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Direito Administrativo

Colégio Objetivo
Um analista político afirma que "a formulação de políticas públicas é tarefa exclusiva do Poder Legislativo, que representa a vontade popular, enquanto ao Poder Executivo cabe unicamente a tarefa de executar fielmente o que a lei determina".
Considerando a dinâmica contemporânea da administração pública, como essa afirmação pode ser criticada?
a. A afirmação é imprecisa porque, na prática, o Poder Executivo exerce uma "capacidade normativa de conjuntura", participando ativamente da formulação de políticas por meio de instrumentos como decretos e medidas provisórias, que adaptam as diretrizes às realidades específicas.
b. A crítica principal é que a formulação de políticas hoje é dominada por atores privados e grupos de interesse, tornando o papel tanto do Legislativo quanto do Executivo secundário.
c. A afirmação ignora que a principal função do Executivo na formulação de políticas é o planejamento orçamentário, conforme definido no artigo 165 da Constituição.
d. A afirmação está correta, pois a teoria da separação dos poderes estabelece uma divisão rígida de funções para garantir o equilíbrio e evitar a concentração de poder.
e. A crítica reside no fato de que o Poder Judiciário, e não o Executivo, tem cada vez mais participado da formulação de políticas ao interpretar as leis.
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há 2 meses

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há 2 meses

Vamos analisar as alternativas apresentadas em relação à afirmação do analista político sobre a exclusividade do Poder Legislativo na formulação de políticas públicas. a) A afirmação é imprecisa porque, na prática, o Poder Executivo exerce uma "capacidade normativa de conjuntura", participando ativamente da formulação de políticas por meio de instrumentos como decretos e medidas provisórias, que adaptam as diretrizes às realidades específicas. - Esta alternativa é correta, pois reconhece que o Poder Executivo tem um papel ativo na formulação de políticas públicas, utilizando instrumentos normativos. b) A crítica principal é que a formulação de políticas hoje é dominada por atores privados e grupos de interesse, tornando o papel tanto do Legislativo quanto do Executivo secundário. - Embora essa crítica possa ser válida, não aborda diretamente a afirmação sobre a exclusividade do Legislativo. c) A afirmação ignora que a principal função do Executivo na formulação de políticas é o planejamento orçamentário, conforme definido no artigo 165 da Constituição. - Essa alternativa é um ponto importante, mas não é a crítica mais abrangente à afirmação inicial. d) A afirmação está correta, pois a teoria da separação dos poderes estabelece uma divisão rígida de funções para garantir o equilíbrio e evitar a concentração de poder. - Esta alternativa defende a afirmação original, o que não é uma crítica. e) A crítica reside no fato de que o Poder Judiciário, e não o Executivo, tem cada vez mais participado da formulação de políticas ao interpretar as leis. - Embora o Judiciário tenha um papel importante, essa alternativa não aborda diretamente a questão da exclusividade do Legislativo. Após essa análise, a alternativa que melhor critica a afirmação do analista político é a) A afirmação é imprecisa porque, na prática, o Poder Executivo exerce uma "capacidade normativa de conjuntura", participando ativamente da formulação de políticas por meio de instrumentos como decretos e medidas provisórias, que adaptam as diretrizes às realidades específicas.

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A formulação de políticas públicas em sociedades complexas raramente se encaixa em um único modelo explicativo. O Estado não é um mero reflexo das pressões de grupos (pluralismo), nem um instrumento de uma única classe (estruturalismo), nem totalmente autônomo. Diante disso, o conceito de "autonomia relativa" do Estado é introduzido para explicar seu papel.
O que esse conceito implica para a capacidade do Estado de formular e implementar políticas públicas?
a. Implica que o Estado é completamente independente de quaisquer influências sociais ou econômicas, tomando decisões baseadas unicamente em critérios técnicos e racionais definidos internamente.
b. Significa que o Estado possui um espaço de atuação próprio, que lhe permite desenvolver capacidades e implementar políticas, mas essa autonomia é permeável e limitada por influências de atores internos e externos, variando conforme o contexto histórico.
c. Sugere que a autonomia do Estado é apenas uma aparência, pois, no fundo, todas as suas decisões são determinadas pelas elites econômicas que controlam o poder.
d. Implica que o Estado só consegue formular políticas distributivas, que atendem a múltiplos grupos de interesse, mas é incapaz de formular políticas redistributivas, que contrariam interesses poderosos.
e. Significa que, com a globalização, a autonomia do Estado foi completamente erodida, e os governos hoje apenas administram decisões tomadas por organismos internacionais.

