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Um paciente, de 25 anos, procura atendimento médico apresentando febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares generalizadas, inclusive dor abdominal intensa, além de exantema cutâneo. Ele relata que os sintomas iniciaram há 3 dias. Os resultados dos exames mostraram: Prova do laço positiva. Hemograma completo: leucopenia e plaquetopenia, aumento dos índices de hematócrito, albumina sérica abaixo do valor de referência e elevação das transaminases. P.A= 120mmHg/ 80 mmHg.
Considerando o caso acima, qual é o diagnóstico mais provável para esse paciente?
a) Dengue com sinais de alarme e espera-se encontrar resultado do teste de antígeno NS1 positivo.
b) Infecção pelo vírus Zika, caracterizada por febre baixa, exantema cutâneo pruriginoso e artralgias, geralmente sem alterações laboratoriais expressivas como aumento do hematócrito ou plaquetopenia significativa.
c) Febre chikungunya com quadro típico de dor muscular e cutânea, sem manifestações hematológicas relevantes.
d) Dengue clássica, com manifestações inespecíficas, que não requer cuidados adicionais além de hidratação e acompanhamento ambulatorial.
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Perguntas sobre Epidemiologia

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o caso: - Febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares generalizadas, dor abdominal intensa e exantema cutâneo. - Prova do laço positiva (sinal clássico de aumento da permeabilidade capilar na dengue). - Hemograma com leucopenia, plaquetopenia, aumento do hematócrito (sugere hemoconcentração), albumina baixa e elevação das transaminases. - Pressão arterial normal (120/80 mmHg). Esses achados são compatíveis com dengue, especialmente com sinais de alarme (dor abdominal intensa, prova do laço positiva, alterações laboratoriais como plaquetopenia e aumento do hematócrito). Analisando as alternativas: a) Dengue com sinais de alarme e espera-se encontrar resultado do teste de antígeno NS1 positivo. — CORRETA, pois o quadro clínico e laboratorial indicam dengue com sinais de alarme. b) Infecção pelo vírus Zika — Geralmente febre baixa, exantema pruriginoso, artralgias, sem alterações laboratoriais como aumento do hematócrito ou plaquetopenia significativa. Não condiz com o caso. c) Febre chikungunya — Dor muscular e cutânea, mas sem manifestações hematológicas relevantes. Não condiz com o hemograma apresentado. d) Dengue clássica, sem necessidade de cuidados adicionais — O paciente apresenta sinais de alarme, que exigem atenção maior. Resposta correta: a) Dengue com sinais de alarme e espera-se encontrar resultado do teste de antígeno NS1 positivo.

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A.S.P., 20 anos, reside com pais e 5 irmãos em uma casa de madeira com um único cômodo. Ele está desempregado e procurou a Unidade de Saúde da Família com queixas de tosse persistente, febre, perda de peso e dispneia há cerca de 2 meses. A dispneia, antes apenas aos esforços, agora ocorre em repouso. Relata que seu pai teve tuberculose, mas abandonou o tratamento duas vezes e atualmente está assintomático. Há 6 meses, foi solicitado o rastreio dos contatos familiares, mas nenhum compareceu para avaliação clínica ou exames. No atendimento atual, A.S.P. realizou teste rápido para COVID-19 (IgM/IgG), com resultado negativo.
Considerando os princípios da atenção integral à saúde, ética, evidência científica e singularidade do caso, assinale a alternativa mais apropriada para o manejo do paciente:
a) Durante a reavaliação do caso de A.S.P., é essencial verificar se está em uso do esquema RHZE; avaliar evolução ou regressão dos sintomas (tosse, febre, dispneia), verificar se houve recuperação ponderal, identificar efeitos adversos, revisar o plano terapêutico e os prazos e metas definidos.
b) Diante do histórico de abandono do pai, o paciente deve ser considerado assintomático até a realização de nova baciloscopia, sendo desnecessária a investigação de contatos domiciliares até confirmação laboratorial.
c) Considerando a presença de sintomas respiratórios e o histórico familiar, é recomendado aguardar o resultado de novo teste rápido para COVID-19 antes de iniciar qualquer conduta para tuberculose.
d) A abordagem adequada é encaminhar A.S.P. diretamente para internação hospitalar, pois a persistência de sintomas indica que a tuberculose já se tornou resistente, mesmo sem confirmação laboratorial.

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