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A escrita é um processo cognitivo que exige consciência linguística, planejamento e domínio do sistema gráfico da língua. Diferentemente da fala, que se desenvolve de forma mais espontânea e natural, a escrita requer aprendizagem formal e prática sistemática. No contexto da aquisição de Língua Inglesa na infância, observa-se que crianças já alfabetizadas em sua língua materna tendem a apresentar maior facilidade na leitura em inglês, pois mobilizam estratégias já consolidadas de decodificação. Entretanto a escrita em língua inglesa demanda o domínio de novos códigos, convenções ortográficas e repertório lexical, tornando-se um processo que exige intervenção pedagógica estruturada.
Assinale a alternativa correta:
A A leitura e a escrita em língua inglesa apresentam o mesmo nível de complexidade, pois dependem exclusivamente da memorização de vocabulário.
B A alfabetização prévia na língua materna pode favorecer a leitura em inglês, mas a escrita exige aprendizagem consciente do código linguístico e prática orientada.
C O ensino da escrita em língua inglesa deve priorizar apenas a produção oral, pois a escrita se desenvolve naturalmente com o tempo.
D A escrita em língua inglesa na infância ocorre de maneira espontânea, da mesma forma que a fala, não exigindo instrução formal.
E O aprendizado da escrita em língua inglesa na infância independe do conhecimento do sistema ortográfico da língua.
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Analisando o enunciado, fica claro que a escrita em inglês exige aprendizagem formal, prática sistemática e domínio do sistema gráfico, diferente da fala que é mais natural. Além disso, a alfabetização prévia na língua materna ajuda na leitura, mas a escrita demanda aprendizado consciente. Vamos analisar as alternativas: A) Incorreta – leitura e escrita não dependem exclusivamente da memorização de vocabulário; a escrita é mais complexa. B) Correta – reconhece que a alfabetização prévia ajuda na leitura, mas a escrita exige aprendizagem consciente e prática orientada. C) Incorreta – a escrita não se desenvolve naturalmente, precisa de ensino formal. D) Incorreta – a escrita não ocorre de forma espontânea como a fala. E) Incorreta – o conhecimento do sistema ortográfico é fundamental para a escrita. Portanto, a alternativa correta é: B) A alfabetização prévia na língua materna pode favorecer a leitura em inglês, mas a escrita exige aprendizagem consciente do código linguístico e prática orientada.

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Escrever bem em Língua Inglesa é uma competência que se constrói progressivamente, por meio de prática sistemática, ampliação lexical e compreensão das convenções discursivas próprias dos diferentes gêneros textuais. Conforme destaca Ken Hyland (2003), a escrita em segunda língua envolve não apenas domínio gramatical, mas também inserção nas práticas sociais e acadêmicas da comunidade linguística-alvo, o que requer tempo, feedback orientado e desenvolvimento de consciência retórica. Assim, a proficiência escrita não é resultado de memorização de regras isoladas, mas de um processo contínuo de aprendizagem, revisão e aprimoramento textual. Em outras palavras, escrever bem em Língua Inglesa é uma competência que se constrói ao longo do tempo e exige prática constante, reflexão linguística e envolvimento com diferentes contextos de uso da língua. Diferentemente de habilidades automatizadas, como andar de bicicleta, a escrita demanda aperfeiçoamento contínuo. No caso da língua inglesa, esse processo torna-se ainda mais desafiador por se tratar, na maioria das vezes, de uma segunda língua. Experiências como atuação voluntária em escolas, docência em cursos de idiomas e observação do ambiente escolar contribuem significativamente para o desenvolvimento dessa habilidade, pois ampliam o repertório linguístico e discursivo do futuro professor.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I. Escrever bem em Língua Inglesa é uma habilidade que exige prática constante, persistência e envolvimento com diferentes contextos de uso da língua.

PORQUE

II. A escrita em língua inglesa, por não ser a língua materna da maioria dos aprendizes, demanda maior esforço, consciência linguística e experiência prática.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C As asserções I e II são falsas.
D A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
E A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.

