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"X" teve, por grave ameaça, subtraídos bens próprios e de terceiros sob sua guarda. Neste caso,

a)- há concurso formal de crimes de roubo.
b)- há crime único de roubo.
c)- há concurso material de crimes de roubo.
d)- há roubo em continuidade delitiva;
e)- há crime único de furto.
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EnfermagemEmFoco

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

Para analisar a situação apresentada, precisamos entender o que caracteriza o crime de roubo e como ele se aplica ao caso descrito. O roubo é definido como a subtração de bens mediante grave ameaça ou violência, e, neste caso, "X" teve bens próprios e de terceiros subtraídos. Vamos analisar as alternativas: a) Há concurso formal de crimes de roubo - Isso se refere a um único ato que resulta em mais de um crime, mas não se aplica aqui, pois estamos tratando de um único ato de subtração. b) Há crime único de roubo - Esta opção parece correta, pois a subtração dos bens, mesmo que de terceiros, se dá em um único ato de roubo. c) Há concurso material de crimes de roubo - Isso se refere a múltiplos atos que resultam em crimes distintos, o que não se aplica aqui. d) Há roubo em continuidade delitiva - Isso se refere a uma série de crimes que têm uma relação entre si, mas não é o caso aqui. e) Há crime único de furto - O furto não envolve grave ameaça, portanto, não se aplica. Diante da análise, a alternativa correta é: b) há crime único de roubo.

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M., utilizando-se de uma arma de brinquedo (uma réplica perfeita de uma pistola de verdade), consegue intimidar a vítima D, fazendo com que esta entregue a M. sua carteira contendo R$ 1.000,00, correspondente ao salário que havia acabado de receber. O roubo acaba não se consumado, por circunstâncias alheias à vontade de M., eis que este é atropelado quando em disparada procurava se afastar da vítima, ocasião em que veio a ser preso em flagrante, não sem antes ser conduzido para atendimento médico. Em casos como este, pode-se tranqüilamente afirmar, de acordo com a atual orientação do Superior Tribunal de Justiça:

a)- A efetiva intimidação da vítima com arma, ainda que de brinquedo, autoriza o aumento da pena pelo emprego de arma, uma das hipóteses de roubo qualificado (artigo 157, § 2º, I do CP).
b)- O crime de roubo deve ser desclassificado para o crime de furto, ante a ausência de potencial ofensivo no meio de intimidação empregado.
c)- Trata-se de crime impossível, pois, segundo o artigo 17 do CP, “não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.”
d)- A utilização de arma de brinquedo, como instrumento de intimidação da vítima no crime de roubo, não se presta, por si só, para justificar o aumento de pena.
e)- Não há ainda qualquer posição do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de uniformizar a jurisprudência daquela Corte, permanecendo ainda acirrada divergência entre a 5ª e a 6ª Turma, especializadas em Direito Penal.

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