Ed
há 3 semanas
Vamos analisar o caso passo a passo: - Paciente com múltiplos parceiros e uso irregular de preservativo, o que indica risco para HIV e, portanto, indicação para PrEP. - Diagnóstico prévio de hepatite B crônica, em acompanhamento irregular. - Creatinina sérica 1,8 mg/dL e clearance de creatinina (ClCr) de 54,17 mL/min, indicando disfunção renal leve (limite para uso de TDF/FTC geralmente é ClCr ≥ 60 mL/min). - ALT levemente elevada (68 U/L). - Uso de carbamazepina para epilepsia controlada. Agora, as opções: A) Iniciar PrEP imediatamente apesar do ClCr < 60 mL/min — incorreto, pois o uso de TDF/FTC é contraindicado com clearance renal abaixo de 60 mL/min. B) Postergar início da PrEP devido à depuração de creatinina inferior a 60 mL/min, investigar e manejar disfunção renal, reavaliar depois. Hepatite B não contraindica PrEP, mas exige avaliação especializada e cuidado com risco de exacerbação hepática se PrEP for interrompida sem acompanhamento — esta é a conduta correta. C) Prescrever PrEP sob demanda (2-1-1) para reduzir exposição ao tenofovir em disfunção renal leve — o esquema 2-1-1 não é recomendado para pessoas com hepatite B crônica, pois a interrupção do tenofovir pode causar exacerbação da hepatite. D) Contraindicar PrEP devido à hepatite B, elevação de transaminases e uso de carbamazepina — incorreto, pois a hepatite B não contraindica o uso, e a prevenção farmacológica é recomendada com acompanhamento. Resposta correta: B) Postergar o início da PrEP devido à depuração de creatinina inferior a 60 mL/min, realizar investigação e manejo da disfunção renal, e reavaliar a elegibilidade posteriormente. A infecção crônica pelo HBV não contraindica a PrEP, mas exige avaliação especializada e orientação formal quanto ao risco de exacerbação hepática caso a profilaxia seja interrompida sem acompanhamento médico.
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