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8
	Universidade Estadual de Alagoas - Uneal
Campus IV – São Miguel dos Campos
Curso de Letras – Língua Inglesa
	Isabel Cristina Araújo Correia
Rosiana Tavares Ferreira
	O uso de recursos lúdicos nas aulas de Língua Inglesa no Ensino Fundamental II
	
	São Miguel dos Campos-AL.
2017
	Isabel Cristina Araújo Correia
Rosiana Tavares Ferreira
	
	O uso de recursos lúdicos nas aulas de Língua Inglesa no Ensino Fundamental II
	Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora da Universidade Estadual de Alagoas-Uneal, Campus IV, como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciado em Letras, habilitação Língua Inglesa e suas respectivas literaturas.
Orientação: Professora Especialista Vitória Régia Costa
	São Miguel dos Campos-AL.
2017
	Universidade Estadual de Alagoas - Uneal
Campus IV – São Miguel dos Campos
Curso de Letras – Língua Inglesa
	Isabel Cristina Araújo Correia
Rosiana Tavares Ferreira
	O uso de recursos lúdicos nas aulas de Língua Inglesa no Ensino Fundamental II
	Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Letras, da Universidade Estadual de Alagoas – Uneal, como requisito final para obtenção do título de licenciatura em Letras, habilitação em Língua Inglesa e suas respectivas Literaturas.
	Banca Examinadora
Professora Vitória Régia Costa (UNEAL)
Orientadora – 1ª Avaliadora
Professora Maria Betânia Rocha de Oliveira
1ª Examinadora – (UNEAL)
Professora Nadja Ferreira de Araújo da Silva
2ª Examinadora – (UNEAL)
	São Miguel dos Campos-AL.
2017
Dedicamos este trabalho a todos que contribuíram direta ou indiretamente para a nossa formação acadêmica.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos, primeiramente, a Deus, por ter nos ajudado ao longo desta trajetória, a Ele, a honra e a glória porque por Ele e para Ele são todas as coisas.
À nossa família, que tem contribuído e nos apoiado nos estudos, sempre intercedendo ao Altíssimo Deus pela nossa vida.
Aos nossos colegas de turma, que ao longo da nossa jornada acadêmica, proporcionaram bons momentos de agradável convivência e troca de experiências.
A todos os professores do curso de Letras que contribuíram diretamente para a nossa formação, auxiliando-nos de diversas maneiras, orientando-nos e servindo de inspiração para que pudéssemos prosseguir. 
À nossa orientadora, Prof.ª Especialista Vitória Régia Costa, pela paciência e compreensão que teve para conosco durante o período em que nos acompanhou e que estivemos juntas realizando esse trabalho.
A todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização deste trabalho, os nossos sinceros agradecimentos!
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo promover reflexão a respeito da importância da ludicidade no aprendizado de Língua Inglesa no Ensino Fundamental II, ressaltando a eficácia do uso de atividades lúdicas no ensino/aprendizagem dessa língua, particularmente no âmbito da rede pública de ensino. A ideia foi desenvolvida em decorrência de nossa prática na sala de aula em escola municipal. A pesquisa de natureza qualitativa, parcialmente bibliográfica e parcialmente etnográfica, fundamentou-se nos estudos sobre aprendizagem de língua estrangeira, da área de Linguística Aplicada/Letras, com contribuições da área Pedagogia, processos de aprendizagem. Atividades foram realizadas in loco para a observação da metodologia lúdica aplicada pelas professoras, e observação do efeito de aprendizagem dessa aplicação nos alunos. Concluímos que, apesar das dificuldades já bem conhecidas no cenário da escola pública brasileira, particularmente no tocante ao número excessivo de alunos numa mesma sala, o resultado foi satisfatório no sentido de que o lúdico promoveu aprendizagem. Alterações e correções de natureza metodológica foram realizadas pelas professoras quando necessárias. 
Palavras-chave: Ludicidade; Ensino-Aprendizagem de língua inglesa, Ensino fundamental II.
ABSTRACT
The present work aims to promote reflection on the importance of playfulness in the learning of English Language in Elementary Education II, highlighting the effectiveness of the use of ludic activities in the teaching / learning preocess of that language, particularly within the public school system. The idea was developed as a result of our practice in the classroom in a municipal school. The research of a qualitative nature, partially bibliographical and partially ethnographic, was based on the studies on foreign language learning, from the area of ​​Applied Linguistics / Languages Course, with contributions from the Pedagogy area, as to learning processes. Activities were carried out in loco for the observation of the playful methodology applied by the teachers, and observation of the learning effect of this application in the students. We conclude that, in spite of the difficulties already well known in the scenario of the Brazilian public school, particularly regarding the excessive number of students in the same room, the result was satisfactory in the sense that the playful aspect promoted learning. Alterations and corrections on a methodological basis were performed by the teachers when necessary.
Keywords: Playfulness , English Language Teaching-Learning Process, Elementary Education II.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO	08
1. BREVE HISTÓRIA DO LÚDICO	10
1.1 A necessidade e o efeito do lúdico	11
1.2 o papel do professor frente ao lúdico	13
2. O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II – IMPLICAÇÕES SÓCIO-LINGUÍSTICO CULTURAIS	15
2.1 O lúdico, o estímulo e a motivação	15
2.2 O desenvolvimento social da mente do aluno	16
3 O PROFESSOR, O ALUNO E O DESENVOLVIMENTO DAS AULAS	18
3.1 Atividades lúdicas que podem ser desenvolvidas em sala de aula	19
3.2 A música como recurso facilitador de aprendizagem	25
CONSIDERAÇÕES FINAIS	28
REFERÊNCIAS	29
INTRODUÇÃO
Fazemos parte de um mundo globalizado, no qual a Língua Inglesa já conquistou espaço em nosso cotidiano. A sociedade de uma certa forma nos impõe estarmos conectados com essa outra Língua, pois aderiu e adere cada vez com mais frequência à Língua Inglesa, sendo comum andar pelas ruas e ver estabelecimentos com seus nomes escritos em Inglês, como lojas, supermercados, salões de beleza, entre outras.
Considerando a perceptível frequência da Língua Inglesa no dia-a-dia, bem como a importância do acesso dos alunos a essa nova língua, porém de uma forma atrativa, diferente e acima de tudo, significativa, é que desenvolvemos este trabalho para mostrar a importância e eficácia do lúdico no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, visando que estes possam tirar o melhor proveito o aprendizado da Língua Inglesa não como algo difícil, mas como significante e atraente para se aprender. 
O elemento lúdico como aliado no desenvolvimento da aprendizagem promove o crescimento linguístico e trabalha o lado emocional e intelectual do indivíduo, facilitando a aprendizagem da língua Inglesa e assim despertando maior interesse. Para que os alunos possam participar desse processo de aquisição de linguagem, é imprescindível que este seja feito de uma forma prazerosa, para que aprendam brincando e possam assim desenvolver outras habilidades ainda não descobertas. O que gostaríamos de sugerir é que os professores de Língua Inglesa repensassem suas práticas pedagógicas para melhor desenvolvimento de suas aulas e principalmente aprendizagem dos alunos.
Alguns alunos apresentam uma certa rejeição ao estudar uma língua estrangeira (doravante LE) por considerarem difícil e até mesmo sem importância, porém acreditamos que isso acontece porque os professores que acompanham esses alunos não usaram os métodos adequados para lhes mostrar a real importância de estudar uma LE. Assim, esses alunos estudam pelo simples fato de fazer uma prova e obter a nota para subsequente aprovação no fim do ano.
Cabe ao professor buscar atividades que possam envolvê-los, dando oportunidade de internalizar as informações adquiridas de forma que estas sejamsignificativas, sendo importante ressaltar que essas atividades só terão resultado se o professor estiver preparado para realizá-las e certamente apresentar um profundo conhecimento sobre os fundamentos das mesmas . Uma vez que isso não aconteça, o aluno consequentemente irá ver aquela atividade apenas como uma brincadeira ou um passatempo, e assim o professor não conseguirá atingir seu objetivo. 
O aluno, por sua vez, precisa de estímulo (do professor) e de motivação (por si próprio), este precisa perceber que aquilo que ele está fazendo trará algum resultado positivo para si, que nesse caso é uma melhor aprendizagem do conteúdo estudado. Algumas linhas de estudo em psicologia, com Piaget (1998) e Vygotsky (1998), trouxeram a vertente do brincar como algo inerente a natureza humana que também colabora para o aprendizado. Para os autores acima citados os jogos ultrapassam a definição de brincar natural; para eles, os jogos também possuem interferências nos âmbitos social e pedagógico, e não é simplesmente algo que lhes traz prazer. Contudo, é preciso pensar muito antes de executar uma atividade lúdica para que esta seja significativa para ambas as partes, aluno e professor.
Nesse sentido, resolvemos abordar o tema do lúdico na nossa sala e aula como forma facilitadora do processo ensino-aprendizagem da LE, como uma forma integradora do aluno com nosso desejo essencial de vê-lo interessar-se por uma língua além da sua; uma forma de estimulá-lo ao estudo e, principalmente, ao aprendizado dessa outra língua, como uma abertura para as possibilidades e ganhos sociais, possibilitando a esse aluno um outro meio de conhecimento do mundo em que vive e participa.
Com base nestes pontos, desenvolvemos o presente trabalho, voltado ao ensino fundamental II, etapa de grandes descobertas, já que nossos alunos adentram a adolescência, com a biologia e psicologia próprias da idade, muitas vezes desafiando seus mestres, os quais se veem na condição atender à curiosidade crescente e necessitam ser inovadores para atrair-lhes a atenção na aula, tarefa não muito fácil, porém desafiadora, a de conquistá-los para a língua inglesa, com bastante criatividade e entusiasmo. Dentro desta atitude, o uso do lúdico como auxílio ao ensino da língua inglesa tem-se mostrado de grande valia no “encantamento” de nossos alunos, proporcionando melhores resultados na aprendizagem da LE proposta.
CAPÍTULO 1 - BREVE HISTÓRIA DO LÚDICO
É importante ressaltar que a palavra lúdico é de origem latina “ludus” que quer dizer jogo. Segundo Neves (2001), o lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana. Assim, na idade infantil e na adolescência a finalidade é essencialmente pedagógica. A criança e mesmo o jovem opõe uma resistência à escola e ao ensino, porque acima de tudo, ela não é lúdica, não é prazerosa.
A cultura lúdica foi construída ao longo do tempo e, consequentemente mudou dependendo das sociedades. Portanto, o lúdico tem seus primórdios em atividades de dança, música, entre outras, ou seja, o conceito lúdico adapta-se às diferentes épocas, culturas e sociedade, uma vez que as coisas mudam em um espaço constante. Vale ressaltar a importância de tentar resgatar os jogos e brincadeiras antigos e levar o jovem de hoje a conhecê-los e apresentar a esse jovem uma realidade que talvez ele desconheça, uma vez que as brincadeiras de antes eram mais simples, ou seja, sem os recursos tecnológicos que temos hoje, mas que não deixavam de ser significativas e prazerosas.
