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(ENADE 2017) Estima-se que um milhão de africanos escravizados, mulheres e homens, tenham pisado sobre as pedras do antigo Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro, entre 1774 e 1831. Trata-se de um quinto de todos os africanos trazidos à força para o Brasil nos mais de três séculos de escravidão. Redescobertos durante as obras do Porto Maravilha, em 2011, o calçamento original do cais e seu entorno foram considerados Patrimônio Mundial da Humanidade, pela Unesco, em 9 de julho de 2017. É o primeiro reconhecimento da ONU de um sítio diretamente relacionado à escravidão na América. Todos os outros locais relativos ao tráfico de cativos, cuja memória está protegida pela organização, encontra-se na África. Cais do Valongo, na zona portuária do Rio, vira Patrimônio da Humanidade. Carta Capital. Ano XXIII, n. 961, 19 jul. 2017 (adaptado). A partir das informações apresentadas no texto e considerando a importância do tombamento do Cais do Valongo para a memória da diáspora africana, avalie as afirmacoes a seguir. I. A patrimonialização do Cais do Valongo alinha-se a outras iniciativas internacionais que objetivam reconhecer e valorizar a contribuição dos povos africanos na Europa e na Ásia, mas sobretudo na formação das Américas. II. Embora espaços como Nova Orleans, Havana e Salvador sejam reconhecidos pelas manifestações da cultura afrodescendentes, distingue-se o Cais do Valongo como espaço de memória por simbolizar o rompimento do silêncio sobre a experiência traumática da diáspora africana nas Américas. III. O Cais do Valongo é o único sítio arqueológico das Américas que registra o fluxo de escravos da África para o continente, fenômeno ao qual se associam outras políticas públicas que objetivam proteger e promover os direitos humanos, sobretudo das populações historicamente excluídas. IV. A escassez de patrimônios referentes ao tráfico de escravizados para fora da África evidencia o esforço dos países africanos em serem reconhecidos como únicos representantes legítimos da memória da escravidão V. O Cais do Valongo é reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, sendo atribuição da ONU preservá-lo e mantê-lo, medidas que interessam o governo local pela possibilidade de desoneração dos cofres públicos. É correto apenas o que se afirma em

I. A patrimonialização do Cais do Valongo alinha-se a outras iniciativas internacionais que objetivam reconhecer e valorizar a contribuição dos povos africanos na Europa e na Ásia, mas sobretudo na formação das Américas.
II. Embora espaços como Nova Orleans, Havana e Salvador sejam reconhecidos pelas manifestações da cultura afrodescendentes, distingue-se o Cais do Valongo como espaço de memória por simbolizar o rompimento do silêncio sobre a experiência traumática da diáspora africana nas Américas.
III. O Cais do Valongo é o único sítio arqueológico das Américas que registra o fluxo de escravos da África para o continente, fenômeno ao qual se associam outras políticas públicas que objetivam proteger e promover os direitos humanos, sobretudo das populações historicamente excluídas.
IV. A escassez de patrimônios referentes ao tráfico de escravizados para fora da África evidencia o esforço dos países africanos em serem reconhecidos como únicos representantes legítimos da memória da escravidão
V. O Cais do Valongo é reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, sendo atribuição da ONU preservá-lo e mantê-lo, medidas que interessam o governo local pela possibilidade de desoneração dos cofres públicos.
I, II e V.
III, IV e V.
II, IV e V.
I, II e III.
I, III e IV.
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Questões para o Sucesso

