Ed
há 2 anos
Vamos analisar as alternativas apresentadas em relação ao caso de Murilo e Paola. a) "Assiste razão ao magistrado, uma vez que o contrato faz lei entre as partes e está em desuso a utilização de testemunhas, pois as partes têm liberdade de celebrar o contrato ou não." - Essa opção não considera a necessidade de testemunhas em contratos que exigem essa formalidade. b) "Assiste razão ao magistrado, pois, no caso em comento, as testemunhas também deveriam ter assinado digitalmente o documento, conferindo, assim, uma autenticidade e garantindo sua executabilidade." - Essa opção sugere que a assinatura digital das testemunhas é necessária, o que não é uma exigência legal em todos os casos. c) "O magistrado está correto em suas alegações, uma vez que, independentemente do meio de formalização do contrato, deve ser respeitada a legislação vigente sobre o tema." - Essa opção é válida, pois a legislação deve ser respeitada, mas não aborda diretamente a questão das assinaturas digitais. d) "Não assiste razão para a decisão do magistrado, uma vez que o STJ já entendeu que a autenticidade das assinaturas digitais, por si só, é capaz de comprovar a vontade das partes e tornar o título executável." - Essa opção é forte, pois menciona a jurisprudência do STJ sobre a validade das assinaturas digitais. e) "Não assiste razão ao magistrado, uma vez que seria impossível, no caso em tela, as testemunhas assinarem o documento, considerando que as partes moram distantes, inviabilizando tal conduta." - Essa opção argumenta sobre a impossibilidade prática, mas não aborda a questão legal. Após analisar as alternativas, a opção que melhor se alinha com a jurisprudência e a validade das assinaturas digitais é a d) "Não assiste razão para a decisão do magistrado, uma vez que o STJ já entendeu que a autenticidade das assinaturas digitais, por si só, é capaz de comprovar a vontade das partes e tornar o título executável."