Ed
há 3 meses
Vamos analisar passo a passo a situação: - Luís celebrou contrato de promessa de compra e venda com Fernando, que não era o verdadeiro proprietário, mas detinha direitos hereditários não formalizados. - Luís pagou o preço e está na posse pública, contínua e sem oposição desde 2013. - Érico, verdadeiro proprietário, notificou Luís em 2025 para desocupar o imóvel. - Luís alega usucapião ordinária como defesa. No entendimento do STJ sobre usucapião ordinária: - O contrato de promessa de compra e venda, mesmo sem registro, pode ser considerado justo título para usucapião ordinária. - A boa-fé do possuidor é presumida até que ele tenha ciência do vício na posse. - A notificação de Érico em 2025 não interrompe o prazo da usucapião ordinária, pois Luís já estava na posse desde 2013. - Para usucapião ordinária, o possuidor deve ter justo título e boa-fé, e posse contínua por 10 anos (prazo reduzido para 5 anos se houver moradia habitual e investimentos). Analisando as alternativas: A) Incorreta. Luís pode alegar usucapião como defesa, não precisa propor ação declaratória incidental. B) Correta. O contrato de promessa de compra e venda, mesmo sem registro, é justo título para usucapião ordinária. C) Incorreta. A boa-fé não é elidida pela notificação, pois Luís já possuía a posse desde 2013. D) Incorreta. A forma de escritura pública e registro não são requisitos para o justo título na usucapião ordinária. E) Incorreta. Esses requisitos são para usucapião especial urbana, não para a ordinária. Resposta correta: B) A defesa de usucapião arguida por Luís é procedente, porque o instrumento de promessa de compra e venda, ainda que desprovido de registro, consubstancia justo título.
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