Ed
há 4 meses
Para responder à sua pergunta, vamos analisar as opções à luz das teorias de Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron, especialmente no que diz respeito ao conceito de capital cultural e como ele se relaciona com o currículo escolar. a) A crítica da cultura não tem espaço atualmente, já que vivemos na sociedade do conhecimento e na era da informática. - Esta opção ignora a crítica que Bourdieu faz sobre a cultura e o acesso desigual a ela. b) O currículo escolar está baseado na cultura dominante. Por isso, crianças pertencentes às classes dominantes facilmente compreendem o código utilizado, que lhes é familiar. O mesmo não ocorre com crianças pertencentes às classes dominadas. - Esta opção reflete bem a teoria de Bourdieu, que argumenta que o currículo muitas vezes privilegia a cultura das classes dominantes, dificultando o aprendizado das classes dominadas. c) A escola oferece a mesma cultura a todos os educandos. - Esta afirmação é contrária à visão de Bourdieu, que defende que a escola não oferece a mesma cultura a todos, mas sim uma cultura que favorece alguns grupos. d) As diferenças culturais são entendidas a partir das diferenças cognitivas identificadas entre as crianças da classe social dominada. - Essa opção não aborda diretamente o conceito de capital cultural e como ele se relaciona com o currículo. e) A educação não é um campo para a diferenciação de classes. - Esta afirmação contradiz a análise de Bourdieu, que vê a educação como um espaço onde as diferenças de classe são reproduzidas. Diante dessa análise, a alternativa correta é: b) O currículo escolar está baseado na cultura dominante. Por isso, crianças pertencentes às classes dominantes facilmente compreendem o código utilizado, que lhes é familiar. O mesmo não ocorre com crianças pertencentes às classes dominadas.


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