Logo Passei Direto
Buscar

Filosofia

Outros
Questão 2 (Uem 2022) O filósofo escocês David Hume (1711-1776) e o filósofo prussiano Immanuel Kant (1724-1804) deram importantes contribuições para as reflexões sobre a moralidade e as ações humanas na filosofia moderna. Sobre a filosofia moral de Hume e Kant, assinale o que for correto.
Hume acredita que juízos descritivos e juízos morais, que são prescritivos, são justificados por faculdades humanas distintas.
Por acreditar que faculdades racionais são incapazes de justificar juízos morais, Hume argumenta que a justificação de tais juízos não pode ser feita sem o auxílio de crenças religiosas.
Kant defende a tese de que faculdades racionais são incapazes de justificar juízos morais.
Para Kant, a avaliação de preceitos morais é realizada com base em efeitos benéficos ou em efeitos maléficos que as ações humanas produzem.
Hume lança mão de emoções, como a empatia pelo outro, para justificar os juízos morais.
User badge image
Desenvolvendo com Questões

há 2 anos

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ano passado

Vamos analisar as afirmações sobre a filosofia moral de Hume e Kant uma a uma: 1. Hume acredita que juízos descritivos e juízos morais, que são prescritivos, são justificados por faculdades humanas distintas. - Correto. Hume distingue entre juízos descritivos (fatos) e juízos morais (valores), que são baseados em sentimentos. 2. Por acreditar que faculdades racionais são incapazes de justificar juízos morais, Hume argumenta que a justificação de tais juízos não pode ser feita sem o auxílio de crenças religiosas. - Incorreto. Hume não afirma que a justificação moral depende de crenças religiosas, mas sim que ela se baseia em sentimentos e emoções. 3. Kant defende a tese de que faculdades racionais são incapazes de justificar juízos morais. - Incorreto. Kant argumenta que a razão é fundamental para a moralidade e que os juízos morais são baseados na razão. 4. Para Kant, a avaliação de preceitos morais é realizada com base em efeitos benéficos ou em efeitos maléficos que as ações humanas produzem. - Incorreto. Kant defende que a moralidade deve ser baseada em princípios universais e não nas consequências das ações. 5. Hume lança mão de emoções, como a empatia pelo outro, para justificar os juízos morais. - Correto. Hume enfatiza a importância das emoções e da empatia na formação de juízos morais. Portanto, as afirmações corretas são a primeira e a quinta. Se a questão pede para assinalar o que for correto, a resposta correta é: Hume acredita que juízos descritivos e juízos morais, que são prescritivos, são justificados por faculdades humanas distintas e Hume lança mão de emoções, como a empatia pelo outro, para justificar os juízos morais.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 anos

Vamos analisar cada alternativa: A) Hume acredita que juízos descritivos e juízos morais, que são prescritivos, são justificados por faculdades humanas distintas. Essa afirmação está correta. Hume acreditava que juízos descritivos e juízos morais eram justificados por faculdades humanas distintas. B) Por acreditar que faculdades racionais são incapazes de justificar juízos morais, Hume argumenta que a justificação de tais juízos não pode ser feita sem o auxílio de crenças religiosas. Essa afirmação está incorreta. Hume não defendia que a justificação de juízos morais dependia de crenças religiosas. C) Kant defende a tese de que faculdades racionais são incapazes de justificar juízos morais. Essa afirmação está incorreta. Kant acreditava que as faculdades racionais eram capazes de justificar juízos morais. D) Para Kant, a avaliação de preceitos morais é realizada com base em efeitos benéficos ou em efeitos maléficos que as ações humanas produzem. Essa afirmação está incorreta. Para Kant, a avaliação moral não se baseia nos efeitos das ações, mas sim na intenção por trás delas. E) Hume lança mão de emoções, como a empatia pelo outro, para justificar os juízos morais. Essa afirmação está correta. Hume acreditava que as emoções, como a empatia, desempenhavam um papel importante na justificação dos juízos morais. Portanto, as alternativas corretas são A) e E).

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

(Enem PPL 2018) Quando analisamos nossos pensamentos ou ideias, por mais complexos e sublimes que sejam, sempre descobrimos que se resolvem em ideias simples que são cópias de uma sensação ou sentimento anterior. Mesmo as ideias que, à primeira vista, parecem mais afastadas dessa origem mostram, a um exame mais atento, ser derivadas dela. HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973. Depreende-se deste excerto da obra de Hume que o conhecimento tem a sua gênese na A convicção inata. B dimensão apriorística. C elaboração do intelecto. D percepção dos sentidos.

A convicção inata.
B dimensão apriorística.
C elaboração do intelecto.
D percepção dos sentidos.

(Ufu 2017) Hume descreveu a confiança que o entendimento humano deposita na probabilidade dos resultados dos eventos observados na natureza. Ele comparou essa convicção ao lançamento de dados, cujas faces são previamente conhecidas, porém, nas palavras do filósofo: [...] verificando que maior número de faces aparece mais em um evento do que no outro, o espírito [o entendimento humano] converge com mais frequência para ele e o encontra muitas vezes ao considerar as várias possibilidades das quais depende o resultado definitivo. HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 93. Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, conduz o entendimento humano a uma situação distinta da certeza racional, uma espécie de “falha”, representada pelo(a)

A verdade da fantasia, que é superior à certeza racional.
B crença, que ocupa o lugar da certeza racional.
C sentido visual, que é mais verídico que a certeza sensível.
D ideia inata, que atua como o a priori da razão humana.

