Logo Passei Direto
Buscar
O Município de Aporá-BA, editou lei municipal ( Lei 045/2011) que emendava o inciso IV do artigo 29 da constituição federativa do Brasil. Segundo nossa apostila, no que tange à hierarquia das normas, assinale a afirmativa correta:
a. Buscando a dinamicidade social, e contando que os legisladores tenham acesso pleno as fontes do Direito, é possível que a Lei municipal de Aporá altere parte da constituicáo que é de seu interesse, tendo em vista o Direito de representacáo social. Isso quer dizer que, se a populacáo de Aporá deseja aplicar de forma diferenciada uma determinacáo constitucional, tendo em vista o interesse público, seus legisladores podem sim revogar em uma pequena parte a constituicáo federal.
b. Como o número da Lei municipal é 45 e o artigo da constituicáo é de número 29, é plenamente possivel a revogacáo deste. Ora, se a lei municipal tem número maior, é porque é mais forte. Usa-se aqui as regras do “Super Trunfo”.
C. A Lei municipal náo pode revogar dispositivo constitucional, pois a constituicáo é de interesse público, e a Lei municipal é de interesse privado.
d. Lei Municipal sempre será a norma hierarquicamente superior á todas as outras, pois ela está mais próxima da populacáo daquele lugar. Ora a constituicáo foi feita em Brasilia, longe de tudo, já a Lei de Aporá foi feita dentro da própria cidade, e por isso, tendo em vista a representacáo democrática, a Lei municipal representa mais os interesses da populacáo local, por isso deve se sobrepor a todas as outras normas.
e. O município de Aporá náo pode emendar ou alterar a constituicáo por meio de Lei Municipal, tendo em vista que leis municipais, hierarquicamente, conforme mostra a pirámide de kelsen, náo pode contrariar ou alterar dispositivo da constituicáo.
User badge image
AdmComigo

há 11 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 11 meses

Vamos analisar as alternativas uma a uma, considerando a hierarquia das normas e o que a Constituição Federal estabelece. a) Esta afirmativa está incorreta, pois a Constituição não pode ser alterada por leis municipais, independentemente do interesse público ou da representação social. b) Esta afirmativa também está incorreta. O número da lei não determina sua força ou hierarquia. A Constituição é a norma suprema e não pode ser revogada por uma lei municipal, independentemente dos números. c) Esta afirmativa está correta. A Lei municipal não pode revogar dispositivo constitucional, pois a Constituição é de interesse público e possui uma hierarquia superior às leis municipais. d) Esta afirmativa é incorreta. A proximidade da lei municipal com a população não a torna superior à Constituição. A hierarquia das normas é clara e a Constituição sempre prevalece. e) Esta afirmativa é verdadeira, mas a opção c) é mais direta e objetiva em afirmar que a lei municipal não pode revogar a Constituição. Portanto, a alternativa correta é: c) A Lei municipal não pode revogar dispositivo constitucional, pois a constituição é de interesse público, e a Lei municipal é de interesse privado.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar essa resposta. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

É correto afirmar que a. Todas as afirmações são corretas. b. Nenhuma das afirmações são corretas. c. As fontes do Direito são uma mentira. Se o Direito surge dos conflitos sociais, só há uma fonte do direito, sendo ela decorrente de qualquer um dos envolvidos no conflito, que reclamam suas dores e questões e devem ser ouvidos pelos legisladores. d. As fontes são mecanismos originários do Direito que buscam com que os julgadores atendam às demandas sociais com maior dinamicidade e rapidez, tendo em vista a constante demanda social por regulamentação jurídica. No Brasil as fontes são Leis, costumes, jurisprudência, doutrina, analogia, princípios e senso de equidade. e. As fontes do Direito são as situações em que podem alterar as normas, são elas a jurisdição, a academia, produção literária, manias, sentimento de vingança.

Podemos afirmar que:
a. O Direito privado é aquele que trata das negociações entre grandes empresas e grandes instituições, e o direito público é aquele que trata das relações entre as pessoas comuns, sem grandes fortunas, direito público, em síntese, diz respeito à classe média.
b. O direito público é todo o Direito, pois não importa se as normas dizem respeito a uma relação privada ou não. Tudo o que acontece em sociedade é de interesse geral, ou seja, interesse público. Portanto todo o Direito é público.
c. Direito privado são aqueles que tratam da propriedade privada soberana. Por exemplo, em uma desapropriação de terras privadas, todas as normas envolvidas serão de direito privado, pois diz respeito à uma propriedade privada.
d. Pouco importa a diferenciação entre direito público e privado, tendo em vista que quem irá julgar as relações será uma pessoa escolhida pela elite capitalista que por anos manipula o público e o privado por meio das emissoras de televisão.
e. O direito público é o conjunto de normas de interesse social, com forte atuação do estado, que contém regras de organização social e que buscam a satisfação do interesse público.

