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2. Questão de escolha múltipla. Assinale as duas alternativas que são FALSAS

2. Questão de escolha múltipla. Assinale as duas alternativas que são FALSAS nos seus enunciados. A questão trata do Fenômeno Religioso. Verificando os objetivos da disciplina de Cultura Religiosa, observando os conteúdos apresentados nos primeiros capítulos, bem como fazendo uma análise do cotidiano é possível afirmar que: 

a)  ( ) A religiosidade dá mostras de ser um fenômeno de caráter universal, visto que desde a antiguidade, em praticamente todas as sociedades e civilizações estudadas pela Antropologia, Sociologia e História há sinais de elementos religiosos, como ritos, cerimônias e crenças em algum tipo de divindade ou mundo espiritual.

b)  (?) A religiosidade é um fenômeno que está circunscrito ao mundo primitivo, de um passado distante. No mundo atual, da modernidade, guiado pela razão lógica, não há espaço para a religião ou mesmo para a espiritualidade. É preciso concordar com os filósofos e cientistas iluministas e afirmar: “A ciência terminará com todas as formas de religião”.

c)  ( ) Em momentos de dificuldade, em situações de tragédias ou sofrimento, diante da morte e do morrer, muitas pessoas procuram forças, coragem e esperança no mundo da fé e da religião. Buscam consolo em um deus e na crença numa vida no além-túmulo. Portanto, a religião permanece tendo seu valor para aplacar a angústia humana diante das questões existenciais, tais como de onde viemos, quem somos e para onde vamos.

d)  (?) O fenômeno religioso é um tema de grande complexidade. Para uma compreensão profunda e detalhada da religiosidade o pesquisador deveria fazer uso de diferentes ciências que se ocupam desse campo fenomenológico, como a Sociologia, Antropologia, Psicologia, Filosofia, Teologia entre outras. Exemplo disso é estudo do fenômeno dos exorcismos e possessão, que pode ser explicado por múltiplos vieses científicos e religiosos.

e)  ( ) Sincretismo é um fenômeno religioso muito comum e popular em nosso país, estando presente em muitas religiões brasileiras. A principal característica do sincretismo 2

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94 resposta(s)

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Guilherme

Há mais de um mês

Antopologicamente a alternativa "a" é falsa, tribos brasileiras ou de esquimós desmentem esta alternativa, mas é por demais genérica para ser descartada, a "b" é extremamente falsa, porque se no iluminismo já prenunciavam a morte de Deus e ele não morreu há explicações cognitivas para o porquê da idéia de deus subsistir em nossa sociedade, principalmente pelo fato de que a crença sem provas pode se mostrar em uma vantagem comparativa se você estiver em uma floresta caçando ou coletando alimentos e ouvir um barulho: você pode crer que é um animal selvagem e perigoso ou pode ficar ali para descobrir. Quem se arrisca mais é dizimado, logo há estudos atropológicos e da própria biologia evolutiva afirmando que crenças sem provas são parte de nossa cognição, logo a idéia de deus não sumiria tão facilmente como demonstrá-la falha por proposições. Desde Epicuro demonstram o mesmo argumento, e ainda assim a humanidade resiste na idéia de deus: isso prova que algumas pessoas precisam acreditar, outras não, e que o respeito mútuo e a não-interferência é a única forma de coexistirmos.

a C é ok,

a D que você marcou está correta: o fenômeno religioso é estudado desde sua parte psiquiátrica, à sociológica, antropológica e algo interessante da antropologia é que muitas vezes você não dissocia a religião do trabalho, e do convívio social: são práticas conjuntas. A mesma discussão quanto à antropologia se tem no Direito, que ignora as pesquisas feitas e continua a reproduzir o brocardo latino "ubi societas, ibi jus", onde há sociedade, há direito, sendo que há sociedades onde não se dissocia o Direito do resto da prática social, como o é feito no mundo ocidental.

A questão da possessão é um caso a parte, pois é onde há a o contraponto entre a psiquiatria, a psicologia e a religião. Na prática, na psicologia comportamental há estudos que mostram que com autosugestão você pode fazer coisas inimagináveis, e a clínica médica da psiquiatria prova igualmente tal coisa. A religião como fator para explicar a possessão pode ser apenas um fator para inutilizar a vida de uma pessoa, se ela estiver em crise psicótica, pois durante a crise ela perde neurônios e pode nunca mais voltar: entre em um manicômio qualquer e verá que eventualmente existem profetas lá, assim como pessoas que acreditam serem emissários do demônio, mas isso diz respeito a uma crença infundada e irrazoada da pessoa perante a si. Considerar a possessão como fenômeno a ser estudado é algo pordemais ignaro.

A "possessão" pode ser explicada pela religião ou pela psicologia/psiquiatria, mas quando apreciada pela religião apenas faz com que a pessoa se torne acometida de um mal alheio à sua psique, ao seu funcionamento biológico, e basicamente ignora todas essas proposições para fornecer argumentos de autoridade teológicos que na prática podem não melhorar a vida da pessoa, ou acometê-la do mal que lhe aflige.

Marcaria a D, porque acreditar em possessões puras no século 21 e em uma universidade é difícil...

a E está incompleta, mas as religiões umbandistas, candomblé e o espiritismo são extremamente sincretistas.

 

Eu marcaria

Antopologicamente a alternativa "a" é falsa, tribos brasileiras ou de esquimós desmentem esta alternativa, mas é por demais genérica para ser descartada, a "b" é extremamente falsa, porque se no iluminismo já prenunciavam a morte de Deus e ele não morreu há explicações cognitivas para o porquê da idéia de deus subsistir em nossa sociedade, principalmente pelo fato de que a crença sem provas pode se mostrar em uma vantagem comparativa se você estiver em uma floresta caçando ou coletando alimentos e ouvir um barulho: você pode crer que é um animal selvagem e perigoso ou pode ficar ali para descobrir. Quem se arrisca mais é dizimado, logo há estudos atropológicos e da própria biologia evolutiva afirmando que crenças sem provas são parte de nossa cognição, logo a idéia de deus não sumiria tão facilmente como demonstrá-la falha por proposições. Desde Epicuro demonstram o mesmo argumento, e ainda assim a humanidade resiste na idéia de deus: isso prova que algumas pessoas precisam acreditar, outras não, e que o respeito mútuo e a não-interferência é a única forma de coexistirmos.

a C é ok,

a D que você marcou está correta: o fenômeno religioso é estudado desde sua parte psiquiátrica, à sociológica, antropológica e algo interessante da antropologia é que muitas vezes você não dissocia a religião do trabalho, e do convívio social: são práticas conjuntas. A mesma discussão quanto à antropologia se tem no Direito, que ignora as pesquisas feitas e continua a reproduzir o brocardo latino "ubi societas, ibi jus", onde há sociedade, há direito, sendo que há sociedades onde não se dissocia o Direito do resto da prática social, como o é feito no mundo ocidental.

A questão da possessão é um caso a parte, pois é onde há a o contraponto entre a psiquiatria, a psicologia e a religião. Na prática, na psicologia comportamental há estudos que mostram que com autosugestão você pode fazer coisas inimagináveis, e a clínica médica da psiquiatria prova igualmente tal coisa. A religião como fator para explicar a possessão pode ser apenas um fator para inutilizar a vida de uma pessoa, se ela estiver em crise psicótica, pois durante a crise ela perde neurônios e pode nunca mais voltar: entre em um manicômio qualquer e verá que eventualmente existem profetas lá, assim como pessoas que acreditam serem emissários do demônio, mas isso diz respeito a uma crença infundada e irrazoada da pessoa perante a si. Considerar a possessão como fenômeno a ser estudado é algo pordemais ignaro.

A "possessão" pode ser explicada pela religião ou pela psicologia/psiquiatria, mas quando apreciada pela religião apenas faz com que a pessoa se torne acometida de um mal alheio à sua psique, ao seu funcionamento biológico, e basicamente ignora todas essas proposições para fornecer argumentos de autoridade teológicos que na prática podem não melhorar a vida da pessoa, ou acometê-la do mal que lhe aflige.

Marcaria a D, porque acreditar em possessões puras no século 21 e em uma universidade é difícil...

a E está incompleta, mas as religiões umbandistas, candomblé e o espiritismo são extremamente sincretistas.

 

Eu marcaria

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes