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Amélia, funcionária pública, associa-se a seu marido João, que trabalha como dentista num hospital particular, para juntos se apropriarem de dinheiro público do qual Amélia tem a posse em razão do seu cargo como Tesoureira. Nesse contexto, é correto afirmar:

a)- Amélia responderá por peculato e João por furto.
b)- Tanto Amélia quanto João responderão por furto, por tratar-se de tipo congruente.
c)- Tanto João quanto Amélia responderão por peculato.
d)- João não será punido, pois era Amélia quem detinha a posse do dinheiro, em razão do cargo.
e)- Amélia responderá por crime de apropriação indébita qualificada e João por usurpação de função pública.
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EnfermagemEmFoco

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

A situação apresentada envolve a apropriação de dinheiro público por Amélia, que é funcionária pública e Tesoureira. Nesse caso, a alternativa correta é: a) Amélia responderá por peculato e João por furto. Amélia, por ser funcionária pública e ter a posse do dinheiro, comete o crime de peculato. João, ao se associar a ela para se apropriar do dinheiro, pode ser responsabilizado por furto, já que ele não detinha a posse direta do bem.

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M., utilizando-se de uma arma de brinquedo (uma réplica perfeita de uma pistola de verdade), consegue intimidar a vítima D, fazendo com que esta entregue a M. sua carteira contendo R$ 1.000,00, correspondente ao salário que havia acabado de receber. O roubo acaba não se consumado, por circunstâncias alheias à vontade de M., eis que este é atropelado quando em disparada procurava se afastar da vítima, ocasião em que veio a ser preso em flagrante, não sem antes ser conduzido para atendimento médico. Em casos como este, pode-se tranqüilamente afirmar, de acordo com a atual orientação do Superior Tribunal de Justiça:

a)- A efetiva intimidação da vítima com arma, ainda que de brinquedo, autoriza o aumento da pena pelo emprego de arma, uma das hipóteses de roubo qualificado (artigo 157, § 2º, I do CP).
b)- O crime de roubo deve ser desclassificado para o crime de furto, ante a ausência de potencial ofensivo no meio de intimidação empregado.
c)- Trata-se de crime impossível, pois, segundo o artigo 17 do CP, “não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.”
d)- A utilização de arma de brinquedo, como instrumento de intimidação da vítima no crime de roubo, não se presta, por si só, para justificar o aumento de pena.
e)- Não há ainda qualquer posição do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de uniformizar a jurisprudência daquela Corte, permanecendo ainda acirrada divergência entre a 5ª e a 6ª Turma, especializadas em Direito Penal.

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