A cartografia escolar, quando compreendida como linguagem e prática pedagógica, deve ir além da simples reprodução de mapas. Seu potencial reside na capacidade de desenvolver o pensamento espacial, a leitura crítica do espaço geográfico e a autonomia do aluno na produção e interpretação de representações espaciais. Para isso, é fundamental que o ensino de cartografia valorize a experiência cotidiana do estudante, articulando escalas, simbologias e temáticas significativas. A prática cartográfica precisa dialogar com a realidade dos alunos, promovendo a compreensão de dinâmicas territoriais e a tomada de decisões responsáveis no espaço vivido. Fonte: PASSINI, E. Y. Cartografia no ensino: por uma leitura do espaço geográfico. São Paulo: Contexto, 2004. Com base no texto e considerando os desafios e possibilidades da cartografia escolar, assinale a alternativa que expressa a decisão pedagógica mais adequada à formação crítica e espacial dos estudantes: A. O ensino de cartografia escolar deve priorizar mapas temáticos prontos, para garantir uma visão padronizada do espaço e evitar interpretações subjetivas. B. A introdução da cartografia deve ocorrer apenas após o domínio completo dos conceitos de escala, orientação e legenda, a fim de evitar leituras equivocadas dos mapas. C. A construção de mapas a partir da vivência dos alunos contribui para o fortalecimento da leitura crítica do território e para o desenvolvimento da consciência espacial. D. Investir na precisão técnica das representações cartográficas deve ser o objetivo central da cartografia escolar, uma vez que contribui para o rigor científico no processo de aprendizagem. E. A utilização de mapas digitais e aplicativos deve substituir a cartografia tradicional, já que oferecem informações atualizadas automaticamente e dispensam mediações didáticas mais profundas.