da LC 118/2005 só pode ter eficácia prospectiva, incidindo apenas sobre situações que venham a ocorrer a partir da sua vigência. 4.Assim, tratando-se de preceito normativo modificativo, e não simplesmente interpretativo, o art. 3º da LC 118/2005 só pode ter eficácia prospectiva, incidindo apenas sobre situações que venham a ocorrer a partir da sua vigência. 5. O artigo 4º, segunda parte, da LC 118/2005, que determina a aplicação retroativa do seu art. 3º, para alcançar inclusive fatos passados, ofende o princípio constitucional da autonomia e independência dos poderes (CF, art. 2º) e o da garantia do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI). (STJ, AgRg no REsp 672.032/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Julgamento em 07/04/2005) O art. 168, I, do CTN, prevê que o prazo para pleitear restituição de pagamento indevido é de 5 anos a contar da data da extinção do crédito tributário. O STJ entendia que a extinção, para lançamentos por homologação, ocorria apenas com a homologação do lançamento, que normalmente ocorre tacitamente 5 anos após o lançamento (art. 150, § 4º). Na prática, o sujeito passivo acabava tendo 10 anos (5+5). Contudo, a LC 118/05, em seu art. 3º, alterou tal interpretação, estabelecendo que o prazo inicia-se da data do pagamento antecipado. A decisão ora analisada demonstra que o entendimento do STJ é o de que a lei não apenas interpretou, mas inovou na ordem jurídica, não podendo ser aplicada retroativamente, nos termos do art. 106, I, do CTN. Entendido? Vamos resolver uma questão difícil sobre o assunto:! Questão 04 – ESAF/PFN/2006 A Lei Complementar n. 118, de 9 de fevereiro de 2005, dispõe: “Art. 3o - Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o - Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação, observado, quanto ao art. 3o o disposto no art. 106, inciso I, da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.” 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!7!()!21! Julgue os itens abaixo segundo o entendimento atualmente dominante no Superior Tribunal de Justiça – STJ e marque, a seguir, a opção que apresenta a resposta correta. I. O art. 3o é preceito normativo e não meramente interpretativo. II. Os dispositivos são inconstitucionais, pois, ao veicular preceito interpretativo, fazem-no contra expressa jurisprudência da Corte, violando assim o princípio da separação dos poderes, já que impõem ao juiz uma interpretação da lei, função que é privativa deste e vedada ao legislador. III. Os processos em curso ao tempo da entrada em vigor da lei devem ser julgados considerando o disposto no art. 3o. a) Apenas o item II está errado. b) Apenas o item I está correto. c) Apenas os itens I e II estão corretos. d) Apenas o item II está correto. e) Apenas o item III está correto. Comentário: Pela relevância e complexidade da questão, vamos comentá-la, item por item: Item I: Embora o dispositivo seja expressamente interpretativo, o entendimento do STJ é que houve inovação no plano normativo. Item correto. Item II: Na verdade, o STJ declarou inconstitucional apenas o art. 4º, pois foi este que concedeu aplicação retroativa ao art. 3º. Item errado. Item III: De acordo com o STJ, o art. 3º da LC 118/2005 só pode ter eficácia prospectiva, incidindo apenas sobre situações que venham a ocorrer a partir da sua vigência. Item errado. Portanto, apenaso item I está correto, e o gabarito da questão é Letra B. 2 – INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA É importante ter conhecimento da diferença entre o instituto da analogia e a interpretação extensiva: "TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ISS. LISTA DE SERVIÇOS. TAXATIVIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. (...) Não se pode confundir analogia com interpretação analógica ou extensiva. A analogia é técnica de integração, vale dizer, recurso de que se vale o operador do direito diante de uma lacuna no ordenamento jurídico. Já a interpretação, seja ela extensiva ou analógica, objetiva desvendar o sentido e o alcance da norma, para então definir-lhe, com certeza, a sua extensão. A norma existe, sendo o método 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!8!()!21! interpretativo necessário, apenas, para precisar-lhe os contornos. (STJ, REsp 121.428/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Castro Meira, Julgamento em 01/06/2004) No que se refere ao art. 111, que dispõe acerca da interpretação literal das normas tributárias, o STJ já decidiu o seguinte: "(...)É firme o entendimento do STJ, no sentido de que a busca do real significado, sentido e alcance de benefício fiscal não caracteriza ofensa ao art. 111 do CTN ." (STJ, REsp 1.125.064/DF, Segunda Turma, Min. Rel. Eliana Calmon, Julgamento em 06/04/2010) Ademais, no tocante à interpretação mais favorável ao acusado, em relação às penalidades e infrações, o STJ é firme no sentido de que, não havendo dúvidas, não há que se falar em interpretação mais favorável: "(...) No caso, cuida-se de concordata preventiva, inexistindo razão para que o devedor inadimplente seja privilegiado com a dispensa da multa. O art. 112 do CTN, que recomenda a interpretação mais favorável, somente tem pertinência quando haja dúvida na exegese da norma punitiva, o que inexiste na espécie, em face do texto claro do citado dispositivo da Lei de Quebras." (STJ, REsp 183.720/SP, Segunda Turma, Min. Rel. Aldir Passarinho Júnior, Julgamento em 15/06/1999) Questão 05 – INÉDITA/2015 Consoante o disposto no CTN, a lei tributária que define infrações ou lhe comina penalidades interpreta-se, sempre que possível, da maneira mais favorável ao acusado. Comentário: Conforme o art. 112 do CTN, e a jurisprudência do STJ, somente se há de fazer interpretação benigna em favor do acusado, quando restar alguma dúvida (e não sempre que possível) sobre a interpretação da legislação a ele aplicável. Questão errada. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!9!()!21! 3 – OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA É sabido que a obrigação tributária é principal ou acessória. Defendendo a autonomia das obrigações acessórias, o STJ já decidiu que é permitido que se exija do contribuinte as notas fiscais de bens deslocados entre estabelecimentos da mesma empresa, em operação interestadual: Afirmou-se que os deveres instrumentais, previstos na legislação tributária, ostentam caráter autônomo em relação à regra matriz de incidência do tributo, uma vez que vinculam, inclusive, as pessoas físicas ou jurídicas que gozem de imunidade ou outro benefício fiscal, ex vi dos arts. 175 e 194, parág. único do CTN; assim, ainda que, em tese, o deslocamento de bens do ativo imobilizado e de material de uso e consumo entre estabelecimentos de uma mesma instituição financeira não configure hipótese de incidência do ICMS, compete ao Fisco Estadual averiguar a veracidade da aludida operação, sobressaindo a razoabilidade e proporcionalidade da norma jurídica que tão somente exige que os bens da pessoa jurídica sejam acompanhados das respectivas notas fiscais. (STJ, EDcl nos EDcl no REsp 1116792/PB, Primeira Seção, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Julgamento em 22/08/2012) Questão 06 – ESAF/AFRFB/2009 A existência de uma obrigação tributária acessória pressupõe a existência de uma obrigação tributária principal. Comentário: Como vimos, a obrigação tributária acessória independe da existência da obrigação principal. Sendo assim, por exemplo, até mesmo as entidades imunes estão sujeitas ao cumprimento de certas obrigações acessórias, conforme art. 14, caput, e incisos. Questão errada. Um tema muito conturbado na doutrina é a questão da exigência de lei em sentido estrito para instituição de obrigações acessórias. O CTN – em seu art. 113, § 2º - afirma que tais obrigações decorrem da legislação tributária, expressão explicada no texto do próprio CTN (art. 96) como leis, tratados internacionais, decretos e normas complementares. Nesse sentido: "(...)