Jean Piaget (1998, p.25) retrata que “os jogos não são apenas uma forma de entretenimento para gastar a energia das crianças, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual.” Sendo assim, o lúdico pode ser considerado uma ferramenta facilitadora de aprendizagem, visto que o aluno que pratica ludicidade desenvolve melhor suas habilidades de comunicação e passa também a adaptar-se melhor em dinâmicas de grupo. As brincadeiras de antes envolviam mais pessoas, (cantigas de roda, amarelinha, pega-pega, bolinha de gude, etc...), enquanto as brincadeiras da atualidade não são bem assim, pois alguns jogos eletrônicos o aluno participa sozinho. Por isso a importância de apresentar outras brincadeiras, para que se perceba que brincar em conjunto é muito mais divertido.
De acordo com Fortuna (2004, p.9) “Brincando, reconhecemos o outro na sua diferença e singularidade e as trocas inter-humanas aí partilhadas podem lastrear o combate ao individualismo e ao narcisismo tão abundantes na mesma época”.
A forma de brincar muda conforme as épocas, cada tempo tem sua particularidade. Humanos retratados em antigos períodos históricos deixaram suas impressões de como era sua forma de brincar através de desenhos, pinturas e esculturas. Hoje existem mais recursos para fabricar o brinquedo que se possa imaginar e assim desenvolver a brincadeira como se queira. A utilização do lúdico na educação tem, além do objetivo de desenvolver o aprendizado de forma mais atrativa para o aluno, o objetivo do resgate histórico-cultural dessas atividades. É um ótimo momento para o reconhecimento do seu histórico familiar e de sua cultura regional.
1.1 A necessidade e o efeito do lúdico
Brincar ainda faz parte da rotina de muitos jovens. O jovem precisa estar em contato com jogos e brincadeiras pois estes os ajudam em seu desenvolvimento psicossocial. O aluno que brinca tem grandes possibilidades de desenvolver-se melhor no meio em que vive. Segundo Cunha (1988,p.9), “O brincar é uma arte, um dom natural que, quando bem cultivado irá contribuir, no futuro, para a eficácia e o equilíbrio do adulto”. Pesquisadores contemporâneos colocam o lúdico como preponderante na formação da pessoa e essencial ao processo ensino/aprendizagem.
O desenvolvimento do raciocínio e ludicidade estão interligados à ludicidade, uma vez que muitas brincadeiras exigem que o aluno pense (ex.: dominó, quebra-cabeça), e isso o leva a buscar em sua mente meios para resolver, ou para ganhar o jogo, dessa forma sendo trabalhado o raciocínio deste aluno por meio da brincadeira. É possível afirmar que brincar não é uma perda de tempo, uma vez que a brincadeira envolve socialmente o aluno, levando-o a descobrir seus limites diante do que lhe é posto ao ato de brincar.
Para Chateau (1987), o brincar constitui-se em um mundo à parte que não tem mais lugar no mundo dos adultos, porque seria outro mundo, outro universo. Pelo brincar, a criança afirma seu ser e constrói sua autonomia. A respeito do que diz Chateau (id.), podemos afirmar que o brincar é a essência da infância. O aluno que não tem uma infância lúdica possivelmente terá dificuldades ao se tornar adulto, visto que é necessário desenvolver desde cedo dimensões que lhe serão úteis futuramente. O ato de brincar é uma forma de caminho para o crescimento, o qual leva a criança a explorar o mundo de acordo com sua imaginação, possibilitando-a a descobrir como agir e reagir frente aquilo que lhe está sendo ensinado. As brincadeiras possuem também um importante papel na transmissão de cultura das diferentes gerações É relevante para o jovem conhecer como outros jovens brincavam em outras épocas. As atividades lúdicas desempenham no aluno melhor socialização, conhecimento de mundo, organização de ideias etc. De acordo com Nunes (2004),
As atividades lúdicas têm o poder sobre a criança de facilitar tanto o progresso de cada uma de suas funções psicológicas, intelectuais, e morais. Ademais a ludicidade não influencia apenas a criança, ela também traz vários benefícios aos adultos e jovens, os quais adoram aprender algo ao mesmo tempo em que se divertem. 
O ser humano acostumado a brincar, cria para si zona de conforto que possibilita criar situações imaginárias (o faz- de- conta), ou até mesmo reproduzir alguma situação que ele vivenciou, que pode ser tanto real quanto ficcional, sendo também capaz de desenvolver noções de tamanho, formas, textura e até como funcionam algumas coisas. O aluno muitas vezes brinca por brincar, porém o professor deve sempre ter um objetivo,um propósito ao desenvolver uma atividade lúdica na sala de aula, devendo esta ser significativa, seja para ensinar números, cores, corpo humano, ou outro tema, e devendo haver um planejamento a respeito do que será feito.
O aluno poderá aprender com a ajuda do seu professor a obedecer às regras cabíveis ao jogo executado, aprenderá também a esperar sua vez, torcer pelo colega e, principalmente, trabalhar em grupo, visto que é necessário despertar o sentido de coletividade nos alunos, visando também a boa convivência entre os colegas.
Segundo Vygotsky (1998), brincar propicia desenvolvimento de aspectos específicos e personalidade, a saber:
· Afetividade: Tanto bonecas, ursinhos, etc; equacionam problemas afetivos da criança.
· Motricidade: a motricidade fina e ampla se desenvolve através de brinquedos como brincadeiras, bolas, chocalhos, jogos de encaixe e de empilhar.
· Inteligência: O raciocínio lógico abstrato evolui através de jogos do tipo quebra-cabeça, construção, estratégia, etc.
· Sociabilidade: A criança aprende a situar-se entre as outras, a se comunicar e interagir através de todo tipo de brinquedo.
· Criatividade: Desenvolvem-se através de brinquedos como oficina, marionetes, jogos de montar, disfarces, instrumentos musicais, etc.
