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alguem saberia me explicar esse caso?

Rcl 10495 AgR / RS - RIO GRANDE DO SUL AG.REG. NA RECLAMAÇÃO Relator(a):  Min. DIAS TOFFOLI Julgamento:  19/06/2013           Órgão Julgador:  Tribunal Pleno

Publicação PROCESSO ELETRÔNICO DJe-186  DIVULG 20-09-2013  PUBLIC 23-09-2013 Parte(s) AGDO.(A/S)          : UNIÃO ADV.(A/S)           : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S)          : FUNAI - FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO PROC.(A/S)(ES)      : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S)          : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES)      : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S)           : LUÍS ALBERTO ESPOSITO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S)         : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO AGTE.(S)            : EVANDRO CARLOS GOMES E OUTRO(A/S) Ementa

EMENTA Agravo regimental na reclamação. Interesse meramente patrimonial do particular em face do Poder Público. Ausência de conflito federativo. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, f, da CF/88). Agravo regimental não provido. 1. A norma inscrita no art. 102, I, f, da CF/88 restringe-se àqueles litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto federativo. 2. O caso dos autos, por tratar de interesse meramente patrimonial de particular em face do Poder Público, não tem projeção de caráter institucional, bem como não afeta as relações políticas entre as unidades federadas, não revelando controvérsia com potencial de gerar instabilidade no pacto federativo. Portanto, não é apto a atrair a competência originária da Suprema Corte inscrita no art. 102, I, f, da CF/88. Precedente (ACO nº 1.551/MS-AgR, DJe de 20/3/12). 3. Agravo regimental não provido.

Decisão O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Ricardo Lewandowski. Plenário, 19.06.2013. Indexação

 


2 resposta(s)

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Láurea

Há mais de um mês

A questão trata da seguinte ementa, originária do julgamento, pelo STF, de um Agravo Regimental na Reclamação n° 10495. 

Agravo regimental na reclamação. Interesse meramente patrimonial do particular em face do Poder Público. Ausência de conflito federativo. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, f, da CF/88). Agravo regimental não provido. 1. A norma inscrita no art. 102, I, f, da CF/88 restringe-se àqueles litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto federativo. 2. O caso dos autos, por tratar de interesse meramente patrimonial de particular em face do Poder Público, não tem projeção de caráter institucional, bem como não afeta as relações políticas entre as unidades federadas, não revelando controvérsia com potencial de gerar instabilidade no pacto federativo. Portanto, não é apto a atrair a competência originária da Suprema Corte inscrita no art. 102, I, f, da CF/88. Precedente (ACO nº 1.551/MS-AgR, DJe de 20/3/12). 3. Agravo regimental não provido.

Primeiramente cabe ressaltar que o Agravo Regimental é um recurso interposto pela parte que intenta a revisão do julgamento monocrático, pelo colegiado do Tribunal Superior, seria como o Agravo de Instrumento em 1ª instância.

In casu, o Agravante objetivava submeter ao crivo do colegiado do STF a decisão monocrática do Min. Relator que negou seguimento à Reclamação. Toda a discussão gira em torno da competência, ou não, do STF em discutir a matéria que envolve a demarcação de terras indígenas, no teritório do Rio Grande do Sul (meu querido estado).

Acabou-se por entender que inexiste litígio entre os entes federativos, assim como existe caracterização de interesses meramente patrimoniais, e não institucionais ou políticos, ou seja, há ausência de conflito federativo entre o Estado do Rio Grande do Sul e a União, razão pela qual o STF não é competente para análise da matéria, portanto correto o entendimento do Min. Rel.

Tal decisão encontra fundamento no art. 102, I, ‘f’, da CF.

Não sei se era esta a dúvida. Bons estudos. 

 

A questão trata da seguinte ementa, originária do julgamento, pelo STF, de um Agravo Regimental na Reclamação n° 10495. 

Agravo regimental na reclamação. Interesse meramente patrimonial do particular em face do Poder Público. Ausência de conflito federativo. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, f, da CF/88). Agravo regimental não provido. 1. A norma inscrita no art. 102, I, f, da CF/88 restringe-se àqueles litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto federativo. 2. O caso dos autos, por tratar de interesse meramente patrimonial de particular em face do Poder Público, não tem projeção de caráter institucional, bem como não afeta as relações políticas entre as unidades federadas, não revelando controvérsia com potencial de gerar instabilidade no pacto federativo. Portanto, não é apto a atrair a competência originária da Suprema Corte inscrita no art. 102, I, f, da CF/88. Precedente (ACO nº 1.551/MS-AgR, DJe de 20/3/12). 3. Agravo regimental não provido.

Primeiramente cabe ressaltar que o Agravo Regimental é um recurso interposto pela parte que intenta a revisão do julgamento monocrático, pelo colegiado do Tribunal Superior, seria como o Agravo de Instrumento em 1ª instância.

In casu, o Agravante objetivava submeter ao crivo do colegiado do STF a decisão monocrática do Min. Relator que negou seguimento à Reclamação. Toda a discussão gira em torno da competência, ou não, do STF em discutir a matéria que envolve a demarcação de terras indígenas, no teritório do Rio Grande do Sul (meu querido estado).

Acabou-se por entender que inexiste litígio entre os entes federativos, assim como existe caracterização de interesses meramente patrimoniais, e não institucionais ou políticos, ou seja, há ausência de conflito federativo entre o Estado do Rio Grande do Sul e a União, razão pela qual o STF não é competente para análise da matéria, portanto correto o entendimento do Min. Rel.

Tal decisão encontra fundamento no art. 102, I, ‘f’, da CF.

Não sei se era esta a dúvida. Bons estudos. 

 

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Jennifer

Há mais de um mês

muito obrigada, tirou todas minhas dúvidas!

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes