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Aula 04
Direito Tributário Jurisprudencial p/ AFRFB - 2016
Professor: Fábio Dutra
22828861864 - JOSEPH SAYAH
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AULA 04: Leg. Tributária, Obrig. Tributária, Resp. 
Tributária, Crédito Tributário e Suspensão da 
Exigibilidade do Crédito Tributário 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
Observações sobre a aula 01 
Legislação Tributária 02 
Interpretação e integração da legislação tributária 07 
Obrigação tributária 08 
Responsabilidade Tributária 16 
Crédito Tributário e Lançamento 25 
Suspensão da exigibilidade do crédito tributário 29 
Lista das Questões Comentadas em Aula 34 
Gabarito das Questões Comentadas em Aula 41 
 
 
Observações sobre a Aula 
 Olá, meu amigo(a)! Tudo bem? Como vão os estudos? Este já é nosso 
quinto encontro. Como passou rápido, não é mesmo? 
 Na aula de hoje, estudaremos muita jurisprudência! A aula será muito 
proveitosa, pois são assuntos certos na sua prova. Não duvide disso! 
Estudaremos desde a Legislação Tributária até o Crédito Tributário e outros 
temas relativos a este. 
 Caro aluno, é sempre bom reforçar que nós estamos aqui para aprender 
Direito Tributário de verdade! Sendo assim, se você encontrar questões 
interessantes que versem sobre jurisprudência, não deixe de entrar em 
contato comigo! Teremos o maior prazer em comentá-las na próxima aula! 
Beleza? 
 E aí, pronto para começar mais uma aula? 
 
 
 
 
 
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1 – LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 É importante ressaltar que boa parte da jurisprudência sobre legislação 
tributária gira em torno do art. 98 do CTN, o qual elenca algumas matérias 
capazes de serem estabelecidas apenas pela lei. 
 Como nós já vimos o que há de mais importante sobre o assunto, ao 
tratar do princípio da legalidade, não vejo razões para fazermos nova análise 
sobre o tema. 
 Portanto, partiremos para a análise dos tratados internacionais. 
Inicialmente, é válido dizer que os tratados internacionais não podem 
tratar de matéria reservada à lei complementar: 
“(...) TRATADO INTERNACIONAL E RESERVA CONSTITUCIONAL DE LEI 
COMPLEMENTAR. - O primado da Constituição, no sistema jurídico brasileiro, 
é oponível ao princípio pacta sunt servanda, inexistindo, por isso mesmo, no 
direito positivo nacional, o problema da concorrência entre tratados 
internacionais e a Lei Fundamental da República, cuja suprema autoridade 
normativa deverá sempre prevalecer sobre os atos de direito internacional 
público. Os tratados internacionais celebrados pelo Brasil - ou aos quais o 
Brasil venha a aderir - não podem, em conseqüência, versar matéria 
posta sob reserva constitucional de lei complementar. É que, em tal 
situação, a própria Carta Política subordina o tratamento legislativo 
de determinado tema ao exclusivo domínio normativo da lei 
complementar, que não pode ser substituída por qualquer outra espécie 
normativa infraconstitucional, inclusive pelos atos internacionais já 
incorporados ao direito positivo interno. (...)” 
(STF, ADI 1.480-MC/DF, Plenário, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento em 
04/09/1997) 
 Dito isso, acompanhe o que diz o art. 98 do CTN: 
Art. 98. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou 
modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela 
que lhes sobrevenha. 
Na visão da doutrina, o conflito entre a lei interna e o tratado deve ser 
resolvido em favor da norma especial, que é o tratado: 
 “O conflito entre a lei interna e o tratado resolve-se, pois, a favor 
da norma especial (do tratado), que excepciona a norma geral (da lei 
interna), tornando-se indiferente que a norma interna seja anterior 
ou posterior ao tratado. Este prepondera em ambos os casos 
(abstraída a discussão sobre se ele é ou não superior à lei interna) 
porque traduz preceito especial, harmonizável com a norma geral.” 
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(AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 14ª Ed. Saraiva, 2008, 
p.181) 
Nesse sentido, diante desse conflito, resolvido em favor da norma 
especial, ocorreria, então, a revogação da lei interna? Não! Na verdade, 
segundo a doutrina, haveria suspensão da eficácia da norma nacional: 
“... não se trata, a rigor, de revogação da legislação interna, mas de 
suspensão da eficácia da norma tributária nacional, que readquirirá 
a sua aptidão para produzir efeitos se e quando o tratado for 
denunciado.” (TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Financeiro e 
Tributário. 16ª Ed. Renovar, 2009, p.49) 
 Portanto, se o tratado algum dia vier a ser denunciado, deixando de 
produzir efeitos internos, a lei interna readquire sua eficácia, isto é, volta 
a produzir efeitos normalmente. 
Na contramão da redação dada pelo CTN, o STF já se posicionou no 
sentido da paridade normativa entre os tratados internacionais e as leis 
ordinárias: 
"(...) PARIDADE NORMATIVA ENTRE ATOS INTERNACIONAIS E NORMAS 
INFRACONSTITUCIONAIS DE DIREITO INTERNO. - Os tratados ou 
convenções internacionais, uma vez regularmente incorporados ao direito 
interno, situam-se, no sistema jurídico brasileiro, nos mesmos planos 
de validade, de eficácia e de autoridade em que se posicionam as leis 
ordinárias, havendo, em conseqüência, entre estas e os atos de direito 
internacional público, mera relação de paridade normativa. (...)" 
(STF, ADI 1.480-MC/DF, Plenário, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento em 
04/09/1997) 
 
 
 
Observação: Existe a possibilidade de esse entendimento mudar, 
quando do julgamento do RE 460.320. O Min. Gilmar Mendes já 
demonstrou o entendimento a respeito da prevalência dos tratados 
internacionais, em seu voto. Por hora, o que devemos levar para a prova é a 
paridade, salvo, em último caso, se a banca fizer menção a esse voto do 
ministro relator. 
 
 
Segundo o STF, se há paridade normativa entre tratado 
internacional e as leis ordinárias, estas podem alterar 
aqueles. 
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Questão 01 – ESAF/PFN/2007 
Segundo o Código Tributário Nacional (CTN), os tratados internacionais 
precisam ser observados pelo legislador, que, assim, não poderá alterá-los por 
normas com eles incompatíveis? 
Comentário: O candidato que tem conhecimento de jurisprudência, deve 
saber quando utilizá-la, sob pena de errar questões que outros candidatos, 
menos preparados, não errariam. Se a questão disser “Segundo o CTN”, 
resposta segundo o CTN. Então, a assertiva está correta, de acordo com o 
art. 98 do Código Tributário Nacional. 
 Destaque-se que o STJ já fez distinção quanto às formas modalidades de 
tratado internacional: tratados-contratos e tratados-leis. No entanto, há 
divergência quanto a qual deles se refere o art. 98 do CTN, tendo a Primeira 
Turma decidido de uma forma, e a Segunda, de outra. Julgo ser temerária a 
cobrança do tema em provas. 
 A única questão sobre o tema foi cobrada na prova da PFN em 2007. Não 
foi possível conhecer os gabaritos definitivos, pois a prova foi completamente 
anulada (se você souber de outraquestão sobre o tema, envie pra mim no 
fórum de dúvidas, ok?). 
 No entanto, partindo-se do pressuposto de que o gabarito provisório 
demonstra o posicionamento da banca sobre o tema, vamos transcrevê-la: 
Questão 02 – ESAF/PFN/2007 
O STJ, em matéria de direito internacional tributário, tem entendido que os 
tratados-leis, diferentemente dos tratados-contratos, não podem ser alterados 
pela legislação interna. 
Comentário: A questão foi elaborada com base no REsp 426.945/PR, segundo 
o qual não se permite que os tratados-leis sejam alterados pela legislação 
interna. Questão correta, com as ressaltas que fizemos acima. 
Súmula STF 575 - À mercadoria importada de país signatário do (GATT), ou 
membro da (ALALC), estende-se a isenção do imposto de circulação de 
mercadorias concedida a similar nacional. 
 Muito embora o art. 111, II, do CTN, afirme que a outorga de isenção 
deve ser interpretada literalmente, o GATT prevê o princípio do tratamento 
nacional, que foi explicado pelo ilustre professor Ricardo Vale nos seguintes 
termos: 
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“Em linhas gerais, o princípio do tratamento nacional (também 
chamado de princípio da paridade) proíbe os membros da OMC de 
conceder tratamento mais favorável aos produtos domésticos do que aos 
produtos de outros membros da OMC, uma vez que estes últimos 
tenham adentrado o território aduaneiro.” (Curso de Comércio 
Internacional, Prof. Ricardo Vale) 
Conforme a súmula acima citada, percebemos que este é o 
posicionamento da Suprema Corte (e do STJ também) no sentido da extensão 
do benefício fiscal. 
 Destaque-se que o art. 152 da CF/88 também preceitua que é 
vedado aos Estados, Distrito Federal e Municípios estabelecer 
diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em 
razão de sua procedência ou destino. 
Questão 03 – ESAF/AFRF/2005 
A lei instituidora da isenção de mercadorias, mesmo que nada diga a respeito, 
é extensiva às mercadorias estrangeiras, quando haja previsão da lei mais 
favorecida, porque para não ofender o disposto no art. 98 do CTN ela tem de 
ser interpretada como aplicável a todos os casos que não os ressalvados, em 
virtude de extensão de isenção pelos tratados internacionais. 
Comentário: A questão estaria errada, caso se referisse à extensão de 
isenções de forma genérica, tendo em vista a restrição do art. 111, II, do CTN. 
Contudo, como se trata de tratados internacionais, há a referida extensão, e a 
questão está correta. 
 
Meu aluno, minha aluna, por favor, não se esqueça do 
que vimos nas aulas anteriores: o Presidente da 
República, ao firmar tratados internacionais, age em 
nome da República Federativa do Brasil, podendo, 
inclusive, conceder isenções a tributos estaduais e 
municipais, sem que se caracterize isenções 
heterônomas. 
 Antes de encerrar este tópico, vejamos mais uma jurisprudência acerca 
de legislação tributária: 
3. O art. 3º da LC 118/2005, a pretexto de interpretar os arts. 150, § 
1º, 160, I, do CTN, conferiu-lhes, na verdade, um sentido e um 
alcance diferente daquele dado pelo Judiciário. Ainda que defensável a 
“interpretação” dada, não há como negar que a Lei inovou no plano 
normativo, pois retirou das disposições interpretadas um dos seus 
sentidos possíveis, justamente aquele tido como correto pelo STJ, 
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intérprete e guardião da legislação federal. Portanto, o art. 3º da LC 
118/2005 só pode ter eficácia prospectiva, incidindo apenas sobre situações 
que venham a ocorrer a partir da sua vigência. 
4.Assim, tratando-se de preceito normativo modificativo, e não simplesmente 
interpretativo, o art. 3º da LC 118/2005 só pode ter eficácia prospectiva, 
incidindo apenas sobre situações que venham a ocorrer a partir da 
sua vigência. 
5. O artigo 4º, segunda parte, da LC 118/2005, que determina a aplicação 
retroativa do seu art. 3º, para alcançar inclusive fatos passados, ofende o 
princípio constitucional da autonomia e independência dos poderes 
(CF, art. 2º) e o da garantia do direito adquirido, do ato jurídico 
perfeito e da coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI). 
 
(STJ, AgRg no REsp 672.032/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino 
Zavascki, Julgamento em 07/04/2005) 
 O art. 168, I, do CTN, prevê que o prazo para pleitear restituição de 
pagamento indevido é de 5 anos a contar da data da extinção do crédito 
tributário. 
O STJ entendia que a extinção, para lançamentos por homologação, 
ocorria apenas com a homologação do lançamento, que normalmente ocorre 
tacitamente 5 anos após o lançamento (art. 150, § 4º). Na prática, o sujeito 
passivo acabava tendo 10 anos (5+5). 
Contudo, a LC 118/05, em seu art. 3º, alterou tal interpretação, 
estabelecendo que o prazo inicia-se da data do pagamento antecipado. A 
decisão ora analisada demonstra que o entendimento do STJ é o de que a lei 
não apenas interpretou, mas inovou na ordem jurídica, não podendo ser 
aplicada retroativamente, nos termos do art. 106, I, do CTN. Entendido? 
Vamos resolver uma questão difícil sobre o assunto:!
Questão 04 – ESAF/PFN/2006 
 
A Lei Complementar n. 118, de 9 de fevereiro de 2005, dispõe: 
 
“Art. 3o - Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei n. 
5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a 
extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a 
lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de 
que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. 
Art. 4o - Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua 
publicação, observado, quanto ao art. 3o o disposto no art. 106, inciso I, 
da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.” 
 
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Julgue os itens abaixo segundo o entendimento atualmente dominante no 
Superior Tribunal de Justiça – STJ e marque, a seguir, a opção que apresenta a 
resposta correta. 
I. O art. 3o é preceito normativo e não meramente interpretativo. 
II. Os dispositivos são inconstitucionais, pois, ao veicular preceito 
interpretativo, fazem-no contra expressa jurisprudência da Corte, violando 
assim o princípio da separação dos poderes, já que impõem ao juiz uma 
interpretação da lei, função que é privativa deste e vedada ao legislador. 
III. Os processos em curso ao tempo da entrada em vigor da lei devem ser 
julgados considerando o disposto no art. 3o. 
a) Apenas o item II está errado. 
b) Apenas o item I está correto. 
c) Apenas os itens I e II estão corretos. 
d) Apenas o item II está correto. 
e) Apenas o item III está correto. 
Comentário: Pela relevância e complexidade da questão, vamos comentá-la, 
item por item: 
Item I: Embora o dispositivo seja expressamente interpretativo, o 
entendimento do STJ é que houve inovação no plano normativo. Item correto. 
Item II: Na verdade, o STJ declarou inconstitucional apenas o art. 4º, pois foi 
este que concedeu aplicação retroativa ao art. 3º. Item errado. 
Item III: De acordo com o STJ, o art. 3º da LC 118/2005 só pode ter eficácia 
prospectiva, incidindo apenas sobre situações que venham a ocorrer a partir da 
sua vigência. Item errado. 
Portanto, apenaso item I está correto, e o gabarito da questão é Letra B. 
 
2 – INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 É importante ter conhecimento da diferença entre o instituto da analogia 
e a interpretação extensiva: 
"TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ISS. LISTA DE SERVIÇOS. 
TAXATIVIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. (...) Não se 
pode confundir analogia com interpretação analógica ou extensiva. A 
analogia é técnica de integração, vale dizer, recurso de que se vale o 
operador do direito diante de uma lacuna no ordenamento jurídico. 
Já a interpretação, seja ela extensiva ou analógica, objetiva 
desvendar o sentido e o alcance da norma, para então definir-lhe, 
com certeza, a sua extensão. A norma existe, sendo o método 
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interpretativo necessário, apenas, para precisar-lhe os contornos. 
(STJ, REsp 121.428/RJ, Segunda Turma, Rel. Min. Castro Meira, Julgamento 
em 01/06/2004) 
 No que se refere ao art. 111, que dispõe acerca da interpretação literal 
das normas tributárias, o STJ já decidiu o seguinte: 
"(...)É firme o entendimento do STJ, no sentido de que a busca do real 
significado, sentido e alcance de benefício fiscal não caracteriza 
ofensa ao art. 111 do CTN ." 
(STJ, REsp 1.125.064/DF, Segunda Turma, Min. Rel. Eliana Calmon, 
Julgamento em 06/04/2010) 
 Ademais, no tocante à interpretação mais favorável ao acusado, em 
relação às penalidades e infrações, o STJ é firme no sentido de que, não 
havendo dúvidas, não há que se falar em interpretação mais favorável: 
"(...) No caso, cuida-se de concordata preventiva, inexistindo razão para que 
o devedor inadimplente seja privilegiado com a dispensa da multa. O art. 
112 do CTN, que recomenda a interpretação mais favorável, somente 
tem pertinência quando haja dúvida na exegese da norma punitiva, o 
que inexiste na espécie, em face do texto claro do citado dispositivo da Lei 
de Quebras." 
(STJ, REsp 183.720/SP, Segunda Turma, Min. Rel. Aldir Passarinho Júnior, 
Julgamento em 15/06/1999) 
 
Questão 05 – INÉDITA/2015 
Consoante o disposto no CTN, a lei tributária que define infrações ou lhe 
comina penalidades interpreta-se, sempre que possível, da maneira mais 
favorável ao acusado. 
Comentário: Conforme o art. 112 do CTN, e a jurisprudência do STJ, somente 
se há de fazer interpretação benigna em favor do acusado, quando restar 
alguma dúvida (e não sempre que possível) sobre a interpretação da 
legislação a ele aplicável. Questão errada. 
 
 
 
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3 – OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 É sabido que a obrigação tributária é principal ou acessória. Defendendo 
a autonomia das obrigações acessórias, o STJ já decidiu que é permitido que 
se exija do contribuinte as notas fiscais de bens deslocados entre 
estabelecimentos da mesma empresa, em operação interestadual: 
Afirmou-se que os deveres instrumentais, previstos na legislação 
tributária, ostentam caráter autônomo em relação à regra matriz de 
incidência do tributo, uma vez que vinculam, inclusive, as pessoas físicas 
ou jurídicas que gozem de imunidade ou outro benefício fiscal, ex vi dos arts. 
175 e 194, parág. único do CTN; assim, ainda que, em tese, o deslocamento 
de bens do ativo imobilizado e de material de uso e consumo entre 
estabelecimentos de uma mesma instituição financeira não configure 
hipótese de incidência do ICMS, compete ao Fisco Estadual averiguar a 
veracidade da aludida operação, sobressaindo a razoabilidade e 
proporcionalidade da norma jurídica que tão somente exige que os 
bens da pessoa jurídica sejam acompanhados das respectivas notas 
fiscais. 
(STJ, EDcl nos EDcl no REsp 1116792/PB, Primeira Seção, Rel. Min. Napoleão 
Nunes Maia Filho, Julgamento em 22/08/2012) 
 
Questão 06 – ESAF/AFRFB/2009 
A existência de uma obrigação tributária acessória pressupõe a existência de 
uma obrigação tributária principal. 
Comentário: Como vimos, a obrigação tributária acessória independe da 
existência da obrigação principal. Sendo assim, por exemplo, até mesmo as 
entidades imunes estão sujeitas ao cumprimento de certas obrigações 
acessórias, conforme art. 14, caput, e incisos. Questão errada. 
 Um tema muito conturbado na doutrina é a questão da exigência de lei 
em sentido estrito para instituição de obrigações acessórias. O CTN – em seu 
art. 113, § 2º - afirma que tais obrigações decorrem da legislação tributária, 
expressão explicada no texto do próprio CTN (art. 96) como leis, tratados 
internacionais, decretos e normas complementares. Nesse sentido: 
"(...)É cediço que, nos termos do art. 113, § 2º, do CTN, em torno das 
relações jurídico-tributárias relacionadas ao tributo em si, exsurgem outras, 
de conteúdo extra-patrimonial, consubstanciadas em um dever de fazer, 
não-fazer ou tolerar. São os denominados deveres instrumentais ou 
obrigações acessórias, inerentes à regulamentação das questões 
operacionais relativas à tributação, razão pela qual sua regulação foi 
legada à "legislação tributária" em sentido lato, podendo ser 
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disciplinados por meio de decretos e de normas complementares, 
sempre vinculados à lei da qual dependem." 
(STJ, REsp 724.779/RJ, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 
12/09/2006) 
Vejamos como o assunto foi cobrado pela ESAF em 2009: 
Questão 07 – ESAF/AFRFB/2009 
A instituição de obrigação acessória, com a finalidade de dar cumprimento à 
obrigação principal, deve atenção ao princípio da estrita legalidade. 
Comentário: De fato, as obrigações acessórias criam deveres instrumentais, 
com a finalidade de dar cumprimento à obrigação principal. Segundo a ESAF, a 
instituição de obrigações acessórias não está sujeita à estrita legalidade. 
Questão errada. 
 
