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No que tange a fala, é incorreto: a) a fala é uma função tão dominante como meio de comunicação que a ideia de sua ausência sugere condenar o indivíduo ao isolamento social. Torna-se difícil imaginar uma forma alternativa de comunicação que possa substituir com tamanha eficiência a produção oral nas interações comunicativas entre os indivíduos. No entanto, a fala é apenas uma das possibilidades de expressão da linguagem humana, assim como são os gestos na Língua Brasileira de Sinais, a escrita, os símbolos e os sinais convencionais. Todos são manifestações construídas ao longo do tempo pela cultura e transmitidas pela aprendizagem. b) o desenvolvimento da linguagem oral nas pessoas com TEA apresenta sempre uma grande variação de um indivíduo a outro. Porém, aproximadamente metade dessa população não chega a desenvolver espontaneamente a linguagem oral, muito em função da presença de algum grau de incapacidade intelectual. Valdez e Ruggieri (2012) descrevem alguns subgrupos que Rapin (2006) organizou com os seguintes critérios: crianças com dificuldades de compreensão e dificuldades formais de expressão; crianças com dificuldades de compreensão sem dificuldades formais de expressão; crianças que conseguem alcançar bons níveis de compreensão e expressão do código oral, ainda que com alterações pragmáticas. c) fazendo um paralelo entre o desenvolvimento de fala de crianças típicas, entre 2 a 5 anos de idade, verifica-se que estas realizam ajustes e adaptações durante seu discurso, como uso de apoio gestual, substituição de termos por palavras mais simples, apelo pelo uso de onomatopeias, formas de garantir a compreensão do ouvinte e manter a interação comunicativa. Nos casos de crianças com autismo, existe sempre um grande desequilíbrio entre o nível de desenvolvimento geral e o nível de linguagem. Há ainda um grande desencontro de fases do desenvolvimento de aspectos constitutivos de linguagem, a saber: fonologia, fonética, prosódia, semântica, sintaxe e pragmática. Falaremos de cada uma dessas características separadamente para garantir um entendimento melhor de seus significados dentro da aquisição de fala da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo. d) o campo de estudo fonético se refere à articulação dos sons da fala; são as habilidades motoras necessárias para produzir os fonemas correspondentes das palavras. As estruturas que participam dessa produção articulatória são língua, lábios, mandíbula, véu-palatino, ou seja, todas as estruturas orais. Para os falantes experientes da língua, esses movimentos tornam-se automáticos, porém, é necessária uma sequência precisa, coordenada e muito rápida para o encadeamento de fonemas na articulação de uma única palavra. Geralmente, crianças com TEA a alteração não está na produção articulatória dos fonemas, mas na escolha do fonema que garantirá a emissão da palavra que necessito para determinado contexto comunicativo.
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Anielo Rodrigues

há 3 dias

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