Não necessariamente. A classificação do direito à água potável como direito fundamental de “6ª geração” não banaliza os direitos fundamentais, embora exista uma crítica doutrinária relevante sobre a inflação ou multiplicação excessiva das “gerações” de direitos.
Primeiro, é importante lembrar que a teoria das gerações (ou dimensões) dos direitos fundamentais tem caráter didático e histórico, não sendo uma divisão rígida. A própria doutrina critica o termo “geração”, porque ele pode sugerir substituição de direitos anteriores, quando, na verdade, há cumulação e expansão de proteção. Assim, novos direitos podem surgir não apenas de lutas revolucionárias clássicas, mas também de novas necessidades humanas e riscos produzidos pela própria sociedade.
Ed
há 3 meses
A classificação do direito à água potável como direito fundamental de “6ª geração” não banaliza os direitos fundamentais porque essa categorização tem caráter didático e histórico, não sendo rígida ou excludente. A teoria das gerações serve para explicar a evolução e ampliação dos direitos, mostrando que novas demandas sociais e riscos contemporâneos levam ao surgimento de novos direitos, sem substituir os anteriores, mas acumulando-os. Portanto, o direito à água potável reflete a expansão da proteção dos direitos humanos diante das necessidades atuais, sem diminuir a importância dos direitos já reconhecidos.