Logo Passei Direto
Buscar
Algumas datas comemoradas pelas comunidades surdas espalhadas pelo mundo revelam a visão dos mesmos acerca da sua condição de surdez. A visão da surdez como uma diferença linguística e cultural e não uma condição limitadora e incapacitante pode ser denominada:
Assinale a opção correta:
a. Visão médico cultural da surdez.
b. Visão clínica terapêutica da surdez.
c. Visão sócio antropológica da surdez.
d. Visão etnocêntrica da surdez.
User badge image
Desvendando com Questões

há 8 horas

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 8 horas

A visão que entende a surdez como uma diferença linguística e cultural, e não como uma limitação ou incapacidade, está relacionada à perspectiva que valoriza a identidade e cultura das pessoas surdas. Analisando as alternativas: a) Visão médico cultural da surdez – Foca mais em aspectos médicos e culturais, mas não enfatiza a surdez como diferença linguística e cultural. b) Visão clínica terapêutica da surdez – Enfatiza a surdez como condição a ser tratada ou curada, não como diferença cultural. c) Visão sócio antropológica da surdez – Enfatiza a surdez como uma diferença social e cultural, valorizando a identidade e a cultura surda. d) Visão etnocêntrica da surdez – Refere-se a uma visão centrada em um grupo cultural específico, geralmente dominante, não valorizando a diferença. Portanto, a alternativa correta é: c) Visão sócio antropológica da surdez.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Acerca da leitura labial é preciso ressaltar que em média, apenas 25% do que se diz pode ser identificado pelos melhores leitores labiais do mundo, segundo Fine (1977). Também outras fontes indicam as poucas possibilidades oferecidas pela leitura labial, considerada "a menos consistente das possibilidades de comunicação para pessoas surdas. Somente 30% dos sons da língua inglesa são visíveis nos lábios e 50% dos sons são homófonos". (Gallaudet College, 1984). A fixação do olhar pelo surdo costuma acarretar muito desconforto para o ouvinte (Higgins, 1980, p. 159). Muitos sujeitos surdos descrevem cansaço e limitações em fazer leitura labial, como Rita, sujeito da pesquisa de Botelho (1998): "A professora fala, fala, fala, fala... escreve pouco, você fica cansada... não dá pra entender".
Considerando o texto acima infere-se que:
a. A leitura labial não depende da condição de oralização do surdo, haja vista que qualquer pessoa com limitação auditiva é capaz de fazê-la, independente do contexto.
b. A leitura labial é extremamente eficiente na comunicação com surdos apesar de ser muito dependente de compreensão do contexto e da integração do conjunto de elementos verbais e não verbais.
c. A leitura labial é um procedimento útil em alguma medida, na interação verbal entre surdos e ouvintes, mas não é definidora da compreensão.
d. A leitura labial não depende de uma atitude ativa do sujeito surdo na interação e da eliminação da simulação de compreensão de ambas as partes.

Segundo Vygotsky (apud GOLDFELD, 2002, p. 34), “o processo pelo qual a criança adquire a linguagem segue o sentido do exterior para o interior, do meio social para o indivíduo. A linguagem possui além da função comunicativa, a função de construir o pensamento.” Dessa maneira podemos inferir que a linguagem e a cognição estão intimamente ligadas, sendo que o desenvolvimento cognitivo estaria diretamente associado ao desenvolvimento linguístico. A partir da analise acima acerca do posicionamento de Vygotsky, podemos perceber que as relações sociais e linguísticas são essenciais na constituição do indivíduo, visto que são o foco de análise nos casos de atraso de linguagem em crianças, sendo de fundamental relevância para o estudo do desenvolvimento da criança surda.
Portanto, acerca do processo de aquisição linguística da criança surda podemos AFIRMAR que:
a. Independente da idade o individuo surdo pode aprender a LIBRAS, sem qualquer prejuízo ao seu desenvolvimento cognitivo.
b. O Decreto 5626/2005 determina aos profissionais da saúde que orientem as famílias acerca da importância de oralizar a criança surda.
c. A LIBRAS deve ser adquirida após a aquisição natural do Português, língua majoritária do país.
d. É essencial que as crianças surdas sejam inseridas o mais cedo possível em comunidades surdas adultas, a fim de adquirirem naturalmente a língua de sinais.

Mais conteúdos dessa disciplina