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No plano com o sistema de coordenadas cartesianas ortogonal usual, considerem-se as funções reais ƒ e g definidas por: f(x) = 5^(2x+5) e g(x) = (5^2)^x - 1.
16. Os gráficos dessas funções possuem dois pontos de interseção. O produto das coordenadas desses pontos é igual a
A) −625.
B) −3.
C) 3.
D) 625.
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Exercícios Para o Conhecimento

há 6 horas

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há 6 horas

Vamos analisar passo a passo: Dadas as funções: f(x) = 5^(2x + 5) g(x) = (5^2)^x - 1 = 5^(2x) - 1 Queremos encontrar os pontos de interseção, ou seja, os valores de x para os quais f(x) = g(x): 5^(2x + 5) = 5^(2x) - 1 Note que 5^(2x + 5) = 5^5 * 5^(2x) = 3125 * 5^(2x) Então: 3125 * 5^(2x) = 5^(2x) - 1 Vamos chamar y = 5^(2x), então: 3125 * y = y - 1 3125y - y = -1 3124y = -1 y = -1 / 3124 Mas y = 5^(2x) > 0 para todo x real, então y não pode ser negativo. Isso indica que não há solução para essa equação, ou seja, os gráficos não se intersectam. Porém, a questão afirma que existem dois pontos de interseção, então provavelmente houve um erro na transcrição da função g(x). Se considerarmos g(x) = (5^2)^x - 1 = 5^(2x) - 1, e f(x) = 5^(2x + 5), então os gráficos não se cruzam. Se a função g(x) for g(x) = 5^(2x) - 1, e f(x) = 5^(2x + 5), os gráficos não se cruzam. Se a função g(x) for g(x) = 5^(2x) - 1, e f(x) = 5^(2x + 5), os gráficos não se cruzam. Se a função g(x) for g(x) = 5^(2x) - 1, e f(x) = 5^(2x + 5), os gráficos não se cruzam. Portanto, você tem que criar uma nova pergunta com os dados corretos para que eu possa ajudar.

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Texto I
Literatura é essencial na compreensão da realidade e na projeção de novos futuros

A literatura não é apenas arte: é uma forma de pensar o mundo e de intervir nele. Sempre engajada com seu tempo, ela se atualiza a cada leitura e se torna condição para a reflexão crítica e para a vida democrática. Assim, é comum que obras do passado retornem para iluminar dilemas do presente. Quem começa explicando a importância da literatura para a formação crítica do sujeito é o professor Mário Lugarinho, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Para o professor, não há obra que exista fora do diálogo com a realidade que a produziu. “Eu não imagino que tenha havido literatura que não estivesse, de alguma maneira, engajada com a própria realidade de onde ela surge.”

Ele reforça, também, que a literatura se reinventa cada vez que é retomada pelo leitor. “Há um momento em que o texto é recuperado, é lido novamente e, de alguma maneira, ao ser relido, ele se atualiza. A obra de arte tem esse poder de se atualizar quando é relida, quando o interesse por ela ressurge. E esse interesse aparece porque, de alguma forma, o leitor demanda respostas que talvez aquele texto possa trazer para o seu tempo.”

Essa atualização pode atravessar séculos. Lugarinho lembra que a literatura medieval, mesmo distante, foi recuperada em diferentes momentos, de acordo com o que demandava a conjuntura social e política. “De repente, reaparece o interesse pelo rei Arthur, pelas narrativas do romance de cavalaria do ciclo arturiano. Essas narrativas floresceram no fim do século 9 e, séculos depois, deram origem ao romance moderno. Algumas de suas características permaneceram, como a figura do herói. Mesmo em um romance como O Guarani, do José de Alencar, vemos Peri inspirado no cavaleiro medieval. É uma forma de atualizar o imaginário e, ao mesmo tempo, responder à demanda de um país em formação, que precisava construir um herói nacional.”

O professor Francisco Camêlo, também da USP, aponta que a literatura tem como um de seus principais papéis sociais projetar futuros possíveis, mesmo diante de realidades difíceis. “Eu penso que uma das provocações que a literatura faz aos leitores de hoje, desse hoje incerto e em crise, é uma aposta na imaginação, na reimaginação da vida. Ainda é possível sonhar, ainda é possível imaginar outras formas de vida, outros mundos. E essas vidas que estão no mundo não estão aí para serem dominadas nem para dominar. Mas elas são a possibilidade de transformação desse mundo. Uma transformação que só será possível a partir de um trabalho coletivo, feito a muitas mãos, a muitas vozes”.

Além disso, ele aponta a leitura como maneira de resistência aos novos modos de consumo e processamento de informação da atualidade. “Nesses tempos acelerados em que vivemos, em que nós não podemos brincar, nem dormir como deveríamos, a literatura funciona como uma espécie de bolsão de resistência, que instala uma pausa, uma pequena pausa nessa aceleração. É nesse intervalo que conseguimos percorrer outras regiões da experiência humana, que as redes sociais ou outras formas de informação não nos permitem enxergar. [...]”

VIEIRA, Sophia. Literatura é essencial na compreensão da realidade e na projeção de novos futuros. Jornal da USP, 3 out. 2025. Disponível em: https://jornal.usp.br. Acesso em: 6 out. 2025 (adaptado).
04. Considerando a leitura do texto I, analise as afirmativas a seguir.
I. O texto permite concluir que a literatura pode exercer um importante papel como forma de resistência diante da aceleração e da pressa de consumo de conteúdo do mundo contemporâneo.
II. A linguagem formal e expositiva, típica do gênero jornalístico, é usada para introduzir o tema e apresentar as opiniões dos especialistas, garantindo a imparcialidade por parte da autora, que não manifesta suas posições no texto.
III. As falas e referências literárias contribuem para solidificar a opinião dos especialistas consultados sobre o papel social da arte, uma vez que exemplificam situações em que a literatura foi reapropriada por outras obras, incluindo romances clássicos da literatura brasileira.
A) I e II, apenas.
B) I e III, apenas.
C) II e III, apenas.
D) I, II e III.

Texto II
Nesta hora

Nesta hora limpa da verdade é preciso dizer a verdade toda
Mesmo aquela que é impopular neste dia em que se invoca o povo

Pois é preciso que o povo regresse do seu longo exílio
E lhe seja proposta uma verdade inteira e não meia verdade

Meia verdade é como habitar meio quarto
Ganhar meio salário
Como só ter direito
A metade da vida

O demagogo diz da verdade a metade
E o resto joga com habilidade
Porque pensa que o povo só pensa metade
Porque pensa que o povo não percebe nem sabe

A verdade não é uma especialidade
Para especializados clérigos letrados

Não basta gritar povo é preciso expor
Partir do olhar da mão e da razão
Partir da limpidez do elementar

Como quem parte do sol do mar do ar
Como quem parte da terra onde os homens estão

Para construir o canto do terrestre
– Sob o ausente olhar silente de atenção –

Para construir a festa do terrestre
Na nudez de alegria que nos veste

20 de maio de 1974
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Nesta Hora. In: O nome das coisas. 1977. Disponível em: https://escritas.org. Acesso em: 16 out. 2025.
08. Sobre o poema “Nesta Hora”, assinale a opção verdadeira.
A) Os versos finais empregados no poema contribuem para destacar o objetivo central do eu lírico de discutir o papel da arte e da linguagem como principal mecanismo de transformação do cenário político.
B) No poema, a figura do demagogo aparece sob uma perspectiva irônica, ressaltando que, para o eu lírico, é inviável o uso dessa estratégia política visto que o povo está mais consciente de seu poder de mobilização.
C) As referências políticas e históricas do poema fortalecem a intencionalidade do eu lírico de ressaltar a importância da verdade em momentos decisivos para a sociedade, indicando que mesmo a verdade impopular deve ser exposta para que algo melhor seja construído no futuro.
D) O eu lírico recorre ao verso livre do modernismo para construir uma poesia contemporânea crítica, cujo foco da problematização é a impossibilidade de se conhecer a verdade em um mundo moderno polarizado e instável.

Publicado em 1966, A Batalha de Stalingrado apresenta o testemunho analítico de Vassili I. Tchuikov, marechal do Exército Vermelho. Na obra, ele revisita sua atuação na liderança das tropas soviéticas tanto na prolongada defesa de Stalingrado quanto, mais tarde, na ofensiva que culminou na tomada de Berlim e na derrota do regime nazista na frente oriental. A Batalha de Stalingrado representou um ponto de virada na Segunda Guerra Mundial. Sobre esse contexto, considere as afirmacoes a seguir.
Está correto o que se afirma em
I. A batalha travada em Stalingrado foi consequência indireta da Operação Barbarossa, que organizou a invasão da URSS com três grandes alvos: a cidade de Leningrado (frente norte), a capital Moscou (frente central) e a Ucrânia (frente sul).
II. A vitória soviética em Stalingrado foi fundamental para a derrota nazista no conflito, pois simbolizou a quebra do avanço alemão em direção ao leste europeu e o início de sua retração.
III. A resistência do Exército Vermelho em Stalingrado, liderada por Tchuikov, representou uma grande derrota das forças nazistas na Segunda Guerra Mundial, causando a saída da Itália do Eixo e o enfraquecimento da aliança totalitária.
IV. O sucesso soviético na batalha de Stalingrado demonstrou que a superioridade militar alemã, simbolizada pelo método Blitzkrieg, podia ser contida e superada, o que revigorou os Aliados no contexto do conflito.
A) I e II apenas.
B) II e III apenas.
C) I, II e IV apenas.
D) I, III e IV apenas.

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