Ed
há 2 semanas
A implementação da Lei nº 11.645/2008 no currículo escolar visa garantir o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena, valorizando saberes ancestrais e práticas pedagógicas específicas, especialmente no contexto amazônico. Essa lei representa uma conquista política que combate o apagamento histórico e epistemológico dos povos indígenas, desafiando a colonialidade do saber que privilegia a racionalidade eurocêntrica. O currículo, portanto, torna-se um espaço de disputa ontopolítica, onde se decide quais conhecimentos e mundos são legitimados. Reconhecer a ancestralidade e os saberes étnico-culturais indígenas como epistemologias vivas implica valorizar modos de existência e produção de conhecimento que se atualizam continuamente, promovendo uma educação descolonizadora e plural.