Os aspectos citados acima evidenciam a importância do fator lúdico na sala de aula, e o conhecimento destes pelo professor leva-o a desenvolver o aluno estimulando suas capacidades e habilidades. 
O educador Francês Henri Wallon (1879-1962) defende o processo evolutivo da criança através da afetividade, ou seja, a criança que não se sente acolhida certamente ficará recolhida em algum lugar da casa ou da sala de aula, e isso a impedirá de desenvolver-se podendo se tornar um jovem com dificuldades em fazer parte do convívio social, uma vez aquela situação estará afetando sua disposição. Segundo Wallon (1979),
O espaço não é primitivamente uma ordem entre as coisas, é antes uma qualidade das coisas em relação a nós próprios, e nessa relação é grande o papel da afetividade, da pertença, do aproximar ou do evitar, da proximidade ou de afastamento.
Com este passagem, Wallon mostra que a afetividade deve estar presente em todos os espaços de ações; é importante ressaltar que a organização do ambiente em que a criança está provoca nelas uma reação tanto de abraço quanto de repulsa.
Os pais, antes dos educadores, são os responsáveis pelo despertar da afetividade, pois em todas as fases a criança precisa sentir-se acolhida, quando está aprendendo a andar precisa de apoio, quando precisa abandonar um hábito também precisa de suporte; o encorajamento, a afetividade são essenciais em todos os momentos e situações da sua vida.
A relação entre pais e professores precisa ser verdadeira, a fim de estabelecer um ambiente de confiança para o jovem em que ele sinta-se aceito.
1.2 O papel do professor frente ao lúdico
O professor é o principal facilitador/mediador de aprendizagem do aluno na escola, sendo ele o idealizador dos espaços, disponibilizando materiais, ditando as regras e preparando-os para a vida propriamente dita, desenvolvendo um ser socialmente interacional. Segundo Fortuna (2000, p.9),
Uma aula ludicamente inspirada não é, necessariamente, aquela que ensina conteúdo com jogos, mas aquela em que as características do brincar estão presentes, influindo no modo de ensinar do professor, na seleção dos conteúdos, no papel do aluno.
Na perspectiva pedagógica, o educador tem a missão de despertar a curiosidade e o gosto pelo aprender, podendo fazer isso através do lúdico e para estimular a imaginação dos alunos, oferecendo-os brincadeiras desde as mais simples às mais complexas. Toda atividade lúdica que for desenvolvida pelo professor em sala deverá ter um objetivo e os educandos deverão ter conhecimento disso, pois o brincar é a base daquilo que fará uma aprendizagem mais elaborada. 
A criatividade deve ser sempre estimulada. O professor ao usar os jogos (games), por exemplo, não o faz apenas como divertimento, mas como forma de enriquecer o desenvolvimento cognitivo e intelectual do seu alunado. Os alunos apresentam suas próprias características e o professor ao lidar com eles aprende a conhecer suas aptidões e suas necessidades, dessa forma é necessário que este se aproprie das metodologias adequadas para cada faixa etária, e dos recursos pedagógicos necessários para envolvê-los e assim proporcionar momentos de experimentos e descobertas para eles. 
CAPÍTULO 2 - O ENSINO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II – IMPLICAÇÕES SÓCIO-LINGUÍSTICO-CULTURAIS
Na sociedade globalizada em que vivemos a Língua Inglesa tornou-se ainda mais habitual e necessária, uma vez que esta é a língua da comunicação universal. A mídia expõe cada vez com mais frequência os estrangeirismos da língua inglesa e os jovens dessa realidade, conhecedores da dimensão que a Língua Inglesa ocupa, são incitados a usar o jargão inglês, eles trazem algum conhecimento da outra língua uma vez que estão antenados à novas tecnologias (que é uma área de grande difusão da língua-alvo).
Aprender uma outra língua leva o aluno a ampliar o leque de conhecimentos gerais e respeitar as diferenças culturas. Ao apresentar datas comemorativas como o Valentine’s Day (dia dos namorados) ou o Thanksgiving (dia de Ação de Graças) da língua-alvo, ou tratar do referencial histórico, por exemplo, o professor contribui para que o aluno desenvolva seu raciocínio percebendo outras realidades. 
Conhecer outras culturas é crescimento para o aluno, leva a questionamentos; o aluno que conhece, começa a refletir. É importante frisar também que o professor precisa aproximar o máximo possível o conteúdo do cotidiano dos alunos, eles precisam ver que o que ele está aprendendo porque aquilo é significativo. 
Essa visão leva-nos a ver a importância que o ensino de uma LE desenvolve nas potencialidades individuais até o trabalho coletivo. Assim, o aluno pode melhor adaptar-se ao meio em que vive e a escola é obviamente o caminho para que isso aconteça, uma vez que tem competência para torná-lo um jovem crítico e participante, sendo capaz de entender sua própria história pelo paralelo com a(s) história(s) do outro. 
2.1 O lúdico, o estímulo e a motivação
Estímulo e motivação são fatores de interesse no processo de ensino aprendizagem de LE. É desafiador para os professores encontrar uma forma de estimular os alunos a se motivarem para aprender os conteúdos. É importante que o professor aplique um teste de sondagem para conhecer o que o aluno traz de conhecimento, e mesmo o que lhe interessa, a fim de elaborar aulas produtivas.
Existem dois tipos de motivação: A motivação intrínseca , quando o próprio aluno já tem vontade de aprender por si mesmo, e a motivação extrínseca, quando o ambiente gera entusiasmo nos alunos.
Morales (2003, p.61) afirma que “[...] a conduta do professor influi sobre a motivação e a dedicação do aluno ao aprendizado”. Nesse sentido, o professor, fazendo uso de recursos didáticos, cria e recria formas de ensinar para despertar o interesse O estímulo lúdico pode despertar a motivação, auxiliar na fixação do conteúdo.
O que ainda é um desafio para os professores de LE no Ensino Fundamental II é como despertar o interesse dos alunos para o aprendizado de língua por meio de atividades, que para muitos parecem apenas “brincadeiras”, mas que são um meio facilitador e colaborador do processamento da aprendizagem.
Importa salientar, igualmente, que a sala de aula apresenta níveis de competências diferentes. Uma vez que as atividades lúdicas são trabalhadas em grupo e promovem interação, o professor, como mediador, tem como uma de suas funções saber como lidar com essa situação buscando o máximo de integração possível. O aluno sentindo-se bem em um ambiente onde ele pode explorar suas habilidades e competências, produzirá melhores resultados.
2.2 O desenvolvimento social da mente do aluno 
Ao estudar uma língua estrangeira, o aluno é submetido a diversos processos mentais que vão se referir ao aprendizado da LE: aprendizadode outro léxico, de outra escrita, fonética e fonologia diferenciadas, outros aspectos sócio-culturais. O lúdico, portanto, deve ser enxergado de forma séria, pois ao ser integrado no processo de ensino-aprendizagem o resultado pode ser bastante eficaz. De acordo com Vygotsky (1998, p.33),
Desde os primeiros dias do desenvolvimento da criança, suas atividades adquirem significado próprio num sistema de comportamento social e, sendo dirigidas a objetivos definidos, são retratados através do prisma do desenvolvimento da criança. O caminho do objeto até a criança e desta até o objeto passa através de outra pessoa. Essa estrutura humana complexa é o produto de um processo de desenvolvimento profundamente enraizado nas ligações entre história individual e história social.
Dessa forma, a teoria Vygotskyana afirma que o processo de aprendizagem é de maior importância do que o resultado final da aprendizagem, ou seja, o caminho traçado no cognitivo da criança para compreender o que está sendo estudado é imprescindível ao seu desenvolvimento.
CAPÍTULO 3 – O PROFESSOR, O ALUNO E O DESENVOLVIMENTO DAS AULAS
Este capítulo ocupa-se de apresentar o desenvolvimento de atividades lúdicas praticadas em sala de aula.
É importante ressaltar, neste ponto, a importância de que o professor seja formado na área em que leciona, visto que no sistema educacional da rede pública, por razões sócio-político-econômicas da realidade profissional, a prática de contratação de professores que não são da área pertinente para ensinar inglês é real e própria de algumas instâncias municipais, o que prejudica o processo de ensino-aprendizagem por razões óbvias. No momento em que o aluno entra no estágio das operações concretas no processo de aprendizagem, o lúdico, aliado ao conhecimento, é de fundamental importância:
[...] no processo de educação também cabe ao mestre um papel ativo: o de cortar, talhar e esculpir os elementos do meio, combiná-los pelos mais variados modos para que eles realizem a tarefa de que ele, mestre, necessita. Deste modo, o processo educativo já se torna trilateralmente ativo: é ativo o aluno, é ativo o mestre, é ativo o meio criado entre eles. (BAQUERO, 2000.p.27)
As aulas são desenvolvidas de acordo com a idade de cada turma, as atividades precisam ser bem preparadas para que possam compreender o que está sendo esperado deles; também é imprescindível que o professor enfatize a oralidade, fazendo uso da prática de repetição para que os alunos se habituem à língua estrangeira. A observação contínua do professor em relação ao desenvolvimento das quatro habilidades é necessária. Além de planejar focando a aprendizagem da Língua Inglesa é importante que o professor trabalhe o desenvolvimento do aluno levando atividades que estimulem o seu cognitivo.
Pesquisas mostram que o aluno aprende muito mais em movimento, colocando em prática, do que quando fica inerte numa cadeira, apenas ouvindo o professor falar. As aulas precisam ser bem planejadas, de uma forma que não confunda a mente dos estudantes, é preciso ter base no que está ensinando para que os alunos sintam confiança no profissional que está ali com eles. 
O professor que tem conhecimento acerca do que está ensinando faz uma grande diferença para o processo de ensino-aprendizagem de seus alunos, pois saberá lidar com as fases apresentadas por seus alunos; um profissional capacitado ensina muito além de apenas conteúdos, ensina a se desenvolver, ajuda o aluno a oralizar quando este é tímido, ensina-o a aprender a escutar mais, respeitando, assim, o professor e os seus colegas de classe. 
Ao preparar sua aula, o professor deve ter em mente que os alunos precisam de algo que os atraia, que lhes chame a atenção, pois uma aula mal planejada e sem foco não produzirá resultados positivos. Trabalhar conteúdos fazendo uso de recursos de ludicidade jogos e brincadeiras, estimula e motiva o aluno. 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais orientam a prática pedagógica, também apontam a formação de um novo profissional:
A formação dos professores se coloca, portanto, como necessária para que a transformação do ensino se realize. Isso implica revisão e atualização dos currículos oferecidos na formação inicial do professor e a implementação de programas de formação continuada que cumpram não apenas a função de suprir as deficiências da formação inicial, mas que se constituam em espaços privilegiados de investigação didática, orientada para a produção de novos materiais , para a análise e reflexão sobre a prática docente para a transformação didática dos resultados de pesquisas realizadas na Linguística e na educação em geral. (Parâmetros Curriculares Nacionais-Língua Portuguesa: p.66) 
3.1 Atividades lúdicas que podem ser desenvolvidas em sala de aula
Rego (2000, p.79) afirma que o uso dos jogos proporciona “ambientes desafiadores, capazes de estimular o intelecto proporcionando a conquista de estágios mais elevados do raciocínio”. De acordo com esta colocação, o uso de atividades como jogos, por exemplo, proporciona um riquíssimo instrumento pedagógico e interacional, visto que são praticados, em duplas, trios ou em grupo, quando a troca de experiências ocorre naturalmente e a mediação do professor entre o conhecimento e o aluno também se constitui como promotora de aprendizado.
Considerando a importância da ludicidade no dia-a-dia de uma sala de aula, foram selecionadas algumas atividades a partir de vivências com alunos do Ensino Fundamental II.
Atividade 1: Going Shopping/ Vocabulary
Habilidade(s): Speaking
Nível: 8º/9º anos
Procedimento: 
Após ser apresentado o vocabulário de roupas, o professor divide a turma em dois grupos; alguns alunos são vendedores e os demais são clientes. Os alunos farão uma lista de compras, descrevendo cor e tamanho. Depois de elaboradas as listas, os alunos vão às compras. Ao realizar as compras os alunos (compradores) dizem o que querem comprar dando dicas aos vendedores.
Exemplo de diálogo para esta atividade:
A- Excuse me, have you got this blouse in a smaller size?
B- Which color do you want?
A- I’ d rather have it in brown or green.
B- Medium size, isn’t it?
A- It is. Thanks.
Objetivo: 
Explorar o vocabulário e a compreensão oral. Esse tipo de atividade irá explorar a espontaneidade do aluno, dando ênfase à capacidade que esse aluno tem de interagir oralmente, assim motivando-o a participar cada vez mais das atividades propostas.
Outra sugestão para essa atividade é adaptar para um desfile de moda, ao invés de compras, ao trabalhar o vocabulário roupas o professor pode fazer um desfile com a turma. Neste momento eles farão duplas e descreverão a roupa e o acessório que o colega está usando.
Atividade 2: Simulate Situation
Habilidade(s): Speaking
Nível: 8º/9º ano
Procedimento: 
Após terem estudado o conteúdo PLACES AROUND THE CITY a turma será dividida em dois grupos. Dois ou três alunos irão à frente e escolhem um cartão que descreve a situação que eles terão de simular. A simulação será feita em inglês, visto que o professor preparou os alunos no momento em que ensinou o conteúdo do jogo. O grupo que descobrir primeiro do que se trata ganha ponto e no final do jogo, o grupo que tiver mais pontos acumulados será o vencedor.
Exemplo de possível simulação:
I love this book, it’s very interesting. (In a Bookstore or Library)
How much is this blouse? (In a Shop)
Obs: Ao retirar o cartão com o nome do lugar o aluno terá de simular algo, falar algo para que os alunos possam relacionar com o que foi estudado e pontuar no jogo.
Objetivo. 
Desenvolver a habilidade speaking de forma espontânea , promover interação entre os alunos e desenvolver a imaginação. Assim, pode ocorrer a aquisição de linguagem de uma forma natural uma vez que este jogo envolve os participantes deixando-os livres para agir gerando entusiasmo e despertando sua criatividade ao simular as situações.
Atividade 3: Mime /Vocabulary
Habilidade(s): Speaking
Nível: 6º/7ºanos
Procedimento: 
O professor pode fazer este jogo no primeiro dia de aula para revisarconteúdos estudados em aulas ou níveis anteriores. A turma será dividida em equipes e cada equipe terá um representante para fazer a mímica. O professor colocará cartões sobre a mesa e o representante escolherá para fazer a mímica que podem ser ações, animais, profissões, meios de transportes, etc...
Objetivo: 
Fixar melhor os conteúdos estudados por meio de interação entre os alunos.
Essa atividade proporciona o desenvolvimento do pensamento lógico, no momento em que os alunos falam e emitem opiniões para descobrir do que se trata a mímica.
Atividade 4: Describing people
Habilidade: Speaking
Nível: 6º/9º anos
Procedimento: 
Após apresentar o conteúdo Adjetivos, o professor elaborará frases em sala de aula para habituar os alunos á atividade que lhes será proposta.
Usando imagens de pessoas famosas o professor irá fazer a descrição juntos com a turma.
Ex: This is Ivete Sangalo. She is tall and brunette. She has brown eyes and straight hair. 
Para a atividade proposta aos alunos poderão ser Famous People ou pessoas do seu cotidiano como os funcionários da escola. A turma será dividida conforme o número de alunos e todos terão um quadro de fotos junto com várias fichas com as descrições deles. Os alunos terão que colocar a descrição ao lado da foto da pessoa. Vence quem tiver mais acertos.
Objetivo: 
Possibilitar aos alunos o desenvolvimento da oralidade usando os adjetivos referente ao tópico abordado.
Atividade 5: Short answers
Habilidade(s): Speaking/writing
Nível: 8º/9º anos
Procedimento: 
Após estudar o uso dos auxiliares DO e DOES o professor dividirá a turma em grupos de 4 pessoas e entregará para eles o material referente ao jogo.
Este material contém grupos de frutas, vegetais, sobremesas e bebidas. O material será recortado e cada aluno ficará com uma imagem de cada grupo. Os alunos então têm a missão de formar um dos pares antes formados perguntando aos colegas do grupos se eles tem aquele item do grupo. Vence quem completar o grupo primeiro.
Ex: Do you have an apple?
Yes, I do/No, I don’t. 
Objetivo: 
Despertar o interesse pela gramática através do lúdico. Essa atividade promove a participação de todos de modo que possam falar e construir frases.
Muitas vezes, manter o aluno participativo e motivado em sala de aula não é uma tarefa fácil. Sendo assim, os jogos podem ajudar a encorajar os alunos e manter seu interesse. No momento dessa atividade, a interação é significativa, pois envolve todo o grupo e dá oportunidade para que todos possam falar e participar, permitindo ao aluno se esforçar, pensar e fazer associações.
Atividade 6: Regular and Irregular verbs
Habilidade(s): Writing
Nível: 6º/9º anos
Procedimento: 
Após apresentar verbos regulares e irregulares, o professor irá fazer o boliche dos verbos. Serão colados nos pinos do boliche vários verbos, o aluno irá jogar e o pino que ele derrubar será o verbo a ser trabalhado. Ao lado tem um cartaz com a forma correta e errada desses verbos no passado. O aluno terá que marcar a opção correta. Vence quem obtiver mais acertos.
Objetivo: 
Habituar os estudantes a estudar gramática de uma forma prazerosa e significativa
Atividade 7: Spelling
Habilidade(s): Speaking/Pronunciation
Nível: 6º/9º anos
Procedimento: 
Após revisar o alfabeto o professor disponibiliza uma semana para que os alunos o estudem para uma competição. Na competição, serão sorteados nomes próprios e os alunos terão de soletrar corretamente esses nomes.
Vence quem chegar ao final com mais palavras acertadas.
Objetivos: 
Praticar pronúncia; promover o espírito de competição, levando os alunos a perceber que é necessário dedicação para vencer. Incentivá-los a dedicar-se aos estudos não somente quando o professor mandar, mas por conta própria.
Atividade 8: Try to guess
Habilidade(s): Speaking/Vocabulary
Nível: 9º ano
Procedimento: 
O professor trabalha profissões e as funções de cada uma delas. Em seguida distribui para cada aluno uma ficha com uma profissão e ele terá de dar dicas para os colegas tentarem adivinhar qual profissão está com ele. 
Ex: He takes care of people.
 He uses white clothes.
 He works in a hospital.
Objetivo: 
Trabalhar a oralidade da turma e a capacidade de cada um em construir frases a partir do que lhes foi apresentado.
Após vivenciar estas situações acima descritas, destacamos Cardoso (1996, p. 41): “[...] as situações de jogos possibilitam aos aprendizes interagir com os colegas de modo que aprendam com os mais experientes”. Dessa forma, a importância do parceiro que possui um potencial de aprendizado mais elevado, na construção do significado, está relacionado com a zona de desenvolvimento proximal de Vygotsky, pois ao realizar uma atividade com o parceiro, o aluno poderá satisfazer suas necessidades, aprender com o colega e compreender o meio o qual está inserido.
Carlos Drumond de Andrade diz: “Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem”. Pensar em um jogo para cada coisa que a criança esteja aprendendo é bastante enriquecedor, a criança aprende mais quando põe em pratica, quando está em movimento. 
3.2 A música como recurso facilitador de aprendizagem
A música é um recurso de grande importância para ensinar Língua Estrangeira. Com a tecnologia cada vez mais disponível e avançada, torna-se fácil encontrar uma música para trabalhar qualquer conteúdo que esteja sendo ensinado. Vale ressaltar que é preciso que este recurso tenha um objetivo e que não seja simplesmente para descontrair o ambiente, mas também para enriquecer o aprendizado. 
A música é um dos veículos para que expressemos nossos sentimentos e emoções além de abrir um vasto caminho para conhecer um pouco a cultura de um povo além de despertar a motivação e a curiosidade levando assim a satisfação em aprender uma língua estrangeira. Estudiosos afirmam que a música treina o cérebro e deixa o raciocínio mais rápido, e que quando aprendemos uma musica os dois lados do cérebro ficam ativos. Conforme Pereira (2007, p. 34), é indiscutível que escutar uma música provoca no ser humano algum tipo de emoção. “Sensações de relaxamento, calma, alegria, entusiasmo, ansiedade, euforia, medo, irritação, entre outras, podem ser geradas e/ou potencializadas com o simples fato de ouvirmos uma canção”, ressalta a autora. Portanto, não há como negar que a música pode afetar a subjetividade do ser humano, influenciando os aspectos cognitivos e emocionais.
Discutindo sobre os benefícios da música para o ser humano, podemos concluir que essa arte: 
· expressa sentimentos, sejam de alegria, tristeza ou nostalgia – quando ouvimos uma canção que marcou algum episódio em nossa vida, sentimentos diversos podem aflorar; 
· toca a parte subjetiva do ser humano – é raro alguém se sentir indiferente aos acordes de uma canção; 
· propicia ambientes prazerosos ao aprendizado– as canções podem energizar ou relaxar o ambiente; 
· muda a rotina da sala de aula (Fernandes, 2008) – após um tempo com atividades cansativas, as canções podem propiciar momentos agradáveis;
· é um excelente meio para a pronúncia (Lake, 2002) – a métrica rítmica e a melodia ajudam a pronúncia de sons estrangeiros.
Abordar a musica no processo ensino/aprendizagem é consequentemente resultar num melhor desempenho do aluno. O uso de canções nas salas de aulas com crianças podem ajudar:
· Na prática de listening, pois é importante que a criança possa desde cedo acostumar-se à fonética da língua estrangeira; 
· No estudo da gramática, observando as estruturas de cada frase;
· Na compreensão do léxico, a criança começa com vocábulos pequenos para adiante conseguir entender frases e textos;
· Na quebra da rotina, a música pode tornar o ambiente de aula mais prazeroso;
· No conhecimento de novas culturas, as canções ajudam a compreender a cultura de outros países;
· Na diversão, visto que algumas têm características de jogos, movimentos corporais,etc.
A música além de ensinar, ajuda o professor a manter a disciplina na sala de aula, quando os alunos estão um pouco agitados podemos cantar uma musica para acalmá-los e para fazer com que eles interajam de uma forma diferente da que estavam interagindo antes. O aluno sente-se mais à vontade quando percebe que o professor também gosta de música, quando vê o professor cantando, dançando, fazendo gestos, até os alunos mais tímidos, aos poucos, vão interagindo com os demais colegas. 
