Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

FISIOLOGIA RENAL 
VISÃO GERAL 
 
RINS 
Órgãos excretores e reguladores. 
Metabólitos: uréia (aminoacidos), ácido úrico (acido nucléico), 
creatinina (creatina muscular). 
 
Os rins estão localizados na cavidade retroperitoneal, abaixo 
do 12º par de costelas. 
Duas regiões importantes: córtex e medula renal. Glomérulo 
fica no córtex e túbulos adentram a medula renal, drenando 
para o cálice menor, cálice maior, pelve renal e ureter. 
Sangue depurado sai pela veia renal. 
 
FLUXO SANGUÍNEO RENAL (FSR) 
• Os rins são órgãos 
altamente vascularizados 
(baixa resistência ao fluxo 
sanguíneo). 
• Recebem cerca de 20% a 
25% do débito cardíaco. 
• O FSR é 4 vezes maior que 
o do fígado ou músculos em 
exercício e 8 vezes maior 
que o coronário. 
• O córtex renal recebe 90% 
do FSR. O baixo FSR 
medular deve-se a alta 
resistência oferecida pelos 
vasos retos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carolina Mota 
Arteríola → capilar → arteríola → capilar 
 
 
 
Se depois da artéria eferente vem vaso reto ou capilar peritubular, depende do néfron que tem depois. No néfron 
cortical, vem o capilar peritubular, no néfron justamedular, tem vasos retos também. 
 
 
 
 
 
 
O epitélio renal espelha a função de cada uma das partes dos túbulos. 
É um epitélio polarizado, com membrana luminal e membrana basolateral. 
 
 
FORMAÇÃO DE URINA PELOS RINS 
 
 
MANEJO RENAL DE SUBSTÂNCIAS 
 
As substâncias podem ser filtradas, reabsorvidas ou secretadas. 
O RAE volta a passar perto das 
arteríolas aferentes e eferentes, 
formando o aparelho justaglomerular. 
Entre as arteríolas tem células 
mesangiais que produzem substâncias. 
A mácula densa são células 
diferenciadas do RAE que estão bem no 
ponto de contato com as arteríolas. Há 
as células justaglomerulares ao redor 
das arteríolas e que produzem renina, 
sendo inervadas pelo SNS. 
 
 
 
180 L/dia de plasma sendo filtrados pelos glomérulos. O fluido tem a mesma osmolaridade do plasma. O túbulo 
proximal tem reabsorçãr e secreção, predominando a primeira, reabsorvendo soluto e água, resultando em 54L/dia 
isosmóticos. Na alça de Henle, predomina reabsorção de água no ramo descendente e de solutos no ramo 
ascendente, resultando em 18/L por dias hiposmóticos. No túbulo distal tem tanto reabsorção quanto secreção, 
havendo uma regulação fina por hormônios até o ducto coletor, onde também há ambos os processos e a 
determinação final da reabsorção de água. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ULTRAFILTRAÇÃO GLOMERULAR 
 
Ultrafiltrado glomerular = plasma (menos 
proteínas e células) 
O ultrafiltrado glomerular normalmente não 
contém células e proteínas e a concentração da 
maioria dos íons inorgânicos (Na+, K+, Cl-, etc) 
e solutos orgânicos de baixo peso molecular 
(glicose, aminoácidos) é a mesma do plasma 
(isosmótico em relação ao plasma). 
Os capilares são envolvidos por pedicelos 
emitidos por podócitos. 
 
MESÂNGIO 
• Se encontra entre os capilares; 
• Formado por células mesangiais e 
matriz mesangial; 
• As células mesangiais fornecem suporte estrutural para os capilares glomerulares, secretam a matriz 
extracelular, exibem atividade fagocitária, secretam prostaglandinas e citocinas; 
• Apresentam elementos contráteis, podendo influenciar o diâmetro dos capilares glomerulares (área de 
filtração) e consequentemente, a taxa de filtração glomerular; 
• Mesângio também é encontrado no aparelho justa-glomerular. 
 
BARREIRAS DE FILTRAÇÃO 
 
 
» Endotélio fenestrado (poros de 700 Å; glicoproteínas 
do glicocálix carregadas negativamente): permeável à 
água, pequenos solutos e à maior parte das proteínas; 
impermeável à células e a proteínas aniônicas muito 
grandes; 
» Membrana basal: matriz porosa formada por 
proteínas carregadas negativamente (ex, colágeno tipo 
IV, laminina); importante barreira para proteínas 
plasmáticas (possuem cargas negativas); 
» Fendas de filtração (espaço entre os processos dos 
podócitos): recobertas por diafragmas, os quais contém 
poros (40 a 140 Å) e também apresentam proteínas 
carregadas negativamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FLUXO SANGUÍNEO RENAL (FSR) E FLUXO PLASMÁTICO 
RENAL (FPR) 
 
FSR ~ 1.1 L/min (20 a 25% do débito cardíaco) → inclui plasma e 
células. 
FPR = 0.55 (plasma) x 1.1 L/min = 600 mL/min 
(hematócrito de 0.45 – volume ocupado por hemácias é descontado) 
 
TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR (TFG) 
Volume de ultrafiltrado formado por unidade de tempo; 
• Aproximadamente 180 L/dia (125 mL/min); 
• Os rins filtram todo o plasma do corpo (3L) 60 vezes no dia; 
• A elevada TFG permitem aos rins excretar uma grande quantidade 
de metabólitos e regular a composição do meio interno com precisão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apenas 20% do plasma que chega aos glomérulos é filtrado - Fração de Filtração (FF) 
 
 
 
PRESSÃO DE ULTRAFILTRAÇÃO 
 
A pressão oncótica do espaço de Bowman (πeb) é zero (muito pouca proteína é 
filtrada). 
 
A pressão hidrostática ao longo do capilar glomerular é relativamente constante 
enquanto que a pressão oncótica aumenta (concentração de proteínas a medida 
que água é filtrada). Portanto, a pressão de ultrafiltração diminui ao longo dos 
capilares glomerulares, mas não o suficiente para parar a filtração. 
 
 
 
 
 
COEFICIENTE DE ULTRAFILTRAÇÃO (Kf) 
 
 
CONTROLE DA TFG E FSR 
 
 
 
CONDIÇÕES PATOLÓGICAS QUE PODEM AFETAR TFG 
 
 
AUTO-REGULAÇÃO DO FSR E TDG 
• O FSR e a TFG se mantém constantes frente a mudanças 
na pressão arterial média. Como?? Mudanças na 
resistência da arteríola aferente (mecanismo miogênico) 
• A auto-regulação do FSR e TFG protege os capilares 
glomerulares, assim como alterações na excreção de 
solutos e água que acompanhariam variações na TFG. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Auto-regulação da TFG: retroalimentação túbulo glomerular 
 
 
 
 
 
 
CLEARANCE RENAL 
O conceito de clearance renal é baseado no princípio de Fick da 
conservação de massas. FPR: fluxo plasmático renal. 
mL/s x g/mL = g/s 
V → fluxo urinário 
[V] → veia renal 
 
 
 
 
DEPURAÇÃO (CLEARANCE) RENAL 
https://www.youtube.com/watch?v=JRXM9pPG_Bg&ab_channel=JoaquimProcopio 
https://www.youtube.com/watch?v=HQ4Wn45wiqI&ab_channel=JoaquimProcopio 
 
Volume virtual de plasma depurado (limpo) de uma determinada substância por minuto. 
 
C = clearance (mL/min) 
U = concentração da substância da urina (mg/mL) 
V = fluxo urinário (mL/min) 
P = concentração da substância no plasma (mg/mL) 
 
 
A glicose é filtrada, mas totalmente reabsorvida. Clearance da glicose = 0. A ureia é depurada, mas nem toda é 
reabsorvida, parte e excretada. A penicilina é depurada, mas nem toda é reabsorvida e ainda há secreção. Se o 
clearance de uma molécula é 0, ou ela não é filtrada, ou ela é filtrada e totalmente reabsorvida. Se o clearance é 
menor que a taxa de filtração, ela é filtrada mas absorvida parcialmente. Se o clearance é maior que a taxa de 
filtração, ela é reabsorvida e secretada. Se o clearance é igual a 
taxa de filtração, a substância é apenas filtrada. 
 
CLEARANCE DA INULINA É IGUAL A TFG 
A inulina é apenas filtrada 
NÃO é reabsorvida 
NÃO é secretada 
 
 
- Inulina não é endógena, ou seja, precisa ser infundida 
- [U]inulina x V = carga excretada 
- TFG não muda com a [P]inulina. Um aumento na [P]inulina não 
diminui a TFG pois, quando [P]inulina aumenta, a quantidade de 
inulina filtrada aumenta (carga filtrada) (numerador e denominador 
aumentam na mesma proporção). 
- TFG não muda com o V. Quando V aumenta, a [U]inulina diminui 
por diluição ([U]inulina x V não muda) 
 
https://www.youtube.com/watch?v=JRXM9pPG_Bg&ab_channel=JoaquimProcopio
https://www.youtube.com/watch?v=HQ4Wn45wiqI&ab_channel=JoaquimProcopio
Inulina foi perfundida para a obtenção de uma [P]inulina constante no valor de 4 mg/L. O volume de urina coletado noperíodo de 1 hora foi de 0.1 L e a [U]inulina foi de 300 mg/L. 
 
 
 
O CLEARANCE DO PAH É IGUAL AO FPR 
Para-aminohipurato (PAH) é completamente removido do sangue arterial pelos processos de filtração e secreção. 
Não é metabolizado e nem sintetizado pelos rins e não afeta o FPR. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NA CLÍNICA, O CLEARANCE DA CREATININA É USADO PARA ESTIMAR A TFG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) Em um período de 24 horas são coletados 1.44 L de urina de um homem que recebeu uma infusão de 
inulina. A concentração urinária de inulina foi de 150 mg/mL e de Na+200 mEq/L. A concentração plasmática 
de inulina foi de 1mg/mL e de Na+ de 140 mEq/L. Calcule as depurações renais de inulina e de Na+. O que 
pode ser concluído o manejo renal de Na+? 
[U] inulina =150 mg/mL 
 [U] de Na+ = 200mEq/L 
[A] de inulina = 1mg/mL 
 [A] de Na+ = 140 mEq/L 
V= 1,44L em 24 h 
V em min = 0,001 L/min ou 1 mL/min 
 
C inulina = [U] x V / [A] → (150 mg/mL x 1 mL/min) / 1 mg/mL → Ci = 150 mL/min 
 
C Na+ = (200 mEq/L x 0,001 L/min) / 140 mEq/L → 0,001428 L/min → C Na+= 1,428 mL/min 
 
Conclusão: 150mL/min (Ci) é a TFG. O sódio é filtrado e reabsorvido, então, porque o clearance dele é menor que o TFG. 
 
2) Calcule o fluxo plasmático renal (FPR) de um paciente cujo fluxo urinário é de 1 mL/min e as 
concentrações de para-aminohipurato (PAH) urinária e plasmática são de 600 mg % e 1 mg%, 
respectivamente. 
• V = 1 ml/min; C = (U x [V])/ [P] = FPR → Pois, Clearance do PAH = FPR. 
• [U] = 600mg/ml; FPR = (600 x 1)/ 1 = 600mL/min. 
• [P] = 1mg/ml; 
 
Para-aminohipurato (PAH) é completamente removido do sangue arterial pelos processos de filtração e secreção. Não é 
metabolizado e nem sintetizado pelos rins e não afeta o FPR. 
 
3) Em um sujeito, participante de uma pesquisa científica, foi infundido inulina para medir a TFG. Durante o 
experimento, o fluxo urinário (V) foi intencionalmente modificado pela ingestão de água (sobrecarga hídrica). 
A concentração plasmática de inulina (Pi) foi mantida constante em 1 mg/mL pela infusão. O fluxo urinário (V) 
e a concentração de inulina na urina (Ui) após e antes da sobrecarga hídrica foram: - antes da sobrecarga: Ui 
= 100 mg/mL, V = 1mL/min; após sobrecarga: Ui = 20 mg/mL, V = 5 mL/min. Calcule a TFG antes e após a 
sobrecarga hídrica. 
A inulina é apenas filtrada, não é reabsorvida nem secretada, então ela é usada para medir TFG. O Clearance (Volume virtual de 
plasma depurado (limpo) de uma determinada substância por minuto) da inulina é igual a TFG. TFG x [P] = V x [U] 
[U] = concentração da substância na urina 
V = fluxo urinário 
[P] = concentração da substância no plasma 
O TFG (inerente ao glomérulo renal) não muda com o aumento de V, pois quando V aumenta, a [U]i diminui por diluição. 
TFGantes = (100 mg/mL x 1 mL/min) / 1mg/mL TFGantes = 100 mL/min 
TFGdepois = (20 mg/mL x 5 mL/min) / 1mg/mL TFGdepois = 100 mL/min 
FUNÇÃO TUBULAR 
 
 
Epitélio tubular é formado por células polarizadas e há 
mecanismos distintos de transporte de solutos nas 
membranas luminal e basolateral. 
 