Analisando o cenário brasileiro, observa-se uma tensão fundamental: a Constituição de 1988 estabeleceu um robusto arcabouço de direitos sociais, típico do Estado de bem-estar social, mas sua plena implementação tem sido desafiada por medidas de ajuste fiscal e por uma dinâmica socioeconômica marcada pela concentração de poder.
Qual das seguintes afirmacoes melhor explica essa contradição estrutural?
a. A contradição deriva da coexistência de um ideal democrático de igualdade política com a realidade de um sistema capitalista que gera disparidade de poder econômico, a qual se converte em influência política que favorece agendas contrárias aos direitos sociais.
b. A contradição se explica pelo fato de que a sociedade brasileira, em sua maioria, rejeita o modelo de Estado social, preferindo um Estado mínimo, o que se reflete na eleição de governos com pautas neoliberais.
c. A tensão ocorre porque o Poder Judiciário tem se recusado a intervir na implementação de políticas públicas, adotando uma postura de excessiva deferência ao Poder Executivo e Legislativo.
d. O principal problema reside no desenho da Constituição de 1988, que, ao ser inspirada em modelos europeus, tornou-se inadequada para a realidade brasileira, sendo o desmonte das políticas sociais uma correção de rota necessária.
e. A contradição é apenas aparente, pois as políticas neoliberais de ajuste fiscal são, na verdade, a ferramenta mais eficaz para gerar a riqueza necessária para financiar o Estado de bem-estar social a longo prazo.

O conceito de "empoderamento" é apresentado como central para a relação entre direito e políticas públicas em Estados de bem-estar social. Para que o empoderamento de comunidades locais seja efetivo na formulação de uma nova política de desenvolvimento urbano, não basta apenas garantir o direito formal à participação em audiências públicas. É crucial que as instituições jurídicas e políticas também forneçam um conjunto integrado de condições. Avalie as opções abaixo e identifique a que melhor descreve esse conjunto integrado de condições necessárias para um empoderamento real.
a. Acesso a recursos financeiros diretos para as lideranças comunitárias, garantindo sua autonomia econômica em relação ao poder público e a outros atores políticos.
b. Direitos claros de participação, acesso facilitado à informação relevante sobre o projeto e seus impactos, e recursos que desenvolvam a capacidade da comunidade de analisar e utilizar essa informação eficazmente.
c. A delegação completa da autoridade decisória para os atores não estatais, permitindo que a própria comunidade defina e implemente a política sem interferência governamental.
d. A criação de estruturas jurídicas complexas e especializadas, como agências reguladoras locais, que possam mediar os conflitos entre a comunidade e os interesses do Estado.
e. A priorização do bem-estar coletivo sobre a justiça individual, garantindo que as decisões tomadas pela comunidade beneficiem a maioria, mesmo que restrinjam direitos de alguns indivíduos.

Um novo governo, ao assumir a gestão, decide descontinuar uma política pública de saneamento básico iniciada pela gestão anterior, alegando que a "reserva do possível" e as restrições orçamentárias impedem sua continuidade. Adicionalmente, argumenta que a nova administração possui total discricionariedade para definir suas próprias prioridades. À luz dos princípios que regem a implementação de políticas públicas, qual análise crítica dessa decisão governamental é a mais consistente?
a. O argumento da "reserva do possível" só poderia ser aceito se a política em questão não estivesse ligada a direitos fundamentais consagrados na Constituição, como a dignidade humana.
b. A descontinuidade da política é válida, desde que o Poder Executivo obtenha autorização expressa do Poder Legislativo, que é o único poder com legitimidade para formular e extinguir políticas de longo prazo.
c. A decisão é tecnicamente justificada, pois a implementação de qualquer política pública depende unicamente da disponibilidade de recursos financeiros, sendo a "reserva do possível" um argumento soberano.
d. A decisão ignora que a discricionariedade administrativa é limitada por diretrizes constitucionais e que a "juridicização" das políticas públicas visa garantir sua continuidade e permitir o controle social e jurídico, mesmo com a troca de governos.
e. A decisão é legítima, pois a alternância de poder na democracia confere ao novo governante total liberdade para redefinir programas de ação, desvinculando-se dos compromissos da gestão anterior.

A Constituição de 1988 estabeleceu um vasto rol de direitos sociais, como saúde e educação, cuja efetivação depende de ações contínuas do Estado. Ao mesmo tempo, a origem do conceito de políticas públicas, especialmente nos EUA, remete a intervenções pontuais para resolver problemas específicos, que deveriam cessar uma vez atingido o objetivo. Como essa dupla influência se manifesta na prática da administração pública brasileira?
a. No Brasil, as políticas públicas são exclusivamente de competência do Poder Legislativo, que as cria por meio de leis, enquanto o modelo norte-americano se baseia em atos do Poder Executivo.
b. A prática brasileira ignora o conceito de política pública e se baseia apenas na prestação contínua de serviços, sem as etapas de formulação, monitoramento e avaliação características do campo.
c. O Brasil adotou exclusivamente o modelo norte-americano, tratando todos os direitos sociais como problemas pontuais que, uma vez solucionados em uma região, têm suas políticas encerradas.
d. Ocorre uma tensão conceitual: o Estado brasileiro implementa ações enquadradas como "políticas públicas", com ciclos de planejamento e avaliação, mas com a finalidade de garantir direitos de forma contínua e universal, diferentemente da concepção original de intervenção temporária.
e. A influência norte-americana levou o Brasil a priorizar políticas de desenvolvimento econômico em detrimento das políticas sociais, que são consideradas secundárias e não universais.

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