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Paciente comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde para avaliação de rotina. Refere que sua mãe sofreu uma fratura de quadril aos 72 anos após uma queda da própria altura. A paciente nega uso de corticoides, artrite reumatoide ou fraturas prévias. Ao exame físico: IMC de 19 kg/m² e perda de 3 cm de altura em relação à última medição registrada há 5 anos. O médico solicita uma Densitometria Óssea (DXA), que apresenta os seguintes resultados: Colo do Fêmur: T-score de -2,7. Coluna Lombar (L1-L4): T-score de -2,2.
Considerando o quadro clínico e os protocolos do Ministério da Saúde, qual é a conduta inicial mais adequada?
(A) Orientar apenas medidas não farmacológicas; como cessação do tabagismo, aumento da ingestão de laticínios e exercícios de impacto, visto que a média dos T-scores caracteriza apenas osteopenia.
(B) Iniciar Alendronato de Sódio 70 mg/semana; associado à suplementação de Cálcio (1.000 a 1.200 mg/dia) e Vitamina D (800 a 1.000 UI/dia), além de orientar mudanças no estilo de vida.
(C) Prescrever Terapia Hormonal (TH) da Menopausa; visando a prevenção da reabsorção óssea, sendo esta a primeira escolha para o tratamento da osteoporose em mulheres acima de 65 anos.
(D) Solicitar Radiografia de Coluna Toracolombar; e aguardar a confirmação de uma fratura vertebral antes de iniciar o uso de bisfosfonatos, conforme os critérios de economia do SUS.
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CuriosidadesGerais

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o caso: - Paciente com mãe que teve fratura de quadril após queda da própria altura (fator de risco familiar). - IMC baixo (19 kg/m²), o que é fator de risco para osteoporose. - Perda de altura (3 cm em 5 anos), sugestiva de possível fratura vertebral silenciosa. - Densitometria óssea com T-score no colo do fêmur de -2,7 (osteoporose, pois é menor que -2,5). - T-score na coluna lombar de -2,2 (osteopenia). Segundo os protocolos do Ministério da Saúde para osteoporose, pacientes com T-score ≤ -2,5 e fatores de risco devem receber tratamento medicamentoso com bisfosfonatos (como Alendronato), associado à suplementação de cálcio e vitamina D, além de orientações sobre estilo de vida. Analisando as alternativas: (A) Errada: a média dos T-scores não caracteriza apenas osteopenia, pois o T-score do colo do fêmur é -2,7, que é osteoporose, e há fatores de risco. (B) Correta: iniciar Alendronato + suplementação + orientações é a conduta adequada. (C) Errada: Terapia Hormonal não é primeira escolha para osteoporose em mulheres acima de 65 anos. (D) Errada: não é necessário aguardar confirmação radiográfica para iniciar tratamento em paciente com diagnóstico claro de osteoporose e fatores de risco. Resposta correta: (B) Iniciar Alendronato de Sódio 70 mg/semana; associado à suplementação de Cálcio (1.000 a 1.200 mg/dia) e Vitamina D (800 a 1.000 UI/dia), além de orientar mudanças no estilo de vida.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

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