há 2 anos

Respostas

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há 11 meses

Vamos analisar cada uma das afirmações: I. A patrimonialização do Cais do Valongo alinha-se a outras iniciativas internacionais que objetivam reconhecer e valorizar a contribuição dos povos africanos na Europa e na Ásia, mas sobretudo na formação das Américas. Essa afirmação é verdadeira, pois a patrimonialização busca reconhecer a contribuição dos africanos na formação das Américas. II. Embora espaços como Nova Orleans, Havana e Salvador sejam reconhecidos pelas manifestações da cultura afrodescendentes, distingue-se o Cais do Valongo como espaço de memória por simbolizar o rompimento do silêncio sobre a experiência traumática da diáspora africana nas Américas. Essa afirmação também é verdadeira, pois o Cais do Valongo é um símbolo importante da memória da diáspora africana. III. O Cais do Valongo é o único sítio arqueológico das Américas que registra o fluxo de escravos da África para o continente, fenômeno ao qual se associam outras políticas públicas que objetivam proteger e promover os direitos humanos, sobretudo das populações historicamente excluídas. Essa afirmação é verdadeira, pois o Cais do Valongo é reconhecido como um local significativo nesse contexto. IV. A escassez de patrimônios referentes ao tráfico de escravizados para fora da África evidencia o esforço dos países africanos em serem reconhecidos como únicos representantes legítimos da memória da escravidão. Essa afirmação é mais complexa e pode ser considerada falsa, pois não necessariamente reflete um esforço unificado dos países africanos nesse sentido. V. O Cais do Valongo é reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, sendo atribuição da ONU preservá-lo e mantê-lo, medidas que interessam o governo local pela possibilidade de desoneração dos cofres públicos. Essa afirmação é verdadeira, mas a parte sobre "desoneração dos cofres públicos" pode ser considerada uma interpretação questionável. Com base na análise, as afirmações I, II, III e V são verdadeiras, enquanto a IV é mais problemática. Portanto, a alternativa correta que contém todos os itens verdadeiros é: I, II e III.

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há 2 anos

A alternativa correta é: I, II e III.

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Eram trajetos percorridos de barco para o interior do território com o auxílio dos indígenas que conheciam a região
Eram as entradas de portugueses para o interior em busca de indígenas para servirem de mão de obra na região centro-sul
Eram os deslocamentos forçados dos índios para as proximidades das vilas e agrupamentos europeus.
Era a busca por metais preciosos no interior do país através do envio de indígenas que conheciam o território
Era o envio de indígenas para o sul do país para incentivar o povoamento do território

Tendo em vista a importância do quilombo de Palmares para a história da resistência dos escravos no Brasil, o que aconteceu com ele?

Após muitos anos de luta, houve um acordo entre seu líder, Zumbi, e o governador-geral português, que estabeleceu limites para sua expansão e para a entrada de moradores.
Brigas internas pela liderança do quilombo fizeram que em poucos anos as milhares de pessoas começassem a deixar a região de Palmares e constituir pequenas vilas nas proximidades.
Portugal teve de enviar soldados para que finalmente o quilombo fosse destruído, já que era uma má influência para os demais escravos da região.
Depois de várias tentativas do governo de destruir o quilombo, os paulistas foram chamados e, integrando um exército de milhares de soldados, conseguiram matar Zumbi e destruir o quilombo.
O quilombo de Palmares durou poucos anos devido aos boicotes da população daquela região, que se recusavam a estabelecer comércio, bloqueavam caminhos e organizavam saques contra o quilombo.

A partir da análise desses documentos conclui-se que, no período compreendido entre a produção do primeiro e do segundo,

Os colonizadores emprenharam-se em transplantar para o interior das comunidades indígenas as formas de organização da sociedade portuguesa, usando a religião e a presença de europeus entre eles.
A predominância das ações de natureza religiosa, por meio da catequese junto às populações indígenas, preservou sua cultura e impediu que elas fossem escravizadas.
O entendimento dos portugueses acerca das populações indígenas e de seus costumes favoreceu o seu processo de integração pela religião, finalizado no século XVII.
A Coroa deixou integralmente a cargo da Igreja Católica a responsabilidade pela integração das populações indígenas ao modo de vida europeu, conforme as sugestões dos autores dos documentos.
A administração portuguesa no Brasil orientou-se pelas observações dos autores dos documentos e optou pelo isolamento das populações indígenas por considerar que eram inúteis ao processo de colonização.