 
MECANISMOS BÁSICOS ENVOLVIDOS NA REABSORÇÃO E SECREÇÃO TUBULAR 
• Difusão simples 
• Difusão facilitada 
• Transporte ativo primário, secundário 
• Endocitose (proteínas) 
• Osmose 
• Arraste por solvente: o movimento de água (“solvente"), gerado por uma diferença de osmolaridade, que arrasta 
solutos dissolvidos nela. Ocorre em epitélios que apresentam junções fechadas mais permeáveis (leaky). 
 
TÚBULO PROXIMAL 
 
 
• 65% do que foi filtrado já é reabsorvido 
• Borda em escova: maior área de contato para reabsorção 
• Muitas mitocôndrias devido ao alto gasto energético 
• Secreção de ácidos orgânicos, bases, prótons 
 
 
O que chegar ao TP é o plasma, menos proteínas e células. 
65% é reabsorvido e isso é feito de forma isosmótica, sendo 
que o que sobra, 35%, tem a mesma osmolaridade do plasma, 
só sendo um volume menor. É como se cada sódio 
reabsorvido, uma água também seria. 
• Solutos são reabsorvidos juntamente com o Na+, 
utilizando o gradiente de Na+ gerado pela bomba de 
Na+/K+ da membrana basolateral; 
• Os ânions reabsorvidos junto com o Na+são o HCO3- 
(segmentos mais iniciais) e Cl- (segmentos mais 
distais); 
• 100% de reabsorção de glicose, aminoácidos e 
vitaminas em cotransporte com Na+. 
 
 
 
 
 
A bomba de sódio e potássio gera o gradiente de sódio e na 
membrana luminar tem o SGLT (1 nas partes próximas, 2 
nas partes distais). A glicose está indo contra o gradiente de 
concentração por transporte ativo secundário. A glicose sai 
por GLUT 2 nos segmentos proximais ou GLUT 1 nos 
distais, por difusão facilitada. 
 
 
 
 
 
 
 
Se a quantidade de glicose filtrada ultrapassa a capacidade 
dos transportadores de glicose de todos os néfrons, como no 
diabetes melito, glicose é excretada na urina (glicosúria). 
Glicemia < 150 mg/100ml: não há glicose na urina 
Gicemia > 200 mg/100 ml: glicose excretada na urina 
 
 
O túbulo proximal reabsorve 65% da água filtrada 
A reabsorção de Na+ acoplada a solutos aumenta a osmolaridade no interstício. Com isso, água flui da luz tubular 
para o interstício por osmose (via transcelular e paracelular). Para cada soluto transportado, uma molécula de água é 
reabsorvida. Devido a elevada permeabilidade á água do TP, pequenas diferenças de osmolaridade entre o lúmen e 
o interstício geram grandes fluxos de água. No túbulo proximal, o fluxo de água ocorre em maior proporção pela via 
transcelular (aquaporinas). 
 
ALÇA DE HENLE 
 
 
O ramo descendente e permeável à água e o ramo ascendente espesso é impermeável. 
 
Reabsorção 
 
O próprio sal reabsorvido no ramo ascendente aumenta a osmolaridade do interstício, o que atrai a água do ramo 
descendente. Maior reabsorção de solutos do que água (25% do NaCl e 15% de água): fluido que deixa a alça é 
hiposmótico (segmento diluidor). 
 
 
 
Furosemida – diurético: inibe o transportador de sódio e cloreto, consequentemente, inibindo a reabsorção de água. 
 
TÚBULO CONTORCIDO DISTAL, SEGMENTO DE CONEXÃO E DUCTO COLETOR 
O túbulo distal e o ducto coletor reabsorvem cerca de 8% do NaCl filtrado, secretam quantidades variáveis de K+ e 
H+ e reabsorvem de 8% a 17% da água filtrada. Começam os controles mais finos da reabsorção. 
 
 
Células principais e células intercaladas aparecem no ducto coletor. 
 
Túbulo distal inicial 
 
Tiazídicos – diuréticos: inibição do transportador sódio e cloreto e consequentemente, inibe reabsorção de água no 
ducto coletor. 
 
