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Pressão arterial Ana Meirellen S. França Monitoria HAM1 O que usamos para aferir a PA? Estetoscópio ► Campânula: melhor para auscultar sons de baixa frequência (B3, B4) ► Diafragma: sons de alta frequência Esfigmomanômetros Pressão arterial 1-Preparo do paciente ★ Explique o procedimento ao paciente; ★ Oriente-o a não conversar durante o procedimento; ★ Deixe-o em repouso mínimo de 5 minutos em ambiente calmo. ★ Certifique-se de que o paciente NÃO: • Está com a bexiga cheia; • Praticou exercícios físicos há menos de 60 minutos; • Ingeriu bebidas alcoólicas, café ou alimentos; • Fumou nos 30 minutos anteriores. Pressão arterial 1-Preparo do paciente ★ Posicione corretamente o paciente: • Sentado, pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e relaxado; • Braço na altura do coração, livre de roupas, apoiado, em supinação e cotovelo ligeiramente fletido. Pressão arterial 2-Determinação da PA sistólica pelo método palpatório ★ Localizar as pulsações da artéria braquial por meio da palpação; ★ Colocar o manguito envolvendo todo o braço e sem deixar folgas, 2 a 3 cm acima da fossa cubital; ★ Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial; ★ Palpar o pulso radial; Pressão arterial 2-Determinação da PA sistólica pelo método palpatório ★ Fechar a válvula de escape de ar e insuflar o manguito até que a pressão exercida sobre o braço seja suficiente para interromper o fluxo sobre a artéria radial. Neste momento, o pulso radial desaparece; ★ Abrir a válvula e desinsuflar o manguito lentamente. O reaparecimento do pulso radial corresponderá à PA sistólica; ★ Assim que o pulso for detectado, a válvula poderá ser totalmente aberta para permitir o esvaziamento da bolsa de ar do manguito. Pressão arterial 2-Determinação da PA sistólica e diastólica pelo método auscutatório ★ Após determinar a PA sistólica pelo método palpatório, feche a válvula, palpe a artéria braquial na fossa cubital e coloque o diafragma do estetoscópio sem compressão excessiva; ★ Inflar rapidamente o manguito até ultrapassar em 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistólica, obtido pela palpação; ★ Abrir levemente a válvula e liberar o ar lentamente, de maneira contínua, com velocidade de 2mmHg por segundo, até o completo esvaziamento da bolsa; Pressão arterial 2-Determinação da PA sistólica e diastólica pelo método auscutatório ★ Inicialmente, nenhum som será auscultado, pois o manguito exerce uma pressão acima da pressão arterial sistólica, interrompendo o fluxo de sangue pela artéria braquial. Quando o valor da pressão do manguito for igual ao valor da pressão arterial sistólica do paciente, o sangue começará a fluir pela artéria, porém de forma conturbada porque a parede da artéria está comprimida. Este fluxo de sangue anormal é chamado de fluxo turbulento e determina um ruído que pode ser auscultado; Pressão arterial 2-Determinação da PA sistólica e diastólica pelo método auscutatório ★ O primeiro ruído auscultado denomina- se I som de Korotkoff e corresponde à PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA; ★ Em seguida, auscultam-se batidas regulares; ★ Quando a pressão do manguito for igual à pressão arterial diastólica, a pressão sobre a artéria deixará de existir e o fluxo de sangue voltará ao seu estado normal, que é laminar. Este tipo de fluxo não gera ruído. Será auscultado, então, um abafamento do ruído – correspondendo ao IV som de Korotkoff –, seguido pelo completo desaparecimento do ruído – V som de Korotkoff; Pressão arterial 2-Determinação da PA sistólica e diastólica pelo método auscutatório ★ O V som de Korotkoff corresponde à PRESSÃO ARTERIAL DIASTÓLICA; ★ Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa; ★ Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (IV som de Korotkoff) e anotar valores da sistólica/diastólica/zero; ★ Anotar os valores pressóricos exatos sem “arredondamentos” e o braço no qual a pressão arterial foi aferida; Pressão arterial 2-Determinação da PA sistólica e diastólica pelo método auscutatório Informar os valores de pressões arteriais obtidos para o paciente e interpretá-los. Para isso, utilizam-se os parâmetros da VII Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2016 como mostra a Tabela 1. Pressão arterial 4-Cuidados na aferição da pressão arterial ★ O manguito do esfigmomanômetro deve ter o tamanho adequado. Uma regra prática para a escolha do manguito é a seguinte: tamanho do manguito = 2/3 do comprimento do braço(80% do comprimento e 40% da circunferência); ★ Se durante a aferição da PA houver algum erro técnico ou em caso de dúvida quanto aos valores obtidos, deve-se desinsuflar completamente o manguito, aguardar 1 a 3 minutos e somente depois repetir a aferição; Pressão arterial 4-Cuidados na aferição da pressão arterial ★ Cuidado com o hiato auscultatório! O hiato auscultatório consiste no desaparecimento dos sons na ausculta durante a deflação do manguito, geralmente entre o final da fase I e o início da fase II dos sons de Korotkoff. Tal achado pode subestimar a verdadeira pressão sistólica ou superestimar a pressão diastólica; ★ Em idosos, lembrar de pesquisar o sinal de Osler por meio da manobra de Osler! A manobra de Osler consiste na insuflação do manguito no braço até o desaparecimento do pulso radial. Se a artéria radial permanecer palpável após esse procedimento, sugerindo enrijecimento, o paciente é considerado Osler-positivo. Esse sinal pode sugerir a presença de pseudo-hipertensão, caracterizada por nível de pressão arterial falsamente elevado em decorrência do enrijecimento da parede da artéria; Pressão arterial 4-Cuidados na aferição da pressão arterial ★ A medida da pressão arterial geralmente é realizada no braço, porém, em circunstâncias especiais, pode ser feita no antebraço ou na perna. Na perna será usada a artéria pediosa ou a tibial posterior; ★ Na primeira avaliação, as medidas devem ser obtidas em ambos os braços. Em caso de diferença, sempre utilizar como referência o braço com o maior valor para as medidas subsequentes; ★ Na primeira consulta, a pressão arterial deve ser medida na posição deitada, sentada e em pé. Nas consultas posteriores, a necessidade será determinada pelo médico. SONS DE KOROTKOFF Fase Qualidade dos sons Base teórica I ou K1 Som súbito, forte, bem definido, que aumenta em intensidade A pressão da bolsa iguala-se a pressão sistólica, ocorre passagem parcial da onda de pulso arterial. II ou K2 Sucessão de sons soprosos, mais suaves e prolongados (qualidade de sopro intermitente) Decorre de mudança no calibre arterial (de estreito para mais largo) com criação de fluxo turbilhonado - o qual produz vibração do sangue e da parede arterial - produzindo sopros. III ou K3 Desaparecimento dos sons soprosos e surgimento de sons mais nítidos e intensos (semelhantes ao da fase I), que aumentam em intensidade. À medida que a pressão na bolsa em adicionalmente diminuída, a artéria permanece aberta na sístole mas permanece fechada IV ou K4 Os sons tornam-se abruptamente mais suaves e abafados, são menos claros. A pressão da bolsa encontra-se no nível da pressão diastólica intra-arterial. V ou K5 Desaparecimento completo dos sons A artéria permanece aberta durante todo o ciclo cardíaco. http://www.unb.br/fs/enf/nipe/glossindex.html#Pressão Arterial Sistólica http://www.unb.br/fs/enf/nipe/glossindex.html#Pulso Arterial http://www.unb.br/fs/enf/nipe/glossindex.html#Sopro http://www.unb.br/fs/enf/nipe/glossindex.html#Pressão Arterial Diastólica http://www.unb.br/fs/enf/nipe/glossindex.html#Ciclo Cardíaco