Segundo Ken Hyland, a estrutura de escrita em inglês, de gêneros textuais formais, reflete convenções discursivas próprias da escrita acadêmica nessa língua, que valorizam clareza argumentativa e progressão lógica. De modo semelhante, John M. Swales destaca que a introdução desempenha papel estratégico ao situar o leitor e estabelecer o propósito do texto, evidenciando que a organização textual é parte fundamental da competência escrita em contextos igualmente formais.
Fontes:

HYLAND, K. Second Language Writing. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.

SWALES, J. M. Genre Analysis: English in Academic and Research Settings. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

Nesse sentido, a organização estrutural de um texto é um dos elementos centrais para a construção da coerência e da clareza na escrita, especialmente em gêneros não literários. Em Língua Inglesa, a estrutura tradicionalmente adotada é composta por introduction, body e conclusion. Cada uma dessas partes desempenha uma função específica no desenvolvimento das ideias, contribuindo para a progressão temática e para a unidade textual.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. Um texto coerente, especialmente no contexto acadêmico e não literário, deve apresentar introdução, desenvolvimento (body) e conclusão, cada qual com função específica.

PORQUE

II. A introdução apresenta o tópico, o corpo do texto desenvolve argumentos com exemplos e fundamentação, e a conclusão retoma e articula as ideias, promovendo o fechamento do texto.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
A As asserções I e II são falsas.
B A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
C As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
D A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
E As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

A Neurociência tem contribuído de forma significativa para a compreensão dos processos de aprendizagem ao evidenciar que o cérebro aprende por meio da consolidação progressiva de conexões neurais, fortalecidas pela repetição significativa e pela retomada sistemática de conteúdos ao longo do tempo. Estudos de Eric Kandel demonstram que a aprendizagem envolve modificações sinápticas duradouras, indicando que o reforço e a reativação de informações favorecem sua consolidação na memória de longo prazo. Essa perspectiva dialoga com a ideia de currículo ou conhecimento em espiral, proposta por Jerome Bruner, segundo a qual os conteúdos devem ser revisitados em níveis crescentes de complexidade, permitindo aprofundamento conceitual contínuo. Assim, ao articular contribuições da neurociência com teorias educacionais, compreende-se que a aprendizagem não ocorre de forma linear e imediata, mas por sucessivas reconstruções cognitivas, nas quais a retomada estruturada de conceitos potencializa a compreensão, a retenção e a transferência do conhecimento.
Fonte:

BRUNER, J. S. The Process of Education. Cambridge: Harvard University Press, 1960.

KANDEL, E. R. In Search of Memory: The Emergence of a New Science of Mind. New York: W. W. Norton, 2006.
A neurociência tem contribuído significativamente para a compreensão dos processos de aprendizagem, incluindo o chamado conhecimento em espiral. Esse conceito pressupõe que o aprendizado ocorre de forma progressiva, acumulativa e interligada, sendo constantemente retomado e ampliado. Pesquisas indicam que o estudo em grupo potencializa a aprendizagem, pois a troca de experiências ativa diferentes áreas do cérebro, associando o conteúdo a elementos sensoriais e emocionais. Além disso, no ensino da escrita em língua estrangeira, é importante respeitar o tempo de maturação do aprendiz. Embora a exposição precoce aos sons da língua seja benéfica, isso não implica antecipar a produção escrita formal sem que haja vivência linguística suficiente. Assinale a alternativa correta:
A O processo de escrita em língua estrangeira deve ser iniciado o mais cedo possível, independentemente da experiência linguística acumulada pelo estudante.
B O estudo individual é sempre mais eficaz do que o estudo em grupo, pois evita interferências externas no processo cognitivo.
C O conhecimento em espiral defende que o aprendizado ocorre de maneira linear e deve ser concluído completamente antes de ser retomado.
D A aprendizagem em grupo pode fortalecer conexões neurais ao associar conteúdos a experiências sensoriais e emocionais, favorecendo a consolidação do conhecimento.
E A exposição precoce à língua estrangeira implica necessariamente o ensino formal da escrita ainda na primeira infância.

A noção de competência comunicativa foi proposta por Dell Hymes como uma ampliação crítica do conceito de competência linguística restrita ao domínio gramatical. Para Hymes, saber uma língua não significa apenas conhecer suas regras estruturais, mas saber utilizá-la adequadamente em diferentes contextos sociais, considerando interlocutores, intenções comunicativas e normas culturais. Assim, a competência comunicativa envolve dimensões que articulam forma, significado e uso.

Com base nessa perspectiva — posteriormente sistematizada por estudiosos, como Michael Canale e Merrill Swain —, pode-se compreender as quatro habilidades linguísticas (reading, listening, writing e speaking) como manifestações integradas dessa competência mais ampla.
Fonte: HYMES, D. H. On communicative competence. In: PRIDE, J. B.; HOLMES, J. (org.). Sociolinguistics: Selected Readings. Harmondsworth: Penguin Books, 1972. p. 269-293.
No ensino de Língua Inglesa, o desenvolvimento das quatro habilidades linguísticas, reading, writing, speaking e listening, constitui a base para a competência comunicativa. Essas habilidades são interdependentes e envolvem processos cognitivos distintos. Enquanto a leitura está relacionada à decodificação de mensagens escritas, a escrita representa o movimento inverso: a codificação de ideias em linguagem escrita. Compreender essas diferenças é fundamental para o planejamento de práticas pedagógicas eficazes no ensino superior. Analise as afirmativas a seguir:
I. A leitura (reading) consiste no processo de decodificação de símbolos gráficos, atribuindo-lhes significado a partir de conhecimentos linguísticos e contextuais.

II. A escrita (writing) corresponde ao processo de codificação de mensagens, exigindo do sujeito a organização de ideias e o uso adequado de recursos linguísticos.

III. A fala (speaking) e a audição (listening) são habilidades independentes e não mantêm relação entre si no processo de aprendizagem de língua estrangeira.

IV. As quatro habilidades linguísticas são complementares e, quando trabalhadas de forma integrada, favorecem o desenvolvimento da competência comunicativa.
É correto o que se afirma em:
A) I e III, apenas.
B) II e IV, apenas.
C) I, II e IV, apenas.
D) I, II, III e IV.
E) III e IV, apenas.

No debate sobre bilinguismo e ensino de línguas adicionais com foco na escrita, destaca-se a contribuição de Jim Cummins, cuja hipótese da interdependência linguística sustenta que habilidades cognitivas e acadêmicas desenvolvidas na língua materna podem transferir-se para a segunda língua, favorecendo a produção escrita. Nessa perspectiva, a escrita em contexto bilíngue não se constrói do zero, mas apoia-se em competências previamente consolidadas, como organização textual e argumentação. Complementarmente, Ofelia García amplia o debate ao propor uma visão dinâmica do bilinguismo, em que práticas translíngues podem funcionar como recurso estratégico no desenvolvimento da escrita, valorizando o repertório linguístico integral do estudante.
Fontes:

CUMMINS, J. Linguistic interdependence and the educational development of bilingual children. Review of Educational Research, Washington, v. 49, n. 2, p. 222-251, 1979.

GARCÍA, O.; WEI, L. Translanguaging: Language, Bilingualism and Education. London: Palgrave Macmillan, 2014.
No debate sobre bilinguismo e ensino de línguas, questiona-se frequentemente se aprender a escrever em língua inglesa pode prejudicar a escrita na língua materna. Estudos na área da educação e da linguística aplicada indicam que não há evidências de que o aprendizado da escrita em língua estrangeira cause prejuízo à escrita em língua materna. O que deve ser considerado é a forma como esse ensino é conduzido, especialmente em relação ao excesso de estímulos e à imposição precoce de exigências formais. Escrever em inglês envolve o aprendizado de um novo sistema linguístico, diferentemente do português, no qual o estudante já domina vocabulário, coesão e organização textual. Assim, o processo em língua estrangeira exige mediação adequada e abordagem natural. Assinale a alternativa correta:
A A escrita em língua inglesa e na língua materna mobilizam exatamente os mesmos conhecimentos linguísticos.
B Aprender a escrever em língua inglesa prejudica diretamente a organização textual na língua materna.
C Para evitar interferências, o ensino da escrita em inglês deve ocorrer somente após o completo domínio acadêmico da língua materna.
D O aprendizado da escrita em língua estrangeira influencia negativamente o vocabulário da língua materna.
E Não há evidências de que aprender a escrever em inglês prejudique a escrita em português, desde que o ensino seja conduzido de forma adequada e sem estímulos excessivos.

Um dos marcos teóricos mais relevantes para compreender como a criança aprende a escrever é a obra Psicogênese da Língua Escrita, elaborada por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, cujos fundamentos dialogam com a epistemologia genética de Jean Piaget. Nesse referencial, a aprendizagem da escrita é entendida como um processo ativo de construção do conhecimento, no qual a criança formula e reformula hipóteses acerca do funcionamento do sistema alfabético.

Segundo essa perspectiva, o desenvolvimento da escrita ocorre por meio de diferentes níveis de compreensão, que expressam modos distintos de pensar a relação entre fala e grafia. Tais níveis não devem ser interpretados como fases rígidas ou sequências obrigatórias, mas como construções cognitivas dinâmicas, elaboradas a partir das interações da criança com textos, leitores, escritores e situações reais de uso da língua.

Compreender essa dinâmica é essencial para a prática pedagógica, pois permite ao professor identificar como o estudante está conceituando a escrita e, a partir disso, propor intervenções coerentes com seu nível de entendimento. Dessa forma, o ensino deixa de ser mera transmissão de regras e passa a favorecer avanços significativos no processo de alfabetização.
Fontes:

FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

PIAGET, J. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1990.
No processo de aquisição da escrita, a criança constrói hipóteses sobre o funcionamento do sistema alfabético. Estudos no campo da Psicogênese da Língua Escrita indicam que essa construção ocorre por meio de diferentes níveis de compreensão acerca da relação entre fala e escrita. Esses níveis não são etapas rígidas, mas hipóteses progressivas que revelam como a criança pensa sobre o sistema de escrita. Analise as afirmativas a seguir:
I. Na fase pré-silábica, a criança ainda não estabelece relação entre grafemas e fonemas, podendo utilizar letras aleatórias, números ou pseudoletras para representar a escrita.

II. Na fase silábica, a criança compreende que cada letra corresponde a um fonema, escrevendo palavras com correspondência sonora completa.

III. Na fase silábica alfabética, a criança alterna momentos em que representa sílabas com uma única letra e momentos em que já utiliza mais de uma letra para representar os sons da sílaba.

IV. Na fase alfabética, a criança compreende o princípio alfabético, estabelecendo correspondência entre fonemas e grafemas, embora ainda possa apresentar dificuldades ortográficas.
É correto o que se afirma em:
A I, II e IV, apenas.
B II e III, apenas.
C I, III e IV, apenas.
D I, II, III e IV.
E I e II, apenas.

O crescimento das escolas bilíngues no Brasil tem se intensificado nas últimas décadas, impulsionado pela valorização do inglês como língua global e pela demanda das famílias por formação acadêmica com perspectiva internacional. Esse movimento levou à necessidade de regulamentação e definição de parâmetros pedagógicos específicos, culminando na publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Oferta de Educação Plurilíngue, estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação por meio da Resolução CNE/CEB nº 1/2020. O documento define critérios para caracterização de escolas bilíngues, carga horária mínima em língua adicional e formação docente adequada, evidenciando o reconhecimento institucional da expansão desse modelo educacional no país.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I. O trabalho em uma escola bilíngue exige do professor formação específica, proficiência nas línguas de instrução e experiência em educação.

PORQUE

II. O ensino em contexto bilíngue envolve simultaneamente o desenvolvimento de conteúdos curriculares e habilidades linguísticas, tornando a atuação docente mais complexa.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A A asserção I é verdadeira, e a II é falsa.
B A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.
C As asserções I e II são falsas.
D As asserções I e II são verdadeiras, e a II justifica corretamente a I.
E As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não justifica a I.

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