Reabsorção de sódio e secreção de potássio pelas células principais 
 
Mecanismo celular da secreção de potássio 
 
 
O ducto coletor cortical reabsorve e secreta K+ 
 
 
Ingesta aumentada de potássio = aumento na secreção pela ação da aldosterona. 
Depleção de potássio = diminui secreção por ação da aldosterona, por consequência, a reabsorção que já acontecia 
é percebida. 
 
 
Ducto coletor medular 
 
 
 
Reabsorção de NaCl, água se tiver ADH, Ureia 
e bicarbonato, com secreção de H+ → 
importante para equilíbrio ácido básico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reabsorção de água pelo ducto coletor 
 
 
O ciclo da ureia gera um interstício com alta osmolaridade também, além do que já é gerado pela reabsorção do 
NaCl. Essa maior osmolaridade promove a reabsorção de água pelo ducto coletor, desde que haja a presença do 
ADH. 
 
 
 
 
DIURÉTICOS 
 
 
PRODUÇÃO DE URINA CONCENTRADA E DILUÍDA 
 
 Em condições normais, a perda de água é igual ao ganho, resultante da regulação da perda urinária (0,4L/dia 
- deserto; até 25 L/ dia - ingestão excessiva de água). Os rins controlam a excreção de água independentemente do 
controle da excreção de solutos. Essa independência é fundamental para a sobrevivência, porque permite aos rins 
realizarem o balanço da água sem prejudicar suasoutras funções homeostáticas. 
 
 
 
 
BALANÇO DE ÁGUA 
 
Sede: repõe água. Estímulos → hiperosmolaridade 
plasmática (mais potente), redução do volume sanguíneo e 
PA. 
Rins: conservam água. Reabsorção no TP e no ducto 
coletor – reabsorção de água (na presença de ADH) e 
solutos de forma separada. Determina a osmolaridade 
urinária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SECREÇÃO DE ADH PELA NEURO-HIPÓFISE 
Produzido em corpos celulares no hipotálamo, sendo secretado na 
neurohipófise. A secreção de ADH (vasopressina) é estimulada pelo 
aumento da osmolaridade plasmática (1%), detectado por 
osmorreceptores hipotalâmicos, e ou pelaredução do volume 
plasmático (5 a 10%), detectados pelos barorreceptores da aorta e 
carótida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Resposta à privação de água (anti-diurese) Resposta ao aporte de água (diurese) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 volume mínimo para diluir os solutos da urina. 
 
 
 
Para a reabsorção de água pelo ducto coletor (urina diluída ou concentrada) ocorrer se faz necessário: (1) um 
gradiente de osmolaridade (interstício medular hipertônico) e (2) permeabilidade à água (ADH). 
 
A osmolaridade do interstício córtico-medular é irregular, 
sendo maior quanto mais próximo da pelve renal. A 
multiplicação desse gradiente é gerado por um 
mecanismo devido à alça de Henle. 
 
 
 
 
Geração do interstício medular hiperosmótico: sistema 
multiplicador por contra-corrente 
 
(1) Anatomia em contracorrente da alça de Henle dos 
néfrons justamedulares; os fluxos nos ramos descendente 
e ascendentes são opostos (fluxos por contra-corrente) – 
rearranjo em paralelo; 
(2) Reabsorção de NaCl no ramo ascendente da alça de 
Henle sem reabsorção de água; 
(3) Retenção de uréia na medula (ciclo da uréia); 
(4) Alças dos vasos retos em forma de grampo de cabelo 
para minimizar o arrasto da medula hiperosmótica – 
impede a dissipação do gradiente hiperosmótico. 
 
Sempre tem uma diferença de 200mmol entre o interstício 
e o ramo ascendente, sendo devido à reabsorção de NaCl 
sem água. Já o ramo descendente equilibra com o ducto 
coletor e com o interstício, porque neles tem a reabsorção 
de água. 
 
1400 é a osmolaridade máxima da urina se tivermos ADH. 
Sem ADH, a osmolaridade será de 300, porque não vai haver reabsorção de água e equiparação com o interstício. 
Quanto mais longa a alça, maior o volume de osmolaridade e mais ainda concentrada a urina → mecanismo de 
defesa em animais do deserto, por exemplo. 
 
