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A obra de Fernão Lopes tem como característica

A) o cunho puramente científico, devido ao tratamento documental de questões históricas.
B) a literatura histórica, pela seriedade da pesquisa, pela qualidade do estilo e tratamento literário, além do domínio da técnica dramática, confere à narrativa histórica um tom épico e constitui composição de cenas de grande realismo.
C) o fato de ser essencialmente histórico, pela fidelidade aos documentos e objetividade da linguagem científica.
D) a literatura histórica, aproximando-se da ficção histórica moderna, através da fusão da verdade e da ficção.
E) a natureza estética devido à predominância de elementos ficcionais.
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há 2 anos

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há 2 anos

Para responder à pergunta sobre as características da obra de Fernão Lopes, é importante considerar que ele é conhecido como um dos primeiros cronistas da história de Portugal e sua obra é marcada por um estilo literário que combina elementos históricos com uma narrativa envolvente. Vamos analisar as alternativas: A) O cunho puramente científico, devido ao tratamento documental de questões históricas. - Embora tenha um tratamento documental, não é puramente científico, pois também possui um estilo literário. B) A literatura histórica, pela seriedade da pesquisa, pela qualidade do estilo e tratamento literário, além do domínio da técnica dramática, confere à narrativa histórica um tom épico e constitui composição de cenas de grande realismo. - Esta alternativa destaca a qualidade literária e a seriedade da pesquisa, o que é uma característica marcante da obra de Fernão Lopes. C) O fato de ser essencialmente histórico, pela fidelidade aos documentos e objetividade da linguagem científica. - Embora tenha fidelidade aos documentos, a obra não é apenas objetiva e científica. D) A literatura histórica, aproximando-se da ficção histórica moderna, através da fusão da verdade e da ficção. - Essa alternativa sugere uma fusão que não é tão característica da obra de Lopes, que se baseia mais na realidade histórica. E) A natureza estética devido à predominância de elementos ficcionais. - A obra de Lopes é mais focada na história do que na ficção. A alternativa que melhor representa a obra de Fernão Lopes, considerando sua seriedade na pesquisa e a qualidade literária, é: B) a literatura histórica, pela seriedade da pesquisa, pela qualidade do estilo e tratamento literário, além do domínio da técnica dramática, confere à narrativa histórica um tom épico e constitui composição de cenas de grande realismo.

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O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio, na construção da farsa.

a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento.
b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo, animal nobre, que a derruba.
c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo, asno que a carrega.
d) O asno corresponde a Pero Marques, primeiro pretendente e segundo marido de Inês.
e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal.

(UPE-SSA 1 2016). Aristóteles, ao admitir a arte como recriação da realidade, também sistematizou e organizou parâmetros, em seu livro Arte Poética, para distinguir os tipos de produção literária existentes na época. Hoje denominamos esses três diferentes tipos de texto de lírico (palavra cantada), épico (palavra narrada) e dramático (palavra representada). Partindo dos conceitos acima expressos, leia os três textos a seguir: Texto 1 Corridinho O amor quer abraçar e não pode. A multidão em volta, com seus olhos cediços, põe caco de vidro no muro para o amor desistir. O amor pega o cavalo, desembarca do trem, chega na porta cansado de tanto caminhar a pé. O amor usa o correio, o correio trapaceia, a carta não chega, o amor fica sem saber se é ou não é. Fala a palavra açucena, pede água, bebe café, dorme na sua presença, chupa bala de hortelã. Tudo manha, truque, engenho: é descuidar, o amor te pega, te come, te molha todo. Mas água o amor não é (Adélia Prado) Texto 2 Enquanto isto se passa na formosa Casa etérea do Olimpo omnipotente, Cortava o mar a gente belicosa Já lá da banda do Austro e do Oriente, Entre a costa Etiópica e a famosa Ilha de São Lourenço; e o Sol ardente Queimava então os Deuses que Tifeu Co temor grande em peixes converteu. Tão brandamente os ventos os levavam Como quem o Céu tinha por amigo; Sereno o ar e os tempos se mostravam, Sem nuvens, sem receio de perigo. O promontório Prasso já passavam Na costa de Etiópia, nome antigo, Quando o mar, descobrindo, lhe mostrava Novas ilhas, que em torno cerca e lava. (Camões) Texto 3 Entra Todo o Mundo, rico mercador, e faz que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido como pobre. Este se chama Ninguém e diz: Ninguém: Que andas tu aí buscando? Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar: delas não posso achar, porém ando porfiando por quão bom é porfiar. Ninguém: Como hás nome, cavaleiro? Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo e meu tempo todo inteiro sempre é buscar dinheiro e sempre nisto me fundo. Ninguém: Eu hei nome Ninguém, e busco a consciência. Belzebu: Esta é boa experiência: Dinato, escreve isto bem. Dinato: Que escreverei, companheiro? Belzebu: Que ninguém busca consciência. e todo o mundo dinheiro. Ninguém: E agora que buscas lá? Todo o Mundo: Busco honra muito grande. Ninguém: E eu virtude, que Deus mande que tope com ela já. Belzebu: Outra adição nos acude: escreve logo aí, a fundo, que busca honra todo o mundo e ninguém busca virtude. (Gil Vicente) Analise as afirmativas a seguir e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas. ( ) Os três textos, consoante Aristóteles, pertencem aos gêneros dramático, lírico e épico, respectivamente. ( ) O texto 2 expressa uma visão do sentimento amoroso, traduzida por uma voz lírica emotiva, que corresponde ao eu poético criado pela autor. ( ) O texto 2 traz o relato do início da viagem de Vasco da Gama, recurso usado por Camões para narrar a história do povo lusitano, em Os Lusíadas, única epopeia em Língua Portuguesa. ( ) O texto 3 é um fragmento do Auto da Lusitânia, em que o autor Gil Vicente critica os vícios humanos com base nas ações de quatro personagens: Todo o Mundo, Ninguém, Dinato e Belzebu. ( ) O texto 3 retrata uma realidade social que perdura até os dias atuais, o que justifica o fato de as peças vicentinas serem consideradas atemporal e aespacial. É a atualidade dos temas utilizados pelo teatrólogo medieval, que torna suas peças aceitas por expectadores de diferentes épocas. Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.

