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Com relação a jornada de trabalho...

Há um acordo de prorrogação de horas entre uma empresa e seus empregados. Em decorrência de diminuição da produção, as horas extras que antes eram diárias tornaram-se eventuais. Os empregados querem, não obstante, o pagamento permanente mesmo dos dias nos quais não fizeram horas extras. O empregador entende que não está legalmente obrigado a atender a essa reivindicação. Quais são os princípios e regras trabalhistas aplicáveis no caso?


2 resposta(s)

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Luan Bezerra Soares

Há mais de um mês

A Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XIII, assegura aos trabalhadores a seguinte jornada de trabalho: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”
Conforme determinação, a jornada de trabalho pode sofrer variações, desde que previstas em acordo de compensação de horas. Assim, o acordo de compensação de horas é o instrumento que autoriza aumentar a jornada de trabalho em determinados dias e reduzir em outros, sem que estas horas configurem horas extras.

A Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XIII, assegura aos trabalhadores a seguinte jornada de trabalho: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”
Conforme determinação, a jornada de trabalho pode sofrer variações, desde que previstas em acordo de compensação de horas. Assim, o acordo de compensação de horas é o instrumento que autoriza aumentar a jornada de trabalho em determinados dias e reduzir em outros, sem que estas horas configurem horas extras.

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Paduan Seta Advocacia

Há mais de um mês

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), tem entendimento sobre o assunto, conforme previsto na Súmula 291, de que a surpressão do serviço suplementar prestado (horas extras) com habitualidade durante pelo menos 1 ano assegura ao empregado indenização, nos seguintes termos:

A supressão total ou parcial, pelo empregador, de serviço suplementar prestado com habitualidade, durante pelo menos 1 (um) ano, assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao valor de 1 (um) mês das horas suprimidas, total ou parcialmente, para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. O cálculo observará a média das horas suplementares nos últimos 12 (doze) meses anteriores à mudança, multiplicada pelo valor da hora extra do dia da supressão.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes