Uma política pública de "renda básica universal" é contestada judicialmente. Os opositores alegam que é injusto dar o mesmo valor a quem trabalha e a quem não trabalha (ferindo a meritocracia). Os defensores alegam que a justiça exige dar mais a quem tem menos para equilibrar as desigualdades de partida. O debate chega ao STF, onde os ministros discutem as formas de justiça clássica. À luz da Filosofia Jurídica de Aristóteles sobre a justiça, assinale a alternativa que descreve corretamente os conceitos em jogo: a. A Equidade, para Aristóteles, é uma forma de injustiça, pois permite que o juiz ignore a lei geral para favorecer um caso particular, quebrando o princípio da legalidade. b. A Justiça Comutativa (corretiva) é a que deve reger a distribuição de bens públicos, tratando todos os cidadãos de forma absolutamente igual, sem considerar suas necessidades ou méritos. c. O Direito Natural, no período clássico, era compreendido como um conjunto de normas subjetivas que cada indivíduo criava para si, sem qualquer pretensão de universalidade. d. A Justiça Distributiva aplica-se à repartição de honras e bens pela comunidade, operando segundo uma proporção geométrica, onde trata-se desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade. e. A justiça é uma virtude puramente intelectual que não exige prática ou hábito, bastando ao jurista o conhecimento teórico das leis para ser considerado um homem justo.