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Obra: Raça e História Autor: Claude Lévi-Strauss Tema: Alteridade Disciplina: Antropologia Jurídica Alteridade é um termo derivado do latim alteritas e que pode ser entendido através da palavra “alter”, que significa “outro”. A alteridade trata principalmente da relação de interação e dependência entre os homens, podendo também ser compreendida como uma forma de caracterização da socialização humana no convívio social. De acordo com a enciclopédia Larousse (1998), “a alteridade é um estado, qualidades daquilo que é outro, distinto [antônimo de identidade]”, podendo ser entendida como a capacidade de ser o outro a partir do ponto de vista do eu. Já de acordo com o autor Lévi-Strauss, é possível depreender que a existência do “eu” individual só é possível por causa do convívio com o “outro” e justamente por causa dessa relação de interdependência não há possibilidade de isolamento intersocial. Esse pensamento pode ser exemplificado através de várias citações retiradas de seu texto como em por exemplo: “As sociedades humanas nunca se encontram isoladas, quando parecem mais separadas, é ainda sob a forma de grupos ou de feixes”. Lévi-Strauss ainda compara as relações entre o eu e o outro através de uma analogia com a teoria da relatividade de Einstein, dizendo que as velocidades dos corpos não são absolutas e sim determinadas a partir de um referencial. Pensando então em alteridade, o “eu” seria a velocidade do corpo e o “outro” seria o referencial que determina a velocidade do corpo. Com isso, podemos concluir que a alteridade é o modo de nos vermos através dos olhos dos outros, despindo-nos de preconceitos e permitindo-nos compreender a realidade daquele que é diferente de nós, ou seja, é preciso tolerância para aceitarmos as diferenças como instrumento de uma sociedade mais íntegra. Na Antropologia é de extrema importância, porque proporciona uma análise das diferentes culturas, trazendo à tona as diferenças e equivalências de cada povo, fomentando desta forma a diversidade cultural.