É cediço que, nos termos do art. 113, § 2º, do CTN, em torno das relações jurídico-tributárias relacionadas ao tributo em si, exsurgem outras, de conteúdo extra-patrimonial, consubstanciadas em um dever de fazer, não-fazer ou tolerar. São os denominados deveres instrumentais ou obrigações acessórias, inerentes à regulamentação das questões operacionais relativas à tributação, razão pela qual sua regulação foi legada à "legislação tributária" em sentido lato, podendo ser 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!1:!()!21! disciplinados por meio de decretos e de normas complementares, sempre vinculados à lei da qual dependem." (STJ, REsp 724.779/RJ, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 12/09/2006) Vejamos como o assunto foi cobrado pela ESAF em 2009: Questão 07 – ESAF/AFRFB/2009 A instituição de obrigação acessória, com a finalidade de dar cumprimento à obrigação principal, deve atenção ao princípio da estrita legalidade. Comentário: De fato, as obrigações acessórias criam deveres instrumentais, com a finalidade de dar cumprimento à obrigação principal. Segundo a ESAF, a instituição de obrigações acessórias não está sujeita à estrita legalidade. Questão errada. O art. 113, § 3º, do CTN, assevera que as obrigações acessórias, quando descumpridas geram uma penalidade pecuniária. Fique atento, pois essa penalidade está submetida ao princípio da legalidade (art. 97, V, do próprio CTN). O STJ entende que, para verificar se há ou não a ocorrência do fato gerador do imposto de renda, o que importa é a realidade econômica, e não a simples forma jurídica. Nesse sentido: TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. ABONO CONCEDIDO EM ACORDO COLETIVO. CARÁTER SUBSTITUTIVO DE REAJUSTE SALARIAL. NATUREZA SALARIAL. INCIDÊNCIA. INDENIZAÇÃO DE AUXILIO-ALIMENTAÇÃO. CARACTERIZAÇÃO SUPRESSÃO DE DIREITO TRABALHISTA. CARÁTER INDENIZATÓRIO. NÃO-INCIDÊNCIA. 4. Interpretação econômica que se impõe, uma vez que a realidade econômica há de prevalecer sobre a simples forma jurídica. 5. As verbas indenizatórias não estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda. (STJ, REsp 696.745/CE, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 07/06/2005) Questão 08 – ESAF/PFN/2007 A interpretação econômica se impõe, uma vez que a realidade econômica há de prevalecer sobre a simples forma jurídica. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!11!()!21! Comentário: A foi copiada do REsp 696.745, dispensando os comentários já realizados sobre o referido julgado. Questão correta. A respeito do fato gerador, o art. 118 preconiza que sua definição legal é interpretada abstraindo-se da validade jurídica dos atos praticados bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Nessa linha, o STJ já decidiu: TRIBUTÁRIO – ICMS – SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL – INADIMPLÊNCIA DOS USUÁRIOS – FURTO DE SINAL (CLONAGEM) – INCIDÊNCIA DO TRIBUTO. 1. O fato gerador do ICMS na telefonia é a disponibilização da linha em favor do usuário que contrata, onerosamente, os serviços de comunicação da operadora. A inadimplência e o furto por "clonagem" fazem parte dos riscos da atividade econômica, que não podem ser transferidos ao Estado. 2. Nos termos do art. 118 do Código Tributário Nacional, o descumprimento da operação de compra e venda mercantil não tem o condão de malferir a ocorrência do fato gerador do ICMS. (STJ, REsp 1.189.924/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Humberto Martins, Julgamento em 25/05/2010) Questão 09 – INÉDITA/2015 No que se refere aos serviços de telefonia móvel, o STJ já decidiu que a inadimplência e o furto por clonagem descaracterizam a incidência do ICMS. Comentário: O que o STJ decidiu é que o fato gerador do ICMS na telefonia é a disponibilização da linha em favor do usuário que contrata, não importando se houve furto por clonagem ou inadimplência. De qualquer modo, ocorre o fato gerador do ICMS. Questão errada. Na mesma direção: TRIBUTÁRIO. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. ARTIGO 3º, § 2º, I, DA LEI 9.718/98. HIGIDEZ CONSTITUCIONAL RECONHECIDA PELO STF EM SEDE DE CONTROLE DIFUSO. EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. "VENDAS INADIMPLIDAS". ALEGADA EQUIPARAÇÃO COM "VENDAS CANCELADAS". ANALOGIA/EQÜIDADE. INAPLICABILIDADE. ARTIGOS 111 E 118, DO CTN. OBSERVÂNCIA. (...) Entrementes, o inadimplemento do consumidor não equivale ao cancelamento da compra e venda, no qual ocorre o desfazimento do negócio jurídico, denotando a ausência de receita e, conseqüente, intributabilidade da operação. (STJ, REsp 1.029.434/CE, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!13!()!21! 20/05/2008) Questão 10 – ESAF/ACE-MDIC/2012 As vendas inadimplidas equivalem às vendas canceladas para fins de incidência tributária, eis que no sistema tributário nacional, embora tenha consagrado o regime de competência como a regra geral de apuração dos resultados, o inadimplemento constitui hipótese de cancelamento de venda, e não tendo ingressado a receita de venda, não há que se falar em tributação. Comentário: No entendimento do STJ, as vendas inadimplidas não podem ser consideradas como cancelamento, tendo em vista que naquele caso não ocorre o desfazimento do negócio jurídico como neste. Questão errada. Conforme você já deve ter estudado, de acordo com o art. 123 do CTN, “as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.” Nesse contexto, a alienação fiduciária não afasta a pena de perdimento de veículo, quando houver previsão legal para aplicação de tal pena: CONVENÇÃO PARTICULAR NÃO OPONÍVEL À FAZENDA PÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 123, DO CTN. PRINCÍPIOS DA ETICIDADE E DA FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO. ARTS. 421 E 2035, DO CC/2002. JURISPRUDÊNCIA DO EXTINTO TRIBUNAL FEDERAL DE RECURSOS. COMPATIBILIDADE COM A SÚMULA N. 138/TFR. É admitida a aplicação da pena de perdimento de veículo objeto de alienação fiduciária. (STJ, REsp 1.387.990/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Julgamento em 17/09/2013) Questão 11 – INÉDITA/2015 Não se admite a aplicação da pena de perdimento de veículo objeto de alienação fiduciária. Comentário: De acordo com o REsp 1.387.990/PR, admite-se a aplicação da pena de perdimento de veículo objeto de alienação fiduciária. O embasamento legal para tal decisão foi o previsto no art. 123 do CTN. Questão errada. Na mesma linha da irrelevância do adimplemento ou não das vendas efetuadas, é de se destacar também o entendimento do STF sobre o aspecto 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!14!()!21! temporal da hipótese de incidência (a partir de que momento considera-se ocorrido o fato gerador) da COFINS e PIS: “Quanto ao aspecto temporal da hipótese de incidência da COFINS e da contribuição para o PIS, portanto, temos que o fato gerador da obrigação ocorre com o aperfeiçoamento do contrato de compra e venda (entrega do produto), e não com o recebimento do preço acordado.” (STF, RE 586.482-RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 23/11/2011) Sobre a solidariedade prevista no art. 124, I, do CTN, é de ressaltar que o STJ já decidiu que para configurar o interesse comum na situação que constitua o fato gerador do tributo, é necessário haver, no caso de prestação de serviços, prestação conjunta por parte das empresas envolvidas. O simples fato de as empresas pertencerem ao mesmo conglomerado financeiro não caracteriza por si só o interesse comum capaz de gerar solidariedade tributária: "PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. ISS. EXECUÇÃO FISCAL. PESSOAS JURÍDICAS QUE PERTENCEM AO MESMO GRUPO ECONÔMICO. CIRCUNSTÂNCIA QUE, POR SI SÓ, NÃO ENSEJA SOLIDARIEDADE PASSIVA. 1. O entendimento prevalente no âmbito das Turmas que integram a Primeira Seção desta Corte é no sentido de que o fato de haver pessoas jurídicas que pertençam ao mesmo grupo econômico, por si só, não enseja a responsabilidade solidária, na forma prevista no art. 124 do CTN. Ressalte-se que a solidariedade não se presume (art. 265 do CC/2002), sobretudo em sede de direito tributário.(...)" (STJ, REsp 834.044/RS, Primeira Seção, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Julgamento em 08/09/2010) Um tema muito controvertido é a possibilidade de o sujeito ativo da obrigação tributária ser pessoa jurídica de direito privado. O STJ já sumulou o seguinte: Súmula STJ 396 - A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical rural. Ademais, essa Corte também proferiu decisão que o SENAI pode figurar como sujeito ativo das obrigações tributárias a ele destinadas (REsp 735.278/PR). No entanto, lembre-se que a regra é o que está no art. 119 do 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!12!()!21! CTN, ou seja, somente pode figurar como sujeito ativo da obrigação tributária pessoa jurídica de direito público. Mesmo havendo esse posicionamento do STJ, recomendo que você siga o texto do art. 119 do CTN, somente considerando correto se houver cópia literal da mencionada súmula ou do caso referente ao SENAI. Questão 12 – ESAF/AFRFB/2009 No pólo ativo da relação jurídico-tributária, necessariamente deve figurar pessoa jurídica de direito público. Comentário: Conforme aprendemos, adotamos o CTN como regra. Somente consideraremos a Súmula 396, quando a banca mencioná-la literalmente! Questão correta.Questão 13 – INÉDITA/2015 De acordo com entendimento sumulado pelo STJ, a Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical rural. Comentário: Nessa questão, como foi mencionada a súmula do STJ, devemos considerar o que diz a sua redação, ou seja, a CNA possui legitimidade ativa para tal cobrança. Questão correta. No que se refere ao domicílio tributário do sujeito passivo, destaque-se que o STJ tem entendido que caracteriza cerceamento de defesa do sujeito passivo notificação fiscal enviada para endereço diferente do domicílio tributário, quando é do conhecimento do fisco: TRIBUTARIO. DOMICILIO TRIBUTARIO. FIRMA INDIVIDUAL. C.T.N., ART.127, II. APLICAÇÃO. I - O acórdão recorrido, ao admitir como válida notificação fiscal enviada para local diverso do domicílio tributário do contribuinte, que era do conhecimento do fisco, ofendeu o art. 127, II, do C.T.N. II - Recurso Especial conhecido e provido. (STJ, 33.837/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Antônio de Pádua Ribeiro, Julgamento em 04/03/1996) 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!15!()!21! Ademais, destaque-se que, para o STJ, a remessa de carnê para o endereço do contribuinte configura notificação de lançamento nos termos da Súmula 397: Súmula STJ 397 - O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê ao seu endereço. Questão 14 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 Segundo entendimento do STJ, o simples envio de carnê ao endereço do contribuinte não caracteriza notificação do lançamento tributário. Comentário: Conforme a Súmula 397 do STJ, basta que haja o envio do carnê ao endereço do contribuinte para que seja caracterizada a notificação de lançamento tributário. Questão errada. Ainda sobre o domicílio tributário, não há base legal para impedir o contribuinte de indicar sua residência como domicílio tributário, pois, de acordo com o STJ: DOMICILIO TRIBUTARIO - MESMO DA RESIDENCIA. Não procede o argumento de que sendo inviolável o domicílio da pessoa física, dificultaria atuação dos agentes fiscais, caso tenha o domicílio tributário a mesma sede, porque tal proteção deixaria de existir. É injustificável e sem base legal impedir o contribuinte de indicar sua residência para domicílio tributário. Recurso improvido. (STJ, REsp 28.237/SP, Primeira Turma, Rel. Min Garcia Vieira, Julgameno em 16/11/1992) Questão 15 – INÉDITA/2015 De acordo com entendimento do STJ, os agentes fiscais podem impedir o contribuinte de indicar sua residência como seu domicílio tributário. Comentário: Não é possível tal impedimento. Não se mostra razoável obstar o contribuinte de indicar sua residência para domicílio tributário. Questão errada. Digno de nota é o fato de o STJ aceitar a pluralidade de domicílios tributários para pessoas jurídicas ou firmas individuais: TRIBUTARIO. ISS. MUNICIPIO COMPETENTE PARA EXIGIR O TRIBUTO. CTN,ART. 127, II. DECRETO-LEI 406/68 (ART. 12, 'A'). É juridicamente possível as pessoas jurídicas ou firmas individuais 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!16!()!21! possuírem mais de um domicílio tributário. (STJ, Primeira Turma, REsp 23.371/SP, Rel. Min. Milton Luiz Pereira, Julgamento em 31/08/1994) Por último, destaque-se o princípio da autonomia de cada estabelecimento por meio da jurisprudência do STJ: TRIBUTÁRIO. CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITO DE NEGATIVA. FILIAL. PENDÊNCIA DA MATRIZ. POSSIBILIDADE. 1. O Tribunal a quo concluiu pela "impossibilidade de a Unidade localizada em Goiânia ser penalizada pela existência de débito constituído em nome da matriz ou outras filiais, haja vista que cada Unidade tem seu registro no CNPJ, de modo que não há que se falar em negativa de expedição de certidão de regularidade fiscal" (e-STJ fl.445). 2. O art. 127, I, do Código Tributário Nacional consagra o princípio da autonomia de cada estabelecimento da empresa que tenha o respectivo CNPJ, o que justifica o direito à certidão positiva com efeito de negativa em nome de filial de grupo econômico, ainda que fiquem pendências tributárias da matriz ou de outras filiais. (STJ, AgRg no AREsp 192.658/AM, Segunda Turma, Rel. Min Castro Meira, Julgamento em 23/10/2012) Questão 16 – INÉDITA/2015 O Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966), ao tratar do domicílio tributário, consagrou o princípio da autonomia de cada estabelecimento. Comentário: O STJ entende que o art. 127, II (não é o primeiro, como diz a ementa), do Código Tributário Nacional consagra o princípio da autonomia de cada estabelecimento da empresa que tenha o respectivo CNPJ. Questão correta. 4 – RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA No tocante à responsabilidade por sucessão, especificamente em relação à alienação de bens imóveis em hasta pública, o STJ entende que, caso o valor do débito supere o valor da arrematação, não há ônus para o arrematante: PROCESSO CIVIL. ARREMATAÇÃO. FALÊNCIA. TRIBUTO PREDIAL INCIDENTE SOBRE O IMÓVEL ARREMATADO. MATÉRIA CONCERNENTE AO PROCESSO FALIMENTAR. NEGATIVA DE VIGÊNCIA AO ART. 130 PARÁGRAFO ÚNICO, 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!17!()!21! CTN. PRECEDENTES DOUTRINA. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. I - Na hipótese de arrematação em hasta pública, dispõe o parágrafo único do art.130 do Código Tributário Nacional que a sub-rogação do crédito tributário, decorrente de impostos cujo fato gerador seja a propriedade do imóvel, ocorre sobre o respectivo preço, que por eles responde. Esses créditos, até então assegurados pelo bem, passam a ser garantidos pelo referido preço da arrematação, recebendo o adquirente o imóvel desonerado dos ônus tributários devidos até a data da realização da hasta. II - Se o preço alcançado na arrematação em hasta pública não for suficiente para cobrir o débito tributário, não fica o arrematante responsável pelo eventual saldo devedor. A arrematação tem o efeito de extinguir os ônus que incidem sobre o bem imóvel arrematado, passando este ao arrematante livre e desembaraçado dos encargos tributários. (STJ, REsp 166.975/SP, Quarta Turma, Rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira, Julgamento em 24/08/1999) Há precedente do STJ (REsp 1.059.102/RS) no sentido da responsabilização do antigo proprietário caso o valor da arrematação não seja suficiente para quitar os débitos existentes. Só use o entendimento da responsabilização do antigo proprietário se a banca mencionar a linha que o STJ tem seguido. Caso contrário, literalidade do art. 130, parágrafo único! Questão 17 – CESPE/DPU/2010 Considere que pessoa jurídica tenha adquirido imóvel não residencial em hasta pública. Nesse caso, em consonância com a jurisprudência do STJ, a arrematação tem o efeito de expurgar qualquer ônus obrigacional sobre o imóvel para a pessoa jurídica arrematante, devendo a transferência ocorrer livre de qualquer encargo ou responsabilidade tributária. Comentário: Questão bem tranqüila, não é mesmo? O arrematante, via de regra, adquire o bem livre de qualquer encargo ou responsabilidade tributária. Questão correta. Destacamos, ainda, a possibilidade de o edital de hasta pública prever que os débitos ficarão acargo do arrematante, hipótese em que este assumirá o ônus tributário, conforme vemos a seguir: 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!18!()!21! RECURSO ESPECIAL - EXECUÇÃO - PRAÇA - ARREMATAÇÃO - DÉBITOS FISCAIS E CONDOMINIAIS - RESPONSABILIDADE DO ARREMATANTE, DESDE QUE HAJA PREVISÃO EXPRESSA NO EDITAL - PRECEDENTES DO STJ - HIPÓTESE OCORRENTE, NA ESPÉCIE - DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO - RECURSO IMPROVIDO. I - Em regra, o preço apurado na arrematação serve ao pagamento do IPTU e de taxas pela prestação de serviços incidentes sobre o imóvel (art. 130 e 130, parágrafo único, do CTN); II - Contudo, havendo expressa menção no edital acerca da existência de débitos condominiais e tributários incidentes sobre o imóvel arrematado, a responsabilidade pelo seu adimplemento transfere-se para o arrematante; (STJ, REsp 1.114.111/RJ, Terceita Turma, Rel. Min Massami Uyeda, Julgamento em 20/10/2009) Em regra, o pagamento de tributos é feito com o valor fruto da arrematação (sub-rogação sobre o preço). No entanto, pode o arrematante ter de arcar com os tributos devidos, caso haja previsão expressa no edital de hasta pública. A ESAF nunca cobrou este posicionamento do STJ. Contudo, considerando o seu apego à literalidade dos julgados, devemos estar preparados! ☺ Sobre o mesmo assunto, o STJ também já decidiu o seguinte (neste, o Tribunal se refere aos bens móveis): EXECUÇÃO. ARREMATAÇÃO. ADJUDICAÇÃO. CREDOR. ÔNUS RECAÍDOS SOBRE O BEM. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. (CTN - ART. 130, parágrafo único). I - O credor que arremata veículo em relação ao qual pendia débito de IPVA não responde pelo tributo em atraso. O crédito proveniente do IPVA subroga-se no preço pago pelo arrematante. Alcance do Art. 130, parágrafo único, do CTN). (STJ, REsp 905.208/SP, Terceira Turma, Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, Julgamento em 18/10/2007) Novamente, vale a observação em relação à possibilidade de o edital atribuir o ônus ao arrematante (REsp 808.101/DF). Repare que o STJ concedeu interpretação extensiva (aplicando-o também a bens móveis) ao par. único do art. 130 do CTN. Contudo, só utilize essa decisão se a banca expressamente solicitá-la. A regra é que tal dispositivo legal é aplicável unicamente aos bens imóveis. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!19!()!21! Sobre o que acabamos de alertar, veja como a ESAF cobrou o tema: Questão 18 – ESAF/ISS-NATAL/2008 No caso de arrematação de bem móvel em hasta pública pelo credor, o arrematante adquire o bem livre de quaisquer ônus, não se investindo na figura de responsável pelo pagamento de tributos cujos fatos geradores tenham ocorrido até a data da aquisição. Comentário: Conforme vimos, o entendimento mais seguro para levar para a prova é que o parágrafo único do art. 130 do CTN é aplicável unicamente aos bens imóveis. Contudo, fique sempre ligado ao que pode ser cobrado pela banca. Questão errada. A respeito da sucessão causa mortis, vale comentar que a responsabilidade dos sucessores inclui não só o valor dos tributos devidos, mas também o valor da multa moratória: TRIBUTÁRIO. INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO 2º, § 8º, DA LEI 6.830, DE 1980, E DO ART. 131, III, DO CTN. (...) 3. A multa moratória é imposição decorrente do não pagamento do tributo na época do vencimento. 4. Na expressão créditos tributários estão incluídas as multas moratórias. 5. O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é responsável pelo tributo declarado pelo "de cujus" e não pago no vencimento, incluindo-se o valor da multa moratória.(...)" (STJ, REsp 295.222/SP, Primeira Turma, Rel. Min. José Delgado, Julgamento em 12/06/2001) Questão 19 – INÉDITA/2015 O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é responsável pelo tributo declarado pelo "de cujus" e não pago no vencimento, incluindo-se o valor da multa moratória. Comentário: Questão no estilo ESAF, ou seja, “copia e cola” dos julgados do STJ e STF. Questão correta. Por outro lado, o mesmo ministro, ao tratar de caso referente à sucessão empresarial, incluir também as multas punitivas como sujeitas à sucessão tributária: 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!3:!()!21! "(...)A responsabilidade tributária do sucessor abrange, além dos tributos devidos pelo sucedido, as multas moratórias ou punitivas, que, por representarem dívida de valor, acompanham o passivo do patrimônio adquirido pelo sucessor, desde que seu fato gerador tenha ocorrido até a data da sucessão. (...)" (STJ, REsp 923.012, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 09/06/2010) •! Sucessão causa mortis: multa moratória; •! Sucessão empresarial: multa moratória e punitiva. Acerca da responsabilidade por sucessão empresarial, é relevante citar o seguinte julgado: TRIBUTÁRIO. RESPONSABILIDADE POR SUCESSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. A responsabilidade prevista no artigo 133 do Código Tributário Nacional só se manifesta quando uma pessoa natural ou jurídica adquire de outra o fundo de comércio ou o estabelecimento comercial, industrial ou profissional; a circunstância de que tenha se instalado em prédio antes alugado à devedora, não transforma quem veio a ocupá-lo posteriormente, também por força de locação, em sucessor para os efeitos tributários. Recurso especial não conhecido. (STJ, REsp 108.873/SP, Segunda Turma, Min. Rel. Ari Pargendler, Julgamento em 04/03/1999) Nesse sentido, não há sucessão tributária para o novo locatário de imóvel onde anteriormente já se instalou empresa devedora. É muito importante memorizar isso! Há de se destacar a responsabilidade dos diretores e sócios-gerentes, em relação a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. RESPONSABILIDADE DE SÓCIO-GERENTE. LIMITES. ART. 135, III, DO CTN. PRECEDENTES. 1. Os bens do sócio de uma pessoa jurídica comercial não respondem, em caráter solidário, por dívidas fiscais assumidas pela sociedade. A responsabilidade tributária imposta por sócio-gerente, administrador, diretor ou equivalente só se caracteriza quando há 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!31!()!21! dissolução irregular da sociedade ou se comprova infração à lei praticada pelo dirigente. 2. Em qualquer espécie de sociedade comercial é o patrimônio social que responde sempre e integralmente pelas dívidas sociais. Os diretores não são responsáveis pessoalmente pelas obrigações contraídas em nome da sociedade, mas respondem para com esta e para com terceiros solidária e ilimitadamente pelo excesso de mandato e pelos atos praticados com violação do estatuto ou lei (art. 158, I e II, da Lei nº 6.404/76). (...) 4. O simples inadimplemento não caracteriza infração legal. Inexistindo prova de que se tenha agido com excesso de poderes ou infração de contrato social ou estatutos, não há falar-se em responsabilidade tributáriade ex-sócio a esse título ou a título de infração legal. Inexistência de responsabilidade tributária do ex-sócio. 