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Direito Administrativo

Colégio Objetivo
Em uma ação individual de indenização por danos morais e estéticos movida pela Defensoria Pública contra uma grande mineradora em razão de desastre ambiental em Mato Grosso, o Defensor Público alega que o assistido (ribeirinho) não possui condição técnica e financeira de produzir prova pericial complexa sobre o nexo de causalidade entre os resíduos encontrados no rio e as enfermidades desenvolvidas. Ao sanear o processo, o juiz decide aplicar a distribuição dinâmica do ônus da prova.
Sobre essa decisão, aplicando-se as normas do CPC,
(A) a mineradora, ao receber o novo encargo probatório, fica obrigada a arcar antecipadamente com os honorários do perito judicial, sob pena de confissão ficta quanto aos fatos alegados.
(B) o magistrado pode atribuir o ônus da prova de modo diverso quando verificar a excessiva dificuldade de cumprir o encargo ou a maior facilidade de obtenção da prova pela parte contrária, devendo fazê-lo em decisão fundamentada e conceder à parte o direito de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.
(C) a inversão do ônus da prova por convenção das partes é admitida pelo CPC apenas quando não houver participação da Defensoria Pública no feito.
(D) a distribuição dinâmica do ônus da prova é vedada em ações que envolvam responsabilidade civil ambiental, devendo o autor provar o fato constitutivo e réu o fato impeditivo em todos os casos.
(E) caso o juiz inverta o ônus da prova na própria sentença, sem aviso prévio, a decisão será válida em razão do princípio do livre convencimento motivado.
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Estudando com Questões

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar as alternativas com base no Código de Processo Civil (CPC) e na aplicação da distribuição dinâmica do ônus da prova: (A) Incorreta. O CPC não prevê que a parte que recebe o encargo probatório tenha que arcar antecipadamente com honorários do perito sob pena de confissão ficta. (B) Correta. O artigo 373, §1º do CPC permite que o juiz atribua o ônus da prova de modo diverso quando houver dificuldade excessiva para uma das partes, devendo fundamentar a decisão e permitir que a parte se desincumba do novo ônus. (C) Incorreta. A inversão do ônus da prova pode ser aplicada independentemente da participação da Defensoria Pública. (D) Incorreta. A distribuição dinâmica do ônus da prova é admitida em ações de responsabilidade civil ambiental, não sendo vedada. (E) Incorreta. A inversão do ônus da prova deve ser comunicada às partes antes da sentença, para garantir o contraditório e ampla defesa. Portanto, a alternativa correta é: (B) o magistrado pode atribuir o ônus da prova de modo diverso quando verificar a excessiva dificuldade de cumprir o encargo ou a maior facilidade de obtenção da prova pela parte contrária, devendo fazê-lo em decisão fundamentada e conceder à parte o direito de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.

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