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A memória de uma dada sociedade é elemento fundamental de sua constituição, não apenas a memória, mas também o que escolhe esquecer-se. O historiador deve estar sempre atento as manifestações da memória e do esquecimento e sua relação com o passado.
Sobre memória e esquecimento, analise as afirmativas a seguir:
I. A memória é fruto de uma representação do passado tal como aconteceu, enquanto que esquecimento coletivo é raro.
II. A relevância do estudo da memória para a história incide nas individualidades e critérios psicológicos e subjetivos de cada pessoa.
III. O abuso da memória pode estar vinculado a uma reivindicação de uma identidade e a manifestação pública de memória.
IV. As ideologias usam e abusam da memória ao criar narrativas bem delimitadas do passado, bem como escolhem não narrar certos eventos históricos.
V. Um dos papéis do historiador é desconstruir narrativas pré-fabricadas que evocam a memória como legitimador e propor o pensamento crítico.
a. III, IV e V, apenas.
b. I e II, apenas.
c. II, III e IV, apenas.
d. II, III e V, apenas.
e. I, apenas.
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ExpressãoComunicativa

há 4 horas

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há 4 horas

Vamos analisar cada afirmativa: I. A memória é fruto de uma representação do passado tal como aconteceu, enquanto que esquecimento coletivo é raro. Falso. A memória social não é uma representação exata do passado, mas uma construção que pode ser seletiva e interpretativa. Além disso, o esquecimento coletivo é comum e faz parte do processo social. II. A relevância do estudo da memória para a história incide nas individualidades e critérios psicológicos e subjetivos de cada pessoa. Falso. O estudo da memória social na história foca mais em processos coletivos, culturais e sociais, não apenas em aspectos individuais e subjetivos. III. O abuso da memória pode estar vinculado a uma reivindicação de uma identidade e a manifestação pública de memória. Verdadeiro. Memórias podem ser usadas para reforçar identidades e podem ser manipuladas em manifestações públicas. IV. As ideologias usam e abusam da memória ao criar narrativas bem delimitadas do passado, bem como escolhem não narrar certos eventos históricos. Verdadeiro. Isso é um fenômeno comum, onde narrativas históricas são construídas seletivamente para servir interesses ideológicos. V. Um dos papéis do historiador é desconstruir narrativas pré-fabricadas que evocam a memória como legitimador e propor o pensamento crítico. Verdadeiro. O historiador busca analisar criticamente as narrativas e promover uma compreensão mais ampla e reflexiva do passado. Portanto, os itens verdadeiros são III, IV e V. A alternativa correta é: a) III, IV e V, apenas.

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O surgimento do historicismo esteve fortemente vinculado à própria ideia de formação do Estado Alemão. Ele se fundamentava na tradição e na exaltação nacional, por vezes, até mesmo se aproximando do romantismo. É fato, que neste contexto que os ideais de liberdade, de humanidade, de razão também pairavam, graças aos feitos da Revolução Francesa.
Neste sentido, o historicismo se apresentou como:
a. Uma outra revolução com ideais parecidos com as ideias dos filósofos iluministas franceses.
b. Uma continuidade dos ideais da Revolução Francesa, mas em território alemão.
c. Um episódio a parte da história da Revolução Francesa, com conexão ínfima.
d. Um atraso ao desenvolver histórico, ao passo que a Revolução significou progresso.
e. Uma contrarrevolução, rivalizando com os ideais da Revolução Francesa e dos filósofos iluministas.

A Revolução Francesa marcou não apenas o fim da Idade Moderna, mas lança as bases para um novo olhar sobre a escrita da história, agora desvinculada do poderio da Igreja e do Estado absolutista. O olhar sobre a história modifica-se e emergem duas correntes distintas de interpretação da história, uma delas estava vinculada aos valores da Revolução Francesa e fazia frente ao historicismo.
Sobre esta corrente é possível afirmar que:
a. Vinculava-se à nobreza e exaltava o período medieval como auge da história.
b. Ficava longe das especulações filosóficas e selavam um compromisso com o passado.
c. Era resistência e defendia os valores da Igreja, em detrimento do humanismo.
d. Se apegava às tradições, concedendo espaço em suas narrativas à nobreza.
e. Desejava promover uma ruptura com o passado, mirando na ideia de futuro e progresso.

Leia a citação a seguir: “Em que essa revolução científica pode modificar a perspectiva do historiador? Lucien Febvre e Marc Bloch utilizam-na como argumento contra a história historicizante que fetichiza o documento escrito a ponto de fazer dele a explicação histórica.” (DOSSE, 1992, p. 35).
A citação acima faz menção à crítica de qual movimento?
a. História fetichista.
b. Escola marxista.
c. Escola Metódica.
d. Nova História.
e. Escola Analítica.

Um documento é sempre produto de relações internas externas que possibilitaram seu aparecimento em determinada plataforma e em certo contexto. A noção de documento/monumento, proposta por Le Goff (1990), chama atenção para a postura do historiador diante dos resquícios do passado.
Sendo assim, entender a fonte histórica como documento/monumento, significa:
a. A utilização das fontes históricas pelo discurso oficial naquele contexto histórico, cabe ao historiador seguir a tradição.
b. A inclinação do historiador em estudar estátuas e a cultura material em geral, em detrimentos de outros tipos de fontes.
c. A ação do historiador em escolher os fatos dignos de serem lembrados, assim se seleciona partes específicas do documento.
d. A persistência de fontes materiais, como é o caso de monumentos de grandes cidades, que contam a história daquele povo.
e. A consciência por parte do historiador de que aquele resquício é fruto do que uma dada sociedade quis registrar e lembrar.

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