Ed
há 2 anos
Vamos analisar as alternativas uma a uma, considerando a situação apresentada sobre a inconstitucionalidade da lei estadual em matéria de consumo. (A) A inconstitucionalidade da lei poderia ser declarada pelo órgão especial do Tribunal de Justiça, por maioria absoluta dos votos de seus membros, mas não em sede de controle difuso de constitucionalidade. Análise: O controle difuso permite que qualquer juiz ou tribunal declare a inconstitucionalidade, então essa afirmação é incorreta. (B) Embora o órgão especial do Tribunal de Justiça tenha competência para declarar a inconstitucionalidade de lei estadual, inclusive por maioria simples de votos, não poderia fazê-lo, no caso em questão, em face da Constituição Federal, embora a lei estadual seja inconstitucional. Análise: Essa opção sugere que a declaração de inconstitucionalidade não poderia ocorrer, o que não é verdade, pois a lei foi considerada inconstitucional. (C) Embora a União tenha competência para legislar privativamente em matéria de consumo, o órgão especial do Tribunal de Justiça não poderia ter declarado inconstitucional a lei estadual referida no caso em questão, uma vez que a situação em tela caracteriza ilegalidade da lei estadual em face da federal, e não inconstitucionalidade da lei estadual. Análise: A afirmação confunde ilegalidade com inconstitucionalidade. A lei estadual pode ser inconstitucional se contraria normas federais. (D) É correta a declaração de inconstitucionalidade pelo órgão especial do Tribunal de Justiça no caso em questão, tendo a decisão efeitos erga omnes e vinculantes, inclusive em relação ao Poder Legislativo estadual, que não poderá editar nova lei com o mesmo teor da primeira. Análise: Essa opção está correta, pois a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos erga omnes e vincula o Legislativo. (E) A inconstitucionalidade da lei foi declarada por órgão competente, sendo essa decisão, no mérito, correta, uma vez que, embora aos Estados tenha sido atribuída a competência suplementar na matéria disciplinada pela lei estadual, os Estados não podem contrariar as normas gerais editadas pela União no mesmo tema. Análise: Essa opção também está correta, mas não aborda os efeitos da decisão como a opção (D). Diante da análise, a alternativa mais completa e correta é a (D).
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