Logo Passei Direto
Buscar

Outros

Outros
Homem de 48 anos, hipertenso e diabético mal controlado há 2 anos apesar de múltiplos fármacos, procura o serviço com queixa de fraqueza muscular progressiva nos membros, principalmente ao subir escadas. Exame físico: obesidade centrípeta, fácies em lua cheia, gibosidade dorsal ("corcova de búfalo"), estrias violáceas largas no abdome e coxas, equimoses em antebraços. Cortisol livre urinário de 24h: 380 mcg/24h (VR < 90). Teste de supressão com 1 mg de dexametasona overnight: cortisol = 7,2 mcg/dL (não suprimido).
Após confirmação bioquímica do hipercortisolismo, qual é o próximo passo diagnóstico para identificar a etiologia?
(A) Repetir o cortisol urinário de 24h para confirmar o resultado antes de investigar a etiologia.
(B) Ressonância de hipófise como primeiro exame, pois o adenoma hipofisário é a causa mais comum.
(C) Cintilografia adrenal com iodo-131 para identificar nódulos hiperfuncionantes.
(D) ACTH sérico plasmático; se suprimido sugere origem adrenal autônoma; se elevado ou normal sugere causa ACTH-dependente (hipofisária ou ectópica).
User badge image
CuriosidadesGerais

há 2 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 meses

O paciente apresenta quadro clínico e exames compatíveis com síndrome de Cushing (hipercortisolismo), confirmado pelo cortisol urinário elevado e teste de supressão com dexametasona não suprimido. Após confirmar o hipercortisolismo, o próximo passo é diferenciar a causa, que pode ser: - ACTH-dependente (hipofisária ou ectópica) - ACTH-independente (adrenal) Para isso, o exame indicado é a dosagem do ACTH plasmático: - Se ACTH suprimido: sugere origem adrenal autônoma. - Se ACTH normal ou elevado: sugere causa ACTH-dependente (hipofisária ou ectópica). Portanto, a alternativa correta é: (D) ACTH sérico plasmático; se suprimido sugere origem adrenal autônoma; se elevado ou normal sugere causa ACTH-dependente (hipofisária ou ectópica).

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

Mais conteúdos dessa disciplina