A ergonomia é frequentemente associada apenas a elementos como cadeiras adequadas, mesas reguláveis ou cuidados com a postura durante o uso do computador, porém seu conceito é muito mais amplo. Trata-se de uma área dedicada ao estudo da relação entre as pessoas, suas atividades, os recursos utilizados e o ambiente de trabalho, buscando criar condições mais adequadas às características humanas. Seu principal propósito é ajustar o trabalho ao indivíduo, promovendo melhores condições de execução das tarefas, e não exigir que as pessoas se adaptem a condições inadequadas. Como ciência aplicada ao contexto profissional, a ergonomia busca minimizar esforços excessivos, evitar problemas de saúde, aprimorar a comunicação e contribuir para maior produtividade. No ambiente administrativo, sua aplicação ultrapassa os aspectos físicos do espaço de trabalho, envolvendo também a organização das atividades, a distribuição das demandas, o fluxo de informações, o gerenciamento do tempo e o uso das tecnologias como ferramentas de apoio à rotina organizacional. Fonte: KLICHOWSKI, Renan Carlos. Organização, Sistemas e Métodos. Florianópolis: Arqué, 2026. Considerando os estudos da disciplina sobre o papel da ergonomia nos métodos administrativos, analise as afirmativas a seguir. I. A ergonomia física está relacionada aos aspectos corporais do trabalhador, considerando fatores como postura, mobiliário, iluminação e adaptação dos equipamentos para reduzir desconfortos, fadiga e problemas relacionados às condições de trabalho. II. A ergonomia organizacional também considera aspectos relacionados ao planejamento do trabalho, como definição de fluxos, organização das tarefas e implantação de práticas que promovam maior eficiência e integração entre as equipes. III. A ergonomia cognitiva envolve a maneira como as pessoas percebem, interpretam e utilizam informações, buscando melhorar sistemas, interfaces e instruções para facilitar o uso, reduzir erros e favorecer a tomada de decisão. IV. A ergonomia organizacional concentra-se na est