Considerando os textos acima que versam sobre a noção de conhecimento moderna e, especificamente, sobre a noção de conhecimento em Locke, é INCORRETO afirmar que
A A teoria do conhecimento de John Locke se caracteriza por criticar fortemente a ideia de que o conhecimento funda-se em ideias inatas.
B é possível, segundo Locke, construir uma ciência mesmo que as ideias formadoras de seu corpo de conhecimento não concordem com as coisas mesmas.
C a teoria do conhecimento de Locke pretende demonstrar uma tese: nosso conhecimento é fundado na experiência sensível e na experiência interna.
D verdades derivadas de ideias que não encontram nenhum referencial em sensações, pelo menos em sua base, não passam de devaneios da imaginação.
E acordo ou desacordo de nossas ideias, segundo Locke, produz o conhecimento que temos do mundo e quanto mais precisa for esta relação, mais próximos estaremos da verdade.
A A teoria do conhecimento de John Locke se caracteriza por criticar fortemente a ideia de que o conhecimento funda-se em ideias inatas.
B é possível, segundo Locke, construir uma ciência mesmo que as ideias formadoras de seu corpo de conhecimento não concordem com as coisas mesmas.
C a teoria do conhecimento de Locke pretende demonstrar uma tese: nosso conhecimento é fundado na experiência sensível e na experiência interna.
D verdades derivadas de ideias que não encontram nenhum referencial em sensações, pelo menos em sua base, não passam de devaneios da imaginação.
E acordo ou desacordo de nossas ideias, segundo Locke, produz o conhecimento que temos do mundo e quanto mais precisa for esta relação, mais próximos estaremos da verdade.

O filósofo escocês David Hume refere-se a fatos, ou seja, a eventos espaço-temporais, que acontecem no mundo. Com relação ao conhecimento referente a tais eventos, Hume considera que os fenômenos
A acontecem de forma inquestionável, ao serem apreensíveis pela razão humana.
B ocorrem de maneira necessária, permitindo um saber próximo ao de estilo matemático.
C propiciam segurança ao observador, por se basearem em dados que os tornam incontestáveis.
D devem ter seus resultados previstos por duas modalidades de provas, com conclusões idênticas.
E exigem previsões obtidas por raciocínio, distinto do conhecimento baseado em cálculo abstrato.
A acontecem de forma inquestionável, ao serem apreensíveis pela razão humana.
B ocorrem de maneira necessária, permitindo um saber próximo ao de estilo matemático.
C propiciam segurança ao observador, por se basearem em dados que os tornam incontestáveis.
D devem ter seus resultados previstos por duas modalidades de provas, com conclusões idênticas.
E exigem previsões obtidas por raciocínio, distinto do conhecimento baseado em cálculo abstrato.

Considerando os textos acima que versam sobre a noção de conhecimento moderna e, especificamente, sobre a noção de conhecimento em Locke, é INCORRETO afirmar que
A A teoria do conhecimento de John Locke se caracteriza por criticar fortemente a ideia de que o conhecimento funda-se em ideias inatas.
B é possível, segundo Locke, construir uma ciência mesmo que as ideias formadoras de seu corpo de conhecimento não concordem com as coisas mesmas.
C a teoria do conhecimento de Locke pretende demonstrar uma tese: nosso conhecimento é fundado na experiência sensível e na experiência interna.
D verdades derivadas de ideias que não encontram nenhum referencial em sensações, pelo menos em sua base, não passam de devaneios da imaginação.
E acordo ou desacordo de nossas ideias, segundo Locke, produz o conhecimento que temos do mundo e quanto mais precisa for esta relação, mais próximos estaremos da verdade.
A A teoria do conhecimento de John Locke se caracteriza por criticar fortemente a ideia de que o conhecimento funda-se em ideias inatas.
B é possível, segundo Locke, construir uma ciência mesmo que as ideias formadoras de seu corpo de conhecimento não concordem com as coisas mesmas.
C a teoria do conhecimento de Locke pretende demonstrar uma tese: nosso conhecimento é fundado na experiência sensível e na experiência interna.
D verdades derivadas de ideias que não encontram nenhum referencial em sensações, pelo menos em sua base, não passam de devaneios da imaginação.
E acordo ou desacordo de nossas ideias, segundo Locke, produz o conhecimento que temos do mundo e quanto mais precisa for esta relação, mais próximos estaremos da verdade.

O filósofo escocês David Hume refere-se a fatos, ou seja, a eventos espaço-temporais, que acontecem no mundo. Com relação ao conhecimento referente a tais eventos, Hume considera que os fenômenos
A acontecem de forma inquestionável, ao serem apreensíveis pela razão humana.
B ocorrem de maneira necessária, permitindo um saber próximo ao de estilo matemático.
C propiciam segurança ao observador, por se basearem em dados que os tornam incontestáveis.
D devem ter seus resultados previstos por duas modalidades de provas, com conclusões idênticas.
E exigem previsões obtidas por raciocínio, distinto do conhecimento baseado em cálculo abstrato.
A acontecem de forma inquestionável, ao serem apreensíveis pela razão humana.
B ocorrem de maneira necessária, permitindo um saber próximo ao de estilo matemático.
C propiciam segurança ao observador, por se basearem em dados que os tornam incontestáveis.
D devem ter seus resultados previstos por duas modalidades de provas, com conclusões idênticas.
E exigem previsões obtidas por raciocínio, distinto do conhecimento baseado em cálculo abstrato.

Mais conteúdos dessa disciplina