Ed
há 2 anos
Para responder a essa questão, precisamos considerar o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a retroatividade das normas que tratam de improbidade administrativa, especialmente em relação à Lei n. 8.429/1992. Analisando as alternativas: (A) retroage em benefício do agente, desde que o processo judicial em que é réu não tenha transitado em julgado. - Essa alternativa sugere que a norma pode retroagir, mas impõe uma condição que não é a regra geral. (B) não retroage, por força do princípio da segurança jurídica, devendo ser aplicada da vigência da alteração legislativa em diante. - Essa alternativa defende a não retroatividade, o que não é o entendimento predominante em casos de normas mais benéficas. (C) retroage, independente do trânsito em julgado do processo judicial em que o agente é réu, por se tratar de norma mais favorável. - Essa alternativa está alinhada com o entendimento de que normas mais benéficas podem retroagir, independentemente do trânsito em julgado. (D) retroage, desde que o ato de improbidade não tenha causado lesão ao erário. - Essa alternativa limita a retroatividade a uma condição que não é geralmente aplicada. (E) retroage, inclusive no tocante as regras de prescrição. - Essa alternativa fala sobre a retroatividade em relação à prescrição, mas não aborda diretamente a questão da norma revogadora. Diante da análise, a alternativa que melhor reflete o entendimento do STF sobre a norma revogadora do tipo culposo de improbidade administrativa é: (C) retroage, independente do trânsito em julgado do processo judicial em que o agente é réu, por se tratar de norma mais favorável.
Cadastre-se ou realize login
Mais perguntas desse material