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Ádila Cristie Matos Martins MFC1 t IMPETIGO - Pioderma e impetigo contagiosa são às vezes usados como sinônimos de impetigo - O impetigo é uma infecção bacteriana superficial contagiosa observada com maior frequência em crianças (dois a cinco anos, embora crianças mais velhas) e adultos também possam ser afetados - Pode ser classificado como impetigo PRIMÁRIO (invasão bacteriana direta da pele previamente normal) ou SECUNDÁRIO (infecção em locais de traumas cutâneos menores, como abrasões, traumas menores e picadas de insetos ou condições subjacentes, como eczema) - A infecção geralmente ocorre em condições quentes e úmidas e é facilmente disseminada entre os indivíduos em contato próximo - Os fatores de risco incluem pobreza, aglomeração, falta de higiene e sarna subjacente - Transporte de estreptococos do grupo A e Staphylococcus aureus predispõe a impetigo subsequente MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS As variantes do impetigo incluem: NÃO BOLHOSO, BOLHOSO e ECTIMA * Glomerulonefrite pós-estreptocócica e febre reumática após impetigo também foram descritas Impetigo não bolhoso - É a forma mais comum de impetigo - As lesões começam como pápulas que progridem para vesículas circundadas por er i tema . Posteriormente, tornam-se pústulas que aumentam de tamanho e se decompõem/rompem, formando crostas espessas e aderentes com aspecto dourado característico; esta evolução geralmente ocorre ao longo de cerca de uma semana - As lesões geralmente envolvem a face e as ext remidades. Lesões múl t ip las podem se desenvolver, mas tendem a permanecer bem localizadas. Pode ocorrer linfadenite regional, embora os sintomas sistêmicos geralmente estejam ausentes Impetigo bolhoso - É uma forma de impetigo observada em crianças pequenas, em que as vesículas aumentam de tamanho e formam bolhas flácidas com um líquido amarelo claro, que posteriormente se torna mais escuro e turvo; bolhas rompidas deixam uma crosta marrom fina - Normalmente, há menos lesões do que no impetigo não bolhoso, e o tronco é afetado com mais frequência - O impetigo bolhoso é devido a cepas de S. aureus que produzem toxina esfoliativa A, uma toxina que causa perda de adesão celular na epiderme superficial por alvejar a proteína desmogleína 1 Impetigo bolhoso no abdome de um lactente. Impetigo com bolhas amareladas crostosas (pústulas). O impetigo bolhoso após rompimento das bolhas, expondo grandes áreas, melicéricas ou crostosas. Vesículas ou pústulas que se rompem e formam uma crosta melicérica. Ádila Cristie Matos Martins MFC1 t Ectima - É uma forma ulcerativa de impetigo em que as lesões se estendem através da epiderme e profundamente na derme. Eles consistem em úlceras "perfuradas" cobertas por uma crosta amarela rodeada por margens violáceas elevadas O impetigo e o ectima causam dor leve ou desconforto. O prurido é comum e a coçadura dissemina a infecção, inoculando áreas adjacentes e distantes da pele DIAGNÓSTICO - É feito com base nas manifestações clínicas. O diagnóstico do impetigo e ectima baseia-se na aparência característica - O impetigo pode ser diferenciado da dermatite de contato em que as lesões de impetigo são dolorosas, enquanto as lesões de dermatite de contato são pruriginosas. A confusão diagnóstica também pode ocorrer com outras doenças de pele, incluindo penfigóide bolhoso e síndrome de Stevens Johnsons - Culturas de pus ou líquido da bolha podem ser úteis em pacientes que não respondem à terapia empírica ou em casos recorrentes, embora esfregaços de pele intacta não sejam úteis e não devam ser realizados TRATAMENTO - A área afetada deve ser lavada delicadamente, com sabão e água, várias vezes/dia para remover as crostas - Lavar as mãos é importante para reduzir a disseminação entre as crianças, e outras medidas preventivas empregadas para reduzir a disseminação dos estafilococos também podem ser úteis - O tratamento do impetigo deve incluir terapia antimicrobiana com atividade contra estreptococos beta-hemolíticos e S. aureus Terapia tópica - Deve ser administrada se houver um número limitado de lesões sem bolhas. A terapia tópica tem menos efeitos colaterais e menor risco de contribuir para a resistência bacteriana em comparação com a terapia oral - Mupirocina em pomada 3 vezes ao dia, durante 7 dias - Pomada de retapamulina 2 vezes/dia, durante 5 dias - Creme de ozenoxacina a 1% aplicado a cada 12 horas por 5 dias - Creme de ácido fusídico a 2%, 3 a 4 vezes/dia até as lesões desaparecerem é igualmente eficaz Antibióticos orais - Deve ser usada para impetigo quando as lesões são bolhosas e quando é impraticável usar terapia tópica devido à extensão ou localização das lesões - Os agentes apropriados incluem dicloxacilina, cefalexina ou clindamicina - Dicloxacilina ou cefalexina, 250 a 500 mg 4 vezes/ dia (12,5 mg/kg 4 vezes/dia para crianças) por 10 dias, podem ser necessários para pacientes imunocomprometidos, pacientes com lesões impetiginosas extensas ou resistentes ou para ectima - Clindamicina 300 mg (15-25mg/kg dividido em 3 doses) a cada 6 horas ou eritromicina 250 mg (40 mg/kg dividido em 4 doses) a cada 6 horas pode ser usada em pacientes alérgicos à penicilina, mas a resistência aos dois medicamentos é um problema crescente - No cenário de alergia a beta-lactâmicos ou suspeita de MRSA, as escolhas apropriadas estão descritas na tabela: - Os macrolídeos não são uma terapia adequada devido ao aumento da resistência entre S. pyogenes e S. aureus. A penicilina era anteriormente útil para o Tratamento Dose (adulta e pediátrica) Clindamicina 300 a 450 mg três vezes ao dia 40 mg/kg por dia dividido em três ou quatro doses Sulfametoxazol -trimetoprima 1 comprimido duas vezes ao dia 8 a 12 mg de componente de trimetoprima/kg por dia dividido em duas doses Doxiciclina 100 mg duas vezes ao dia ≤45 kg: 4 mg/kg por dia dividido em duas doses > 45 kg: 100 mg duas vezes ao dia Minociclina 200 mg uma vez, a seguir 100 mg duas vezes ao dia 4 mg/kg por uma vez, a seguir 4 mg/ kg por dia dividido em duas doses Linezolida 600 mg duas vezes ao dia <12 anos: 30 mg/kg por dia dividido em três doses ≥12 anos: 600 mg duas vezes ao dia Tedizolida 200 mg uma vez ao dia Pequenas úlceras, purulentas e rasas, recobertas por crostas espessas de cor marrom-enegrecida com eritema ao redor. Ádila Cristie Matos Martins MFC1 t tratamento do impetigo, mas não é mais adequada devido ao papel significativo do S. aureus (a maioria das cepas produz beta-lactamase que pode inativar a penicilina e a ampicilina) - As fluoroquinolonas NÃO devem ser usadas para tratar o impetigo, pois a resistência ao MRSA a essa classe é generalizada e pode ocorrer resistência durante a terapia - Sulfametoxazol-trimetoprima tem atividade contra MRSA, mas não tem atividade contra estreptococos - Acompanhamento - a duração da terapia antimicrobiana deve ser adaptada à melhora clínica; sete dias de tratamento geralmente são suficientes - O uso i n i c i a l da t e rap ia emp í r i ca con t ra SAMR normalmente não é aconselhável, a menos que haja evidências clínicas irrefutáveis (p. ex., contato com uma pessoa que tem um caso documentado, exposição à epidemia documentada, prevalência local de cultura documentada de > 10% ou 15%). O tratamento para SAMR deve ser direcionado pelos resultados de teste para cultura e sensibilidade; t ip icamente c l indamic ina, sulfametoxazol- trimetoprima e doxiciclina são eficazes contra a maioria das cepas da SAMR associadas à comunidade- Outra terapia é a restauração da barreira cutânea normal, em pacientes com dermatite atópica ou extensa xerose, utilizando-se hidratantes tópicos e corticoides, se indicado. Nos portadores crônicos de estafilococos nas narinas, aplicam-se antibióticos tópicos (mupirocina), por 1 semana ao mês, no período de 3 meses consecutivos - A cura é rápida após tratamento adequado e oportuno. A demora pode causar celulite, linfangite, furunculose e hiper ou hipopigmentação, com ou sem cicatriz. Crianças de 2 a 4 anos têm risco de adquirir glomerulonefrite aguda se forem contaminadas por cepas nefritogênicas dos estreptococos do grupo A (tipos 49, 55, 57 e 59); a nefrite parece ser mais comum no sul dos EUA do que em outras regiões. É pouco provável que o tratamento com antibióticos previna glomerulonefrite pós-estreptocócica - Sempre que possível, a doença pré-existente (sarna, picadas, eczemas, etc), que favoreceu a instalação do impetigo, também deve ser tratada REFERÊNCIA: 1.UpToDate - Impetigo 2.Dermatologia na Atenção Básica de Saúde / Cadernos de Atenção Básica Nº 9 3.Impetigo e ectima - Manual MSD