5. Precedentes desta Corte Superior. 6. O fato do sócio ter se retirado da sociedade em data anterior a da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária discutida constitui suporte jurídico para excluí-lo de qualquer responsabilidade. (...)" (STJ, AgRg no REsp 276.779/SP, Primeira Turma, Rel. Min José Delgado, Julgamento em 20/02/2001) Embora se trate de uma ementa bastante extensa, julgo transcrever tais trecho, tendo em vista a possibilidade de a banca retirar uma questão inteira apenas com base nos entendimentos acima expostos. Em suma, você deve guardar o seguinte: "!Os bens de sócio unicamente quotista não respondem pelas obrigações da empresa; "!Só há responsabilização dos administradores quando se tratar de dissolução irregular (encerramento irregular da sociedade) ou excesso de mandato ou pelos atos praticados com violação do estatuto ou lei; "!O simples inadimplemento não caracteriza infração legal. "!Se o sócio se retira da sociedade antes do fato gerador da obrigação tributária gerada pelos motivos citados, não é responsável por elas. Pela relevância do assunto, vejamos duas súmulas do próprio STJ nesse sentido: Súmula STJ 430 - O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!33!()!21! Não obstante, se a empresa deixa de funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, presume-se sua dissolução irregular, ensejando o redirecionamento da execução fiscal para o sócio- gerente: Súmula STJ 435 - Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-gerente. Questão 20 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade é suficiente, por si só, para atrair a responsabilidade solidária do sócio-gerente. Comentário: Conforme entendimento do STJ, o inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente. Questão errada. Questão 21 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 O fato de a sociedade não ser localizada no endereço fornecido como domicílio fiscal não gera presunção de que ela tenha sido irregularmente dissolvida. Comentário: Na realidade, ocorre a presunção de que a empresa tenha sido irregularmente dissolvida. Questão errada. No mesmo ano, tal jurisprudência foi novamente objeto de prova do CESPE: Questão 22 – CESPE/DPDF/2013 De acordo com o STJ, a não localização de determinada sociedade no domicílio fiscal fornecido gera presunção iuris tantum de dissolução irregular, sendo possível, nesse caso, o redirecionamento da execução fiscal ao sócio-gerente da sociedade. Comentário: Simples interpretação da Súmula 435 do STJ. Questão correta. Ainda sobre esse assunto, devemos ter em mente a possibilidade de redirecionamento da execução para o sócio-gerente: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. REDIRECIONAMENTO. SÓCIO-GERENTE. ART. 135, III, DO CTN. DISSOLUÇÃO IRREGULAR. POSSIBILIDADE. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!34!()!21! 1. Havendo indícios de que a empresa encerrou irregularmente suas atividades, é possível redirecionar a execução ao sócio, a quem cabe provar o contrário em sede de embargos à execução, e não pela estreita via da exceção de pré-executividade. 2. Agravo regimental desprovido. (STJ, AgRg no Ag 561.854/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Julgamento em 06/04/2004) Repare o detalhe: há inversão do ônus da prova, ou seja, cabe ao sócio provar o contrário. A responsabilidade alcança apenas os sócios-gerentes, ou seja, aqueles que intervieram nas atividades da empresa. O sócio cotista, portanto, não pode ser resposabilizado. Questão 23 – ESAF/AFRF/2005 O sócio cotista pode ser responsabilizado com base na regra de solidariedade do CTN, sem que tenha participado da gerência. Comentário: A responsabilidade dos sócios surge quando estes forem, ao mesmo tempo, gerentes da empresa. O sócio cotista, que não exerce qualquer atribuição dentro da empresa, não pode responder com seus bens por dívidas fiscais assumidas pela sociedade. Questão errada. Questão 24 – ESAF/AFRF/2005 Inadimplemento de obrigações tributárias caracteriza infração legal que justifique redirecionamento da responsabilidade para o sócio-gerente da empresa. Comentário: De acordo com o nosso resumo, o simples inadimplemento nde obrigações tributárias não caracteriza infração legal. A questão, portanto, está errada. Para encerrar o assunto Responsabilidade Tributária, vamos estudar a jurisprudência pertinente à denúncia espontânea, instituto previsto no art. 138 do CTN. De acordo com o STJ, para ficar caracterizada a denúncia espontânea, é necessário que o sujeito passivo promova o pagamento do tributo, e não o 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!32!()!21! mero parcelamento. Lembre-se de que o pagamento deve ser acompanhado da correção monetária. TRIBUTÁRIO - DENÚNCIA ESPONTÂNEA - PARCELAMENTO DO DÉBITO – ART. 138 DO CTN - MULTA MORATÓRIA DEVIDA - SÚMULA 208/TFR - JURISPRUDÊNCIA REVISTA PELA PRIMEIRA SEÇÃO. 1. A Primeira Seção desta Corte, revendo jurisprudência em torno do parcelamento do débito, concluiu que este não equivale a pagamento e, portanto, não se trata de hipótese de denúncia espontânea, capaz de ensejar o afastamento da multa moratória (REsp 284.189/SP). 2. Aplicação da Súmula 208 do extinto TFR. 3. Recurso especial provido. (STJ, REsp 426.964/SC, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, Julgamento em 20/08/2002) Questão 25 – INÉDITA/2015 A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de o parcelamento poder ser equiparado ao pagamento para fins de denúncia espontânea, prevista no art. 138 do CTN. Comentário: O STJ se posicionou exatamente ao contrário, ou seja, o parcelamento não equivale ao pagamento, não podendo ser caracterizado como denúncia espontânea. Questão errada. Sobre a denúncia espontânea, pode-se acrescentar ainda que é instrumento capaz de afastar a punibilidade de infrações: TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA MORATÓRIA. EXCLUSÃO. LEI 8.212/91, ART. 35, I. COMPATIBILIDADE COM O ART. 138 DO CTN. 1. É desnecessário fazer distinção entre multa moratória e multa punitiva, visto que ambas são excluídas em caso de configuração da denúncia espontânea. Precedentes. (STJ, REsp 774.058/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, Julgamento em 01/10/2009) Contudo, a denúncia espontânea não afasta as penalidades por descumprimento de obrigações acessórias: Mandado de Segurança. Tributário. Imposto de Renda. Atraso na Entrega da Declaração. Multa Moratória. Lei 8.981/91 (art. 88) - CTN, artigo 138. A responsabilidade acessória autônoma, portanto, desvinculada do fato gerador do tributo, nãoestá albergada pelas disposições do 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!35!()!21! artigo 138, CTN. A tardia entrega da declaração de Imposto de Renda justifica a aplicação de multa (art. 88, Lei 8.981/91). (STJ, REsp 322.505/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Milton Luiz Pereira, Julgamento em 21/06/2001) A denúncia espontânea afasta multas moratórias e punitivas, mas não aquelas surgidas por descumprimento de obrigações acessórias. Ressalte-se que a denúncia espontânea não se aplica aos lançamentos por homologação, que já foram declarados (houve a declaração de um débito), mas pagos a destempo. Súmula STJ 360 - O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. Ora, com a entrega da declaração (típica de lançamentos por homologação), o STJ entende que há a constituição do crédito tributário, dispensando qualquer providência do fisco. Se já houve a constituição e o tributo não foi pago, não há que se falar em denúncia espontânea. Questão 26 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 O contribuinte que declara o tributo sujeito a lançamento por homologação e deixa de efetuar o pagamento na data estabelecida não perde o direito de se valer do benefício da denúncia espontânea. Comentário: Nos termos da Súmula 360 do STJ, o benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. Questão errada. 