Ed
há 3 meses
A Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP) destaca a importância de focar no alívio do sofrimento e na preservação da dignidade do paciente, especialmente em doenças crônicas e progressivas. Na prática clínica, muitas vezes “fazemos mais” por insegurança, dificuldade de comunicação ou pressão institucional, o que pode aumentar o sofrimento do paciente. Reconhecer o momento de mudar o foco da cura para o cuidado paliativo é essencial, mas essa transição é dificultada por fatores como falta de preparo, tabus sobre a morte e resistência institucional. Incluir os valores, medos e desejos do paciente e da família nas decisões clínicas é fundamental para um cuidado humanizado e centrado na pessoa. Além disso, o cuidado deve se estender à família após o óbito, reconhecendo-a como parte da responsabilidade sanitária, oferecendo suporte e acompanhamento no processo de luto.
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