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Homem de 45 anos, empresário, retorna de viagem de 10 dias ao garimpo em Roraima. Após 12 dias do retorno, apresenta febre diária vespertina com calafrios e sudorese profusa, cefaleia intensa e dor muscular. Ao exame: esplenomegalia. Hemograma: anemia (Hb 9,2 g/dL), plaquetas 54.000/mm³. Gota espessa com gota fina: positivas para Plasmodium falciparum (parasitemia de 2%).
Qual é o tratamento correto para esse caso e quais critérios avaliariam a necessidade de internação?
A) Artemeter-lumefantrina (ou artesunato + mefloquina) por 3 dias via oral; se parasitemia > 5% ou complicações: artesunato IV e internação hospitalar.
B) Cloroquina + primaquina por 7 dias; tratamento ambulatorial sem necessidade de internação.
C) Cloroquina em monoterapia por 3 dias; falciparum é resistente à primaquina.
D) Mefloquina dose única; malária falciparum não grave pode ser tratada em dose única.
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CuriosidadesGerais

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Analisando o caso: - Paciente com malária por Plasmodium falciparum, confirmado pela gota espessa e fina. - Parasitemia de 2% (menor que 5%). - Sinais clínicos: febre, calafrios, sudorese, esplenomegalia, anemia e plaquetopenia. - Não há indicação clara de complicações graves no enunciado. Tratamento correto para malária falciparum não complicada é a combinação de artemeter-lumefantrina (ou artesunato + mefloquina) por via oral por 3 dias. Critérios para internação incluem parasitemia > 5% ou presença de complicações graves. Portanto, a alternativa correta é: A) Artemeter-lumefantrina (ou artesunato + mefloquina) por 3 dias via oral; se parasitemia > 5% ou complicações: artesunato IV e internação hospitalar.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

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