A) F - F - V - V – V.
B) V - V - V - F – F.
C) F - V - F - V – F.
D) F - F - F - V – F.
E) V - V - F - F – F.

(IFSP 2016). Leia o texto abaixo, um trecho do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, para assinalar a alternativa correta no que se refere à obra desse autor e ao Humanismo em Portugal. Nota: foram feitas pequenas alterações no trecho para facilitar a leitura. Vem um Frade com uma Moça pela mão, e um 1broquel e uma espada na outra, e um 1casco debaixo do 2capelo; e, ele mesmo fazendo a baixa, começou de dançar, dizendo: FRADE Tai-rai-rai-ra-rã; ta-ri-ri-rã; ta-rai-rai-rai-rã; tai-ri-ri-rã: tã-tã; ta-ri-rim-rim-rã. Huhá! DIABO Que é isso, padre?! Que vai lá? FRADE Deo gratias! Sou cortesão. DIABO Sabes também o tordião? FRADE Por que não? Como ora sei! DIABO Pois entrai! Eu tangerei e faremos um serão. Essa dama é ela vossa? FRADE Por minha a tenho eu, e sempre a tive de meu DIABO Fizestes bem, que é formosa! E não vos punham lá 3grosa no vosso convento santo? FRADE E eles fazem outro tanto! DIABO Que cousa tão preciosa... Entrai, padre reverendo! FRADE Para onde levais gente? DIABO Pera aquele fogo ardente que não temestes vivendo. FRADE Juro a Deus que não te entendo! E este hábito não me vale? DIABO Gentil padre mundanal, a Belzebu vos encomendo! 1 - broquel e casco – respectivamente, escudo e armadura para cabeça – são elementos por meio dos quais o autor descreve o frade. 2 - capelo – chapéu ou capuz usado pelos religiosos. 3 - pôr grosa – censurar.

A) A imagem cômica, mas condenável, de um frade que canta, dança e namora, trazendo consigo uma dama, é exemplo cabal do pressuposto das peças de Gil Vicente de que, rindo, é possível corrigir os costumes.
B) O destino do frade é exemplar no que se refere à principal característica da obra de Gil Vicente: a crítica severa, de sabor renascentista, à Igreja Católica, de cuja moral se distancia a obra do dramaturgo.
C) A proposta do teatro vicentino alegórico – especialmente a Trilogia das Barcas – era a montagem de peças complexas, de linguagem rebuscada, distante do falar popular, para criticar, nos termos da moral medieval, os homens do povo.
D) O sistema de valores que pode ser entrevisto nas peças de Gil Vicente, e especialmente no Auto da Barca do Inferno, revela uma mentalidade avessa aos valores da Idade Média.
E) O frade terá como destino o inferno porque é homem “mundanal”, ligado aos gozos do mundo material, em cujo pano de fundo percebe-se o sistema de valores do homem medieval, para o qual não há salvação após a morte.

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