RESUMO 
A diferença de osmolaridade de 200 mOsM em cada nível horizontal é “multiplicada” a medida que o líquido tubular 
atinge níveis mais profundos na medula. Quando o líquido alcança a curva na alça, a osmolaridade no líquido tubular 
e interstício foram “multiplicadas” para uma osmolaridade bem mais alta, podendo atingir 1400 mOsM (as 
osmolaridades na alça descendente e interstício são iguais - equilíbrio). Na alça ascendente, ocorre o oposto: a 
medida que o fluido "sobe” a alça, a osmolaridade do fluido tubular é reduzida, dada pela reabsorção de NaCl 
(gradiente de 200 mOsM entre o fluido e o interstício). Ao deixar a alça de Henle, o líquido tubular é 100 mOsM (mais 
diluído que o plasma). No túbulo distal, a reabsorção de NaCl e a impermeabilidade à água contribuem para uma 
redução adicional da osmolaridade do líquido tubular. A partir do ducto coletor, sob a ação do ADH, o epitélio torna-
se permeável a água. A reabsorção de água ocorre até o equilíbrio entre a osmolaridade do líquido tubular e a do 
interstício. No ducto coletor medular, o líquido tubular se equilibra com o interstício, passando a apresentar uma 
osmolaridade de 300 mOsM. A medida que o fluido “desce” o ducto coletor, o fluido tubular se torna cada vez mais 
hiperosmótico (se equilibra com osmolaridades mais elevadas no interstício). No final, a urina pode atingir uma 
osmolaridade máxima de 1400 mOsM. 
 
DIABETES INSIPIDUS 
 
DI Central: queda de produção de ADH. 
DI Nefrogênico: rim não responde ao ADH. 
 
SÍNDROME DA SECREÇÃO INAPROPRIADA DE ADH 
• Secreção elevada de ADH, resultando em aumento da osmolaridade urinária, hiponatremia (diluição do Na+), 
aumento de peso (retenção líquida) e hipertensão; 
• Causas: câncer de pulmão ou doenças pulmonares (células que secretam ADH), lesão no hipotálamo e ou 
hipófise, infecção (meningite); medicamentos; 
• Sintomas: anorexia, náusea, vômito, irritabilidade, confusão, halucinações, convulsão 
 
CONTROLE DA EXCREÇÃO DE NACL 
 
Em condições normais, a perda de NaCl é igual ao 
ganho, e não ocorre nenhuma alteração efetiva no 
conteúdo corporal de NaCl. O equilíbrio de entre a 
perda e ganho resulta principalmente da regulação 
da perda urinária, que pode variar dentro de uma 
faixa extremamente ampla (ingestão de 20 a 25 g a 
0,05 g de NaCl por dia). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mecanismo compensatório que alterou o volume plasmático, também alterou a excreção renal de sódio. 
 
Mudanças no balanço de NaCl resultam em alterações no volume do plasma e não na sua osmolaridade. Portanto, a 
excreção renal de NaCl é modificada frente a variações do volume plasmático, mais especificamente do volume 
circulante efetivo. 
 
Excreção alterada vai ajustar o volume plasmático. 
 
A excreção renal de NaCl em resposta às mudanças no volume circulante efetivo é uma resposta adaptativa que 
possibilita a manutenção de uma perfusão tecidual adequada. Portanto, em um indivíduo normal, o balanço de NaCl 
determina o volume circulante efetivo, o volume do LEC e o volume vascular. Consequentemente, o balanço de 
NaCl influencia a pressão arterial e o débito cardíaco. 
 
 
MANEJO RENAL DE NaCl 
 
 
 
Em condições de euvolemia (volume plasmático constante), o ducto coletor é o 
principal segmento onde a reabsorção de Na+ é ajustada para manter a excreção 
em equilíbrio com a ingestão. 
 
A reabsorção de Na+ pelos TP, AH e túbulo distal é controlada (relativamente 
constantes) para assegurar que uma fração constante de Na+ (4%) seja entregue 
ao ducto coletor (capacidade limitada de reabsorção) e ele não é 
sobrecarregado. 
 
 
 
 
 
 
 
Redução do volume circulante detectada pelos barorreceptores e outros quimiorreceptores de vários locais, 
sinalizando ao SNC, ativando o SNS e à secreção de ADH. SNS → reduz excreção de sódio. ADH → aumenta a 
reabsorção de água. Nos átrios, miócitos que secretam ANP são inibidos e há redução de excreção de sódio. Nos 
rins, TFG cai e isso é detectado pelo aparelho justaglomerular, que responde secretando renina → angiotensina I → 
angiotensina II → aldosterona → reduz excreção de sódio. 
 
SISTEMA RENINA ANGIOTENSINA ALDOSTERONA (SRAA) 
 
 
 
O SRAA permite que um indivíduo consuma quantidades 
variáveis de sal sem alterar a volemia e a pressão arterial. 
Em condições normais, uma redução da ingesta de sal a 
1/10 da normal ou um aumento em 10 a 15 vezes pouco 
modifica a PAM. 
 
 
 
 
Ativação simpática renal aumenta a reabsorção renal de Na+ 
• Redução do volume efetivo circulante - barorreceptores – ativação 
simpática; 
• Ações diretas: vasoconstricção renal (AA e AE) e aumento da reabsorção 
de Na+ pelas células tubulares; 
• Efeito indireto: estimula as células granulares a secretarem renina. 
 
Em condições normais, a ativação simpática tem uma ação modesta sobre 
os rins. Entretanto, torna-se importante quando variações muito grandes 
no volume circulante efetivo ocorrem (hemorragia). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PAN também inibe a secreção de renina e ADH. 
 
 
 
 
 
 
 
Controle da excreção de Na+ e água em resposta à sudorese 
 
Suor → tem mais água do que solutos → desidratação. 
 
 
 
 
EQULÍBRIO ÁCIDO-BASE 
 
 Objetivo: manter o pH arterial na faixa da 
normalidade. 
 Por que? 
• Proteínas são sensíveis ao pH - alteração daconformação; 
• SNC é sensível ao pH: 
» acidose (pH<7,35) - neurônios menos excitáveis, 
depressão do SNC (centro respiratório); 
» alcalose (pH>7,45) - neurônios mais excitáveis, 
tremores, paralisia dos músculos respiratórios. 
 
 
 
Como manter o pH? 
1) Tampões: amortecem variações de pH, tem ação imediata; 
2) Pulmões: eliminam CO2, tem ação rápida; 
3) Rins: secretam H+, reabsorvem e geram novo bicarbonato, tem 
ação lenta. 
 
TAMPÕES FISIOLÓGICOS 
Tampões do líquido extracelular (LEC) 
• Bicarbonato: 
• Fosfato: 
Tampões do líquido intracelular (LIC) 
• Fosfatos orgânicos: ATP, ADP, AMP, glicose-1-fosfato, 2,3-
difosfoglicerato 
• Proteínas: grupamentos COOH/COO- e NH3+/NH2 
• Hemoglobina 
 
 
TAMPÃO FOSFATO 
 
O poder de tamponamento é uma unidade acima e uma unidade abaixo. 
 
TAMPÃO BICARBONATO 
 
 
 
Forma ácida não volátil → não pode ser eliminada por respiração. 
 
 
EQUAÇÃO DE HENDERSON-HASSELBACH 
 
 
Pela fórmula, concentração do ânion igual do ácido dá log de 1, que é zero, portanto: pH = pK. 
A homeostase do pH tende a manter a proporção: bicarbonato 20x a concentração de CO2. 
 
→ pH fatal = 2ª linha de defesa é respiratória! 
 
REGULAÇÃO PULMONAR DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE 
 
 
 
 
 
 
Tanto a frequência respiratória quanto a 
profundidade dos movimentos respiratórios 
são controlado de modo a manter a PCO2 
em torno de 40 mmHg. 
 
• Compensação respiratória à acidose: 
Aumento da FR e amplitude da respiração 
• Compensação respiratória à alcalose: 
Redução da FR e amplitude da respiração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGULAÇÃO RENAL DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE 
 
• Compensação renal à alcalose: aumento na excreção (redução da reabsorção) de HCO3- (é apenas excretado em 
condições de alcalose). URINA ALCALINA. 
• Compensação renal à acidose: aumento na secreção de H+ e na reabsorção e geração de HCO3-. URINA ÁCIDA. 
 
DISTÚRBIOS ÁCIDO BASE 
 
ACIDOSE METABÓLICA gasometria arterial para avaliação das concentrações. 
 
 
ALCALOSE METABÓLICA 
 
 
Pulmão é a causa do distúrbio. Alcalose → hiperventilação. Acidose → hipoventilação.

Mais conteúdos dessa disciplina