É correto afirmar a. Todas as alternativas estão corretas perante a estrutura da pirâmide de Kelsen. b. O Direito serve tão somente para a classe dominante se sobrepôr à minoria oprimida. Verdade é que só beneficia os empresários e grandes brancos imperialistas. c. O Direito e a sociedade sempre andaram de “mãos dadas” sendo que um nao existe sem o outro, e a evolução de um necessariamente implica na evolução do outro. Ambos coexistem em dependência. d. O direito nunca reflete as vontades de uma sociedade. Na verdade o Direito é a própria sociedade, no sentido de que as regras de convivência em grupo pouco importam perante o sentimento de nação. Se houver conflitos sociais, que seja, desde que a economia vá bem e a taxa de desemprego sob controle. e. Nenhuma das alternativas estão corretas

É correto afirmar que:
a. O código de hamurabi é considerado um dos mais antigos códigos da humanidade, e traz uma estrutura muito parecida com a dos códigos modernos. Tinha como pilar mestre a Lei de Talião, que previa que quem sofria um dano, tinha direito de causar o mesmo tipo de dano ao agressor (olho por olho, dente por dente).
b. Os códigos escritos são uma invenção da burguesia para controlar o proletariado. Por isso a expressão “o rico cada vez fica mais rico, e o pobre cada vez fica mais pobre. É que o de cima sobe e o de baixo desce!”.
c. A lei escrita de hoje em dia, assim como no código de talião/hamurabi, busca a vingança contra o agressor. O conceito de indenização monetária/patrimonial é até legal, mas nunca funcionou direito na prática, pois quando aplicada a parte lesada nunca é verdadeiramente compensada. Por exemplo, se um sujeito segar o outro, para a vítima mais vale furar o olho do seu agressor (como punição) do que receber uma indenização patrimonial/monetária, assim como reza a Blíbia: “olho por olho, dente por dente”.
d. O código de Talião contia a Lei de Hamurabi. Foi o código menos relevante da história pois previa somente os conflitos, mas não a solução para eles. Muitas guerras e mutilações aconteceram, por isso a expressão “olho por olho, dente por dente”.
e. Estão incorretas todas as afirmativas

É correto afirmar que: a. O princípio da obrigatoriedade diz que publicada uma lei, e passado o prazo da vacatio legis, tal lei passa a valer para todos. Ou seja, TODOS devem obedecê-la. Ninguém pode se escusar de cumprir a Lei alegando desconhecimento ou conhecimento equivocado. Em outras palavras, a ignorância da Lei ou a interpretação equivocada não é justificativa para desobedecê-la. b. O princípio da irretroatividade diz que a Lei não pode, em hipótese alguma, atingir fatos e eventos passados, mesmo na ausência total de riscos de Dano ao contribuinte, extinção de direitos, restrição de liberdades ou modificação de coisa julgada. c. O princípios da obrigatoriedade diz que em regra, a Lei não atinge, em hipótese alguma, fatos e eventos que já passaram. Ela passa a valer dali para frente somente, ou seja, dali pra frente todos são obrigados a cumprir o dispositivo legal. d. O princípio da obrigatoriedade é falho, tendo em vista que vivemos em um país livre e cada um pode fazer o que quiser, mesmo que não autorizado por lei, sendo fascista a vontade do estado de submeter todos os cidadãos ao regime inflexível e falho das Leis. e. O princípio da irretroatividade diz que em regra, nos casos em que não cause danos ao contribuinte, extinga direitos nem restrinja a liberdade dos indivíduos a Lei não pode retroagir e atingir fatos e eventos passados. Porém, uma norma norma pode retroagir para atingir fatos passados sempre que o legislador quiser e a população pedir, conforme artigo 5º, inciso XXXVI da constituição federal

Relação jurídica é: a. Todas as afirmativas estão corretas. b. Relação jurídica é a relação existente entre os juízes, promotores e advogados. Quem já participou de uma audiência sabe o quando eles são amigos e mantém entre si relações de amizade e apreço. c. Relação jurídica é aquela pela qual o estado controla a sociedade. A força que a Lei tem sobre o povo é que é chamada relação jurídica. O estado, portanto, sempre é sujeito ativo (pois a ele interessa todos os direitos) e a população sempre será sujeito passivo da relação (pois a ela incumbe todas as obrigações, como a declaração de tributos, por exemplo). d. Nenhuma das afirmativas está correta e. Vínculo estabelecido e regulado de maneira legal entre dois ou mais sujeitos envolvidos em uma situação em que ambos tenham determinados interesses, e que dela decorra efeitos jurídicos em que um dos sujeitos tem direitos (sujeito ativo) e o outro obrigações (sujeito passivo).

Mais conteúdos dessa disciplina