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Letícia Morais | Controle de Qualidade – Aula 9: Material de embalagem e acondicionamento ► Embalagem: involucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, removível ou não, destinada a cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter, especificamente ou não, os medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros. Embalagem primária contato direto com conteúdo durante todo o tempo. Não deve haver interação entre material da embalagem e conteúdo capaz de alterar concentração, qualidade ou pureza do material acondicionado. Embalagem secundaria possibilita total proteção do material de acondicionamento nas condições de transporte, armazenagem e distribuição. ► Inspeções visuais: avaliar defeitos e classifica-los. Defeitos podem ser crítico, grave ou tolerável. RECIPIENTES DE VIDRO Figura 1 Tipos de recipientes de vidros e suas características Resistência hidrolítica ou alcalinidade ► Ensaio que quantifica intensidade da reação química entre água e elementos alcalinos existentes no vidro, principalmente sódio e potássio. ► Resistência determina classificação do tipo de vidro. Procedimento do ensaio em frasco de vidro moído Limites Tipo de vidro Valor máx. alcalinidade Tipo I 1,0 mL de H2SO4 e 0,01 M para 10 g de vidro moído Tipo III 8,5 mL de H2SO4 e 0,01 M para 10 g de vidro moído Tipo NP 15 mL de H2SO4 e 0,01 M para 10 g de vidro moído Procedimento do ensaio em frasco de vidro inteiro slides 16 a 18. Capacidade volumétrica total ensaio para determinar volume de produto líquido que frasco pode conter, quando cheio, até superfície superior da terminação. RECIPIENTES PLÁSTICOS ► Identificação e caracterização: espectroscopia no IV e calorimetria diferencial de varredura. ► Outros ensaios: metais pesados, resíduo não volátil. ► Ensaios de desempenho: testes de fechamento, de transmissão de luz e permeabilidade à umidade. Lavar (mín. 6 frascos) com água bidestilada ou deionizada Secar em corrente de ar limpo e seco *Cortar frascos Transferir e triturar de 30-40 g de vidro usando moinho de bolas ou almofariz Passar vidro moído por peneira nº 20 Transferir porção retida para moinho de bolas ou almofariz Transferir amostra para erlenmeyer 250 mL Lavar partículas de vidro com acetona PA Secar mateial por 20 min a 140ºC Testar amostra em até 48h após secagem Pesar 10 g do vidro moído Transferir para erlenmeyer 250 mL preparado com água bidestilada ou deionizada a banho maria Adicionar 50 mL de água bidestilada ou deionizada Fechar frascos erlenmeyer Colocar na autoclave Promover aumento da temperatura da autoclave Manter temperatura de 121ºC durante 30 min Descarregar pressão em um período de 38-46 min Retirar frascos e resfriar em água corrente Decantar água do erlenmeyer Lavar vidro moído co 4 porções de 15 mL de água bidestilada ou deionizada Adicionar 5 gotas da solução vermelho de metila Titular com ácido sulfúrico 0,01 M Tipo I Vidro neutro do tipo borossilicato, não alcalino; ↑Resistência térmica, mecânica e hidrolítica; Acondicionamento de medicamentos intravasculares ou parenteral. Tipo II Vidro alcalino do tipo sódico/cálcico; ↑Resistência hidrolítica; Acondicionamento de soluções parenterais, neutras e ácidas que nao tenham pH alterado. Tipo III Vidro alcalino do tipo sódico/cálcico; Média resistência hidrolítica; Boa resistência mecânica; Acondicionamento de soluções de uso tópico e oral; Pode ser usado para soluções parenterais se aprovado em ensaios de estabilidade. Vidro tipo NP Vidro alcalino do tipo sódico/cálcico; ↓Resistência hidrolítica; Acondicionamento de produtos de uso tópico e oral.