É importante ressaltar também a importância que a música tem quanto ao aspecto sociocultural, abrangendo a linguagem, as crenças, os hábitos e a cultura de um povo. A música nos revela um olhar curioso e motivador, uma vez que é carregada de mensagens. Dentre outras características a música também treina o cérebro para que o aluno possa raciocinar mais. 
A música, como recurso estratégico, facilita a aprendizagem da Língua Estrangeira/Inglês para crianças no que contém letras pequenas e repetitivas, o que facilita aquisição de linguagem e a prática de pronúncia desinibindo a oralização. Datas comemorativas, por vezes são representadas por canções populares, o que é uma oportunidade para se introduzir esses recurso lúdico. Onde o acesso é disponibilizado, programas televisivos de aprendizagem de música em LE são um incentivo a mais.
Para Nogueira (2007), o lúdico é capaz de estimular os alunos na aquisição/aprendizagem de uma língua estrangeira, sendo capaz de impactar no aprimoramento das quatro habilidades linguísticas comumente exigidas de um falante “fluente” da língua: reading, writing, listening, speaking e da compreensão. Para a autora (id., p. 4),
A ludicidade deve ser usada como um recurso pedagógico, pois o lúdico apresenta dois elementos que o caracterizam: o prazer e o esforço espontâneo. Ele integra as várias dimensões da personalidade afetiva, motora e cognitiva.
Ou seja, os instrumentos lúdicos proporcionam aos alunos o prazer e também a responsabilidade por seu processo de aprendizagem, pois ao delegar ações ao aluno, ele será parte responsável por seu aprendizado e lidará com seus próprios limites e dificuldades. Atividades que possam envolver o aluno de modo a proporcionar neles maior identificação fará com que eles se aproximem do objeto estudado, internalizem as informações estudadas e assimile os conteúdos estudados de maneira mais eficaz e agradável. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após o estudo de diversas fontes de pesquisa a respeito da importância da ludicidade para a melhoria da aprendizagem dos alunos do Ensino Fundamental II, verificamos que as atividades lúdicas são essenciais para a educação, pois ajuda no desempenho do raciocínio lógico do aluno, prepara para a execução de regras e compreensão da realidade.
Com o uso dos jogos na sala de aula, é possível contribuir para a formação do aluno para a vida, permitindo-lhe compreender a cultura do meio em que vive, interagir, cooperar e, principalmente, contribuir para o processo de ensino aprendizagem.
As atividades lúdicas tem valor educativo não apenas porque utilizam e incorporam os conhecimentos prévios dos infantis, mas também porque permitem sua generalização e conscientização, através do desempenho de papéis sociais, manipulação de objetos e exercícios de respeito às regras.
Contudo, verificamos que os alunos demonstram mais interesse em aprender a Língua Inglesa quando o professor alia o conteúdo a uma atividade lúdica. Constatamos que há maior interação e, principalmente, melhor compreensão do conteúdo estudado. Assim, proporcionamos, além de momentos de prazer e descontração, aprendizagem dos nossos alunos.
REFERÊNCIAS
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ANDRADE, Carlos Drumond de. In: www.pensador.info. Acesso em 11/12/2016.
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BRASIL. MEC.SEF. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1988.P.66.
CARDOSO, Rita de Cássia Tardin. Jogar para aprender língua estrangeira na escola. Dissertação de mestrado. São Paulo: Unicamp, 1996.
CHÂTEAU, J. A criança e o jogo. Trad. de G. de Almeida.São Paulo: Summus, 1987. 
CUNHA, Nilse Helena Silva. Brinquedo, desafio e descoberta: subsídios para utilização e confecção de brinquedos. Rio de Janeiro: FAE, 1988.
FERNANDES, J. C. A música desatando nós no ensino de línguas. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABRALIC, 11., 2008, São Paulo. Tessituras, Interações, Convergências. São Paulo: USP, 2008. p. 02.
FORTUNA, T. R. Sala de aula é lugar de brincar? In Xavier, M. L. M e DALLA ZEN, M. I. H. (org.) Planejamento em destaque: análises menos convencionais. Porto Alegre: Mediações, 2000.
___________. Vida e morte do brincar. In: ÁVILA, I.S. (org.) Escola e sala de aula: mitos e ritos. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004.
LAKE, R. Enhancing Acquisition through Music. The Journal of the Imagiantion in Language Learning and Teaching, v. 7, 2002. Disponível em: http://www.njcu.edu/cill/journal-index.html. Acesso em 07/01/2016.
MORALES, Pedro. A relação professor–aluno: como é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola. 4ª edição: Março, 2003.
NEVES, Lisandra Olinda Roberto. O lúdico nas interfaces das relações educativas. Disponível em http://www.centrorefeducacional.com.br/ludicoint.htm. Acesso em 08/04/2016.
NOGUEIRA, Zélia Paiva. “Atividades Lúdicas no ensino/aprendizagem de Língua Inglesa”. UEL, 2007. 
NUNES, Ana Raphaella Shemany Carolino de Abreu. O lúdico na aquisição da segunda língua. Uniandrade, 2007. Disponível em: <http://www.linguaestrangeira.pro.br>. Acesso em 10/12/2015.
PIAGET, J. A psicologia da criança. Ed. Rio de Janeiro. Bertrand Brasil, 1998.
PEREIRA, P. G. Reflexões sobre o uso de música na sala de aula de LE: as crenças e a prática de dois professores de inglês. 2007. 147 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2007.
REGO, T. C. Vygotsky: Uma perspectiva histórico-cultural da educação. 10. ed.Petrópolis: Vozes, 2000.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
WALLON, Henri. Do ato ao pensamento. Lisboa: Moraes, 1979.

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