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semana passada
Vamos analisar o caso passo a passo: - Homem, 52 anos, com insônia de início recente (4 meses), dificuldade para iniciar o sono, despertares noturnos, sono não reparador, fadiga diurna, irritabilidade e impacto funcional. - Sem sinais de apneia do sono, movimentos periódicos, sonolência excessiva diurna. - Consumo diário de café até o início da noite (fator modificável). - Hipertensão controlada, sem alterações clínicas significativas. - Sem depressão ou ansiedade diagnosticadas. Considerando que: - A insônia é crônica (mais de 3 meses). - Não há comorbidades psiquiátricas. - O paciente tem impacto funcional importante. - O consumo de cafeína até a noite pode piorar a insônia. - A abordagem inicial deve priorizar intervenções não farmacológicas, especialmente a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), que é o tratamento de primeira linha. - O uso de medicamentos deve ser reservado para casos selecionados e por curto período. Analisando as alternativas: A) Melatonina + higiene do sono: melatonina pode ajudar, mas não é o tratamento inicial preferido para insônia crônica com impacto funcional. B) Benzodiazepínico: não é recomendado como primeira escolha devido ao risco de dependência e efeitos adversos. C) Antidepressivo sedativo: pode ser usado em casos com comorbidades psiquiátricas, mas aqui não há. D) Priorizar intervenção não farmacológica estruturada (TCC-I) + higiene do sono, reservando medicação como adjuvante temporário se necessário: esta é a conduta mais adequada. Portanto, a resposta correta é: D) Priorizar intervenção não farmacológica estruturada, baseada em terapia cognitivo-comportamental para insônia, associada a medidas sistematizadas de higiene do sono — incluindo controle de estímulos, regularização do ritmo sono-vigília e manejo do consumo de cafeína —, reservando tratamento farmacológico como adjuvante temporário, preferencialmente com hipnótico não benzodiazepínico, tipo zolpidem, na menor dose eficaz e por curto período, integrado ao acompanhamento longitudinal e à reavaliação periódica do plano terapêutico.
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