6ª) Sobre o teste do marshmallow, é incorreto: a) trata-se de um teste bastante simples, realizado por pesquisadores de Stanford (Estados Unidos) em 1960, com crianças em idade pré-escolar. As crianças participantes desse estudo tinham que fazer uma difícil escolha entre uma recompensa saborosa a ser degustada imediatamente (um marshmallow) ou uma recompensa maior ainda (dois marshmallows), desde que esperassem sozinhas um prazo de aproximadamente 20 minutos. Elas eram então colocadas em uma sala, sentadas em frente de uma mesa, que continha dois recipientes, um com o marshmallow que poderia ser degustado imediatamente, e outro com dois marshmallows, que seriam degustados caso ela escolhesse esperar o retorno do pesquisador. b) na mesa também havia uma campainha, que deveria ser acionada caso a criança desejasse comer o marshmallow imediatamente. Vídeos da reprodução desse teste são facilmente encontrados em redes de compartilhamento e mostram a luta na tentativa de resistir à tentação posta. Os pesquisadores seguiram acompanhando o desempenho escolar dessas crianças até a sua adolescência e os achados revelam que quanto mais as crianças conseguiam esperar pelo prêmio aos quatro ou cinco anos, mais se destacaram nos testes de aptidão escolar e de funções cognitivas (Mischel, 2016). c) o que está em jogo "ao esperar mais ou menos" é como nos tornamos capazes de demonstrar se gostamos de algo ou não, postergando gratificações, e de termos autocontrole (o que pressupõe uma percepção de si), deixando de sermos animais puramente instintivos e impulsivos. Da impulsividade, preponderante no nosso modo de funcionamento quando bebês, até a capacidade de espera e planejamento, existe a maturação de funções emocionais complexas, que atingem seu auge de maturação só depois da adolescência. d) estamos nos referindo de modo específico às funções executivas (FE), uma função cognitiva complexa, que engloba diferentes funções cognitivas (memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva, por exemplo). A sua r