5 – CRÉDITO TRIBUTÁRIO E LANÇAMENTO Inicialmente, cumpre-nos transcrever o entendimento básico do STJ acerca da amplitude da expressão “crédito tributário”: (...) observa-se que crédito tributário não diz respeito apenas a tributo em sentido estrito, mas alcança, também, as penalidades que 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!36!()!21! incidam sobre ele. (STJ, Primeira Seção, EREsp 760.290/PR, Rel. Min. Castro Meira, Julgamento em 13/06/2007) Na realidade, esse entendimento decorre da própria literalidade do CTN, já que no art. 113, § 1º, o legislador afirma que a obrigação tributária tem por objeto o pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária, e no art. 139 ficou estabelecido que o crédito tributário decorre da obrigação principal. Portanto, o crédito tributário não diz respeito apenas a tributo, mas também às penalidades pecuniárias! Nesse sentido, a ESAF abordou o tema da seguinte forma: Questão 27 – ESAF/ATRFB/2012 Segundo entendimento do STJ, a expressão ‘crédito tributário’ não diz respeito apenas a tributo em sentido estrito, mas alcança, também, as penalidades que incidam sobre ele. Comentário: Conforme acabamos de ver, para o STJ, o crédito tributário não diz respeito apenas a tributo, mas também às penalidades pecuniárias. Questão correta. A respeito do lançamento por homologação, é de se destacar que o entendimento do STJ é que a entrega de declaração (obrigação acessória criada para tributos sujeitos a esta modalidade de lançamento) pelo contribuinte constitui o crédito tributário. Vejamos o que diz a Súmula 436: Súmula STJ 436 - A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. Nesse rumo, o STJ também já decidiu: No caso de tributos sujeitos à lançamento por homologação a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo ser realizada a inscrição em dívida ativa. (STJ, REsp 1.195.286/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, Julgamento em 17/09/2013) Exemplo: A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) é uma declaração obrigatória para pessoas jurídicas em geral, referindo-se a 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!37!()!21! diversos impostos e contribuições federais. O objetivo é informar o fisco sobre os tributos apurados pela empresa. A entrega dessa declaração constitui o crédito tributário, dispensando as providências do fisco nesse sentido. Questão 28 – INÉDITA/2015 O STJ tem entendido que a entrega de declaração pelo contribuinte, reconhecendo a dívida fiscal, constitui o crédito tributário, podendo o fisco realizar a inscrição em dívida ativa. Comentário: Esse é um tema muito bom de ser cobrado em prova. Você precisa dominar o assunto! Portanto, a entrega da declaração constitui o crédito tributário. Questão correta. A respeito da alteração do lançamento, é evidente o entendimento do STJ no sentido de não ser possível revisar lançamento por erro de direito (art. 146, CTN): TRIBUTÁRIO - IMPORTAÇÃO - REVISÃO DE LANÇAMENTO POR ERRO DE DIREITO - SÚMULA 227/TFR. 1. Em havendo na declaração do contribuinte erro de direito não detectado pelo Fisco, que a aceita integralmente, a mudança de entendimento constitui-se em alteração de critério vedada pelo CTN. 2. Só a falsidade, o erro ou a omissão são capazes de provocar a revisão do lançamento com a conseqüente autuação do contribuinte. (STJ, REsp 171.119/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, Julgamento em 07/08/2001) Não se esqueça de que o erro de fato, caso identificado, deve ser revisto pela autoridade administrativa. Questão 29 – INÉDITA/2015 Só a falsidade, o erro ou a omissão são capazes de provocar a revisão do lançamento com a conseqüente autuação do contribuinte, não podendo, portanto, haver alteração motivada por erro de direito. Comentário: Não pode haver revisão de lançamento por erro de direito. A mudança de critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução (art. 146, CTN). Questão correta. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!38!()!21! •! Erro de Fato: Inexatidão dos fatos que deram origem à obrigação tributária; •! Erro de Direito: Aplicação incorreta de uma norma. Havendo, contudo, alguma das hipóteses previstas no art. 149 do CTN, a autoridade administrativa tem o poder-dever de fazer a alteração, de ofício. No caso de alterações de lançamentos efetuados com base em declaração prestada pelo sujeito passivo, o STJ entende que não há possibilidade de alteração após a notificação do lançamento, respeitado, é claro, o direito do contribuinte de pleitear judicialmente a alteração: A modificação da declaração do sujeito passivo pela Administração Fazendária fica obstada a partir da notificação do lançamento, consoante o disposto pelo art. 147, § 1.º, do CTN. Isto porque, com o lançamento encerra-se o procedimento administrativo, ficando a Fazenda, por força do princípio geral da imutabilidade do lançamento, impedida de alterá-lo. (...) Assim, uma vez feita a notificação ao contribuinte, não poderá a Administração, de ofício, ou a requerimento deste, alterar o procedimento já definitivamenteencerrado. (...) Deveras, mesmo findo referido procedimento, é assegurado ao sujeito passivo da obrigação tributária o direito de pretender judicialmente a anulação do crédito oriundo do lançamento eventualmente fundado em erro de fato(...)" (STJ, REsp 770.236/PB, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 14/08/2007) Observação: Não se esqueça do que abordamos na anterior, acerca da cobrança de tributos com base em pauta fiscal. Conforme dissemos, é possível haver o arbitramento, mas não a cobrança generalizada por meio do uso de pautas fiscais. Por fim, ainda no que se refere ao lançamento tributário, o STJ já decidiu sobre a nulidade da notificação fiscal que não indica o prazo para o sujeito passivo impugnar o crédito tributário contra ele constituído: TRIBUTÁRIO - COBRANÇA DE TAXA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL - TCFA - AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PRAZO PARA IMPUGNAÇÃO - NOTIFICAÇÃO IRREGULAR - NULIDADE DO LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. 1. É nula a notificação fiscal que não indica o prazo para impugnação, acarretando a nulidade do lançamento do crédito tributário. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!39!()!21! Precedentes. 2. Recurso especial não provido. (STJ, Segunda Turma, REsp 1353605/RS, Min. Rel. Eliana Calmon, Julgamento 25/06/2013) 6 – SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO O sujeito passivo, quando discorde de algum crédito tributário contra ele lançado, tem a seu dispor a via administrativa ou judicial. Caso opte pela via judicial, há que se fazer o depósito do montante integral para suspender a exigibilidade do crédito, já que apenas o ajuizamento da ação não é capaz, por si só, de suspendê-la: "(...) 3. Decorrência lógica da referida presunção é a e que o crédito tributário só pode ter sua exigibilidade suspensa na ocorrência de uma das hipóteses estabelecidas no art. 151 do mesmo diploma legal. 4. Deveras, o ajuizamento de ação anulatória de débito fiscal, desacompanhada de depósito no montante integral, não tem o condão de suspender o curso de execução fiscal já proposta (...)