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Como podemos explicar o imperialismo com partilha da África?

A palavra “imperialismo”, no sentido moderno, desenvolveu-se primordialmente na língua inglesa, sobretudo depois de 1870. Seu significado sempre foi objeto de discussão, à medida que se propunham diferentes justificativas para formas de comércio e de governo organizados. Havia, por exemplo, uma campanha política sistemática para equiparar imperialismo e “missão civilizatória”.  Adaptado de WILLIAMS, Raymond. Um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo: Boitempo, 2007. No final do século XIX, os europeus defendiam seus interesses imperialistas nas regiões africanas e asiáticas, justificando-os como missão civilizatória. Como podemos explicar essa afirmação?

4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

O Imperialismo é definido como sendo uma política de expansão de uma nação sobre outras seja por meio da aquisição territorial, seja pela submissão econômica, política e cultural de outros Estados, que teve início a partir da Segunda Revolução Industrial.

Dessa forma, o Imperialismo pode também ser entendido como o movimento do grande capital financeiro em busca de novos mercados na Ásia, na África e na América Latina.


As grandes potências industriais europeias foram as principais encarregadas desse movimento, buscando principalmente matéria-prima, mercado consumidor e mão-de-obra barata.

Dessa forma, com o intuito de legitimar a dominação exercida sobre esses povos, os países europeus elaboraram algumas teorias explicativas que justificassem a política imperialista e, dentre essas, as principais eram: a missão civilizatória dos europeus sobre os povos "bárbaros", a legitimidade da divisão das riquezas materiais do mundo entre os povos, a necessidade de evangelizar os povos "bárbaros" na doutrina cristã e a superioridade racial dos povos brancos sobre as raças negra e amarela.


Assim, o processo de ocupação territorial, exploração econômica e domínio político do continente africano pelas potências europeias teve início no século XV e se estendeu até a metade do século XX. A descoberta de diamantes na África do Sul e abertura do Canal de Suez, ambos em 1869, despertaram a atenção das potências europeias sobre a importância econômica e estratégica do continente.

Rapidamente, os países europeus começaram a disputar os territórios africanos, uma vez que para concretizar a dominação, muitos países europeus fizeram uso de forças militares, em alguns casos, os próprios líderes africanos fizeram acordos com os estrangeiros para estabelecerem um controle e uma exploração conjunta da região.


A partir disso, os europeus repartiram o território africano em mais de 50 Estados, cujas fronteiras foram demarcadas sem respeitar critérios étnicos e culturais fundamentais para evitar os futuros conflitos na região, por isso até nos dias atuais, as fronteiras africanas dividem uma única comunidade étnica em duas ou mais nações, ou ao contrário, reúnem num mesmo país diversas tribos rivais.


Fonte: http:⁄⁄historiacsd.blogspot.com⁄2012⁄08⁄imperialismo-partilha-da-africa-e-da.html

O Imperialismo é definido como sendo uma política de expansão de uma nação sobre outras seja por meio da aquisição territorial, seja pela submissão econômica, política e cultural de outros Estados, que teve início a partir da Segunda Revolução Industrial.

Dessa forma, o Imperialismo pode também ser entendido como o movimento do grande capital financeiro em busca de novos mercados na Ásia, na África e na América Latina.


As grandes potências industriais europeias foram as principais encarregadas desse movimento, buscando principalmente matéria-prima, mercado consumidor e mão-de-obra barata.

Dessa forma, com o intuito de legitimar a dominação exercida sobre esses povos, os países europeus elaboraram algumas teorias explicativas que justificassem a política imperialista e, dentre essas, as principais eram: a missão civilizatória dos europeus sobre os povos "bárbaros", a legitimidade da divisão das riquezas materiais do mundo entre os povos, a necessidade de evangelizar os povos "bárbaros" na doutrina cristã e a superioridade racial dos povos brancos sobre as raças negra e amarela.


Assim, o processo de ocupação territorial, exploração econômica e domínio político do continente africano pelas potências europeias teve início no século XV e se estendeu até a metade do século XX. A descoberta de diamantes na África do Sul e abertura do Canal de Suez, ambos em 1869, despertaram a atenção das potências europeias sobre a importância econômica e estratégica do continente.

Rapidamente, os países europeus começaram a disputar os territórios africanos, uma vez que para concretizar a dominação, muitos países europeus fizeram uso de forças militares, em alguns casos, os próprios líderes africanos fizeram acordos com os estrangeiros para estabelecerem um controle e uma exploração conjunta da região.


A partir disso, os europeus repartiram o território africano em mais de 50 Estados, cujas fronteiras foram demarcadas sem respeitar critérios étnicos e culturais fundamentais para evitar os futuros conflitos na região, por isso até nos dias atuais, as fronteiras africanas dividem uma única comunidade étnica em duas ou mais nações, ou ao contrário, reúnem num mesmo país diversas tribos rivais.


Fonte: http:⁄⁄historiacsd.blogspot.com⁄2012⁄08⁄imperialismo-partilha-da-africa-e-da.html

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Kauê

Há mais de um mês

O Imperialismo, primeiramente, não se dá só no âmbito militar/expansionista, político-econômico. O imperialismo é também cultural. Se pegarmos pós-colonialistas como Edward Said, que escreveu sobre o Imperialismo principalmente nas terras do Levante (Oriente Médio), o imperialismo é um discurso do Ocidente para inferir verdades sobre o Oriente (já supondo aí que haja uma separação, e que para haver essa separação, um tem de reconhecer o outro como "outro (que não eu/que não igual a mim)." O aparato ideológico do imperialismo europeu serviu para construir conhecimento para subjugar os povos que estavam sob o jugo imperial (diversas terras na África e Ásia, mas de extrema importância, Egito e Índia). Era através do discurso da Missão Civilizatória que os ingleses justificavam sua intervenção nos governos locais. Pois estes povos, segundo a lógica imperialista, eram incivilizados, e portanto, incapazes do auto-governo, e a presença do europeu lhes faria bem, pois não só traria civilização (e suas conseqüências, como o bom governo, a justiça, etc.) como, com o tempo, permitiria que eles talvez viessem a adotar os mesmos valores, e portanto tornarem-se capazes do auto-governo eles mesmos.

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Kauê

Há mais de um mês

Já no que diz respeito à partilha da África, podemos responder de modo simplificado que as potências européias, para manter o equilíbrio no continente europeu e não entrar em guerra entre si, decidiram "dividir os espólios dos conquistados (entre os conquistadores)." A questão é: traçaram limites arbitrários no mapa africano que nada tinham a ver com os grupos étnicos locais. Assim, separaram grupos pertencentes a uma mesma etnia em diversos locais, como também juntaram numa mesma unidade sócio-política etnias que eram inimigas ancestrais, por exemplo. Desta forma, fomentaram conflitos que assolam as nações africanas até hoje, pois é impossível, para muitos destes países "descolonizados" formarem uma identidade nacional própria e coesa, uma vez que os elementos internos destes países possuem identidades antagônicas. Sobre esta questão, postei nos meus arquivos a série "General History of Africa", da UNESCO, em 8 volumes, e estou postando outra sobre África, em mais 8 volumes, "The Cambridge History of Africa." Recomendo as leituras. Abraço

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Nethe

Há mais de um mês

netheturismorural@gmail.com

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas