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Texto 1:
Ela refuta o enclausuramento e a hierarquização dos grandes eixos da diferenciação social que são as categorias de sexo/gênero, classe, raça, etnicidade, idade, deficiência e orientação sexual. O enfoque [...] vai além do simples reconhecimento da multiplicidade, dos sistemas de opressão que operam a partir dessas categorias e postula sua interação na produção e a reprodução das desigualdades sociais.

Fonte: HIRATA, H. Gênero, classe e raça. Revista Tempo Social. São Paulo, v. 26, n. 1, pp. 61-73, 2014.

Texto 2:
A teoria está disponível, basta termos a responsabilidade e o interesse em acessá-la. [...] mostra que a expressão, trabalhada como conceito e com aporte teórico não é para calar a boca de ninguém [...] mas para denunciar a restrição de oportunidades vinculadas à posição social; para denunciar opressões estruturais, para questionar a legitimidade conferida àqueles que pertencem aos grupos localizados no poder em todas as esferas [...] é sobre refutar um universalismo que silencia e substitui a voz dos outros. Ela tem intenção deliberada de suscitar nas pessoas brancas a consciência de que o lugar que elas ocupam – inclusive na produção do conhecimento – é um lugar de privilégio e poder.

Fonte: FRATESCHI, Y. Folha de S. Paulo. Caderno Ilustríssima, 13 jul. 2009.
A partir da leitura dos dois textos, compare as afirmações a seguir:
I. O texto 1 apresenta, de maneira operacional, o conceito de interseccionalidade.
II. O texto 2 trata da prática etnográfica empreendida por antropólogos durante trabalho de campo.
III. O texto 2 apresenta considerações a propósito da noção de “lugar de fala”.
IV. O texto 1 trata da noção de multinacionalismo, desenvolvida no período pós-colonial.
I, II e III.
I, II e IV.
II e IV.
I e III.
III e IV.
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Exercícios Para o Aprendizado

há 6 horas

Respostas

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há 6 horas

Vamos analisar cada afirmativa com base nos textos: I. O texto 1 apresenta, de maneira operacional, o conceito de interseccionalidade. Correto. O texto 1 fala da interação entre categorias sociais como sexo/gênero, classe, raça, etc., que é a essência da interseccionalidade. II. O texto 2 trata da prática etnográfica empreendida por antropólogos durante trabalho de campo. Incorreto. O texto 2 fala sobre a noção de “lugar de fala” e privilégio, não menciona prática etnográfica ou trabalho de campo. III. O texto 2 apresenta considerações a propósito da noção de “lugar de fala”. Correto. O texto 2 discute o privilégio e a consciência do lugar social ocupado, que é justamente a ideia de “lugar de fala”. IV. O texto 1 trata da noção de multinacionalismo, desenvolvida no período pós-colonial. Incorreto. O texto 1 não menciona multinacionalismo, mas sim interseccionalidade e categorias sociais. Portanto, os itens corretos são I e III. A alternativa correta é: I e III.

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As mulheres negras [...], após a abolição dos escravos, continuariam trabalhando nos setores os mais desqualificados, recebendo salários baixíssimos e péssimo tratamento. Sabemos que sua condição social quase não se alterou, mesmo depois da Abolição e da formação do mercado de trabalho livre no Brasil. Os documentos oficiais e as estatísticas fornecidas por médicos e autoridades policiais revelam um grande número de negras e mulatas entre empregadas domésticas, cozinheiras, lavadeiras, doceiras, vendedoras de rua e prostitutas, e suas fotos não se encontram nos jornais de grande circulação do período – como o Correio Paulistano e o Estado de S. Paulo ou o Jornal do Commercio e A Noite, do Rio de Janeiro –, ao contrário do que ocorre com as imigrantes europeias. Contrastando com o texto das notícias que relatavam crimes passionais ou “batidas policiais” nos bordéis e casas de tolerância, nos jornais, as fotos ilustrativas revelavam meretrizes brancas, finas e elegantes, lembrando muitas vezes as atrizes famosas da época.

Fonte: RAGO, M. Trabalho feminino e sexualidade. In: História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. p. 582.
A partir da leitura do texto, e com base em seus conhecimentos sobre o conceito de interseccionalidade, analise as afirmacoes a seguir:
I. A Abolição propiciou o ingresso das mulheres no mercado de trabalho livre, sendo que os postos de trabalho disponíveis para as mulheres negras foram os mesmos que os homens brancos ocupavam na época.
II. A noção de interseccionalidade procura evidenciar algumas minorias como alvos de processos cumulativos de subalternização. No caso descrito por Margareth Rago, nota-se que as mulheres negras possuíam menos destaque na imprensa pós-Abolição do que as mulheres brancas.
III. O feminismo, enquanto perspectiva que procura atribuir os mesmos poderes sociais a homens e mulheres, é incompatível com a questão da identidade negra.
IV. O texto evidencia a vulgarização e a exposição semelhantes que os jornais da época faziam sobre o corpo das mulheres, a despeito de serem negras ou brancas.
I e IV.
II, III e IV.
I e III.
II.
I, II, III e IV.

O colonialismo denota uma relação política e econômica, na qual a soberania de um povo está no poder de outro povo ou nação, o que constitui a referida nação em um império. Diferente dessa ideia, a colonialidade refere-se a um padrão de poder que emergiu como resultado do colonialismo moderno, mas em vez de estar limitado a uma relação formal de poder entre dois povos ou nações, relaciona-se à forma como o trabalho, o conhecimento, a autoridade e as relações intersubjetivas articulam-se entre si, através do mercado capitalista mundial e da ideia de raça.
Analise as afirmações abaixo relacionando-as com o texto.
I. A proposta teórica da colonialidade pressupõe a permanência das relações de poder mesmo após a descolonização ou emancipação de povos na América, África e Ásia.
II. Os estudos pós-coloniais são exemplos epistemológicos que partem do conceito de colonialidade como base fundamental por indicarem a permanência da dominação colonial.
III. A colonialidade se refere a uma dominação no campo das mentalidades e do imaginário social; assim, o colonizador anula o outro em toda a sua instância e coloca no esquecimento os processos históricos anteriores à colonização ocidental.
IV. A colonialidade estabelece conceitos forjados a partir da lógica eurocêntrica, como é o caso do conceito de raça, que operou transformações na mentalidade, capazes de alterar valores, conhecimento e cultura.
I e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.

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