." (STJ, REsp 758.270/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 08/05/2007) Havendo o mencionado depósito, o STJ entende que ele deve ocorrer da seguinte maneira: Súmula STJ 112 - O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito tributário se for integral e em dinheiro. O oferecimento de bens em caução não tem efeito de depósito (STJ, AgRg no AREsp 354.521/GO). Sendo a decisão favorável à Fazenda Pública, ou seja, se o lançamento for legítimo, o depósito é convertido em renda (ver CTN, art. 156, VI), e o crédito tributário é extinto. Nessa linha, de acordo com o STJ (EREsp 767.328/RS), em relação aos tributos lançados por homologação, o depósito judicial em dinheiro equivale ao recolhimento da exação tributária, ocorrendo o lançamento tácito. Não há que se falar, portanto, em decadência. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!4:!()!21! Por outro lado, se a decisão de mérito for favorável ao sujeito passivo, ou seja, se o lançamento ou o valor lançado for ilegítimo, caberá ao sujeito passivo proceder o levantamento do depósito realizado. Observação: Levantamento significa o resgate do valor depositado em juízo. Há ainda uma terceira hipótese: quando o processo judicial é extinto sem julgamento de mérito. Nesse caso, ocorre a conversão do depósito (do montante integral) em renda, em favor da Fazenda, como demonstra a ementa a seguir: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL PARA SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ART. 151, II, DO CTN. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. CONVERSÃO DO DEPÓSITO EM RENDA. PRECEDENTES. Com a extinção do processo sem resolução de mérito, o depósito do montante integral realizado pelo contribuinte nos termos do art. 151, II, do CTN para suspender a exigibilidade do crédito tributário deve ser convertido em renda da Fazenda Pública. Precedentes. 2. Recurso especial provido. (STJ, REsp 884.625/SP, Min. Rel. Castro Meira, Julgamento em 13/05/2008) Observação: Ocorre extinção do processo sem julgamento do mérito nas situações previstas no art. 267, do Código de Processo Civil – CPC -, como por exemplo quando o autor (sujeito passivo) desiste da ação. Em tais casos, o juiz não chega a analisar o mérito da ação proposta. Lembre-se de que a conversão do depósito em renda constitui hipótese de extinção do crédito tributário, como se estudará adiante. Questão 30 – INÉDITA/2015 O oferecimento de bens em caução pode ser caracterizado como hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Comentário: Acabamos de aprender que o oferecimento de bens em caução não tem efeito de depósito. Questão errada. Questão 31 – INÉDITA/2015 Havendo extinção de processo judicial sem julgamento de mérito em matéria tributária, no curso do qual houve depósito do montante integral pelo 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!41!()!21! contribuinte, o valor oferecido em depósito deve ser convertido em renda da Fazenda Pública, consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Comentário: Com a extinção do processo sem resolução de mérito, o depósito do montante integral realizado pelo contribuinte deve ser convertido em renda da Fazenda Pública. Questão correta. Destaque-se ainda que, tendo o depósito do montante integral o objetivo de suspender a exigibilidade do crédito tributário, não pode ser exigido como condição para o ajuizamento da ação judicial, sob pena de ferir o princípio do Livre Acesso ao Judiciário (art. 5º, XXV, da CF/88): Súmula Vinculante 28 - É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. Questão 32 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 A jurisprudência do STF já afirmou reiteradamente a possibilidade de exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. Comentário: Acabamos de estudar que o depósito do montante integral não pode ser exigido como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. Questão errada. No que se refere ao lançamento por homologação, o STJ assim já decidiu: A Segunda Turma, ao julgar o REsp 804.415/RS (15/02/2007) adotou o entendimento da Primeira Turma de que, com relação aos tributos lançados por homologação, o depósito judicial em dinheiro, efetuado pelo contribuinte com o intuito de suspender a exigibilidade do crédito tributário, equivale ao recolhimento da exação, cuja conversão em renda fica condicionada à improcedência da demanda. Na hipótese, não transcorre o prazo decadencial, já que houve constituição do crédito tributário por lançamento tácito. (STJ, EREsp 767.328/RS, Primeira Seção, Rel. Min. Herman Benjamin, Julgamento em 11/04/2007) Como nessa modalidade de lançamento, cabe ao sujeito passivo a apuração e o recolhimento do montante devido, sem prévio exame da autoridade administrativa, o depósitodo montante integral equivale ao recolhimento da exação. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!43!()!21! Caso posteriormente o sujeito passivo não obtenha sucesso na ação judicial, o depósito é convertido em renda. Não há de se falar em decadência, pois houve a constituição do crédito tributário, por lançamento tácito (sem manifestação da autoridade). Por outro lado, caso o sujeito passivo, opte pela via administrativa, a interposição de recurso já suspende a exigibilidade do crédito tributário. Em caso de interposição de recurso administrativo, o sujeito passivo até pode fazer o depósito do montante integral, mas este servirá apenas para impedir a fluência de juros e correção monetária sobre os tributos suspensos, já que a impugnação tem efeito de suspensão do crédito tributário. Nesse sentido, vejamos as seguintes súmulas: Súmula Vinculante 21 - É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Súmula STJ 373 - É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso administrativo. Questão 33 – INÉDITA/2015 É constitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Comentário: Acabamos de estudar que a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo é inconstitucional. Questão errada. Para finalizar, devemos saber também que se o juiz condiciona a concessão de medida liminar em mandado de segurança à realização do depósito do montante integral, está, na verdade, indeferindo a liminar. Vejamos: TRIBUTARIO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CREDITO TRIBUTARIO. DISTINÇÃO ENTRE MEDIDA LIMINAR E DEPOSITO DO TRIBUTO CONTROVERTIDO. A medida liminar em mandado de segurança suspende a exigibilidade 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!44!()!21! do crédito tributário, independentemente do depósito do tributo controvertido; se o juiz condiciona a concessão da medida liminar à realização do depósito, está, na verdade, indeferindo a medida liminar. Recurso ordinário provido em parte. (STJ,RMS 3.881/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Ari Pargendler, Julgamento em 01/09/1997) Por hoje, é só! Até a próxima aula! Um abraço e bons estudos, Prof. Fábio Dutra Email: fabiodutra08@gmail.com Facebook: http://www.facebook.com/FabioDutraFS 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!42!()!21! 7 – LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA Questão 01 – ESAF/PFN/2007 Segundo o Código Tributário Nacional (CTN), os tratados internacionais precisam ser observados pelo legislador, que, assim, não poderá alterá-los por normas com eles incompatíveis? Questão 02 – ESAF/PFN/2007 O STJ, em matéria de direito internacional tributário, tem entendido que os tratados-leis, diferentemente dos tratados-contratos, não podem ser alterados pela legislação interna. Questão 03 – ESAF/AFRF/2005 A lei instituidora da isenção de mercadorias, mesmo que nada diga a respeito, é extensiva às mercadorias estrangeiras, quando haja previsão da lei mais favorecida, porque para não ofender o disposto no art. 98 do CTN ela tem de ser interpretada como aplicável a todos os casos que não os ressalvados, em virtude de extensão de isenção pelos tratados internacionais. Questão 04 – ESAF/PFN/2006 A Lei Complementar n. 118, de 9 de fevereiro de 2005, dispõe: “Art. 3o - Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Art. 4o - Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua publicação, observado, quanto ao art. 3o o disposto no art. 106, inciso I, da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.” Julgue os itens abaixo segundo o entendimento atualmente dominante no Superior Tribunal de Justiça – STJ e marque, a seguir, a opção que apresenta a resposta correta. I. O art. 3o é preceito normativo e não meramente interpretativo. II. Os dispositivos são inconstitucionais, pois, ao veicular preceito interpretativo, fazem-no contra expressa jurisprudência da Corte, violando assim o princípio da separação dos poderes, já que impõem ao juiz uma interpretação da lei, função que é privativa deste e vedada ao legislador. III. Os processos em curso ao tempo da entrada em vigor da lei devem ser julgados considerando o disposto no art. 3o. a) Apenas o item II está errado. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!45!()!21! b) Apenas o item I está correto. c) Apenas os itens I e II estão corretos. d) Apenas o item II está correto. e) Apenas o item III está correto. Questão 05 – INÉDITA/2015 Consoante o disposto no CTN, a lei tributária que define infrações ou lhe comina penalidades interpreta-se, sempre que possível, da maneira mais favorável ao acusado. Questão 06 – ESAF/AFRFB/2009 A existência de uma obrigação tributária acessória pressupõe a existência de uma obrigação tributária principal. Questão 07 – ESAF/AFRFB/2009 A instituição de obrigação acessória, com a finalidade de dar cumprimento à obrigação principal, deve atenção ao princípio da estrita legalidade. Questão 08 – ESAF/PFN/2007 A interpretação econômica se impõe, uma vez que a realidade econômica há de prevalecer sobre a simples forma jurídica. Questão 09 – INÉDITA/2015 No que se refere aos serviços de telefonia móvel, o STJ já decidiu que a inadimplência e o furto por clonagem descaracterizam a incidência do ICMS. Questão 10 – ESAF/ACE-MDIC/2012 As vendas inadimplidas equivalem às vendas canceladas para fins de incidência tributária, eis que no sistema tributário nacional, embora tenha consagrado o regime de competência como a regra geral de apuração dos resultados, o inadimplemento constitui hipótese de cancelamento de venda, e não tendo ingressado a receita de venda, não há que se falar em tributação. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!46!()!21! Questão 11 – INÉDITA/2015 Não se admite a aplicação da pena de perdimento de veículo objeto de alienação fiduciária. Questão 12 – ESAF/AFRFB/2009 No pólo ativo da relação jurídico-tributária, necessariamente deve figurar pessoa jurídica de direito público. Questão 13 – INÉDITA/2015 De acordo com entendimento sumulado pelo STJ, a ConfederaçãoNacional da Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical rural. Questão 14 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 Segundo entendimento do STJ, o simples envio de carnê ao endereço do contribuinte não caracteriza notificação do lançamento tributário. Questão 15 – INÉDITA/2015 De acordo com entendimento do STJ, os agentes fiscais podem impedir o contribuinte de indicar sua residência como seu domicílio tributário. Questão 16 – INÉDITA/2015 O Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966), ao tratar do domicílio tributário, consagrou o princípio da autonomia de cada estabelecimento. Questão 17 – CESPE/DPU/2010 Considere que pessoa jurídica tenha adquirido imóvel não residencial em hasta pública. Nesse caso, em consonância com a jurisprudência do STJ, a arrematação tem o efeito de expurgar qualquer ônus obrigacional sobre o imóvel para a pessoa jurídica arrematante, devendo a transferência ocorrer livre de qualquer encargo ou responsabilidade tributária. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!47!()!21! Questão 18 – ESAF/ISS-NATAL/2008 No caso de arrematação de bem móvel em hasta pública pelo credor, o arrematante adquire o bem livre de quaisquer ônus, não se investindo na figura de responsável pelo pagamento de tributos cujos fatos geradores tenham ocorrido até a data da aquisição. Questão 19 – INÉDITA/2015 O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é responsável pelo tributo declarado pelo "de cujus" e não pago no vencimento, incluindo-se o valor da multa moratória. Questão 20 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade é suficiente, por si só, para atrair a responsabilidade solidária do sócio-gerente. Questão 21 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 O fato de a sociedade não ser localizada no endereço fornecido como domicílio fiscal não gera presunção de que ela tenha sido irregularmente dissolvida. Questão 22 – CESPE/DPDF/2013 De acordo com o STJ, a não localização de determinada sociedade no domicílio fiscal fornecido gera presunção iuris tantum de dissolução irregular, sendo possível, nesse caso, o redirecionamento da execução fiscal ao sócio-gerente da sociedade. Questão 23 – ESAF/AFRF/2005 O sócio cotista pode ser responsabilizado com base na regra de solidariedade do CTN, sem que tenha participado da gerência. Questão 24 – ESAF/AFRF/2005 Inadimplemento de obrigações tributárias caracteriza infração legal que justifique redirecionamento da responsabilidade para o sócio-gerente da empresa. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!48!()!21! Questão 25 – INÉDITA/2015 A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de o parcelamento poder ser equiparado ao pagamento para fins de denúncia espontânea, prevista no art. 138 do CTN. Questão 26 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 O contribuinte que declara o tributo sujeito a lançamento por homologação e deixa de efetuar o pagamento na data estabelecida não perde o direito de se valer do benefício da denúncia espontânea. Questão 27 – ESAF/ATRFB/2012 Segundo entendimento do STJ, a expressão ‘crédito tributário’ não diz respeito apenas a tributo em sentido estrito, mas alcança, também, as penalidades que incidam sobre ele. Questão 28 – INÉDITA/2015 O STJ tem entendido que a entrega de declaração pelo contribuinte, reconhecendo a dívida fiscal, constitui o crédito tributário, podendo o fisco realizar a inscrição em dívida ativa. Questão 29 – INÉDITA/2015 Só a falsidade, o erro ou a omissão são capazes de provocar a revisão do lançamento com a conseqüente autuação do contribuinte, não podendo, portanto, haver alteração motivada por erro de direito. Questão 30 – INÉDITA/2015 O oferecimento de bens em caução pode ser caracterizado como hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Questão 31 – INÉDITA/2015 Havendo extinção de processo judicial sem julgamento de mérito em matéria tributária, no curso do qual houve depósito do montante integral pelo contribuinte, o valor oferecido em depósito deve ser convertido em renda da Fazenda Pública, consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!49!()!21! Questão 32 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 A jurisprudência do STF já afirmou reiteradamente a possibilidade de exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. Questão 33 – INÉDITA/2015 É constitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!2:!()!21! 8 – GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 1 CORRETO 12 CORRETO 23 ERRADO 2 CORRETO 13 CORRETO 24 ERRADO 3 CORRETO 14 ERRADO 25 ERRADO 4 Letra B 15 ERRADO 26 ERRADO 5 ERRADO 16 CORRETO 27 CORRETO 6 ERRADO 17 CORRETO 28 CORRETO 7 ERRADO 18 ERRADO 29 CORRETO 8 CORRETO 19 ERRADO 30 ERRADO 9 ERRADO 20 ERRADO 31 CORRETO 10 ERRADO 21 ERRADO 32 ERRADO 11 ERRADO 22 CORRETO 33 ERRADO 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH !∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/123456∋ 7∗#8&∋9∃∋:∗#∀8,#∗9;<=∀−∋ >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−2∋.∗Α−∋4Β∋ ! >#&?≅∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋!!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/&0!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ∀#∃%&∋!21!()!21! 22828861864 22828861864 - JOSEPH SAYAH