O choque cardiogênico é uma complicação grave do infarto agudo do miocárdio (IAM), caracterizado pela hipoperfusão tecidual devido à disfunção cardíaca, resultando em débito cardíaco inadequado para atender às necessidades do organismo. Pode ter várias causas, incluindo depressão miocárdica por sepse, pancreatite ou outras condições, ruptura de cordoalha ou valva secundária a endocardite, complicações mecânicas após infarto, miocardites, rejeição após transplante cardíaco, ruptura ou trombose de prótese valvar, e arritmias ventriculares ou supraventriculares. A principal causa é a perda de músculo cardíaco devido a uma insuficiência coronariana aguda, como angina instável ou infarto agudo do miocárdio, com ou sem elevação do segmento QRS. Nos pacientes com síndrome coronariana sem elevação do segmento ST, o choque cardiogênico geralmente se manifesta mais tardiamente, ocorrendo de 3 a 4 dias após o evento inicial. O choque cardiogênico é uma condição grave, com altas taxas de mortalidade. É considerado a complicação mais grave do infarto agudo do miocárdio.