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Na visão bakhtiniana, os gêneros do discurso existem a partir do enunciado. Logo, a comunicação ocorre quando utilizamos a língua sob a forma de enunciados (NOBLE; SIMÕES; MEDEIROS, 2017). Sendo assim, a afirmação que melhor expressa o sentido de enunciado é:

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  • É um processo de interação social que parte apenas de um indivíduo falante de uma dada língua.
  • É uma unidade própria das normas gramaticais.
  • É a real unidade da comunicação discursiva.
  • Independe do processo de interação entre os indivíduos.
  • Não é relevante da produção de discursos.


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grazielle barbosa

há 3 anos

Respostas

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há 2 anos

Na visão bakhtiniana, o enunciado é fundamental para a comunicação, pois é a unidade que expressa a interação social e o diálogo entre os indivíduos. Portanto, a afirmação que melhor expressa o sentido de enunciado é: "É a real unidade da comunicação discursiva." Essa opção destaca a importância do enunciado como elemento central na comunicação, alinhando-se com a perspectiva de Bakhtin sobre os gêneros do discurso.

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há 3 anos

De acordo com a visão bakhtiniana, o enunciado é a unidade real da comunicação discursiva. Portanto, a alternativa correta é a letra C: "É a real unidade da comunicação discursiva".

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O ensino de língua pode ser pautado por um ou mais concepção de linguagem. Nesse sentido, assinale a concepção de linguagem que representa o ensino tradicional de Língua Portuguesa.

“[…] a linguagem [é entendida] como uma realidade em si (um sistema gramatical, um monumento, um instrumento); como se ela tivesse vida própria, despregada de seus falantes, da dinâmica das relações sociais, dos movimentos da história. ” (Faraco)
“Ao invés de um olhar monológico sobre a relação do ser humano com a linguagem, temos uma proposta que assume, mesmo que implicitamente, que o aprendizado com a linguagem se dá por meio do uso que fazemos dela na interação (oral ou escrita) que estabelecemos com o outro, seja ele real ou virtual. ” (Faraco & Castro)
“O ouvinte que recebe e compreende a significação de um discurso adota para com este discurso uma atitude responsiva ativa: ele concorda ou discorda, completa, adapta […]. A compreensão de uma fala de um enunciado é sempre acompanhada de uma atitude responsiva ativa. ” (Bakhtin).
“[…] é preciso reconhecer que esse [o não-domínio da norma-padrão] não é um problema de origem pedagógica, não adianta introduzir mil técnicas-revolucionárias-de-motivação: trata-se de um fracasso alimentado a fermento pela concepção de língua que condiciona todo o ensino oficial do português e que, ao desconhecer a complexidade vital de seus usos, torna-se incapaz de garantir o aprendizado adequado de um só deles. ” (PÉCORA)
“[…] compreende-se que os signos trazem consigo valorações – axiologias/ideologias –, as quais implicam a ética e a estética, e se formam na concretude da vida, que se desenvolve na cultura e na história. Desse modo, os sujeitos usam as diferentes linguagens nas situações reais do cotidiano, marcadas por valores, vivências, traços culturais, políticos, sociais, econômicos; enfim, suas formas de ver o mundo. ” (Proposta curricular de Santa Catarina)

Leia a citação a seguir sobre o método de estudo e o campo de investigação do linguista aplicado:
Portanto, na perspectiva de Widdowson, o modelo que deve interessar ao linguista aplicado é aquele que capta a perspectiva do usuário. Propõe em outro capítulo, porém, que a LA seja uma área que faça a mediação entre a teoria linguística e o ensino de línguas (WIDDOWSON, 1979b), ou seja, na verdade, não descarta totalmente a teoria linguistica. Essa discussão vai, então, estabelecer um campo de investigação que começa a se formular como área mediadora, reconhecendo ainda que os tipos de conhecimentos que podem ser relevantes para a investigação dos processos de ensino de línguas necessitam ir além daqueles formulados pela Linguística (tanto da Linguística do sistema como da do discurso). (PEREIRA; ROCA, 2021, p.18)
A interpretação que melhor explica a citação acima corresponde a alternativa:

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Widdowson entende que é do interesse da Linguística Aplicada o ponto de vista do usuário, isto é, do falante da língua. De maneira que cabe ao linguista aplicado focar no processo de recepção, ignorando, assim, outras áreas do conhecimento durante o processo de análise.

Pereira e Roca (2021) concordam com Widdowson na perspectiva que a Linguística deve assumir em seu método de estudo: considerar as normas linguísticas de forma desassociada da realidade do falante e dos contextos de produção do discurso.

Tanto Pereira e Roca (2021) quanto Widdowson entendem que o campo de investigação da Linguística Aplicada começa a se formular como área mediadora na medida em que a Linguística analisa os discursos produzidos por seus usuários e ignora a estrutura do sistema linguístico.

Widdowson considera que o método do linguista aplicado deve compreender o falante da língua, considerando tanto a teoria quanto o ensino relativo ao estudo de línguas, mas também ultrapassando a Linguística enquanto sistema e discurso, recorrendo, assim, a outras áreas do saber.

Pereira e Roca (2021) discordam de Widdowson no que se refere ao modelo de análise da Linguística Aplicada. Para as autoras, é mais importante ao linguista aplicado pesquisar o campo de investigação do que o modelo de análise da Linguística.

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