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Elisão e Evasão Fiscal

Disserte  e fundamente sobre a diferença entre : Elisão  e Evasão Fiscal.


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Para Andrade Filho, “planejamento tributário ou `elisão fiscal´ envolve a escolha, entre alternativas válidas, de situações fáticas ou jurídicas que visem reduzir ou eliminar ônus tributários, sempre que isso for possível nos limites da ordem jurídica”.

Segundo Marcello Leal, "nos casos em que o contribuinte se utiliza de meios ilícitos para pode escapar da tributação, tem-se a evasão fiscal. Normalmente os casos de evasão fiscal serão também elementos de tipos penais".

Parte da doutrina procura diferenciar a evasão da elisão pelo momento de ocorrência do fato gerador. Nessa linha, a medida adotada pelo contribuinte somente será considerada lícita (elisão) se praticada antes da ocorrência do fato gerador e, portanto, ilícita (evasão) se praticada após sua ocorrência. 

Segundo Ricardo Alexandre, "elisão fiscal é a conduta consistente na prática de ato ou celebração de negócio legalmente enquadrado em hipótese visada pelo sujeito passivo, importando isenção, não incidência, incidência menos onerosa do tributo. A elisão é verificada, no mais das vezes, em momento anterior àquele em que normalmente se verificaria o fato gerador. Trata-se de planejamento tributário, que encontra guarida no ordenamento jurídico, visto que ninguém pode ser obrigado a praticar negócio de maneira mais onerosa.

A evasão fiscal é uma conduta ilícita em que o contribuinte, normalmente após a ocorrência do fato gerador, pratica atos que visam a evitar o conhecimento do nascimento da obrigação tributária pela autoridade fiscal. Aqui o fato gerador ocorre, mas o contribuinte o esconde do Fisco, na ânsia de fugir à tributação".

Para Andrade Filho, “planejamento tributário ou `elisão fiscal´ envolve a escolha, entre alternativas válidas, de situações fáticas ou jurídicas que visem reduzir ou eliminar ônus tributários, sempre que isso for possível nos limites da ordem jurídica”.

Segundo Marcello Leal, "nos casos em que o contribuinte se utiliza de meios ilícitos para pode escapar da tributação, tem-se a evasão fiscal. Normalmente os casos de evasão fiscal serão também elementos de tipos penais".

Parte da doutrina procura diferenciar a evasão da elisão pelo momento de ocorrência do fato gerador. Nessa linha, a medida adotada pelo contribuinte somente será considerada lícita (elisão) se praticada antes da ocorrência do fato gerador e, portanto, ilícita (evasão) se praticada após sua ocorrência. 

Segundo Ricardo Alexandre, "elisão fiscal é a conduta consistente na prática de ato ou celebração de negócio legalmente enquadrado em hipótese visada pelo sujeito passivo, importando isenção, não incidência, incidência menos onerosa do tributo. A elisão é verificada, no mais das vezes, em momento anterior àquele em que normalmente se verificaria o fato gerador. Trata-se de planejamento tributário, que encontra guarida no ordenamento jurídico, visto que ninguém pode ser obrigado a praticar negócio de maneira mais onerosa.

A evasão fiscal é uma conduta ilícita em que o contribuinte, normalmente após a ocorrência do fato gerador, pratica atos que visam a evitar o conhecimento do nascimento da obrigação tributária pela autoridade fiscal. Aqui o fato gerador ocorre, mas o contribuinte o esconde do Fisco, na ânsia de fugir à tributação".

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Guilherme

Há mais de um mês

A elisão se utiliza de métodos legais para realizar um planejamento tributário e reduzir o passivo. Ex: Lei Rouanet, as diversas formas de dedução do IRPJ/PF como, por exemplo, deduzir o dinheiro doado à associações sem fins lucrativos voltados ao esporte, etc.

 

A evasão por sua vez se utiliza de métodos ilegais para reduzir o imposto devido, utilizando de falsidade ideológica, simulação, doação à associações fantasmas, dentre outros meios para se evadir do agente fazendário.

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Elaine

Há mais de um mês

Elisão, também chamada de Planejamento Tributário é diferente de evasão. Planejamento tributário é totalmente lícito e o fisco não pode punir ninguém por isso. A elisão pode ocorrer porque a lei é omissa, ou seja, se o legislador não se dá ao trabalho de fechar todas as lacunas tributárias ou não quer fechar tais lacunas, o problema não é do contribuinte, é do fisco. Em uma democracia, aos indivíduos é dado fazer tudo aquilo que a lei não proíbe e ao Estado só é dado fazer aquilo que a lei permite. Logo, se o legislador deixou de dar ao Estado a possibilidade de tributar em determinadas situações, o Estado não pode tributar.  

Já a evasão é ilegal e deve ser punida. Ela inclui fraude, sonegação e simulação.  E, por conta disso, há a redução do tributo ou o seu não-pagamento.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas