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Em paciente vítima de trauma abdominal fechado, a presença de dor no ombro esquerdo pode estar associada com irritação diafragmática por lesão esplênica.
Esse dado semiológico é conhecido como sinal de:
A) Fox.
B) Kussmaul.
C) Kocher.
D) Kehr.
E) Mattox.
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A dor no ombro esquerdo em pacientes com trauma abdominal fechado, especialmente quando associada à irritação diafragmática, é um sinal clínico importante. Esse fenômeno é conhecido como sinal de Kehr, que se refere à dor referida no ombro devido à irritação do diafragma, frequentemente causada por lesões esplênicas. Analisando as alternativas: A) Fox - Não é o sinal relacionado à dor no ombro. B) Kussmaul - Refere-se a um padrão respiratório específico, não à dor no ombro. C) Kocher - Relaciona-se a um sinal de apendicite, não à dor no ombro. D) Kehr - Este é o sinal correto, relacionado à dor referida no ombro devido à irritação diafragmática. E) Mattox - Não é um sinal conhecido relacionado a essa condição. Portanto, a alternativa correta é: D) Kehr.

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VALORES DE REFERÊNCIA UNICAMP – Prova de especialidades clínicas – Residência Médica - 2015
1) (UNICAMP 2016) Homem, 46a, procura a unidade de emergência com história de febre baixa diária (até 37,8oC) e episódios de sudorese noturna há 15 dias. Refere perda de peso nos últimos 2 meses, de 82 para 75 Kg. Exame Físico: bom estado geral, PA= 130x80 mmHg, FC = 72 bpm, palidez cutânea, linfonodos de até 1cm de diâmetro em cadeias cervicais anteriores e posteriores, e inguinais bilateralmente. Baço palpável a 2 cm do rebordo costal esquerdo. Hemograma: Hb= 10,6g/dL, leucócitos= 29.000/mm3 (segmentados= 54%, bastonetes= 12%, metamielócitos= 6%, mielócitos= 4%, promielócitos= 4%, blastos= 1%, linfócitos= 13%, eosinófilos= 3%, basófilos= 2%, monócitos= 1%), plaquetas= 567.000/mm3. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA E A CONDUTA SÃO:
A) Leucocitose reacional, investigação de foco infeccioso
B) Leucemia aguda, esfregaço e cariótipo de medula óssea
C) Linfoma não Hodgkin/Leucemia linfoide crônica, biopsia de medula óssea
D) Leucemia mielóide crônica, esfregaço e cariótipo de medula óssea

2) (UNICAMP 2016) Homem,42a, procura a unidade de emergência por dor abdominal progressiva há uma semana e febre há 24 horas. Antecedente: tabagismo por 10 anos (até há 25 anos) e trombose venosa profunda de membro inferior esquerdo há 5 anos, após trauma automobilístico. Exame físico: Bom estado geral, T=38,1º C, PA 110x80 mmHg, FC=106 bpm. Abdome: dor moderada à palpação profunda, mais intensa em fossa ilíaca direita, com irradiação para hipocôndrio direito. Hemograma: Hb= 13,3g/dl, leucócitos= 18.900/mm3 (bastonetes 10%, segmentados 75%, linfócitos 13%, monócitos 2%), plaquetas= 683.000/mm3. Tomografia de abdome: trombose de veia porta e massa mal delimitada em fossa ilíaca direita, com borramento da gordura adjacente ao apêndice. ESSE FENÔMENO TROMBÓTICO É SECUNDÁRIO A:
A) Trombocitemia essencial
B) Infecção intra-abdominal
C) Policitemia Vera
D) Trombofilia hereditária

3) (UNICAMP 2016) Homem 45a, procura serviço médico com queixa de dor em região cervical esquerda, com irradiação para ombro, lateral do braço e antebraço ipsilateral. Refere adormecimento em polegar esquerdo. Exame físico: força muscular grau IV à flexão do cotovelo contra resistência. A RAIZ NERVOSA AFETADA E O REFLEXO A SER PESQUISADO SÃO:
A) C4; tricipital
B) C5; radial
C) C6; bicipital
D) C7; estiloradial

4) (UNICAMP 2016) Mulher, 22a, previamente hígida, procura Unidade de Pronto Atendimento com queixa de tosse há um mês, com expectoração em moderada quantidade, de início amarelada mas que se tornou hemoptoica há uma semana, acompanhada de dor em aperto no lado esquerdo do tórax desde o início do quadro. Nega outras queixas. Exame físico: Regular estado geral, T= 37,9ºC, FC= 96 bpm, FR= 22 irpm, PA= 110 x 90mmHg, Oximetria em ar ambiente = 95%. Pulmões: roncos difusos e estertores subcrepitantes e crepitantes em campos médio e inferior esquerdo. DEPOIS DE REALIZADO O RADIOGRAMA DE TÓRAX, A CONDUTA É:
A) Coletar três amostras de escarro para pesquisa de bacilo álcool-ácido resistente
B) Tomografia computadorizada de tórax
C) Realizar sorologia para paracoccidioidomicos
D) Iniciar antibioticoterapia para cobertura de germes de flora mista

5) (UNICAMP 2016) Homem, 23a, encaminhado ao serviço de referência de AIDS, de um serviço de hemoterapia por sorologia positiva para vírus de imunodeficiência humana, sem queixas. Exame físico: sem alterações. A TERAPIA ANTIRRETROVIRAL (TARV) DEVERÁ SER PRESCRITA:
A) Independente da carga viral e da contagem de linfócitos-T CD4+
B) Quando apresentar uma doença oportunista
C) Quando apresentar carga viral detectável em qualquer nível
D) Quando houver contagem de linfócitos-T CD4+ menor que 500 células/mL.

6) (UNICAMP 2016) Homem, 30a, realiza avaliação admissional e é encaminhado a Unidade Básica de Saúde por exame alterado (ALT =60U/L). Solicitado investigação sorológica: AgHBs: reagente, Anti-HBs: não reagente, Anti-HBc: reagente, AgHBe: não reagente, AntiHBe: reagente; sorologia Hepatite C: não reagente; sorologia Hepatite A: IgG reagente, IgM: não reagente. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA E CONDUTA SÃO:
A) Hepatite B crônica ativa, solicitar HBV DNA quantitativo
B) Hepatite B resolvida, seguimento ambulatorial
C) Hepatite B crônica ativa, iniciar tenofovir ou entecavir
D) Hepatite B aguda, seguimento ambulatorial.

7) (UNICAMP 2016) Homem, 21a, trabalhador rural, procura Unidade Básica de Saúde queixa de bolhas que se rompiam facilmente na face e no tronco há seis meses. Exame dermatológico: exulcerações e crostas em regiões malares e asas nasais; bolhas flácidas de conteúdo citrino e áreas de exulcerações e crosta na região esternal e no alto dorso. Sem lesões de mucosas. Sinal de Nikolski positivo. O DIAGNÓSTICO, O SUBSTRATO HISTOPATOLÓGICO E A IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA SÃO:
A) Pênfigo de Cazenave, bolha subepidérmica, ausência de depósito de imunoglobulinas
B) Pênfigo vulgar, bolha supra-basal, depósito de IgG na zona da membrana basal
C) Pênfigo foliáceo endêmico, bolha subcórnea, depósito de IgG intercelular na camada espinhosa
D) Penfigoide bolhoso, bolha subepidérmica, depósito de IgA na zona da membrana basal.

8) (UNICAMP 2016) Homem, 57a, diabético há 20 anos, retorna em consulta de rotina com os seguintes exames: glicemia de jejum: 168mg/dL, hemoglobina glicada: 8,4%; colesterol total: 232mg/dL, HDL: 32mg/dL, LDL: 175 mg/dL, Triglicérides: 205mg/dL, ureia: 40mg/dL, creatinina: 1.0mg/dL. Em uso regular de 20mg de gliblenclamida, 2g de metformina, 75mg de captopril. Faz dieta adequada. A CONDUTA É:
A) Substituir a sulfaniluréia por glimepirida 4 mg por dia; introduzir estatina
B) Substituir metformina por roseglitazona; dieta hipolipemiante
C) Acrescentar insulina na hora de dormir (bedtime); introduzir estatina
D) Suspender a sulfaniluréia; dieta hipolipemiante

9) (UNICAMP 2016) Mulher, 81a, em acompanhamento por insuficiência cardíaca, em uso regular de captopril e hidroclorotiazida, queixa-se de batedeira, ansiedade e dispneia súbita mesmo ao repouso, nega dor precordial. Exame físico: PA= 140x85 mmHg, FC= 124 bpm, T= 36,5ºC, FR= 24 irpm, oximetria de pulso (ar ambiente)= 97%; Pulmões: estertores crepitantes em base esquerda; Coração: Bulhas arrítmicas, normofonéticas, presença de sopro protosistólico, suave em foco mitral, sem irradiação. Membros: edema maleolar +/4+. Traz o ECG abaixo: O DIAGNÓSTICO É:
A) Hipercalemia
B) Síndrome coronariana aguda com supra
C) Endocardite bacteriana subaguda
D) Hipertireoidismo

10) (UNICAMP 2016) Mulher, 46a, queixa-se de dor abdominal infraumbilical 2-3 vezes/dia há mais de 1 ano, algumas vezes pós-prandiais e melhora com evacuação. As fezes são amolecidas, com presença de muco e sem outras alterações. Refere urgência para defecar. Conta 1 ou 2 episódios de evacuação à noite. Nega emagrecimento e febre. Exame físico: dor à palpação em fossas ilíacas e ausência de massas. O DIAGNÓSTICO É:
A) Diverticulite
B) Supercrescimento bacteriano
C) Síndrome do intestino irritável
D) Doença inflamatória intestinal

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