É absurda a ideia de que os próprios autores bíblicos criaram mitos (no sentido de narrativa fantasiosa; lenda; estória, pessoa ou coisa que não tem existência real ou passível de ser provada). Se isso fosse verdade, significaria dizer que eles sabiam que estavam mentindo e enganando o povo com narrativas espertamente inventadas por eles. Todavia, seus escritos mostram claramente que eles estavam conscientes da diferença entre uma história inventada e fatos reais. Através da História, os cristãos têm considerado o mito como algo a ser suplantado pela fé na revelação bíblica, que registra os poderosos atos de Deus. Equiparar as narrativas bíblicas aos mitos pagãos é validar a mentira e a falsidade em nome de Deus. É adotar uma mentalidade pagã e não cristã. Na verdade, sabemos que as interpretações da Bíblia podem variar entre diferentes denominações e indivíduos. Alguns podem ver certas partes como literais, enquanto outros podem interpretá-las de maneira mais simbólica ou metafórica. No entanto, de modo geral a fé dos cristãos brasileiros é baseada na crença de que a Bíblia é a palavra de Deus e, portanto, é considerada a verdade absoluta por aqueles que seguem o