Paciente do sexo masculino, 54 anos, está em atendimento de rotina com seu clínico. Ele é portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus do tipo 2, dislipidemia, doença coronariana crônica, obesidade, tabagismo (50 maços-ano) e sedentarismo. Está em uso de: enalapril 20 mg 12/12h; anlodipino 10 mg/d; metformina 2.500 mg/d; gliclazida 60 mg/d; atorvastatina 40 mg/d; aspirina 100 mg/d; atenolol 50 mg/d. Nega queixas novas no momento. Ao exame, apresenta PA de 125 x 71 mmHg; FC de 80 bpm; SpO2 de 99%; FR de 18 irpm; peso de 102 kg; altura de 1,62 m; IMC de 38,9; exame cardíaco, pulmonar e abdominal sem alterações. Traz também exames laboratoriais recentes: Hb = 14; leucócitos = 5.000; plaquetas = 190.000; creatinina = 1,6 mg/dL (TFGe = 51 mL/min/1.73 m²); ureia = 109 mg/dL; HBa1c = 8,9%; relação albumina-creatinina urinária = 500 mg/g; sódio = 140 mEq/L; potássio = 4,1 mEq/L; LDL = 49 mg/dL. Assinale a alternativa INCORRETA. Para o retardo da progressão da disfunção renal, é importante controlar melhor a albuminúria. Uma alternativa aceitável seria a associação de losartana 50 mg 12/12h, se a pressão arterial permitir. A meta de LDL desse paciente deverá ser de valores menores que 50. A associação de semaglutida poderia ser indicada, com impactos potencialmente positivos no controle de obesidade e redução do risco de eventos cardiovasculares. O paciente possui indicação de iniciar um inibidor do SLGT2, como a empagliflozina.