O art. 113, § 3º, do CTN, assevera que as obrigações 
acessórias, quando descumpridas geram uma penalidade 
pecuniária. Fique atento, pois essa penalidade está 
submetida ao princípio da legalidade (art. 97, V, do 
próprio CTN). 
 O STJ entende que, para verificar se há ou não a ocorrência do fato 
gerador do imposto de renda, o que importa é a realidade econômica, e 
não a simples forma jurídica. Nesse sentido: 
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. ABONO CONCEDIDO EM ACORDO 
COLETIVO. CARÁTER SUBSTITUTIVO DE REAJUSTE SALARIAL. NATUREZA 
SALARIAL. INCIDÊNCIA. INDENIZAÇÃO DE AUXILIO-ALIMENTAÇÃO. 
CARACTERIZAÇÃO SUPRESSÃO DE DIREITO TRABALHISTA. CARÁTER 
INDENIZATÓRIO. NÃO-INCIDÊNCIA. 
4. Interpretação econômica que se impõe, uma vez que a realidade 
econômica há de prevalecer sobre a simples forma jurídica. 5. As 
verbas indenizatórias não estão sujeitas à incidência do Imposto de Renda. 
(STJ, REsp 696.745/CE, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 
07/06/2005) 
 
Questão 08 – ESAF/PFN/2007 
A interpretação econômica se impõe, uma vez que a realidade econômica há 
de prevalecer sobre a simples forma jurídica. 
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Comentário: A foi copiada do REsp 696.745, dispensando os comentários já 
realizados sobre o referido julgado. Questão correta. 
 A respeito do fato gerador, o art. 118 preconiza que sua definição legal é 
interpretada abstraindo-se da validade jurídica dos atos praticados bem como 
da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Nessa linha, o STJ já decidiu: 
TRIBUTÁRIO – ICMS – SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL – INADIMPLÊNCIA 
DOS USUÁRIOS – FURTO DE SINAL (CLONAGEM) – INCIDÊNCIA DO 
TRIBUTO. 
1. O fato gerador do ICMS na telefonia é a disponibilização da linha 
em favor do usuário que contrata, onerosamente, os serviços de 
comunicação da operadora. A inadimplência e o furto por "clonagem" 
fazem parte dos riscos da atividade econômica, que não podem ser 
transferidos ao Estado. 
2. Nos termos do art. 118 do Código Tributário Nacional, o 
descumprimento da operação de compra e venda mercantil não tem o 
condão de malferir a ocorrência do fato gerador do ICMS. 
(STJ, REsp 1.189.924/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Humberto Martins, 
Julgamento em 25/05/2010) 
 
Questão 09 – INÉDITA/2015 
No que se refere aos serviços de telefonia móvel, o STJ já decidiu que a 
inadimplência e o furto por clonagem descaracterizam a incidência do ICMS. 
Comentário: O que o STJ decidiu é que o fato gerador do ICMS na telefonia é 
a disponibilização da linha em favor do usuário que contrata, não importando 
se houve furto por clonagem ou inadimplência. De qualquer modo, ocorre o 
fato gerador do ICMS. Questão errada. 
 Na mesma direção: 
TRIBUTÁRIO. PIS/PASEP E COFINS. BASE DE CÁLCULO. FATURAMENTO. 
ARTIGO 3º, § 2º, I, DA LEI 9.718/98. HIGIDEZ CONSTITUCIONAL 
RECONHECIDA PELO STF EM SEDE DE CONTROLE DIFUSO. EXCLUSÃO DO 
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. "VENDAS INADIMPLIDAS". ALEGADA 
EQUIPARAÇÃO COM "VENDAS CANCELADAS". ANALOGIA/EQÜIDADE. 
INAPLICABILIDADE. ARTIGOS 111 E 118, DO CTN. OBSERVÂNCIA. 
(...) Entrementes, o inadimplemento do consumidor não equivale ao 
cancelamento da compra e venda, no qual ocorre o desfazimento do 
negócio jurídico, denotando a ausência de receita e, conseqüente, 
intributabilidade da operação. 
(STJ, REsp 1.029.434/CE, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 
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20/05/2008) 
 
Questão 10 – ESAF/ACE-MDIC/2012 
As vendas inadimplidas equivalem às vendas canceladas para fins de incidência 
tributária, eis que no sistema tributário nacional, embora tenha consagrado o 
regime de competência como a regra geral de apuração dos resultados, o 
inadimplemento constitui hipótese de cancelamento de venda, e não tendo 
ingressado a receita de venda, não há que se falar em tributação. 
Comentário: No entendimento do STJ, as vendas inadimplidas não podem ser 
consideradas como cancelamento, tendo em vista que naquele caso não ocorre 
o desfazimento do negócio jurídico como neste. Questão errada. 
 Conforme você já deve ter estudado, de acordo com o art. 123 do CTN, 
“as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de 
tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição 
legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.” 
Nesse contexto, a alienação fiduciária não afasta a pena de perdimento 
de veículo, quando houver previsão legal para aplicação de tal pena: 
CONVENÇÃO PARTICULAR NÃO OPONÍVEL À FAZENDA PÚBLICA. APLICAÇÃO 
DO ART. 123, DO CTN. PRINCÍPIOS DA ETICIDADE E DA FUNÇÃO SOCIAL 
DO CONTRATO. ARTS. 421 E 2035, DO CC/2002. JURISPRUDÊNCIA DO 
EXTINTO TRIBUNAL FEDERAL DE RECURSOS. COMPATIBILIDADE COM A 
SÚMULA N. 138/TFR. 
É admitida a aplicação da pena de perdimento de veículo objeto de 
alienação fiduciária. 
(STJ, REsp 1.387.990/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell 
Marques, Julgamento em 17/09/2013) 
 
Questão 11 – INÉDITA/2015 
Não se admite a aplicação da pena de perdimento de veículo objeto de 
alienação fiduciária. 
Comentário: De acordo com o REsp 1.387.990/PR, admite-se a aplicação da 
pena de perdimento de veículo objeto de alienação fiduciária. O embasamento 
legal para tal decisão foi o previsto no art. 123 do CTN. Questão errada. 
 Na mesma linha da irrelevância do adimplemento ou não das vendas 
efetuadas, é de se destacar também o entendimento do STF sobre o aspecto 
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temporal da hipótese de incidência (a partir de que momento considera-se 
ocorrido o fato gerador) da COFINS e PIS: 
“Quanto ao aspecto temporal da hipótese de incidência da COFINS e 
da contribuição para o PIS, portanto, temos que o fato gerador da 
obrigação ocorre com o aperfeiçoamento do contrato de compra e 
venda (entrega do produto), e não com o recebimento do preço 
acordado.” 
(STF, RE 586.482-RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 23/11/2011) 
 Sobre a solidariedade prevista no art. 124, I, do CTN, é de ressaltar que 
o STJ já decidiu que para configurar o interesse comum na situação que 
constitua o fato gerador do tributo, é necessário haver, no caso de 
prestação de serviços, prestação conjunta por parte das empresas 
envolvidas. 
O simples fato de as empresas pertencerem ao mesmo conglomerado 
financeiro não caracteriza por si só o interesse comum capaz de gerar 
solidariedade tributária: 
"PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL. 
TRIBUTÁRIO. ISS. EXECUÇÃO FISCAL. PESSOAS JURÍDICAS QUE 
PERTENCEM AO MESMO GRUPO ECONÔMICO. CIRCUNSTÂNCIA QUE, POR SI 
SÓ, NÃO ENSEJA SOLIDARIEDADE PASSIVA. 
1. O entendimento prevalente no âmbito das Turmas que integram a 
Primeira Seção desta Corte é no sentido de que o fato de haver pessoas 
jurídicas que pertençam ao mesmo grupo econômico, por si só, não 
enseja a responsabilidade solidária, na forma prevista no art. 124 do 
CTN. Ressalte-se que a solidariedade não se presume (art. 265 do 
CC/2002), sobretudo em sede de direito tributário.(...)" 
(STJ, REsp 834.044/RS, Primeira Seção, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 
Julgamento em 08/09/2010) 
 Um tema muito controvertido é a possibilidade de o sujeito ativo da 
obrigação tributária ser pessoa jurídica de direito privado. O STJ já sumulou o 
seguinte: 
Súmula STJ 396 - A Confederação Nacional da Agricultura tem legitimidade 
ativa para a cobrança da contribuição sindical rural. 
 Ademais, essa Corte também proferiu decisão que o SENAI pode figurar 
como sujeito ativo das obrigações tributárias a ele destinadas (REsp 
735.278/PR). No entanto, lembre-se que a regra é o que está no art. 119 do 
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CTN, ou seja, somente pode figurar como sujeito ativo da obrigação 
tributária pessoa jurídica de direito público. 
 
Mesmo havendo esse posicionamento do STJ, recomendo 
que você siga o texto do art. 119 do CTN, somente 
considerando correto se houver cópia literal da 
mencionada súmula ou do caso referente ao SENAI. 
 
Questão 12 – ESAF/AFRFB/2009 
No pólo ativo da relação jurídico-tributária, necessariamente deve figurar 
pessoa jurídica de direito público. 
Comentário: Conforme aprendemos, adotamos o CTN como regra. Somente 
consideraremos a Súmula 396, quando a banca mencioná-la literalmente! 
Questão correta.Questão 13 – INÉDITA/2015 
De acordo com entendimento sumulado pelo STJ, a Confederação Nacional da 
Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical 
rural. 
Comentário: Nessa questão, como foi mencionada a súmula do STJ, devemos 
considerar o que diz a sua redação, ou seja, a CNA possui legitimidade ativa 
para tal cobrança. Questão correta. 
 No que se refere ao domicílio tributário do sujeito passivo, destaque-se 
que o STJ tem entendido que caracteriza cerceamento de defesa do sujeito 
passivo notificação fiscal enviada para endereço diferente do domicílio 
tributário, quando é do conhecimento do fisco: 
TRIBUTARIO. DOMICILIO TRIBUTARIO. FIRMA INDIVIDUAL. C.T.N., ART.127, 
II. APLICAÇÃO. 
I - O acórdão recorrido, ao admitir como válida notificação fiscal 
enviada para local diverso do domicílio tributário do contribuinte, 
que era do conhecimento do fisco, ofendeu o art. 127, II, do C.T.N. II 
- Recurso Especial conhecido e provido. 
(STJ, 33.837/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Antônio de Pádua Ribeiro, 
Julgamento em 04/03/1996) 
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 Ademais, destaque-se que, para o STJ, a remessa de carnê para o 
endereço do contribuinte configura notificação de lançamento nos termos da 
Súmula 397: 
Súmula STJ 397 - O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo 
envio do carnê ao seu endereço. 
 
Questão 14 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
Segundo entendimento do STJ, o simples envio de carnê ao endereço do 
contribuinte não caracteriza notificação do lançamento tributário. 
Comentário: Conforme a Súmula 397 do STJ, basta que haja o envio do carnê 
ao endereço do contribuinte para que seja caracterizada a notificação de 
lançamento tributário. Questão errada. 
 Ainda sobre o domicílio tributário, não há base legal para impedir o 
contribuinte de indicar sua residência como domicílio tributário, pois, de acordo 
com o STJ: 
DOMICILIO TRIBUTARIO - MESMO DA RESIDENCIA. 
Não procede o argumento de que sendo inviolável o domicílio da pessoa 
física, dificultaria atuação dos agentes fiscais, caso tenha o domicílio 
tributário a mesma sede, porque tal proteção deixaria de existir. É 
injustificável e sem base legal impedir o contribuinte de indicar sua 
residência para domicílio tributário. Recurso improvido. 
(STJ, REsp 28.237/SP, Primeira Turma, Rel. Min Garcia Vieira, Julgameno em 
16/11/1992) 
 
Questão 15 – INÉDITA/2015 
De acordo com entendimento do STJ, os agentes fiscais podem impedir o 
contribuinte de indicar sua residência como seu domicílio tributário. 
Comentário: Não é possível tal impedimento. Não se mostra razoável obstar o 
contribuinte de indicar sua residência para domicílio tributário. Questão errada. 
 Digno de nota é o fato de o STJ aceitar a pluralidade de domicílios 
tributários para pessoas jurídicas ou firmas individuais: 
TRIBUTARIO. ISS. MUNICIPIO COMPETENTE PARA EXIGIR O TRIBUTO. 
CTN,ART. 127, II. DECRETO-LEI 406/68 (ART. 12, 'A'). 
É juridicamente possível as pessoas jurídicas ou firmas individuais 
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possuírem mais de um domicílio tributário. 
(STJ, Primeira Turma, REsp 23.371/SP, Rel. Min. Milton Luiz Pereira, 
Julgamento em 31/08/1994) 
 Por último, destaque-se o princípio da autonomia de cada 
estabelecimento por meio da jurisprudência do STJ: 
TRIBUTÁRIO. CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITO DE NEGATIVA. FILIAL. 
PENDÊNCIA DA MATRIZ. POSSIBILIDADE. 
1. O Tribunal a quo concluiu pela "impossibilidade de a Unidade 
localizada em Goiânia ser penalizada pela existência de débito 
constituído em nome da matriz ou outras filiais, haja vista que cada 
Unidade tem seu registro no CNPJ, de modo que não há que se falar em 
negativa de expedição de certidão de regularidade fiscal" (e-STJ fl.445). 
2. O art. 127, I, do Código Tributário Nacional consagra o princípio da 
autonomia de cada estabelecimento da empresa que tenha o 
respectivo CNPJ, o que justifica o direito à certidão positiva com 
efeito de negativa em nome de filial de grupo econômico, ainda que 
fiquem pendências tributárias da matriz ou de outras filiais. 
(STJ, AgRg no AREsp 192.658/AM, Segunda Turma, Rel. Min Castro Meira, 
Julgamento em 23/10/2012) 
 
Questão 16 – INÉDITA/2015 
O Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966), ao tratar do domicílio 
tributário, consagrou o princípio da autonomia de cada estabelecimento. 
Comentário: O STJ entende que o art. 127, II (não é o primeiro, como diz a 
ementa), do Código Tributário Nacional consagra o princípio da autonomia de 
cada estabelecimento da empresa que tenha o respectivo CNPJ. Questão 
correta. 
 
4 – RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA 
 No tocante à responsabilidade por sucessão, especificamente em relação 
à alienação de bens imóveis em hasta pública, o STJ entende que, caso o valor 
do débito supere o valor da arrematação, não há ônus para o arrematante: 
PROCESSO CIVIL. ARREMATAÇÃO. FALÊNCIA. TRIBUTO PREDIAL INCIDENTE 
SOBRE O IMÓVEL ARREMATADO. MATÉRIA CONCERNENTE AO PROCESSO 
FALIMENTAR. NEGATIVA DE VIGÊNCIA AO ART. 130 PARÁGRAFO ÚNICO, 
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CTN. PRECEDENTES DOUTRINA. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. 
I - Na hipótese de arrematação em hasta pública, dispõe o parágrafo 
único do art.130 do Código Tributário Nacional que a sub-rogação do 
crédito tributário, decorrente de impostos cujo fato gerador seja a 
propriedade do imóvel, ocorre sobre o respectivo preço, que por eles 
responde. Esses créditos, até então assegurados pelo bem, passam a ser 
garantidos pelo referido preço da arrematação, recebendo o adquirente o 
imóvel desonerado dos ônus tributários devidos até a data da 
realização da hasta. 
II - Se o preço alcançado na arrematação em hasta pública não for 
suficiente para cobrir o débito tributário, não fica o arrematante 
responsável pelo eventual saldo devedor. A arrematação tem o efeito de 
extinguir os ônus que incidem sobre o bem imóvel arrematado, passando 
este ao arrematante livre e desembaraçado dos encargos tributários. 
(STJ, REsp 166.975/SP, Quarta Turma, Rel. Min. Sálvio de Figueiredo 
Teixeira, Julgamento em 24/08/1999) 
 Há precedente do STJ (REsp 1.059.102/RS) no sentido da 
responsabilização do antigo proprietário caso o valor da arrematação 
não seja suficiente para quitar os débitos existentes. 
 
Só use o entendimento da responsabilização do antigo 
proprietário se a banca mencionar a linha que o STJ tem 
seguido. Caso contrário, literalidade do art. 130, 
parágrafo único! 
 
Questão 17 – CESPE/DPU/2010 
Considere que pessoa jurídica tenha adquirido imóvel não residencial em hasta 
pública. Nesse caso, em consonância com a jurisprudência do STJ, a 
arrematação tem o efeito de expurgar qualquer ônus obrigacional sobre o 
imóvel para a pessoa jurídica arrematante, devendo a transferência ocorrer 
livre de qualquer encargo ou responsabilidade tributária. 
Comentário: Questão bem tranqüila, não é mesmo? O arrematante, via de 
regra, adquire o bem livre de qualquer encargo ou responsabilidade tributária. 
Questão correta. 
 Destacamos, ainda, a possibilidade de o edital de hasta pública 
prever que os débitos ficarão acargo do arrematante, hipótese em que 
este assumirá o ônus tributário, conforme vemos a seguir: 
 
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RECURSO ESPECIAL - EXECUÇÃO - PRAÇA - ARREMATAÇÃO - DÉBITOS 
FISCAIS E CONDOMINIAIS - RESPONSABILIDADE DO ARREMATANTE, 
DESDE QUE HAJA PREVISÃO EXPRESSA NO EDITAL - PRECEDENTES DO 
STJ - HIPÓTESE OCORRENTE, NA ESPÉCIE - DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL 
NÃO DEMONSTRADO - RECURSO IMPROVIDO. 
I - Em regra, o preço apurado na arrematação serve ao pagamento do IPTU 
e de taxas pela prestação de serviços incidentes sobre o imóvel (art. 130 e 
130, parágrafo único, do CTN); 
II - Contudo, havendo expressa menção no edital acerca da 
existência de débitos condominiais e tributários incidentes sobre o 
imóvel arrematado, a responsabilidade pelo seu adimplemento 
transfere-se para o arrematante; 
(STJ, REsp 1.114.111/RJ, Terceita Turma, Rel. Min Massami Uyeda, 
Julgamento em 20/10/2009) 
Em regra, o pagamento de tributos é feito com o valor fruto da 
arrematação (sub-rogação sobre o preço). No entanto, pode o arrematante ter 
de arcar com os tributos devidos, caso haja previsão expressa no edital de 
hasta pública. A ESAF nunca cobrou este posicionamento do STJ. Contudo, 
considerando o seu apego à literalidade dos julgados, devemos estar 
preparados! ☺ 
 Sobre o mesmo assunto, o STJ também já decidiu o seguinte (neste, o 
Tribunal se refere aos bens móveis): 
EXECUÇÃO. ARREMATAÇÃO. ADJUDICAÇÃO. CREDOR. ÔNUS RECAÍDOS 
SOBRE O BEM. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. (CTN - ART. 130, 
parágrafo único). 
I - O credor que arremata veículo em relação ao qual pendia débito 
de IPVA não responde pelo tributo em atraso. O crédito proveniente 
do IPVA subroga-se no preço pago pelo arrematante. Alcance do Art. 
130, parágrafo único, do CTN). 
(STJ, REsp 905.208/SP, Terceira Turma, Rel. Min. Humberto Gomes de 
Barros, Julgamento em 18/10/2007) 
 Novamente, vale a observação em relação à possibilidade de o edital 
atribuir o ônus ao arrematante (REsp 808.101/DF). 
 
Repare que o STJ concedeu interpretação extensiva 
(aplicando-o também a bens móveis) ao par. único do 
art. 130 do CTN. Contudo, só utilize essa decisão se a 
banca expressamente solicitá-la. A regra é que tal 
dispositivo legal é aplicável unicamente aos bens 
imóveis. 
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 Sobre o que acabamos de alertar, veja como a ESAF cobrou o tema: 
Questão 18 – ESAF/ISS-NATAL/2008 
No caso de arrematação de bem móvel em hasta pública pelo credor, o 
arrematante adquire o bem livre de quaisquer ônus, não se investindo na 
figura de responsável pelo pagamento de tributos cujos fatos geradores 
tenham ocorrido até a data da aquisição. 
Comentário: Conforme vimos, o entendimento mais seguro para levar para a 
prova é que o parágrafo único do art. 130 do CTN é aplicável unicamente aos 
bens imóveis. Contudo, fique sempre ligado ao que pode ser cobrado 
pela banca. Questão errada. 
A respeito da sucessão causa mortis, vale comentar que a 
responsabilidade dos sucessores inclui não só o valor dos tributos devidos, mas 
também o valor da multa moratória: 
TRIBUTÁRIO. INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO 2º, § 8º, DA LEI 6.830, DE 1980, 
E DO ART. 131, III, DO CTN. 
(...) 3. A multa moratória é imposição decorrente do não pagamento do 
tributo na época do vencimento. 
4. Na expressão créditos tributários estão incluídas as multas 
moratórias. 
5. O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é 
responsável pelo tributo declarado pelo "de cujus" e não pago no 
vencimento, incluindo-se o valor da multa moratória.(...)" 
(STJ, REsp 295.222/SP, Primeira Turma, Rel. Min. José Delgado, Julgamento 
em 12/06/2001) 
 
Questão 19 – INÉDITA/2015 
O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é responsável pelo 
tributo declarado pelo "de cujus" e não pago no vencimento, incluindo-se o 
valor da multa moratória. 
Comentário: Questão no estilo ESAF, ou seja, “copia e cola” dos julgados do 
STJ e STF. Questão correta. 
 Por outro lado, o mesmo ministro, ao tratar de caso referente à 
sucessão empresarial, incluir também as multas punitivas como 
sujeitas à sucessão tributária: 
 
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"(...)A responsabilidade tributária do sucessor abrange, além dos tributos 
devidos pelo sucedido, as multas moratórias ou punitivas, que, por 
representarem dívida de valor, acompanham o passivo do patrimônio 
adquirido pelo sucessor, desde que seu fato gerador tenha ocorrido até a 
data da sucessão. (...)" 
(STJ, REsp 923.012, Primeira Seção, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 
09/06/2010) 
 
 
•! Sucessão causa mortis: multa moratória; 
•! Sucessão empresarial: multa moratória e punitiva. 
 Acerca da responsabilidade por sucessão empresarial, é relevante citar o 
seguinte julgado: 
TRIBUTÁRIO. RESPONSABILIDADE POR SUCESSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. 
A responsabilidade prevista no artigo 133 do Código Tributário Nacional só se 
manifesta quando uma pessoa natural ou jurídica adquire de outra o 
fundo de comércio ou o estabelecimento comercial, industrial ou 
profissional; a circunstância de que tenha se instalado em prédio antes 
alugado à devedora, não transforma quem veio a ocupá-lo 
posteriormente, também por força de locação, em sucessor para os 
efeitos tributários. Recurso especial não conhecido. 
(STJ, REsp 108.873/SP, Segunda Turma, Min. Rel. Ari Pargendler, 
Julgamento em 04/03/1999) 
 Nesse sentido, não há sucessão tributária para o novo locatário de 
imóvel onde anteriormente já se instalou empresa devedora. É muito 
importante memorizar isso! 
 Há de se destacar a responsabilidade dos diretores e sócios-gerentes, em 
relação a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de 
poderes ou infração de lei: 
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. 
RESPONSABILIDADE DE SÓCIO-GERENTE. LIMITES. ART. 135, III, DO 
CTN. PRECEDENTES. 
1. Os bens do sócio de uma pessoa jurídica comercial não respondem, 
em caráter solidário, por dívidas fiscais assumidas pela sociedade. A 
responsabilidade tributária imposta por sócio-gerente, 
administrador, diretor ou equivalente só se caracteriza quando há 
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dissolução irregular da sociedade ou se comprova infração à lei 
praticada pelo dirigente. 
2. Em qualquer espécie de sociedade comercial é o patrimônio social que 
responde sempre e integralmente pelas dívidas sociais. Os diretores não são 
responsáveis pessoalmente pelas obrigações contraídas em nome da 
sociedade, mas respondem para com esta e para com terceiros 
solidária e ilimitadamente pelo excesso de mandato e pelos atos 
praticados com violação do estatuto ou lei (art. 158, I e II, da Lei nº 
6.404/76). 
(...) 
4. O simples inadimplemento não caracteriza infração legal. 
Inexistindo prova de que se tenha agido com excesso de poderes ou infração 
de contrato social ou estatutos, não há falar-se em responsabilidade 
tributáriade ex-sócio a esse título ou a título de infração legal. Inexistência 
de responsabilidade tributária do ex-sócio. 
5. Precedentes desta Corte Superior. 
6. O fato do sócio ter se retirado da sociedade em data anterior a da 
ocorrência do fato gerador da obrigação tributária discutida constitui 
suporte jurídico para excluí-lo de qualquer responsabilidade. (...)" 
(STJ, AgRg no REsp 276.779/SP, Primeira Turma, Rel. Min José Delgado, 
Julgamento em 20/02/2001) 
 Embora se trate de uma ementa bastante extensa, julgo transcrever tais 
trecho, tendo em vista a possibilidade de a banca retirar uma questão inteira 
apenas com base nos entendimentos acima expostos. 
 Em suma, você deve guardar o seguinte: 
"!Os bens de sócio unicamente quotista não respondem pelas obrigações da 
empresa; 
"!Só há responsabilização dos administradores quando se tratar de dissolução 
irregular (encerramento irregular da sociedade) ou excesso de mandato ou 
pelos atos praticados com violação do estatuto ou lei; 
"!O simples inadimplemento não caracteriza infração legal. 
"!Se o sócio se retira da sociedade antes do fato gerador da obrigação 
tributária gerada pelos motivos citados, não é responsável por elas. 
 Pela relevância do assunto, vejamos duas súmulas do próprio STJ nesse 
sentido: 
Súmula STJ 430 - O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade 
não gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente. 
 
 
 
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 Não obstante, se a empresa deixa de funcionar no seu domicílio fiscal, 
sem comunicação aos órgãos competentes, presume-se sua dissolução 
irregular, ensejando o redirecionamento da execução fiscal para o sócio-
gerente: 
 
Súmula STJ 435 - Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que 
deixar de funcionar no seu domicílio fiscal, sem comunicação aos órgãos 
competentes, legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o 
sócio-gerente. 
 
Questão 20 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade é suficiente, por si 
só, para atrair a responsabilidade solidária do sócio-gerente. 
Comentário: Conforme entendimento do STJ, o inadimplemento da obrigação 
tributária pela sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do 
sócio-gerente. Questão errada. 
Questão 21 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
O fato de a sociedade não ser localizada no endereço fornecido como domicílio 
fiscal não gera presunção de que ela tenha sido irregularmente dissolvida. 
Comentário: Na realidade, ocorre a presunção de que a empresa tenha sido 
irregularmente dissolvida. Questão errada. 
No mesmo ano, tal jurisprudência foi novamente objeto de prova do 
CESPE: 
Questão 22 – CESPE/DPDF/2013 
De acordo com o STJ, a não localização de determinada sociedade no domicílio 
fiscal fornecido gera presunção iuris tantum de dissolução irregular, sendo 
possível, nesse caso, o redirecionamento da execução fiscal ao sócio-gerente 
da sociedade. 
Comentário: Simples interpretação da Súmula 435 do STJ. Questão correta. 
 Ainda sobre esse assunto, devemos ter em mente a possibilidade de 
redirecionamento da execução para o sócio-gerente: 
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO 
FISCAL. REDIRECIONAMENTO. SÓCIO-GERENTE. ART. 135, III, DO CTN. 
DISSOLUÇÃO IRREGULAR. POSSIBILIDADE. 
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1. Havendo indícios de que a empresa encerrou irregularmente suas 
atividades, é possível redirecionar a execução ao sócio, a quem cabe 
provar o contrário em sede de embargos à execução, e não pela 
estreita via da exceção de pré-executividade. 
2. Agravo regimental desprovido. 
(STJ, AgRg no Ag 561.854/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino 
Zavascki, Julgamento em 06/04/2004) 
 Repare o detalhe: há inversão do ônus da prova, ou seja, cabe ao 
sócio provar o contrário. 
 
A responsabilidade alcança apenas os sócios-gerentes, ou 
seja, aqueles que intervieram nas atividades da empresa. 
O sócio cotista, portanto, não pode ser 
resposabilizado. 
 
Questão 23 – ESAF/AFRF/2005 
O sócio cotista pode ser responsabilizado com base na regra de solidariedade 
do CTN, sem que tenha participado da gerência. 
Comentário: A responsabilidade dos sócios surge quando estes forem, ao 
mesmo tempo, gerentes da empresa. O sócio cotista, que não exerce qualquer 
atribuição dentro da empresa, não pode responder com seus bens por dívidas 
fiscais assumidas pela sociedade. Questão errada. 
Questão 24 – ESAF/AFRF/2005 
Inadimplemento de obrigações tributárias caracteriza infração legal que 
justifique redirecionamento da responsabilidade para o sócio-gerente da 
empresa. 
Comentário: De acordo com o nosso resumo, o simples inadimplemento nde 
obrigações tributárias não caracteriza infração legal. A questão, portanto, está 
errada. 
 Para encerrar o assunto Responsabilidade Tributária, vamos estudar a 
jurisprudência pertinente à denúncia espontânea, instituto previsto no art. 138 
do CTN. 
 De acordo com o STJ, para ficar caracterizada a denúncia espontânea, é 
necessário que o sujeito passivo promova o pagamento do tributo, e não o 
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mero parcelamento. Lembre-se de que o pagamento deve ser 
acompanhado da correção monetária. 
TRIBUTÁRIO - DENÚNCIA ESPONTÂNEA - PARCELAMENTO DO DÉBITO – 
ART. 138 DO CTN - MULTA MORATÓRIA DEVIDA - SÚMULA 208/TFR - 
JURISPRUDÊNCIA REVISTA PELA PRIMEIRA SEÇÃO. 
1. A Primeira Seção desta Corte, revendo jurisprudência em torno do 
parcelamento do débito, concluiu que este não equivale a pagamento 
e, portanto, não se trata de hipótese de denúncia espontânea, capaz 
de ensejar o afastamento da multa moratória (REsp 284.189/SP). 
2. Aplicação da Súmula 208 do extinto TFR. 
3. Recurso especial provido. 
(STJ, REsp 426.964/SC, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, 
Julgamento em 20/08/2002) 
 
Questão 25 – INÉDITA/2015 
A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de o parcelamento poder ser 
equiparado ao pagamento para fins de denúncia espontânea, prevista no art. 
138 do CTN. 
Comentário: O STJ se posicionou exatamente ao contrário, ou seja, o 
parcelamento não equivale ao pagamento, não podendo ser caracterizado 
como denúncia espontânea. Questão errada. 
 Sobre a denúncia espontânea, pode-se acrescentar ainda que é 
instrumento capaz de afastar a punibilidade de infrações: 
TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA MORATÓRIA. EXCLUSÃO. LEI 
8.212/91, ART. 35, I. COMPATIBILIDADE COM O ART. 138 DO CTN. 
1. É desnecessário fazer distinção entre multa moratória e multa 
punitiva, visto que ambas são excluídas em caso de configuração da 
denúncia espontânea. Precedentes. 
(STJ, REsp 774.058/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, 
Julgamento em 01/10/2009) 
 Contudo, a denúncia espontânea não afasta as penalidades por 
descumprimento de obrigações acessórias: 
Mandado de Segurança. Tributário. Imposto de Renda. Atraso na Entrega da 
Declaração. Multa Moratória. Lei 8.981/91 (art. 88) - CTN, artigo 138. 
A responsabilidade acessória autônoma, portanto, desvinculada do 
fato gerador do tributo, nãoestá albergada pelas disposições do 
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artigo 138, CTN. A tardia entrega da declaração de Imposto de Renda 
justifica a aplicação de multa (art. 88, Lei 8.981/91). 
(STJ, REsp 322.505/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Milton Luiz Pereira, 
Julgamento em 21/06/2001) 
 
 
A denúncia espontânea afasta multas moratórias e 
punitivas, mas não aquelas surgidas por descumprimento 
de obrigações acessórias. 
 Ressalte-se que a denúncia espontânea não se aplica aos lançamentos 
por homologação, que já foram declarados (houve a declaração de um débito), 
mas pagos a destempo. 
Súmula STJ 360 - O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos 
tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, 
mas pagos a destempo. 
 Ora, com a entrega da declaração (típica de lançamentos por 
homologação), o STJ entende que há a constituição do crédito tributário, 
dispensando qualquer providência do fisco. Se já houve a constituição e o 
tributo não foi pago, não há que se falar em denúncia espontânea. 
Questão 26 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
O contribuinte que declara o tributo sujeito a lançamento por homologação e 
deixa de efetuar o pagamento na data estabelecida não perde o direito de se 
valer do benefício da denúncia espontânea. 
Comentário: Nos termos da Súmula 360 do STJ, o benefício da denúncia 
espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação 
regularmente declarados, mas pagos a destempo. Questão errada. 
 
5 – CRÉDITO TRIBUTÁRIO E LANÇAMENTO 
 Inicialmente, cumpre-nos transcrever o entendimento básico do STJ 
acerca da amplitude da expressão “crédito tributário”: 
(...) observa-se que crédito tributário não diz respeito apenas a tributo 
em sentido estrito, mas alcança, também, as penalidades que 
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incidam sobre ele. 
(STJ, Primeira Seção, EREsp 760.290/PR, Rel. Min. Castro Meira, Julgamento 
em 13/06/2007) 
Na realidade, esse entendimento decorre da própria literalidade do CTN, 
já que no art. 113, § 1º, o legislador afirma que a obrigação tributária tem por 
objeto o pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária, e no art. 139 ficou 
estabelecido que o crédito tributário decorre da obrigação principal. 
Portanto, o crédito tributário não diz respeito apenas a tributo, mas 
também às penalidades pecuniárias! 
Nesse sentido, a ESAF abordou o tema da seguinte forma: 
Questão 27 – ESAF/ATRFB/2012 
Segundo entendimento do STJ, a expressão ‘crédito tributário’ não diz respeito 
apenas a tributo em sentido estrito, mas alcança, também, as penalidades que 
incidam sobre ele. 
Comentário: Conforme acabamos de ver, para o STJ, o crédito tributário não 
diz respeito apenas a tributo, mas também às penalidades pecuniárias. 
Questão correta. 
 A respeito do lançamento por homologação, é de se destacar que o 
entendimento do STJ é que a entrega de declaração (obrigação acessória 
criada para tributos sujeitos a esta modalidade de lançamento) pelo 
contribuinte constitui o crédito tributário. Vejamos o que diz a Súmula 436: 
Súmula STJ 436 - A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo 
débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra 
providência por parte do fisco. 
 Nesse rumo, o STJ também já decidiu: 
No caso de tributos sujeitos à lançamento por homologação a declaração 
do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, 
podendo ser realizada a inscrição em dívida ativa. 
(STJ, REsp 1.195.286/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, 
Julgamento em 17/09/2013) 
Exemplo: A Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) é 
uma declaração obrigatória para pessoas jurídicas em geral, referindo-se a 
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diversos impostos e contribuições federais. O objetivo é informar o fisco sobre 
os tributos apurados pela empresa. A entrega dessa declaração constitui o 
crédito tributário, dispensando as providências do fisco nesse sentido. 
Questão 28 – INÉDITA/2015 
O STJ tem entendido que a entrega de declaração pelo contribuinte, 
reconhecendo a dívida fiscal, constitui o crédito tributário, podendo o fisco 
realizar a inscrição em dívida ativa. 
Comentário: Esse é um tema muito bom de ser cobrado em prova. Você 
precisa dominar o assunto! Portanto, a entrega da declaração constitui o 
crédito tributário. Questão correta. 
 A respeito da alteração do lançamento, é evidente o entendimento do 
STJ no sentido de não ser possível revisar lançamento por erro de direito (art. 
146, CTN): 
TRIBUTÁRIO - IMPORTAÇÃO - REVISÃO DE LANÇAMENTO POR ERRO DE 
DIREITO - SÚMULA 227/TFR. 
1. Em havendo na declaração do contribuinte erro de direito não 
detectado pelo Fisco, que a aceita integralmente, a mudança de 
entendimento constitui-se em alteração de critério vedada pelo CTN. 
2. Só a falsidade, o erro ou a omissão são capazes de provocar a 
revisão do lançamento com a conseqüente autuação do contribuinte. 
(STJ, REsp 171.119/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, 
Julgamento em 07/08/2001) 
Não se esqueça de que o erro de fato, caso identificado, deve ser revisto 
pela autoridade administrativa. 
Questão 29 – INÉDITA/2015 
Só a falsidade, o erro ou a omissão são capazes de provocar a revisão do 
lançamento com a conseqüente autuação do contribuinte, não podendo, 
portanto, haver alteração motivada por erro de direito. 
Comentário: Não pode haver revisão de lançamento por erro de direito. A 
mudança de critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no 
exercício do lançamento somente pode ser efetivada, em relação a um mesmo 
sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua 
introdução (art. 146, CTN). Questão correta. 
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•! Erro de Fato: Inexatidão dos fatos que deram origem 
à obrigação tributária; 
•! Erro de Direito: Aplicação incorreta de uma norma. 
Havendo, contudo, alguma das hipóteses previstas no art. 149 do CTN, a 
autoridade administrativa tem o poder-dever de fazer a alteração, de ofício. 
No caso de alterações de lançamentos efetuados com base em 
declaração prestada pelo sujeito passivo, o STJ entende que não há 
possibilidade de alteração após a notificação do lançamento, respeitado, 
é claro, o direito do contribuinte de pleitear judicialmente a alteração: 
A modificação da declaração do sujeito passivo pela Administração 
Fazendária fica obstada a partir da notificação do lançamento, 
consoante o disposto pelo art. 147, § 1.º, do CTN. Isto porque, com o 
lançamento encerra-se o procedimento administrativo, ficando a Fazenda, 
por força do princípio geral da imutabilidade do lançamento, impedida 
de alterá-lo. 
(...) 
Assim, uma vez feita a notificação ao contribuinte, não poderá a 
Administração, de ofício, ou a requerimento deste, alterar o 
procedimento já definitivamenteencerrado. 
(...) 
Deveras, mesmo findo referido procedimento, é assegurado ao sujeito 
passivo da obrigação tributária o direito de pretender judicialmente a 
anulação do crédito oriundo do lançamento eventualmente fundado 
em erro de fato(...)" 
(STJ, REsp 770.236/PB, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 
14/08/2007) 
 
Observação: Não se esqueça do que abordamos na anterior, acerca da 
cobrança de tributos com base em pauta fiscal. Conforme dissemos, é 
possível haver o arbitramento, mas não a cobrança generalizada por meio do 
uso de pautas fiscais. 
 Por fim, ainda no que se refere ao lançamento tributário, o STJ já decidiu 
sobre a nulidade da notificação fiscal que não indica o prazo para o sujeito 
passivo impugnar o crédito tributário contra ele constituído: 
TRIBUTÁRIO - COBRANÇA DE TAXA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO 
AMBIENTAL - TCFA - AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO PRAZO PARA 
IMPUGNAÇÃO - NOTIFICAÇÃO IRREGULAR - NULIDADE DO LANÇAMENTO 
TRIBUTÁRIO. 1. É nula a notificação fiscal que não indica o prazo para 
impugnação, acarretando a nulidade do lançamento do crédito tributário. 
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Precedentes. 2. Recurso especial não provido. 
(STJ, Segunda Turma, REsp 1353605/RS, Min. Rel. Eliana Calmon, 
Julgamento 25/06/2013) 
 
6 – SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 O sujeito passivo, quando discorde de algum crédito tributário contra ele 
lançado, tem a seu dispor a via administrativa ou judicial. Caso opte pela via 
judicial, há que se fazer o depósito do montante integral para suspender a 
exigibilidade do crédito, já que apenas o ajuizamento da ação não é capaz, por 
si só, de suspendê-la: 
"(...) 3. Decorrência lógica da referida presunção é a e que o crédito 
tributário só pode ter sua exigibilidade suspensa na ocorrência de 
uma das hipóteses estabelecidas no art. 151 do mesmo diploma 
legal. 
4. Deveras, o ajuizamento de ação anulatória de débito fiscal, 
desacompanhada de depósito no montante integral, não tem o 
condão de suspender o curso de execução fiscal já proposta (...)." 
(STJ, REsp 758.270/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 
08/05/2007) 
 Havendo o mencionado depósito, o STJ entende que ele deve ocorrer da 
seguinte maneira: 
Súmula STJ 112 - O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito 
tributário se for integral e em dinheiro. 
 
 
O oferecimento de bens em caução não tem efeito 
de depósito (STJ, AgRg no AREsp 354.521/GO). 
 Sendo a decisão favorável à Fazenda Pública, ou seja, se o 
lançamento for legítimo, o depósito é convertido em renda (ver CTN, 
art. 156, VI), e o crédito tributário é extinto. Nessa linha, de acordo com o 
STJ (EREsp 767.328/RS), em relação aos tributos lançados por 
homologação, o depósito judicial em dinheiro equivale ao recolhimento da 
exação tributária, ocorrendo o lançamento tácito. Não há que se falar, 
portanto, em decadência. 
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 Por outro lado, se a decisão de mérito for favorável ao sujeito 
passivo, ou seja, se o lançamento ou o valor lançado for ilegítimo, 
caberá ao sujeito passivo proceder o levantamento do depósito realizado. 
Observação: Levantamento significa o resgate do valor depositado em juízo. 
 Há ainda uma terceira hipótese: quando o processo judicial é extinto sem 
julgamento de mérito. Nesse caso, ocorre a conversão do depósito (do 
montante integral) em renda, em favor da Fazenda, como demonstra a ementa 
a seguir: 
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. DEPÓSITO JUDICIAL PARA SUSPENSÃO 
DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ART. 151, II, DO CTN. 
EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO. CONVERSÃO DO 
DEPÓSITO EM RENDA. PRECEDENTES. 
Com a extinção do processo sem resolução de mérito, o depósito do 
montante integral realizado pelo contribuinte nos termos do art. 151, II, do 
CTN para suspender a exigibilidade do crédito tributário deve ser 
convertido em renda da Fazenda Pública. Precedentes. 2. Recurso 
especial provido. 
(STJ, REsp 884.625/SP, Min. Rel. Castro Meira, Julgamento em 13/05/2008) 
 
Observação: Ocorre extinção do processo sem julgamento do mérito nas 
situações previstas no art. 267, do Código de Processo Civil – CPC -, como 
por exemplo quando o autor (sujeito passivo) desiste da ação. Em tais casos, 
o juiz não chega a analisar o mérito da ação proposta. 
Lembre-se de que a conversão do depósito em renda constitui hipótese de 
extinção do crédito tributário, como se estudará adiante. 
 
Questão 30 – INÉDITA/2015 
O oferecimento de bens em caução pode ser caracterizado como hipótese de 
suspensão da exigibilidade do crédito tributário. 
Comentário: Acabamos de aprender que o oferecimento de bens em caução 
não tem efeito de depósito. Questão errada. 
Questão 31 – INÉDITA/2015 
Havendo extinção de processo judicial sem julgamento de mérito em matéria 
tributária, no curso do qual houve depósito do montante integral pelo 
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contribuinte, o valor oferecido em depósito deve ser convertido em renda da 
Fazenda Pública, consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 
Comentário: Com a extinção do processo sem resolução de mérito, o depósito 
do montante integral realizado pelo contribuinte deve ser convertido em renda 
da Fazenda Pública. Questão correta. 
 Destaque-se ainda que, tendo o depósito do montante integral o objetivo 
de suspender a exigibilidade do crédito tributário, não pode ser exigido 
como condição para o ajuizamento da ação judicial, sob pena de ferir o 
princípio do Livre Acesso ao Judiciário (art. 5º, XXV, da CF/88): 
Súmula Vinculante 28 - É inconstitucional a exigência de depósito prévio 
como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda 
discutir a exigibilidade de crédito tributário. 
Questão 32 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
A jurisprudência do STF já afirmou reiteradamente a possibilidade de exigência 
de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual 
se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. 
Comentário: Acabamos de estudar que o depósito do montante integral não 
pode ser exigido como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se 
pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. Questão errada. 
No que se refere ao lançamento por homologação, o STJ assim já 
decidiu: 
A Segunda Turma, ao julgar o REsp 804.415/RS (15/02/2007) adotou o 
entendimento da Primeira Turma de que, com relação aos tributos 
lançados por homologação, o depósito judicial em dinheiro, efetuado pelo 
contribuinte com o intuito de suspender a exigibilidade do crédito tributário, 
equivale ao recolhimento da exação, cuja conversão em renda fica 
condicionada à improcedência da demanda. Na hipótese, não transcorre o 
prazo decadencial, já que houve constituição do crédito tributário por 
lançamento tácito. 
(STJ, EREsp 767.328/RS, Primeira Seção, Rel. Min. Herman Benjamin, 
Julgamento em 11/04/2007) 
 Como nessa modalidade de lançamento, cabe ao sujeito passivo a 
apuração e o recolhimento do montante devido, sem prévio exame da 
autoridade administrativa, o depósitodo montante integral equivale ao 
recolhimento da exação. 
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Caso posteriormente o sujeito passivo não obtenha sucesso na ação 
judicial, o depósito é convertido em renda. Não há de se falar em 
decadência, pois houve a constituição do crédito tributário, por 
lançamento tácito (sem manifestação da autoridade). 
 Por outro lado, caso o sujeito passivo, opte pela via administrativa, a 
interposição de recurso já suspende a exigibilidade do crédito 
tributário. 
 
Em caso de interposição de recurso administrativo, o 
sujeito passivo até pode fazer o depósito do montante 
integral, mas este servirá apenas para impedir a 
fluência de juros e correção monetária sobre os 
tributos suspensos, já que a impugnação tem efeito 
de suspensão do crédito tributário. 
 Nesse sentido, vejamos as seguintes súmulas: 
Súmula Vinculante 21 - É inconstitucional a exigência de depósito ou 
arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso 
administrativo. 
 
Súmula STJ 373 - É ilegítima a exigência de depósito prévio para 
admissibilidade de recurso administrativo. 
 
Questão 33 – INÉDITA/2015 
É constitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou 
bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
Comentário: Acabamos de estudar que a exigência de depósito ou 
arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso 
administrativo é inconstitucional. Questão errada. 
 Para finalizar, devemos saber também que se o juiz condiciona a 
concessão de medida liminar em mandado de segurança à realização do 
depósito do montante integral, está, na verdade, indeferindo a liminar. 
 Vejamos: 
TRIBUTARIO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CREDITO TRIBUTARIO. 
DISTINÇÃO ENTRE MEDIDA LIMINAR E DEPOSITO DO TRIBUTO 
CONTROVERTIDO. 
A medida liminar em mandado de segurança suspende a exigibilidade 
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do crédito tributário, independentemente do depósito do tributo 
controvertido; se o juiz condiciona a concessão da medida liminar à 
realização do depósito, está, na verdade, indeferindo a medida liminar. 
Recurso ordinário provido em parte. 
(STJ,RMS 3.881/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Ari Pargendler, Julgamento 
em 01/09/1997) 
Por hoje, é só! Até a próxima aula! 
Um abraço e bons estudos, 
Prof. Fábio Dutra 
Email: fabiodutra08@gmail.com 
Facebook: http://www.facebook.com/FabioDutraFS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 – LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
 
 
Questão 01 – ESAF/PFN/2007 
 
Segundo o Código Tributário Nacional (CTN), os tratados internacionais 
precisam ser observados pelo legislador, que, assim, não poderá alterá-los por 
normas com eles incompatíveis? 
 
Questão 02 – ESAF/PFN/2007 
 
O STJ, em matéria de direito internacional tributário, tem entendido que os 
tratados-leis, diferentemente dos tratados-contratos, não podem ser alterados 
pela legislação interna. 
 
Questão 03 – ESAF/AFRF/2005 
 
A lei instituidora da isenção de mercadorias, mesmo que nada diga a respeito, 
é extensiva às mercadorias estrangeiras, quando haja previsão da lei mais 
favorecida, porque para não ofender o disposto no art. 98 do CTN ela tem de 
ser interpretada como aplicável a todos os casos que não os ressalvados, em 
virtude de extensão de isenção pelos tratados internacionais. 
 
Questão 04 – ESAF/PFN/2006 
 
A Lei Complementar n. 118, de 9 de fevereiro de 2005, dispõe: 
“Art. 3o - Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei n. 
5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a 
extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a 
lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de 
que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. 
Art. 4o - Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após a sua 
publicação, observado, quanto ao art. 3o o disposto no art. 106, inciso I, 
da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.” 
Julgue os itens abaixo segundo o entendimento atualmente dominante no 
Superior Tribunal de Justiça – STJ e marque, a seguir, a opção que apresenta a 
resposta correta. 
I. O art. 3o é preceito normativo e não meramente interpretativo. 
II. Os dispositivos são inconstitucionais, pois, ao veicular preceito 
interpretativo, fazem-no contra expressa jurisprudência da Corte, violando 
assim o princípio da separação dos poderes, já que impõem ao juiz uma 
interpretação da lei, função que é privativa deste e vedada ao legislador. 
III. Os processos em curso ao tempo da entrada em vigor da lei devem ser 
julgados considerando o disposto no art. 3o. 
a) Apenas o item II está errado. 
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b) Apenas o item I está correto. 
c) Apenas os itens I e II estão corretos. 
d) Apenas o item II está correto. 
e) Apenas o item III está correto. 
 
Questão 05 – INÉDITA/2015 
 
Consoante o disposto no CTN, a lei tributária que define infrações ou lhe 
comina penalidades interpreta-se, sempre que possível, da maneira mais 
favorável ao acusado. 
 
Questão 06 – ESAF/AFRFB/2009 
 
A existência de uma obrigação tributária acessória pressupõe a existência de 
uma obrigação tributária principal. 
 
Questão 07 – ESAF/AFRFB/2009 
 
A instituição de obrigação acessória, com a finalidade de dar cumprimento à 
obrigação principal, deve atenção ao princípio da estrita legalidade. 
 
Questão 08 – ESAF/PFN/2007 
 
A interpretação econômica se impõe, uma vez que a realidade econômica há 
de prevalecer sobre a simples forma jurídica. 
 
Questão 09 – INÉDITA/2015 
 
No que se refere aos serviços de telefonia móvel, o STJ já decidiu que a 
inadimplência e o furto por clonagem descaracterizam a incidência do ICMS. 
 
Questão 10 – ESAF/ACE-MDIC/2012 
 
As vendas inadimplidas equivalem às vendas canceladas para fins de incidência 
tributária, eis que no sistema tributário nacional, embora tenha consagrado o 
regime de competência como a regra geral de apuração dos resultados, o 
inadimplemento constitui hipótese de cancelamento de venda, e não tendo 
ingressado a receita de venda, não há que se falar em tributação. 
 
 
 
 
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Questão 11 – INÉDITA/2015 
 
Não se admite a aplicação da pena de perdimento de veículo objeto de 
alienação fiduciária. 
 
Questão 12 – ESAF/AFRFB/2009 
 
No pólo ativo da relação jurídico-tributária, necessariamente deve figurar 
pessoa jurídica de direito público. 
 
Questão 13 – INÉDITA/2015 
 
De acordo com entendimento sumulado pelo STJ, a ConfederaçãoNacional da 
Agricultura tem legitimidade ativa para a cobrança da contribuição sindical 
rural. 
 
Questão 14 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
 
Segundo entendimento do STJ, o simples envio de carnê ao endereço do 
contribuinte não caracteriza notificação do lançamento tributário. 
 
Questão 15 – INÉDITA/2015 
 
De acordo com entendimento do STJ, os agentes fiscais podem impedir o 
contribuinte de indicar sua residência como seu domicílio tributário. 
 
Questão 16 – INÉDITA/2015 
 
O Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966), ao tratar do domicílio 
tributário, consagrou o princípio da autonomia de cada estabelecimento. 
 
Questão 17 – CESPE/DPU/2010 
 
Considere que pessoa jurídica tenha adquirido imóvel não residencial em hasta 
pública. Nesse caso, em consonância com a jurisprudência do STJ, a 
arrematação tem o efeito de expurgar qualquer ônus obrigacional sobre o 
imóvel para a pessoa jurídica arrematante, devendo a transferência ocorrer 
livre de qualquer encargo ou responsabilidade tributária. 
 
 
 
 
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Questão 18 – ESAF/ISS-NATAL/2008 
 
No caso de arrematação de bem móvel em hasta pública pelo credor, o 
arrematante adquire o bem livre de quaisquer ônus, não se investindo na 
figura de responsável pelo pagamento de tributos cujos fatos geradores 
tenham ocorrido até a data da aquisição. 
 
Questão 19 – INÉDITA/2015 
 
O espólio, quando chamado como sucessor tributário, é responsável pelo 
tributo declarado pelo "de cujus" e não pago no vencimento, incluindo-se o 
valor da multa moratória. 
 
Questão 20 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
 
O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade é suficiente, por si 
só, para atrair a responsabilidade solidária do sócio-gerente. 
 
Questão 21 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
 
O fato de a sociedade não ser localizada no endereço fornecido como domicílio 
fiscal não gera presunção de que ela tenha sido irregularmente dissolvida. 
 
Questão 22 – CESPE/DPDF/2013 
 
De acordo com o STJ, a não localização de determinada sociedade no domicílio 
fiscal fornecido gera presunção iuris tantum de dissolução irregular, sendo 
possível, nesse caso, o redirecionamento da execução fiscal ao sócio-gerente 
da sociedade. 
 
Questão 23 – ESAF/AFRF/2005 
 
O sócio cotista pode ser responsabilizado com base na regra de solidariedade 
do CTN, sem que tenha participado da gerência. 
 
Questão 24 – ESAF/AFRF/2005 
 
Inadimplemento de obrigações tributárias caracteriza infração legal que 
justifique redirecionamento da responsabilidade para o sócio-gerente da 
empresa. 
 
 
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Questão 25 – INÉDITA/2015 
 
A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de o parcelamento poder ser 
equiparado ao pagamento para fins de denúncia espontânea, prevista no art. 
138 do CTN. 
 
Questão 26 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
 
O contribuinte que declara o tributo sujeito a lançamento por homologação e 
deixa de efetuar o pagamento na data estabelecida não perde o direito de se 
valer do benefício da denúncia espontânea. 
 
Questão 27 – ESAF/ATRFB/2012 
Segundo entendimento do STJ, a expressão ‘crédito tributário’ não diz respeito 
apenas a tributo em sentido estrito, mas alcança, também, as penalidades que 
incidam sobre ele. 
Questão 28 – INÉDITA/2015 
 
O STJ tem entendido que a entrega de declaração pelo contribuinte, 
reconhecendo a dívida fiscal, constitui o crédito tributário, podendo o fisco 
realizar a inscrição em dívida ativa. 
 
Questão 29 – INÉDITA/2015 
 
Só a falsidade, o erro ou a omissão são capazes de provocar a revisão do 
lançamento com a conseqüente autuação do contribuinte, não podendo, 
portanto, haver alteração motivada por erro de direito. 
 
Questão 30 – INÉDITA/2015 
 
O oferecimento de bens em caução pode ser caracterizado como hipótese de 
suspensão da exigibilidade do crédito tributário. 
Questão 31 – INÉDITA/2015 
Havendo extinção de processo judicial sem julgamento de mérito em matéria 
tributária, no curso do qual houve depósito do montante integral pelo 
contribuinte, o valor oferecido em depósito deve ser convertido em renda da 
Fazenda Pública, consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 
 
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Questão 32 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
A jurisprudência do STF já afirmou reiteradamente a possibilidade de exigência 
de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual 
se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. 
Questão 33 – INÉDITA/2015 
É constitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou 
bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8 – GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
 
 
 
1 CORRETO 12 CORRETO 23 ERRADO 
2 CORRETO 13 CORRETO 24 ERRADO 
3 CORRETO 14 ERRADO 25 ERRADO 
4 Letra B 15 ERRADO 26 ERRADO 
5 ERRADO 16 CORRETO 27 CORRETO 
6 ERRADO 17 CORRETO 28 CORRETO 
7 ERRADO 18 ERRADO 29 CORRETO 
8 CORRETO 19 ERRADO 30 ERRADO 
9 ERRADO 20 ERRADO 31 CORRETO 
10 ERRADO 21 ERRADO 32 ERRADO 
11 ERRADO 22 CORRETO 33 ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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