1. Contexto No início do primeiro bimestre do ano letivo, a equipe gestora de uma escola estadual paulista reúne-se para analisar os resultados mais recentes do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Os dados indicam que uma parcela significativa de estudantes se encontra nos níveis Abaixo do Básico e Básico em Língua Portuguesa e Matemática, evidenciando dificuldades persistentes em leitura, interpretação de textos e resolução de problemas. Durante a reunião pedagógica, a Coordenadora Pedagógica (CP) apresenta os dados e propõe que a equipe docente utilize essas informações para orientar o planejamento didático e fortalecer o acompanhamento das aprendizagens. No entanto, algumas tensões emergem no debate: • Resistência docente ao uso de dados: parte dos professores questiona a utilidade do SAEB para o trabalho pedagógico cotidiano, argumentando que os resultados refletem principalmente fatores externos à escola. • Fragilidade no planejamento coletivo e na articulação pedagógica: apesar da existência de momentos formais de reunião pedagógica, o planejamento coletivo nem sempre se traduz em estratégias didáticas articuladas entre os professores e alinhadas às orientações pedagógicas